História Iguais - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Undertale
Personagens Alphys, Sans
Tags Alphys, Salphys, Sans, Sans/alphys
Visualizações 56
Palavras 3.577
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai
Avisos: Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa sorte.

Capítulo 1 - (Capítulo Único)


Alphys e Sans já haviam bebido pelo menos o equivalente ao peso deles multiplicado por dez até o momento. Ou algo assim. Ela tinha perdido a conta depois que começou a contar, concomitantemente, quantos aliens haviam morrido naquele filme que eles estavam vendo no computador do laboratório. Embaralhou os números na cabeça. Muita conta pra fazer.

Sans, que tinha umas quatro garrafas de ketchup espalhadas em volta dele, piscava lentamente. Alphys imaginou que ele fosse apagar a qualquer momento.

“É m-melhor você não dormir.” Ela anunciou. “V-você tem que explicar o filme pra mim. Eu não e-estou entendendo mais nada.”

Sans virou para ela.

“e você acha que eu estou?” Ele perguntou, com um meio sorriso preguiçoso. “eu só sei que os humanos estão perdendo.”

“V-você tem certeza?” Ela achava que eles estavam ganhando. “E-eles estão em maior número.”

“eles estão?” Sans perguntou. Olhou para a tela do monitor. “ah, sim. você está certa.”

Sans bebeu mais um gole de ketchup.

“E-eu acho que a gente já bebeu o suficiente.” Alphys se aconchegou mais nos travesseiro e no forro do chão, composto de cobertores retirados camas do laboratório. Decidiu largar o próprio copo de vinho num canto. “N-não que eu esteja te impedindo d-de continuar.”

“provavelmente.” Sans meio que concordou, mas não parou de beber. “ei, posso te fazer uma pergunta?”

“P-por que não?”

Ela geralmente tinha problemas com isso, mas e daí? Não era como se ela estivesse raciocinando direito.

“você é bissexual?”

Oh, droga. Era por isso que ela não bebia.

“P-p-por que a pergunta?” Ela tentou desviar do assunto. Oh, deus.

“porque você já postou no seu status que a personagem principal é muito sexy umas sete vezes?” Ele pegou o celular. Com o dedo, manejou a tela touchscreen para baixo. Provavelmente voltava a postagens anteriores suas. “na verdade, oito vezes.”

Oh, droga. Ela tinha esquecido que Sans tinha acesso à linha do tempo dela. Na verdade tinha esquecido que muita gente tinha acesso àquilo. Pegou o próprio celular para apagar as mensagens.

“E-e-e-eu, hum, eu, s-sim?” Ela falou, de súbito. Nada de errado em ser bissexual, certo?

“entendi.” Sans respondeu.

Oh, bem. A conversa tinha ido melhor do que ela esperava. Não que ela esperasse algo particularmente ruim??? Era só que. Que geralmente ela esperava que todas as conversas fossem terminar em uma espécie de desastre. O álcool cortava um pouco o efeito, mas não fazia milagres.

“J-já que e-estamos fazendo perguntas,” Ela disse. Não era como se qualquer um dos dois estivesse prestando atenção no filme de verdade, exceto quando viam algum efeito especial particularmente malfeito que chamava a atenção dos dois não importa o estado em que estivessem. “E-eu gostaria de saber...”

“sim?”

“C-como...”

Ela queria fazer essa pergunta há bastante tempo, na verdade. Bem, desde que eles tinham... Como ela poderia chamar o que eles tinham? Amigos que fazem sexo? Algo mais? Algo menos? Não, algo menos não fazia sentido. Ou fazia? Colegas que faziam sexo? Sans a considerava uma amiga?

Bem. Desde que eles começaram a, hum, copular?, Alphys tinha começado a se interessar mais pela anatomia geral dos esqueletos. Na verdade, ela tinha se interessado mais pela anatomia do Sans, mesmo, mas... parecia mais científico??? Se ela imaginasse que se interessava pela anatomia geral. Dos monstros. É.

“C-como você f... Faz... Isso?” Ela gesticulou, girou as mãos.

“isso o quê?”

“Q-quero dizer,” Ela tentou não olhar diretamente para o que é que ela estava pensando, que era o que estava no meio das pernas dele. “I-isso, quando a gente...”

Ela se calou. Sans, que a encarava como se não estivesse entendendo direito onde ela queria chegar — ela realmente não o culpava —, tentou completar por ela:

“você está falando de sexo?”

“Ah, bem, s-sim—” Ela deu um sorriso nervoso. “S-sabe, o seu, hum,” Ela desviou o olhar. “O seu p-p-p....”

“p?”

“P-pênis?” Ela forçou. “Ele. Ele s-simplesmente brota,” Ela gesticulou novamente e se arrependeu de tê-lo feito. “é, hum, d-diferente.”

“diferente?”

