História If You Stay - Capítulo 22


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Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Annie Cresta, Cashmere, Cato, Clove, Coriolanus Snow, Delly Cartwright, Effie Trinket, Enobaria, Finnick Odair, Foxface, Gale Hawthorne, Glimmer, Gloss, Haymitch Abernathy, Johanna Mason, Katniss Everdeen, Madge Undersee, Mags, Marvel, Peeta Mellark, Personagens Originais, Primrose Everdeen
Tags Jogos Vorazes, Katniss, Musical, Peeta, Peetniss, Romance
Visualizações 87
Palavras 4.325
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiee, gente!
Espero que gostem do capítulo!
Boa leituraaaa!!!!

Capítulo 22 - Implícito


Fanfic / Fanfiction If You Stay - Capítulo 22 - Implícito

A ideia de Katniss de assistir alguma coisa é deixada de lado quando trocamos o primeiro beijo depois de quinze minutos de filme. Em uma cena aleatória, a loira pareceu não querer prestar mais atenção em nada e me puxou para um beijo, que levou a inúmeros outros. Agora estávamos quase seminus enquanto o filme rolava na televisão. Meus lábios marcam o pescoço de Katniss, que tem a boca próxima ao meu ouvido, me permitindo ouvir os seus gemidos roucos prazerosamente. As cegas, ela desabotoa o meu jeans rapidamente, empurrando-o para baixo com certa dificuldade. Meus lábios descem para a sua clavícula e em seguida para os seus seios parcialmente cobertos pelo sutiã lilás, apenas para deixar alguns beijos no local, e em seguida, abrir o fecho e retirá-lo facilmente.

— Por que será que eu não estou surpresa com isso. – a voz ofegante de Katniss preenche o cômodo, ligeiramente divertida. E eu preciso sorrir com o seu jeito zombeteiro. — Preciso lembrá-lo que mesmo que eu tenha trancado a porta depois que entramos, existe uma enorme possibilidade de minha mãe aparecer. Então eu sugiro que seja um pouquinho mais rápido, astro do rock.

Deixo que um sorriso de canto desenhe os meus lábios. 

— Você está me desafiando, Everdeen? – questiono, arqueando uma de minhas sobrancelhas para a loira sorridente em minha frente.

— Se você quer chamar assim, é uma escolha sua. – provoca, mordendo rapidamente o seu lábio inferior. — Estava apenas lhe informando os perigos de estarmos nessa posição no sofá da sala... Mellark. 

Seu sorriso provocante me faz atacar os seus lábios mais uma vez, mas os nossos beijos não são o suficiente para mim nesse momento. Meu desejo de ter Katniss dentro de mim consome o meu corpo de uma maneira surreal e por mais que eu desejasse fazer inúmeras outras coisas com esse corpo perfeitamente esculpido por deuses em minha mente, as circunstâncias não estavam a favor no momento. Meu corpo parece estar queimando enquanto Katniss dispõe de beijos e chupões em meu pescoço. Em uma trilha de selinhos subindo minha mandíbula, Katniss encosta sua boca em minha orelha e sussurra algo à respeito de minhas tatuagens em meu ouvido, apenas para morder o lóbulo da minha orelha em seguida. Deixo um longo selinho em seus lábios e ergo o tronco, puxando para baixo a calça e a calcinha de Katniss de uma só vez. Livro-me de minhas últimas peças e calo a loira com mais um beijo, afundando meu corpo no seu desesperadamente e sem qualquer aviso.

A expansão de sensações e sentimentos envolvidos em nossos movimentos prazerosos é incrivelmente surreal e a beleza que presencio no semblante de Katniss fica ainda mais nítida diante dos meus olhos nesse momento. Surpreendo-me com o sorriso que se forma em seus lábios e o carinhoso e rápido beijo que a loira deposita em meu nariz, que apesar de ter sido um simples gesto, deixou-me extasiado e com um gostoso formigamento sobre o local. Mal me incomodo com suas curtas unhas deslizando deliciosamente por minhas costas, estou ocupado demais com sua voz rouca proferindo o meu nome em meu ouvido e apenas após chegar no clímax que percebo o ardume corroer minha pele. Ainda assim, ignoro esse ponto e selo os meus lábios rapidamente aos de Katniss, levantando-me em seguida.

