História If you knew - FILLIE - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Tags Adolescência, Drama, Fillie, Paixões, Romance
Visualizações 147
Palavras 1.591
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


gente, scrr
não posso crer que voltei, eu tava tão mais tãaao ansiosa pra voltar a postar, vcs não tem noção
O próximo capítulo sai bem rapidinho (eu espero) pq ja fiquei muito sem postar, quero recompensar vcs mas enfim, paciência mores, paciência
boa leituraa sz

Capítulo 6 - Ressaca de uma noite ruim


POV MILLIE

Rolo de um lado pro outro na cama, estava tão desorientada que naquele momento se me perguntasse o meu nome, eu hesitaria em responder. Depois de alguns resmungos preguiçosos meu corpo tomba pra direita, fazendo com que eu caia da cama, me estatelando no chão. Bato meu cotovelo  e gemo pela dor, que só não era maior que minha dor de cabeça.

Me levanto desajeitadamente olhando em volta, finalmente percebendo que aquele não era meu quarto. Olho para guitarra encostada no guarda-roupas, era o quarto de Finn, mas por que eu estava lá? E por que eu não me lembrava de ir até lá na noite passada? Eu estava vestida, isso era bom, não que algo fosse rolar entre nós dois nem algo do tipo...eu só quis me certificar mesmo.

- Ah, você acordou. - Finn entrou no quarto - Pensei que estivesse morta, já vim aqui umas quatro vezes e você não mudava de posição.

- O que aconteceu? - perguntei esfregando os olhos.

- Não se lembra? 

- Não... - me sentei na cama, ele fez o mesmo - É como um borrão imenso na minha cabeça, sabe? Eu me esforço pra lembrar mas minha cabeça dói ainda mais. 

- Lembra da festa da Maddie ontem? - assenti, pelo menos disso eu lembrava - Você bebeu demais, ficou mais retardada do que já é e começou a fazer umas maluquices na frente de todo mundo. Eu te trouxe pra cá e você desmaiou aí.

- Meu Deus... - coloquei a mão na testa - Que vergonha...nunca mais vou pra escola agora, nunca mais! 

- Para de drama, Millie, agora já foi. Tá com fome? - ele se levantou e desceu as escadas.

Fui atrás e a cada passo minha cabeça latejava mais, era como sinos batendo dentro dela incessantemente, era ressaca, mas também era vergonha alheia de mim mesma.

- Não tem essa de "ja foi", vai ficar marcado pra sempre na minha memória, as pessoas vão olhar pra mim e rir porque vão se lembrar dessa noite, vou ser alvo de zoação o ano todo! - eu disse enquanto Finn pegava alguma coisa na geladeira. - Quero enfiar minha cabeça em um buraco e não tirar nunca mais.

- Você e essa sua mania de dar importância pro que os outros pensam de você, isso é algo comum, tem uma primeira vez pra tudo, inclusive pra passar a maior vergonha do ano.

- Eu vou me matar... - me deslizei na parede ao lado da mesa, e envolvi minas pernas nos braços.

Eu queria mesmo me matar, porque essas coisas só acontecem comigo. Eu sempre sou aquela que tropeça na frente da sala, ou que gagueja na hora de apresentar o trabalho, até mesmo pra andar de salto eu passo vergonha. E agora eu tinha enchido a cara na frente da escola toda. Poderia ser uma festa de gente desconhecida, assim minha vergonha seria em anonimato, mas não, foi na frente de pessoas que estiveram comigo praticamente metade da minha vida.

Mas como toda história ruim tem seu lado bom, eu tinha Finn pra me ajudar. Tá, Jacob estava lá também mas ele já estava acostumado a beber várias por aí, as vezes não acredito que uma garota como eu namorava um cara como ele. Tentei ver o lado bom da coisa, pelo menos - graças a Finn - eu estava bem e segura, não correndo riscos de sofrer um coma alcoólico.

- Fica tranquila, Millie. - ele se sentou do meu lado e me deu um analgésico, que eu engoli com a ajuda de um copo de água - Daqui a pouco as pessoas vão esquecer.

- E se não esquecerem? 

- Bom, dai você fica feliz por ser lembrada por alguma coisa. - nós rimos - Acho melhor você ir agora, já são quase 10:00, sua mãe deve estar ligando pra polícia.

- Minha mãe! - me levantei - Esqueci completamente dela, vai me matar. Ah meu Deus, a escola! Hoje é segunda, Finn!

- Sim e é feriado. - ele disse como se fosse óbvio - O que está acontecendo com você?

- E-eu não sei, mas obrigado por me trazer pra cá, e por cuidar de mim mais uma vez. - eu o abracei com força, minha cabeça ficava abaixo da sua por ser mais alto que eu - Até amanhã, se eu sobreviver. - brinquei, ele riu.

- Vou estar torcendo por você!

Sai pela porta da frente, e senti falta de algo: meus sapatos ficaram no quarto de Finn. Mas não importava, eu nem gostava muito de saltos mesmo, então tanto faz. Caminhei até minha casa devagar, não queria chegar em casa tão rápido, minha mãe faria meus ouvidos sangrarem de tanto esporro. 

