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História If You Want Love - Capítulo 14


Escrita por:


Notas do Autor


olá, espero que esse cap seja um entretenimento legal para a sua quarentena.
esse é um momento chato de isolamento, mas façam o máximo para se manter em casa e não se esqueçam de lavar as mãos.
é isso, se cuidem.

Capítulo 14 - Passing time



Jungeun poderia jurar que tinha ficado presa em algum tipo de encanto, depois da noite que teve. Os vários beijos que tinha trocado com Jinsoul ainda causavam efeitos em si, um tipo de sensação que ela considerava muito difícil de explicar, mas com certeza era positiva.

Já fazia um tempo que a morena tinha chegado em casa, Jinsoul tinha feito questão de leva-la e não fizeram cerimônias para se despedir com um beijo um pouco mais delicado do que os que tinham dado na festa de Chaewon.

Jungeun não tinha certeza de que horas eram, seu celular estava descarregado e não estava com vontade de se dar o trabalho de procurar seu carregador agora, pois não tinha intenção de se levantar do sofá em que estava deitada. Mesmo estando completamente acordada e até um pouco energizada, Jungeun tinha seus olhos fechados e um sorriso em seu rosto. Estava num tipo de êxtase, pois sua noite tinha sido perfeita, afinal, se divertiu com suas amigas e mais ainda com Jinsoul.

O silêncio na sala da sua casa ajudava Jungeun a se perder em seus pensamentos e nem percebeu quando deixou de pensar em cenários românticos e passou a pensar em momentos mais íntimos com Jinsoul. Imaginava a sensação de sentir a pele de Jinsoul contra a sua, cogitava quais seriam os pontos mais sensíveis da loira, fantasiava a si mesma distribuindo beijos pelo corpo da Jung e idealizava as mãos da mesma correndo pelo seu corpo.

As imagens formadas em sua mente traiçoeira deixaram sua temperatura corporal um pouco mais elevada, Jungeun tentou conter seus pensamentos mordendo a parte interna de sua bochecha, estava se sentindo um pouco pervertida por pensar nisso, mas era quase inevitável não ter esse pensamento quando se lembrava da sensação boa da língua de Jinsoul contra sua.

— Está dormindo? — A voz da Sra. Kim fez todas as fantasias de Jungeun evaporarem e a morena se sentou rapidamente no sofá.

— E-eu estou acordada! — Um certo nervosismo era perceptível na voz da Kim mais nova e claro que sua mãe notou.

— Aconteceu algo que queira me contar, mocinha? — A Sra. Kim se sentou ao lado da filha e mesmo a sala não estando muito iluminada, ela não pode deixar de notar as bochechas rosadas de Jungeun.

— Nada que fuja do normal, mãe — A morena tentou parecer relaxada forçando um sorriso.

— Você bebeu? — Jungeun não parecia estar bêbada e nem cheirava a álcool, mas a sua mãe ainda tentava descobrir o motivo de seu nervosismo.

— Não... quer dizer, sim. Apenas um copo de uma bebida de morango que a Jiwoo fez, me desculpa.

A Sra. Kim não gostava muito da ideia de sua filha de menor beber, mas entendia que isso era algo da adolescência e por isso apenas fazia questão de que Jungeun não lhe escondesse as coisas e que tivesse limites com a bebida. A única coisa que não toleraria seria se Jungeun ultrapassasse do ponto, coisa que a morena nunca tinha feito.

— Está tudo bem, você sabe as regras. — Jungeun acenou positivamente com a cabeça. — Então, eu vou voltar para o meu quarto, certo? Boa noite. — A Sra. Kim depositou um beijo na testa da filha.

— Boa noite, mãe. — Jungeun estranhou quando, mesmo depois de fazer menção de se retirar, sua mãe ficou parada em sua frente lhe encarando.

— O que foi? Meu rosto está sujo? — Jungeun tateou a própria face, acreditando que tinha algo nela.

— Já sei! — A Sra. Kim exclamou com um sorriso vitorioso e animado no rosto, deixando Jungeun confusa. — Você beijou hoje, não foi?

— O-o que? — Os olhos de Jungeun automaticamente se arregalaram e sua boca ficou entreaberta.

— Por isso você estava toda agitada, beijoqueira. — Cada palavra da mãe da Kim fazia a mais nova queimar de vergonha. — Amanhã eu quero saber quem foi, mocinha. Agora eu preciso dormir.