— Fica aqui comigo, Peeta. – pede a loira, manhosa, entrelaçando os dedos de sua mão nos meus, fazendo com que o meu coração pare por um segundo, apenas para voltar a bater rápida e harmoniosamente com a minha respiração ofegante. — Fica comigo essa noite? – seu sussurro é claramente perceptível para os meus ouvidos e não consigo evitar um sorriso em meus lábios. 

Me sinto muito feliz com esse pedido. Meu olhar cai sobre a loira ao meu lado, e a mesma retribui, parecendo duas vezes mais feliz com o meu pequeno movimento de lábios.

— Não vou a lugar algum, Borboleta. – asseguro a ela. — A questão é que sua mãe não gosta de mim também e eu não acho que se ela atravessar essa porta de repente e me ver nu essa opinião vá melhorar à respeito.

Katniss solta uma risadinha.

— Eu gostei de sair com você hoje, astro do rock. – diz ela, séria, sentando-se no sofá e roçando o seu ombro em meu braço. — Acho que foi o melhor encontro que eu já tive. Obrigada por essa tarde incrível, fiquei feliz em saber o quanto se importa comigo. 

Seguro seu queixo levemente, trazendo seus lábios para os meus cautelosamente. Um beijo lento e suave.

— Eu disse a você que sou uma companhia excelente. – movimento uma de minhas sobrancelhas com um sorriso de canto e Katniss solta uma risada. — Eu também sou lindo e charmoso, você tem que admitir que eu te conquistei, docinho. 

— E você acabou de estragar o nosso clima romântico. – diz ela com um sorriso, empurrando meu braço levemente. — Tinha que ser você, seu exibido. – um bico desenha os seus lábios. 

— Eu trabalho apenas com fatos verídicos. – retruco, assistindo-a revirar os olhos ao meu lado. 

— Cala a boca, astro do rock.

Solto uma risada, observando Katniss se levantar do sofá e recolher minhas roupas espalhadas pelo chão, jogando-as sobre as minhas pernas em seguida. Depois de ambos vestidos, Katniss me entrega o meu celular. Ao ligá-lo, vejo inúmeras mensagens e ligações. Finnick, Clove, Johanna e Annie. Lembro-me que disse a Gale para levar Primrose em casa no final do dia e imagino que possa ser o motivo da ligação de Annie. Finnick deveria estar preocupado com a ressaca. Clove provavelmente queria reclamar de Finnick e Johanna... Eu realmente não faço ideia. Mas me preocupa pensar sobre isso devido a sua situação atual. Cogito ligar para ela, mas em uma hora dessas é muito mais provável que ela esteja fora da minha casa, bêbada ou drogada, com ou sem alguém, chateada com a forma como as coisas estão indo com ela e a sua relação com Gale.

Passo alguns minutos observando a tela apagada do meu celular e não percebo quando Katniss me oferece uma garrafa transparente e se senta ao meu lado. Agarro a garrafa rapidamente de sua mão e dou alguns goles na bebida, ignorando a sensação aquecida como fogo que desce por minha garganta e se acomoda em meu estômago.

— Eu sabia que você estava preocupado com alguma coisa desde cedo. Me conta o que está te incomodando. – pede ela, afagando o dorso da minha mão. — Talvez eu possa ajudar.

— Você não vai me embebedar, não é? – questiono, sorrindo de canto, tentando distraí-la do assunto. 

— Só se você quiser. – imita a minha frase, devolvendo o sorriso. — Vamos lá, Peeta. Você não confia em mim? – indaga, parecendo visivelmente preocupada comigo.