“D-dos outros pênis.” Ela corrigiu. Será que ele estava achando que era uma crítica? Porque não era. Era só curiosidade. “N-não de uma maneira ruim. P-pelo contrário, eu... Uh.” Onde é que ela tinha se metido? Agora ela tinha que continuar, não é?

“pelo contrário?”

Alphys corou. Que ideia péssima abrir a boca.

“M-minha pergunta é,” Ela engoliu saliva. “J-já que ele é f-feito de magia, v-você poderia, uh.” Por que era tão difícil? “V-você é uma espécie de m-metamorfo?”

“metamorfo?” Ele repetiu a palavra. Parecia se esforçar para compreender onde ela queria chegar. “você está tentando perguntar se eu posso fazer tentáculos ou coisa do tipo?”

Ela não sabia onde enfiar a cara. Definitivamente.

“T-t-talvez?” Ela quase engasgou na palavra. “D-desculpe, é uma pergunta e-estúpida.”

“nah, eu não acho.” Sans respondeu. “eu não posso. nem posso aumentar o tamanho do meu pênis.”

“E-eu!” Ela! Nem! Tinha! Pensado! Nisso!! “E-eu não quero que v-você aumente o t-tamanho do seu p-pênis.” Ela queria morrer. Olha para onde a conversa tinha ido. “E-ele t-tem o tamanho. Hum. I-ideal?”

“ele tem?”

E agora ele estava sorrindo. E havia aquele ar travesso no olhar dele. Era melhor ela calar a boca pra sempre, ou nunca mais ia conseguir olhar pra cara dele.

Não que o álcool concordasse com a assertiva.

“S-sim?” Ela respondeu.

Não que ela tivesse visto muitos pênis na vida dela. Não pessoalmente. Quer dizer, ela via muitos nos hentais. Mas ela não teve lá muitos parceiros sexuais durante a vida. Não gostava muito da ideia de tirar a roupa na frente dos outros — quer dizer, era meio incômodo. Muita exposição. Ela se sentia feia demais para isso. E era como se a roupa escondesse, hum, as partes feias. Pelo menos um pouco. A roupa ajudava. É.

Isso limitava um pouco as coisas.

Além disso, ela meio que preferia monstros do sexo feminino. Sans sendo uma das poucas exceções à regra.

“é um alívio, então.” Sans respondeu.

“E-então,” Ela prosseguiu. “V-você n-não é um metamorfo, c-certo?”

“não exatamente.” Ele respondeu.

“N-não exatamente?” Ela piscou algumas vezes. “C-como assim?”

“bem...” Será que ela estava pressionando muito? Sans reagiu com incerteza. “heh.” Ele murmurou. Ele estava ficando desconfortável, quando é que ele ficava desconfortável? “eu meio que...” Deixou a garrafa de ketchup no chão. Talvez fosse uma desculpa para parar de encará-la. “sou hermafrodita, de certa forma.”

“H-hermafrodita? Mas isso—” Alphys ficou realmente confusa. “E-eu tenho quase certeza d-de que s-só vi um pênis.”

“uh, bem,” Sans prosseguiu. Estava mais incomodado do que ela. Ela tinha certeza. “é que...”

“V-v-você não precisa se explicar, se não quiser.” Ela se apressou em interrompê-lo. “Q-quero dizer, eu j-já te pressionei o suficiente.”

“não tem problema.” Sans respondeu. “eu ia te contar mais cedo ou mais tarde.”

Na verdade, Alphys já tinha ideia do que ele estava falando. Por processo de eliminação, se ele não falava de hermafroditismo comum, ele provavelmente falava do outro — o sequencial.

“eu tenho, uh, dois... os dois órgãos sexuais.” Ele explicou. “mas não ao mesmo tempo.”

“Oh.” É, ela estava certa. Não tinha se especializado em biologia à toa, não é mesmo? “E-então... Seu sexo muda? C-com alguma frequência?”

“com a frequência que eu quiser.” Ele respondeu, quietamente. “eu posso conjurar o órgão que eu desejar, na hora que eu desejar. só não ao mesmo tempo.”

“Oh.”

Os dois ficaram em silêncio. Sans voltou a beber o ketchup dele, escolhendo encarar o computador. Ela só olhou para o computador para ver que os aliens estavam finalmente perdendo. Depois voltou ao esqueleto que tinha uma mais-ou-menos-mas-não-muita sombra de cor azul sobre o rosto.

Oh.

Apesar de o raciocínio dela estar embargado pelo álcool, ela não conseguiu fazê-lo impedir de correr para todo tipo de lugar errado. Então Sans tinha uma vagina. Tecnicamente. Ela podia sentir o rubor subir o rosto. Não um rubor inteiramente composto de vergonha. Sans. Tinha. Uma. Vagina. Isso era...

...Maravilhoso??????