Assim, sua mãe subiu para o quarto e deixou Jungeun sozinha novamente. A morena jogou seu corpo no sofá e pressionou uma almofada contra seu rosto por poucos segundos.

— Eu mereço... — Riu de si mesma e tentou pensar em outra coisa que não fosse Jinsoul ou sua mãe curiosa.



*



Como era de costume aos domingos, Sooyoung chegou na casa de Jungeun logo depois do almoço. A mais velha tinha um enorme sorriso estampado em seu rosto e uma sacola de compras em sua mão.

— Olá, minha querida Lippie. Hoje é um belo dia não acha? — Sooyoung passou pela porta saltitando como se tivesse saído de um conto de fadas e indo em direção a cozinha, deixando sua sacola em cima do balcão.

— Posso saber qual é o motivo de toda essa empolgação? — Jungeun questionou. Sabia que a Ha estava louca para lhe contar algo e estava apenas esperando a pergunta.

— Estou namorando. — falou num tom triunfante e empolgado, mas sua animação se desfez quando viu a feição confusa de Jungeun. — Por que você não está feliz?

— Eu poderia jurar que vocês duas já estavam namorando.

— Não era oficial. — Sooyoung cruzou os braços.

— Então me conta como foi. — Jungeun de  repente ficou realmente curiosa sobre como a mais alta tinha feito o pedido. — Você seguiu aquele plano que tinha me dito?

— Há uns dias atrás, eu até estava cogitando fazer aquilo, mas me daria muito trabalho. Então, acabou sendo algo mais de momento, sabe? — A cara de Sooyoung entregava o quanto estava apaixonada.

— Você pediu depois da festa? — Jungeun notou que essa era a única alternativa possível.

— Sim! Quando saímos da casa da Chaewon, fomos para a casa dela e... você sabe... — E em questão de segundos a feição de Sooyoung mudou de apaixonada para maliciosa. — Ai, logo depois, eu achei que era a hora certa.

— Hmm... Romântico. — Como se tratava de Sooyoung, Jungeun não tinha certeza se tinha sido mesmo.

— Você pode até achar que não, mas foi bem romântico. — A Ha tirou um pote de sorvete da sacola. — Enfim, achei um sorvete de maçã naquela loja orgânica que fica perto da minha casa.

Sooyoung pegou uma colher e deu para Jungeun, que levou até o sorvete e provou ao mesmo tempo que sua amiga. Não demorou para as feições das duas se contraírem, bastou sentir o amargor estranho da sobremesa.

— Me desculpa, Soo, mas isso é péssimo. — Jungeun riu enquanto lavava sua colher.

— Você tem total razão. — A mais alta concordou e entregou sua colher para Jungeun, que também lavou.



Jungeun passou um tempo jogando conversa fora com Sooyoung e não percebeu o tempo passar, assim que deu uma olhada em seu celular, viu que já passava das 15h e que tinham algumas mensagens novas, sendo uma delas de Jinsoul. A morena não deu muita atenção as outras conversas, foi diretamente na da Jung.

Jinsoul: O filme ainda está de pé?

Jungeun tinha se esquecido completamente do que tinha combinado com Jinsoul. Aquela mensagem da loira acabou deixando a Kim um pouco mais feliz, pois veria Jung novamente.

Jungeun: Claro que está.

De que horas você prefere?

Jinsoul: 16h?

Jungeun: Perfeito.

Me manda o seu endereço.

Jinsoul compartilhou sua localização atual

Jungeun: Obrigada.

— Que sorrisinho é esse? — Sooyoung cutucou a costela de Jungeun.

— Não é nada, é apenas a Jinsoul. — Jungeun até tentava esconder sua empolgação, mas não conseguia.

— Deixa eu ver essa conversinha de vocês. — Antes que a Kim pudesse protestar, Sooyoung tomou o celular de suas mãos e leu as poucas mensagens que elas tinham trocado hoje. — Eu faço questão de deixar você na casa dela.

— Não precisa, Soo. Fica há uns 15 minutos daqui, se eu for andando, não é muita coisa.

— Não, eu faço questão de te levar.

— Já que você insiste... — Jungeun se rendeu a boa vontade de Sooyoung.



*


Jungeun saiu de sua casa exatamente as 16h, já que Sooyoung tinha dito que o percurso até a casa de Jinsoul duraria apenas uns cinco minutos. O que quebrava o silêncio do carro era a voz do repórter do canal de notícias do rádio, por algum motivo que Jungeun não conseguia entender, Sooyoung adorava aquele canal que parecia ter sido feito apenas para pessoas com mais de quarenta anos.