Observo o seu semblante preocupado por alguns segundos, lembrando-me da primeira vez em que eu estive aqui, antes de saber da gravidez de Johanna, quando Katniss não parecia dar a mínima para os meus problemas ou para como eu estava me sentindo à respeito de qualquer coisa e gostava apenas de me irritar com o seu egocentrismo e hipocrisia. Eu também não fui legal com ela no começo e pisei na bola inúmeras vezes depois de agir com impulsividade diante dos meus sentimentos. Agora estamos aqui nesse momento, onde eu, de alguma forma, distribui os meus sentimentos por Katniss em uma música e descobri que ela se importa comigo também.

— Você sabe sobre a gravidez de Johanna, não sabe? – questiono em dúvida, afinal, mesmo que eu não tenha compartilhado essa informação com a mesma, ela esteve bastante tempo com Gale e Johanna para não saber.

— Madge me contou. – comenta em voz baixa, desviando o olhar.

— Acontece que os pais de Johanna não são muito legais para aceitar esse assunto numa boa. – começo, hesitante. — Eles não sabem sobre o que ela faz fora de casa e também não sabem exatamente como eu sou longe da vista deles.

— Você era o pai? – questiona, finalmente desviando os seus olhos tempestuosos em minha direção, arregalados. Sua voz está quase chorosa. — Eu não sabia que...

— Não. Johanna não quer me contar quem é. – digo com irritação, dando mais alguns goles em minha garrafa de vodca. — Ela sempre fica me enrolando quando chega no assunto, diz que isso vai me trazer problemas e que é melhor deixar para lá. Só que os pais dela acham que sou eu e isso pode acabar me trazendo problemas se meus pais vierem a saber.

Katniss tenta reprimir um suspiro de alívio, mas é inútil. Meus olhos confusos pesam sobre ela, mas a loira não pronuncia palavra alguma. Então resolvo deixá-la com seus pensamentos e não perguntar nada sobre o assunto. 

— O que eu sei é que o filho da... O cara era comprometido. – pigarreio, lembrando-me de que Katniss não gosta quando digo palavrões. — Ela não me permitiu saber mais nada.

— Eu não imaginava que isso era algo tão grande, Peeta. – comenta Katniss, enlaçando seus braços em volta do meu corpo e jogando suas pernas sobre as minhas. — Eu sabia sobre a gravidez, via Johanna com Gale, que apesar de reservado, sempre foi muito educado com ela e estava sempre ajudando.

— Ele não sabe? – questiono, curioso, só então lembrando-me de que ele estava tão envolvido nessa história quanto eu. — Droga! Por que eu não pensei nisso antes? Aqueles machucados... 

— Ei, ei, ei. – murmura Katniss, impedindo-me de levantar. — Do que você está falando? 

— Se Gale soubesse de alguma coisa, talvez ele possa ter conversado com o cara e talvez as coisas não tenham acabado bem. – sugiro, ponderando minha linha de raciocínio. — Explicaria os machucados. 

— Gale não sabe, Peeta. – garante Katniss, com o seu olhar preso no meu e sua voz séria. — Johanna não contou para ninguém, pelo visto. Ela saiu com muitos, não tem como saber quem é o responsável. 

— Então por que raios ele estava tão machucado hoje? – pergunto, deixando a irritação tomar conta do meu corpo. — Eu sei que normalmente eu não dou a mínima para isso ou até mesmo para ele, mas as coisas estão diferentes agora. Sei que sou um péssimo amigo, mas ele me fez um grande favor e agora está dentro dessa história também.

Finalizo com o líquido da garrafa em um só gole e deposito a mesma sobre a pequena mesa de centro, correndo meus dedos pelos meus cabelos desorganizados.

— Peeta, olha pra mim. – pede Katniss, em um sussurro. Quando não respondo seu pedido, suas mãos seguram o meu rosto, puxando-o levemente, fazendo com que os meus olhos encontrem suas orbes cinzentas. — Você é um ótimo amigo e uma ótima pessoa também.