No curto caminho pensei em Finn, em todos os sacrifícios que ele fazia por mim. E ele não me cobrava por eles, pelo contrário, estava sempre ali. Isso era tão bom que era natural, vinha de nós dois, como se ele tivesse que me proteger e vice-versa, como se fossemos feitos um para o outro, e nada fosse nos separar.

Chacoalho a cabeça tentando não fantasiar demais as coisas, nós éramos melhores amigos, e nada mais. Um ajuda o outro pela amizade, e não por outras coisa, certo? Preciso aprender a não misturar uma coisa com a outra, afinal minha "paixão" idiota pelo Finn tinha passado -  ou pelo menos deveria ter passado - e não interessava mais, meu foco amoroso era Jacob, e continuaria sendo.

Chego e bato na porta, meu pai abre com um sorriso.

- Bom dia! - ele se vira para trás - Viu só, Kelly, eu disse que ela chegava logo!

Sorrio e entro, meu pai sempre me defendia da minha mãe e justificava minhas burradas, eu o amava tanto por isso.

Minha mãe veio em minha direção com um olhar preocupado e furioso ao mesmo tempo, fecho os olhos esperando a bronca chegar e ela suspira, como se estivesse pensando por onde começar.

- Millie posso saber o que deu em você? Chegar a essa hora em casa, não atender o celular nem me dar notícias dizendo que está viva e bem? Você estava aonde?

- Fica calma, mãe, eu estava bem e com o Finn. Eu dormi lá na casa dele, nós estávamos numa festa e ele me chamou pra...fazer um trabalho da escola que vamos entregar amanhã. - menti - Nós terminamos bem tarde e eu acabei dormindo lá, é isso.

- Eu espero, pelo seu bem, que isso não se repita, porque da próxima eu chamo a polícia, tá me ouvindo?! - ela disse enquanto eu ia pro quarto assentindo a tudo que ela dizia - Ah, sua prima pediu pra você ligar pra ela por videochamada, ela chega hoje a noite.

- Mas que merda, viu... - me joguei na cama.

Iris Apatow é minha prima, eu sei que eu deveria ama-la mas eu sei lá... ela consegue ser mais chata do que a Maddie as vezes. Sou um tipo de garota que não segue o padrão ao qual as pessoas estão acostumadas, e quando ela está perto sou obrigada a ouvir dicas de beleza que eu nem pedi. Agora seria ainda pior, já que ela viria de Nova York terminar os estudos no meu colégio, e pior, na minha sala.

Ela é bonita, inteligente, educada, talentosa, e outras coisas brilhantes que não podem ser ditas aqui. Não sinto inveja, pelo contrário, tentei me inspirar nela até os 11 anos quando ela me disse que eu parecia uma tábua de passar (brincadeira de criança, segundo a minha tia).

Peguei o notebook e a liguei por videochamada, antes que ela resolvesse me ligar. Quando ela atendeu, esbocei um sorriso de livre e espontânea pressão:

VIDEOCHAMADA ON

- Bom dia, prima! - ela disse com uma alta empolgação. - Ansiosa pela minha chegada?

- Nossa, demais... - menti sorrindo, tenho que admitir que sou boa nisso. - Você chega que horas, mesmo?

- Lá pelas dez, estou ansiosa pra conhecer seu namorado, Mills! E é claro, qualquer outro garoto bonito que você possa me apresentar. - ela riu. 

- Claro...e como vão as coisas por aí? Seus pais estão bem? - perguntei educadamente.

- Está ótima, e os seus e a Ava?

- Vão bem... - sorri - Olha, agora eu vou desligar porque você sabe, preciso preparar tudo para sua chegada...

- Ah sim, sim, prepare um bom lado do seu guarda-roupas pra eu guardar as minhas, porque cá entre nós, nem sei se cabe tudo nas minhas malas. Também vou precisar de um lado nas suas prateleiras pras minhas maquiagens...e o resto eu vejo quando chegar.

- É... está ótimo então, até mais tarde!

- Tchauzinho! - ela acenou.

VIDEOCHAMADA OFF.

Fechei o notebook e me senti vitoriosa pela boa atuação. Depois de dançar e cantar, atuar era minha maior especialidade, nas mentiras principalmente. Mal posso contar nos dedos as vezes que fui salva por mentiras muito bem contadas. Mas agora, eu só precisava tirar um bom cochilo antes da minha paz acabar, porque depois que Iris chegasse, tudo mudaria.

Não sei se foi pela criação da minha tia que sempre foi nojenta também, mas ela era tão mimada e egoísta, me dava arrepios de pensar. Mas eu sou a boa prima da família, a prima que sempre é paciente com crianças ou com cavalonas feito a Iris que agem como tal. Enfim, agora eu tinha 5% de paz.

Éramos só eu, a ressaca, e meu travesseiro.


Notas Finais


Socorro que eu to feliz demais
Não creio que já foi esse capítulo
E digo mais: logo logo tem fic nova por aí, acho que vcs vão goxtar *-*
bezu


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