História If The Sun Doesn't Shine - Capítulo 2


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Categorias My Chemical Romance, Panic! At The Disco, The Used
Personagens Bert McCracken, Bob Bryar, Brendon Urie, Frank Iero, Gerard Way, Ian Crawford, Matt Pelissier, Mikey Way, Personagens Originais, Quinn Allman, Ray Toro, Ryan Ross, Spencer Smith
Tags Drama, Frerard, My Chemical Romance, Romance
Visualizações 12
Palavras 1.362
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Feel


 

O adjetivo pejorativo não surtiu muito efeito em Frank Iero, uma vez que finalmente perdeu a batalha contra seu estômago e pôs para fora toda a cerveja que havia ingerido.

‘’ Você só pode estar de brincadeira. ‘’ Resmungou Gerard com um misto de espanto e preocupação em sua entonação de voz, aproximando-se do rapaz. ‘’Você tá legal?’’.

Iero sentia como se seu estômago ainda desse cambalhotas dentro de si mas imaginava que o pior já tinha passado. Isso é, até dar-se conta de que ainda estava perdido e não fazia a menor ideia de que horas eram.

‘’Eu acho que sim, não sou acostumado a beber.’’

‘’Eu mal pude perceber.’’ O rapaz maior arqueou uma sobrancelha direcionando seu olhar para o menor.

A porta do ônibus abriu-se novamente e dessa vez, exibiu um garoto alto, magricela, trajando óculos e cabelos tingidos com mechas loiras. Seu rosto de alguma forma lembrava o de Gerard, entretanto mais fino e com o maxilar mais exposto.

‘’Ger? O que tá pegando?’’.

‘’Bem, ao que parece, temos um bêbado de primeira viagem aqui.’’ Retrucou para o outro, apontando a figura postada ao seu lado, enquanto ria.

‘’Eu não estou bêbado, para a sua informação.’’ Iero vociferou retrucando enquanto ainda podia sentir seu estômago revirando dentro de si.

‘’Hum. Olha só, eu não acho que a gente tenha muito a ver com isso e estou com um sono da porra porque, se você não notou, fizemos um baita de um show agora pouco mesmo.’’ Disse a sentença direcionando o olhar para Frank e depois continuou. ‘’Agora, se você for ficar aí fora, por mim tá tudo numa boa, que se foda, mas façam menos barulho, porra.’’ Terminou encarando Gerard e fechando a porta com violência.

‘’Meu encantador irmão. Ele não reage muito bem a privação de sono.’’ Sorriu sarcasticamente, dizendo baixo para Frank. ‘’Dá para acreditar que o pirralho, no duro, ainda é mais novo do que eu?’’.

‘’Bem, parece que a simpatia é uma coisa de família.’’ O menor respondeu, contendo um riso provocativo.

A feição de Way fechou-se e tornou-se carrancuda, seu peito parecia inflar e no mesmo instante, o menor arrependeu-se das sinceras palavras expelidas, provavelmente, pela inegável embriaguez em seu organismo.

‘’Quer saber? Eu acho melhor mesmo eu entrar e ir dormir. Boa sorte, talvez você encontre alguém com um humor melhor, a essa hora, disposto a te ajudar.’’ Concretizou Gerard, virando as costas e começando a se afastar.

‘’Não! Quero dizer... Desculpe, está bem?’’ Iero proferiu as palavras esperando conter o maior, que continuou a andar. ‘’Espera aí! Olha só, não era nem para eu estar aqui, eu realmente nem deveria ter vindo, agora eu estou perdido, sujo, com uma puta dor no estômago e ainda sendo inconveniente. ‘’

‘’Eu aceito as desculpas. Infelizmente, você acaba de me ofender, novamente.’’Way respondeu enquanto permanecia estático em seu lugar, poucos passos mais distante.

‘’Como é?’’ Frank questionou aproximando-se, intrigado por realmente não ter compreendido.

‘’Você está dizendo que nosso show foi tão ínfimo que não te divertiu nem um pouco nessa noite?’’

‘’Não. Ceús. Não mesmo. Escuta, você é incrível. É... vocês são incríveis. O som é realmente ótimo e tudo, eu não sei como vocês ainda não estouraram mas... irão.’’

‘’Você está falando o que eu quero ouvir ou o que você realmente pensa?’’ O maior questionou com uma centelha de sincera dúvida.

‘’Eu estou falando o que eu verdadeiramente sinto. Eu não penso música, eu sinto.’’

A frase atingiu Gerard como um soco no estômago, lhe retirando todo e qualquer ar. Essa era exatamente a sua ideologia a respeito da música.

‘’E o que você sente com a nossa música?’’. Ainda atônito, prolongou o assunto, querendo ver o quanto o outro poderia estender seus sentimentos e lhe fornecer.