— Não, Katniss. – nego, fechando os meus olhos por míseros segundos, apenas para abri-los novamente em seguida. — Eu sou um filho da puta, que só faz merda.

Deixo meu celular escorregar da minha mão quando Katniss avança sobre os meus lábios, iniciando um beijo apaixonadamente desesperado. Minhas mãos apertam firmemente sua cintura conforme a mesma se movimenta sobre as minhas pernas lentamente, parecendo não se importar com o efeito que isso causa em mim. 

— Katniss... – sussurro o seu nome em meio a respiração ofegante. A loira me ignora completamente, seus lábios em meu pescoço. — Você está me provocando...

— Está funcionando muito bem, astro do rock. – lança um sorriso divertido em minha direção. — Vamos ter um fim de semana tranquilo. Segunda pensamos sobre nossas preocupações, tudo bem?

— Com uma condição.

Katniss arqueia uma das sobrancelhas. 

— O que você quer, bonitão?

— Nós já usamos o sofá, docinho. – pontuo, exibindo um sorriso malicioso para a loira, que retribui de modo divertido. 

— Onde você quiser, Peeta. – diz ela, por fim, retirando sua blusa e a jogando sobre o chão.

Eu não sei dizer exatamente o que estava passando na televisão enquanto nos beijávamos e nos divertíamos em outros cômodos, mas ela permaneceu ligada até o momento em que resolvemos realmente assistir algum filme aleatório que estava passando em algum canal do qual não fiz questão de prestar atenção. Não era importante. A única coisa realmente importante para mim era Katniss aconchegada em meu peito, ressonando e abraçando o meu corpo como um travesseiro.

Devo ter pegado no sono sem nem mesmo perceber, mas o meu dia perfeito com Katniss permanece em minha mente. Ela realmente admitiu para mim depois da música, que aquele era o pôr do sol mais bonito que ela havia presenciado, muito embora não tenha perguntado ou dito nada à respeito do “minha garota”. Eu também não planejava ter usado esse “termo” fora da minha mente bagunçada, mas acabou escapando e eu resolvi não tocar mais no assunto depois, para não deixá-la ainda mais sem graça.

Vendo em como a noite terminou para nós dois, não parecia que eu tinha ficado encabulado com todas as pessoas à minha volta depois que terminei de cantar a música para Katniss. Algumas pessoas tinham filmado aquele pequeno e simples momento e outras até se aproximaram para falar com a gente depois que Lily se despediu. Katniss ficou tão envergonhada com os elogios que escondia o rosto em meu peito a todo momento e esse pequeno gesto arrebatou o meu coração de uma maneira inexplicável.

Foi tudo perfeito. 

Meus olhos abrem com dificuldade, proporcionando-me uma visão turva ao encarar a televisão ainda ligada. Fecho-os novamente, apertando o corpo de Katniss mais forte. Eu provavelmente ficaria com dores por estar deitado no sofá há tanto tempo, mas isso não é levado em consideração nesse momento. Ao abrir os meus olhos novamente, meu sorriso murcha e o meu corpo sobressalta levemente. Os olhos azuis frios da mãe de Katniss me encaram com curiosidade. Ela está sentada sobre a poltrona reclinável com as pernas cruzadas, seus lábios em uma perfeita minha reta, sem demonstrar qualquer reação ao ver sua filha quase deitada sobre o meu corpo e trajando a minha camisa.

— Pensei que nunca mais iria aparecer em minha casa. – sua voz não possui emoção e isso me faz engolir em seco. — Então, aqui está você, deitado em meu sofá com a minha filha. Não preciso nem dizer que não esperava por isso.

Franzo o cenho. 