— Você vai estar melhorando muito o dia da Jinsoul indo na casa dela, sabia? — Sooyoung abaixou o som do rádio.

— Por que diz isso? — Jungeun perguntou mesmo imaginando que agora a sua amiga faria alguma piada maliciosa.

— A Jinsoul se sente muito sozinha em casa. — A mais velha aproveitou o sinal vermelho para voltar sua atenção para Jungeun.

— Como você sabe?

— Sou amiga dela já faz um tempo, pude conhece-la um pouco mais.

— Por que ela se sente só? — Jungeun tinha ficado intrigada com a informação que a Ha tinha lhe dado, queria entender.

— Não vou nem precisar te explicar isso agora, você vai perceber assim que entrar lá. — O sinal abriu e Sooyoung focou novamente na pista.

Jungeun não respondeu e nem perguntou mais nada, mas também nem teve muito tempo para fazer isso, pois quando se deu conta, já estava na frente da casa de Jinsoul.

— Uau... Ela mora aqui? — Jungeun observava a propriedade gigantesca a qual Jinsoul chamava de casa.

— Uhum.

— Obrigada pela carona, Soo. — Jungeun soltou seu cinto de segurança e deu um beijo na bochecha de sua amiga.

— Não foi nada. Agora eu espero que você se divirta, mas não faça nada que eu não faria.

— E tem alguma coisa que você não faria? — Perguntou num tom debochado.

— Exatamente. — Sooyoung lançou uma piscada e Jungeun riu da situação.

Jungeun respirou um pouco mais fundo para apertar a campainha da casa, pensar em Jinsoul a deixava um pouco ansiosa e estar bem em frente a sua porta intensificava a sensação.

Em menos de um minuto Jinsoul abriu a porta e assim que Jungeun a viu, ficou sem saber o que fazer ao certo. Não sabia se deveria dar apenas um “oi”, se deveria abraça-la, ou se deveria cumprimenta-la com um beijo no rosto.

— Olá. — Jinsoul cumprimentou e instantaneamente trouxe a morena para um abraço carinhoso.

A Jung não sabia, mas tinha acabado de tirar uma dúvida para Jungeun. Agora ela sabia que o ideal é receber a loira com abraços.

— Sinta-se a vontade. — Jinsoul disse com um sorriso amável em seus lábios logo depois que finalizaram o contato.

— Nossa, sua casa é tipo uma obra de arte. — A morena não pode deixar de elogiar, era tudo muito harmonioso e belo para não comentar.

— Não é? Moro aqui há anos e não me acostumo, admiro quem quer que seja que tenha projetado ela. — Jinsoul comentou olhando para as paredes envidraçadas.

— Você está sozinha? — A casa estava silenciosa e Jungeun não tinha visto ninguém, pelo menos não até onde seus olhos alcançavam.

— Estou. Geralmente, eu fico sozinha na maior parte do tempo. — Jinsoul crispou os lábios e andou até o sofá, apoiando seu quadril na parte de trás do mesmo.

Jungeun não conseguia imaginar como era ficar sozinha numa casa enorme como aquela. Pensou que talvez seja disso que Sooyoung tinha falado.

— Você ficou o dia inteiro sozinha? — Jungeun se aproximou da a Jung e também se escorou no sofá.

— Na verdade, desde ontem. — A Kim conseguiu notar certa chateação na feição e na da mais alta.

Aparentemente, a loira não gostava de ficar tanto tempo só.

— Mas pelo menos eu estou aqui, não é? — Jungeun apontou para si mesma e tentou mudar um pouco de assunto. — Sem querer me gabar, mas dizem que eu sou uma ótima companhia. — A Kim cutucou Jinsoul com seu cotovelo e ficou feliz quando viu que arrancou uma risada dela.

— Ah, é? Dizem isso mesmo? — A entonação da loira era provocativa, mas mal conseguia conter a pequena risada que insistia e sair da sua boca.

Jinsoul se pôs na frente de Jugeun e apoiou suas mãos no sofá, uma de cada lado do corpo da morena. O movimento provocou um sorriso ladino vindo da Kim.

— E o que te faz ser uma companhia tão boa? — Jinsoul aproximou seu rosto do da morena.

— Me diga você.

Jungeun levou suas mãos até o pescoço da mais alta e trouxe-a para perto, acabando com a pouca distância que tinha entre elas e encaixando seus lábios num beijo calmo, aproveitando a delicadeza e a maciez toque. A loira posicionou as mão na cintura da Kim e puxou ela para si, deixando os corpos mais juntos um do outro. Inevitavelmente, o beijou começou a esquentar, mas Jinsoul diminuiu o ritmo e se afastou minimamente seu rosto do da morena.