Frank se pôs então a pensar. Não porque precisava inventar uma resposta mas porque era tarefa árdua traduzir os sentimentos suscitados naquela apresentação, especialmente ao ouvir aquela voz que tinha lhe atingido de uma forma tão única e diferente.

‘’Um milhão de coisas, sabe?’’ Suspirou e continuou divagando.‘’ É como uma agressividade tão forte mas também tão... pura, sincera. Não é violência em si, é um manifesto de cada eu que já fui, que gostaria de ter sido e bem, talvez, de algum eu que futuramente venha a ser.’’ Finalizou sem nem ao menos se dar conta das próprias palavras ditas naquele momento.

Way disparou imediatamente uma resposta debochada, incrédulo com todo aquele discurso ‘’Diabos, você deve estar muito bêbado mesmo.’’

‘’Não estou nada. Quero dizer, tá, eu tô um pouco sim mas isso não quer dizer que eu esteja mentindo ou viajando. Você não acredita no próprio som que fazem?’’

Bang. Mais uma vez, o rapaz desafiava Gerard a entrar em contato com seus próprios questionamentos.

‘’É lógico que eu acredito. Ao menos, na parte dos meninos. Eu... Eu só nunca tive um retorno desses. De ninguém. Algumas pessoas dizem que nosso som é maneiro, é bom, alguns que é regular, outros, uma bosta, mas, nunca da forma que você disse.’’

‘’Talvez porque existam poucas pessoas que realmente se permitam sentir totalmente, Gerard. E a música não é realmente sobre isso?’’

Naquele momento, a conversa foi bruscamente interrompida pois Frank sentiu uma onda de ânsia incontrolável e novamente não conseguiu conter o vômito.

‘’Você realmente não parece nada legal. Espere aqui, você precisa beber água, tipo, agora.’’

Gerard tentou adentrar o ônibus o mais silenciosamente possível mas assim que esbarrou em alguma coisa lá dentro, fazendo grandes ruídos, Frank pôde ouvir alguns garotos xingando vários nomes. Alguns instantes depois, ele retornou com não só uma, mas quatro garrafinhas de água e se aproximou do menor.

‘’Você precisa se hidratar. Tome tudo.’’ Disse ficando na frente de Iero e lhe passando uma garrafa d’água.

O menor aceitou a garrafa de bom grado, abrindo-a e tomando em um gole só uma boa quantidade. A verdade é que não sentia vontade alguma de ingerir qualquer líquido mas sabia ser necessário.

‘’Obrigado. Fiz você incomodar seu pessoal, eu lamento. ‘’

‘’Não esquenta com isso.’’

Enquanto os dois rapazes cruzavam o olhar sem proferir uma palavra se quer, ao fundo, podiam ouvir algumas vozes se aproximando. Algum tempo depois, apareceram os donos, e para o alívio de Frank, ali estavam Ross e Allman, caminhando em sua direção com evidente feição mista de preocupação e alívio.

‘’Iero! Nós te procuramos em cada centímetro dessa merda. Puta que pariu, eu vou precisar de um transplante de coração.’’ Ryan disse ao olhar o amigo e só depois, então, se deu conta de quem estava ao seu lado. ‘’ Puta merda, é o Gerard Way. Como é que você veio parar aqui?’’

‘’Você está fedendo a vômito, Iero.’’ Disparou, de forma alarmada, Quinn.

‘’Eu disse pra vocês que não queria beber aquela porcaria! Eu obviamente me perdi de vocês naquela multidão e... Bem, eu acabei parando aqui.’’ Desabafou Frank em resposta aos questionamentos dos amigos.

‘’Foi muita sorte do amigo de vocês ter parado justamente aqui. Ele não estava nada bem mesmo.’’ Gerard introduziu-se no assunto e passou as três garrafinhas d’água restantes em suas mãos para Ryan. ‘’É melhor vocês levarem ele pra casa logo, está precisando descansar.’’

Ryan e Quinn se entreolharam, acenando positivamente com as cabeças. Apoiaram os braços, um cada um, nos ombros de Frank e agradeceram Gerard pela ajuda. Quando começavam a se afastar, lentamente, tentando conduzir o menor, Way ousou emitir um grito abafado. ‘’Iero, um instante?’’

Frank ao ouvi-lo, olhou para os amigos que encontravam-se confusos e impacientes, mas por fim libertaram seu ombro. Aproximou-se novamente de onde estava Gerard, que segurava um pequeno cartão em mãos.

‘’Isso é o telefone de contato da nossa banda. E também conhecido como o meu celular, sabe como é, iniciantes entusiastas. Se de repente você quiser, sei lá, sentir um pouco mais... Apareça no nosso próximo ensaio, está bem?’’ Passou o cartão para as mãos do menor e parou, olhando-o nos olhos, encarando sua íris castanho indecifráveis naquele momento. ‘’ E ah, eu espero que não tenha uma puta ressaca amanhã.’’ Abriu um breve sorriso e finalmente saiu, sem nem ao menos esperar por uma resposta do menor.



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