— Todas as vezes em que Katniss passou em sua casa, quando saíram, o tempo na escola, como eu a ouvia falar sobre você com Gale e Hayley, o bilhete seu que ela guardou. – a loira lista inúmeras coisas, e, muitas delas me surpreende. Seus olhos voltam para mim e ela aponta para o meu tronco nu. — Sua jaqueta... Acha que não sei reconhecer a maneira apaixonada como ela age por que eu sou uma péssima mãe?

Abro a boca algumas vezes, mas palavra alguma é proferida. Como se já não bastasse eu estar sem camisa em frente a mãe de Katniss.

Levanto-me com cuidado para não acordar Katniss, mas ela apenas ajeita sua cabeça sobre a almofada quando me afasto lentamente do seu corpo. Capturo minha jaqueta rapidamente e a visto, sentindo o peso do olhar da mãe de Katniss queimando em minhas costas. Acabo derrubando o meu celular no chão pelo nervosismo e o meu maço de cigarros cai do meu bolso no mesmo instante. 

Merda. Merda. Merda. 

Pego o maço e o celular rapidamente e os guardo no bolso da minha jaqueta, levantando-me sem direcionar o olhar para a mulher em minha frente. Sua voz, novamente sem qualquer tipo de emoção, indica a cozinha e eu a sigo lentamente. Algo completamente ridículo, mas eu me sinto  envergonhado diante desse momento. Katniss e eu estamos juntos, mas não fiz qualquer tipo de pedido formal ou sequer falei sobre os meus sentimentos ou como eu me sentia a respeito de nós dois. Estamos apenas vivendo o momento, mas, sinceramente, se a mãe de Katniss não gostava de mim antes de me conhecer, agora que conhece e provavelmente tenha tirado suas próprias conclusões baseado em minhas atitudes e na cena que sabe-se lá há quanto tempo ela está vendo, sua paciência comigo ou para me aceitar com Katniss não parece muito válida. 

— Não sei se Katniss chegou a falar sobre mim pra você, mas o meu nome é Meredith. – informa ela, sentando-se em uma cadeira. — Senta aí, Peeta. Vamos conversar.

Faço o que ela pede. 

— Sobre o que exatamente? – sussurro a pergunta, temendo pelo momento em que Katniss acordaria e me veria com a sua mãe. 

Meredith sorri pela primeira vez. Um sorriso fechado e simples, seus lábios mal se curvam.

— Você. – responde ela. — Você viu coisas em sua última visita à esta casa, você também disse que não era namorado de Katniss e mesmo assim eram vocês dois abraçados no quarto dela antes do verdadeiro namorado dela aparecer. Eu não sou idiota, Peeta, sei o que você e Katniss fizeram. E era exatamente com isso que que eu estava preocupada. – ela está olhando fixamente para mim e isso me incomoda. — Pessoas como você para estragar o que já estava arruinado. Por sua causa os comentários e os apelidos começaram na escola, apenas para deixá-la ainda mais triste depois da morte do pai.

— Você está me culpando? – pergunto a ela, incrédulo. Minha voz sai um pouco mais alta do que eu esperava. — Você só pode estar de brincadeira comigo, Meredith. Você não conhece nem um pouco a filha que tem, nem mesmo a fez se sentir segura para lhe apresentar o babaca do namorado, que, a propósito a magoou profundamente. Eu posso cometer inúmeros erros, mas eu nunca faria nada para magoar Katniss. Somos amigos, acima de tudo. Você, por outro lado, tem trazido boa parte da magoa de sua filha com essas suas bebidas e instabilidade e homens comprometidos e sem trabalho. – despejo as palavras com desdém, observando suas bochechas pálidas se tornarem escarlates. — Você pode não gostar de mim ou do meu pai, tanto faz e não me importa. Mas não venha me dizer que eu sou responsável por Katniss se sentir triste quando você mesma sabe que não é verdade.

— Eu não sei do que você está falando. – sussurra Meredith.

— Eu não deixarei de ver Katniss, se é isso o que você está querendo. – aviso a ela, capturando o maço de cigarros em meu bolso juntamente do meu isqueiro. 