— Então é isso que te torna uma boa companhia? — A loira perguntou enquanto encarava o sorriso de Jungeun.

— É isso que me torna uma boa companhia para você. — Jungeun respondeu enquanto acariciava o ombro de Jinsoul.

— Pode ter certeza que não é só isso. — Jinsoul rebateu e beijou o canto da boca da Kim. Jungeun não esperava receber uma resposta tão carregada de sentidos. Aquilo tinha sido o suficiente para enfraquecer um pouco as pernas da morena.

Jinsoul...

— O que foi? — A loira se afastou um pouco, mas não tirou as mãos da cintura da Kim.

— Seu nome é lindo. Às vezes eu acho eu acho um desperdício te chamar de “Soulie”. — Jungeun externou um pensamento que estava em sua cabeça desde a primeira vez em que chamou a Jung pelo seu apelido. — Seu nome soa tão bem... Jinsoul, é até gostoso de falar. — A Jung sorriu, pois estava um pouco fascinada com o que Jungeun tinha dito. A loira sempre achou que seu nome ficava melhor saindo da boca de Jungeun.

— Eu também prefiro que você fale desse jeito. — Jinsoul depositou beijo na bochecha da morena e passou a encarar seus olhos.

— Até onde eu me lembro, temos um filme para assistir. — A morena se esforçou não cair nos encantos do olhar de Jinsoul e mudou de assunto.

— Eu quase me esqueci disso. — A Jung falou enquanto realmente se afastava da mais baixa. — Vamos, estou ansiosa para assistir.

Dito isso, Jinsoul começou a andar em direção as escadas e olhou para trás apenas para certificar-se de que Jungeun a seguia. Andaram um pouco pelo corredor do segundo andar, passando por algumas portas. A morena queria conhecer o quarto de Jinsoul, mas não sabia se a mais alta a levaria até ele, afinal, aquela casa era tão grande que deveria ter umas duas salas de cinema nela.

A Jung acabou abrindo a última porta do corredor e, para a felicidade de Jungeun, aquele era o quarto da loira. Entrou logo atrás dela no cômodo que não entregava muito sobre sua personalidade. O branco era predominante ali, as paredes, a cama, o que trazia um pouco de pessoalidade para o quarto da mais velha era o violão que estava próximo as janelas e várias polaroides presas de maneira organizada numa parte de uma das paredes.

— Esperava encontrar uma grande estante de livros por aqui. — Jungeun comentou enquanto observava as fotos, conseguiu reconhecer Sooyoung e as outras meninas, elas estavam na maioria das fotos. Porém, também tinham pessoas que Jungeun nunca tinha visto na vida ali e isso de alguma forma, deixou a morena com um pequeno sentimento de ciúmes, sabia que era bobo pensar assim, mas era inevitável.

— Meus livros ficam na biblioteca, lá embaixo. — Jinsoul explicou e se sentou na cama.

— É óbvio que você tem uma biblioteca. — Jungeun se perguntou por que não tinha pensado nisso antes.

A morena então se afastou das fotos e se sentou na beirada da cama, enquanto Jinsoul se deitava de maneira confortável, apoiando sua cabeça em seus travesseiros.

— No ponto em que estamos, você já deveria saber quer eu não mordo. — Jinsoul brincou ao ver que Jungeun se manteve distante, como se não quisesse incomodar. — Quero dizer, apenas mordo com carinho. — Acrescentou.

— O que? — Jungeun pareceu se perder nas palavras da loira.

— Vem pra cá, Lip. — Jinsoul achou graça da confusão da morena e soltou uma risada soprada. Fez questão de dar três batidinhas no colchão, chamando Jungeun para deitar consigo.

A morena foi até a Jung e se deitou ao seu lado, porém não demorou muito para a loira traze-la para mais perto, passando um dos braços pelos ombros de Jungeun e fazendo a morena deitar em seu peito.

— Ok, agora está melhor. — Jinsoul disse enquanto mexia no controle da televisão, procurando o filme que iriam ver. — Vamos ver a adaptação mais recente?

— Vamos, não estou muito afim de ver um filme em preto e branco. — Jungeun admitiu e Jinsoul concordou com ela. — Espero que seja tão bom quanto o livro.

— Também, mas acho difícil isso acontecer.

— É eu também acho



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