Ela me olha, incrédula. Talvez um pouco furiosa. 

— Você é igual ao seu pai. – diz ela, baixo, porém a rispidez em sua voz é notória.

— Tenho certeza de que sou mais bonito. – coloco o cigarro em meus lábios e me levanto. — Não se preocupe, eu vou embora.

Deixo um rápido beijo sobre a testa de Katniss, pego minhas botas e saio pela porta sem olhar para trás. Acabo pegando no sono dentro do carro, que fica estacionado em frente a minha casa, depois de horas pensando em minha conversa com Meredith, preso em meu cigarro. A claridade de mais uma manhã e o toque insistente do meu celular me acordam irritantemente e sou obrigado a abrir os meus olhos e me sentar no banco, ignorando o toque de meu celular e focando na pequena figura loira que adentra o carro rapidamente. Tento esconder os meus cigarros, mas Primrose se vira e sorri para mim. 

— Não precisa esconder de mim, grandão. Eu não me importo com eles. Sinceramente, isso não muda a maneira como eu te vejo. – balança os ombros levemente e eu sorrio para ela. — Você deveria estar lá dentro, não? Você está em um dia ruim? – pergunta ela, com cuidado. 

— Eu não sei. – respondo, correndo os meus dedos pelos meus fios escuros e desorganizados, nervoso. — Eu não sei o que estou sentindo.

— Como foi o seu encontro? – questiona Prim, curiosa.

— Foi... O melhor encontro que eu já tive. – sorrio sozinho.

— Você gosta de Katniss?

— Posso te contar um segredo, patinha? – ela balança a cabeça. — Eu meio que estou apaixonado por ela.

— Acho que isso não é um segredo. – comenta ela, soltando um risinho. — Eu vi o seu vídeo cantando pra ela no Grizzly Peak

Franzi o cenho. 

— Vídeo?

— Está na internet, Peeta. – Prim se diverte com a minha confusão. — Não sei quem foi o responsável, mas estou muito feliz por ele ter feito isso. Você e Katniss merecem ficar juntos.

— Eu não sei sobre isso... – coço minha nuca, incomodado. — Eu não sei se eu sou o certo. 

— Não existe pessoa certa, Peeta. Apenas pessoas que se apaixonam e trabalham juntas para manter a relação agradável. – ela olha para as suas mãos, os seus olhos cheios de água. — Minha mãe pensava que deveria encontrar o certo e ela achou que fosse o meu pai e então se casaram. É um completo desastre em grande parte dos dias. Ele quase nunca está e se está, ele briga Gale e ofende a mamãe. É uma bagunça. – Prim faz um maneio com a cabeça e volta a sua atenção para mim. — O que eu quero dizer é que nós sempre seremos errados e está tudo bem. Então se você realmente está apaixonado por Katniss, se preocupe em mostrar isso. É a única coisa que realmente importa.

— Você tem certeza de que só tem 14 anos, patinha? – brinco.

Prim sorri, revirando os seus olhos para mim. 

— Eu só sou muito mais inteligente do que você, grandão. – diz ela com convicção, jogando os cabelos louros para trás. 

— Muito mais. – concordo com ela, exibindo um sorriso. 

                                                -x- 

Meus pais me deixam em paz durante o domingo e eu me refugio na toca musical sem o meu celular, procurando ficar sozinho com os meus pensamentos. Gale não fala comigo ou com Johanna quando vai buscar Primrose e eu o ignoro, como se a conversa com Katniss e Prim não tivessem acarretado minha curiosidade. Clove e Finnick aparecem em minha casa, e ao lado de Johanna e Annie, tentam se comunicar comigo, mas eu tranco a porta da toca musical e não permito que ninguém entre. Então eles desistem. À noite, fico preso em meu quarto com os meus cigarros e Elliot Smith em meus fones de ouvido. Embora Katniss me ligue algumas vezes, não atendo nenhuma delas.

Na segunda de manhã eu acordo sozinho e me entrego a um longo banho quente. Encontro Annie na cozinha, mas ela não diz absolutamente nada e sai. Johanna não está mais em minha casa, então tomo apenas um copo fumegante de café sem açúcar e com o meu rádio gritando AC/DC, faço o caminho para a escola. Estaciono em uma vaga qualquer e ignoro o meu armário, seguindo para a sala de música, que, assim como a primeira vez em que estive aqui esse ano, está ocupada pela responsável pelas batidas do meu coração. 

Não podia continuar ignorando-a ou qualquer outra pessoa como eu estava fazendo, mas os meus pensamentos desorganizados depois da minha conversa com Meredith me deixaram sem vontade alguma para fazer qualquer coisa. Embora eu tenha demonstrado não estar afetado com suas palavras no momento em que decidi respondê-la com rispidez, os meus momentos com Katniss desde o início das aulas me deixou culpado e duvidoso. Ainda assim, eu sei que não posso deixar Meredith tirá-la de mim. Não quando eu sei que o nosso tempo é curto.

— Você me deixou preocupada! – exclama Katniss, envolvendo os braços em meu tronco e enterrando sua cabeça em meu peito. — O que houve com você no domingo? Quando eu acordei você não estava lá e não atendeu nenhuma das minhas ligações! 

— Me desculpe. – peço, apertando o seu corpo contra o meu. — Eu juro que eu não queria que você pensasse que eu iria embora depois de nós dois... 

— Me conta o que aconteceu. – sussurra ela.

— Eu tive um dia ruim, apenas isso. Só precisava de um tempo, está tudo bem. – asseguro.

— Espero que esteja mesmo. – resmunga Katniss com um bico. — Porque eu senti a sua falta.

Nos beijamos em frente a janela aberta e eu sinto o meu corpo aquecido enquanto nossas línguas dançam suavemente dentro de nossas bocas. Faz apenas um dia, mas, sua boca na minha faz um aperto tomar o meu coração e é como se durante todo o período em que estivemos separados resultasse em uma saudade surreal dentro de mim. Puxo o corpo de Katniss para mais perto do meu e seguro seu rosto, como se eu pudesse intensificar ainda mais o nosso beijo. Esse se torna urgente e nossas línguas furiosas travam uma batalha da qual nenhuma sairá como vencedora. Katniss agarra minha nuca enquanto eu nos encaminho para algum lugar, mas Katniss acaba tropeçando no banquinho em frente ao piano e precisamos quebrar o beijo para rir.

— Quer ir para a minha casa no dia de Ação de Graças? – pergunto, de repente, sentando-me ao seu lado no pequeno banco em frente ao piano, após nossas risadas cessarem. 

Katniss afasta uma madeixa de seu rosto e empurra para trás de sua orelha, as bochechas rosadas e os lábios avolumados e vermelhos pelo nosso beijo. 

— Peeta... – hesita ela. — Isso é uma comemoração em família e eu não... 

— Ei, sem desculpas. – intervenho. — Eu realmente quero que fique comigo e meus pais e Annie adorariam vê-la novamente.

— Você não aceitaria o meu “não” como resposta. – a loira revira os olhos com um sorriso. E eu tenho que concordar.

— Não mesmo.

O segundo sinal toca e depois de um último selinho, Katniss agarra a minha mão com um sorriso e entrelaça nossos dedos. Então saímos da sala de música. O único pensamento vagando em minha mente gira em torno do calor que emana da palma da mão de Katniss pressionada contra a minha, que é capaz de me deixar extasiado durante todo aquele dia de merda.


Notas Finais


Aqui está o link da minha nova one-shot para quem se interessar
https://www.spiritfanfiction.com/historia/a-historia-de-amor-de-sunset-hill-13891923
Então é isso, pessoal!
Até breve!
Beijos no coração 😚😙


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