Ela não. Hum. Conseguia parar de pensar na possibilidade. Tinha adrenalina percorrendo pelas veias dela. Ela sentia que podia derrotar qualquer chefão de videogame com os olhos fechados. Inclusive aquele que ela tentava há três semanas. Ela podia conquistar qualquer personagem de qualquer dating simulator.

Era assim que ela se sentia. Mais ou menos.

Ela estava gritando internamente.

“S-sans,” Ela começou. Oh, meu deus, oh meu deus. “n-nós p-podemos...” ldkgsçglkggdklçgdgKASÇLFK???????? O cérebro dela estava entrando em curto. “N-nós podemos. F-f-f-fazer. Assim?”

Sans, lento, muito lento, olhou para ela.

“o quê?” Ele murmurou. Alphys não teve certeza se tinha sido para ela ou para ele mesmo. “você quer...”

“SIM.” Ela interrompeu, alto demais, rápido demais. “N-nós podemos? P-por favor?”

“eu não sei se eu entendi direito—”

“S-sans,” Alphys queria. Agarrar. Ele. Agora. Mas ela não podia, porque ele ainda não entendia o que ela queria e na verdade ele ainda nem tinha concordado ainda, mas meu deus do céu. Fique calma, Alphys. “T-transar. S-sexo. C-cópula. O-onde eu deixei meu dicionário?” Ela ousou fazer a piada. “M-me deixa ver? N-no mínimo? P-por favor?”

“a minha—”

“SIM.” Ela interrompeu novamente. Oh meu deus, SANS. Lógico!!!! Se ela estivesse tentando explicar botânica avançada pra ele, seria mais fácil. “A sua v-vagina.”

Ele tinha novamente concentração de mágica indo para o rosto. Ela também tinha, agora, depois de dizer a palavra. Mas não importava. Porque o que importava, de verdade, foi o que ele disse em seguida:

“’k.” Ele murmurou.

Por quê??? ele??? Estava tão tímido sobre isso???? Ela não sabia, mas tinha alguns palpites.

“nós podemos, uh,” Ele prosseguiu. Olhou-a com os olhos muito desfocados, entreabertos. Ele estava bêbado demais. “eu não sei—”

Alphys beijou-o. É. Eles já tinham conversado o suficiente sobre a questão. Sans não se importou muito com a interrupção, na verdade; ele enfiou a mão por baixo da camiseta dela, os dedos indo e voltando nas suas costas, traçando círculos preguiçosos acima da base da cauda. Se ela não tivesse noção de percepção — e ela tinha; ela podia ser esquisita socialmente, ansiosa, deprimida, mas noção de percepção ela tinha — ela não se daria conta do que o gesto significava.

Ela guiou uma das mãos até o assunto da noite. Bem, não imediatamente — primeiro, ela passeou a garra por cima de um dos fêmures, sobre a calça dele. Sans deu um espasmo, fez que ia fechar as pernas, mas se forçou a relaxá-las. Ela fez movimentos de vai-e-vem pelo fêmur até ele se acostumar com a sensação. Quando achou que ele tinha mesmo relaxado, quando as falanges voltaram a deslizar nas suas costas, ela avançou para a área insistentemente comentada.

Pressionou dois dedos sobre a calça, procurando a mágica reunida entre as pernas. Será que ele já tinha conjurado? A forma como a sua respiração vacilou no beijo e a maciez que sentiu diziam que sim. Ela esfregou um dos dedos sobre o tecido, traçando o caminho da entrada da vagina até o clitóris.

Sans segurou o seu pulso em reflexo, sem, contudo, movê-lo. Esticou a coluna, como procurasse aumentar a distância entre eles. Diminuiu a intensidade do beijo, mas não o parou por completo. Os sinais conflitantes deixaram Alphys completamente confusa.

“V-v-você quer parar?” Ela perguntou. “T-talvez não tenha s-sido uma boa ideia.”

“não. é só que— eu não faço isso. é diferente.” Sans confessou. “não é ruim. mas eu não sei direito como... ah... meu deus. eu devo estar soando como um idiota.”

“N-não está.” Ela assegurou. “E-eu acho que isso é... N-normal?” Não que ela tivesse como saber, já que nem nos sonhos mais esquisitos dela ela já teve um pênis. “V-você não precisa s-se preocupar. E-eu sei o que fazer, ok?” Pelo menos uma vez na vida ela sabia fazer alguma coisa. “S-só deixa c-comigo.”

“’k.” Ele respondeu. Alphys procurou se reafirmar com um olhar que passasse segurança, mas achou meio difícil estar passando o sentimento certo quando o que ela viu de volta foi entrega e desejo. Tudo misturado naquele estado pesado de torpor embriagado. “heh.”

Tão. Bonitinho. Meu deus do céu.

“V-você pode d-deitar?” Ela perguntou.

Sans assentiu.

Alphys subiu nele. Por um ou dois segundos se pegou pensando que devia ser a pessoa mais sortuda do mundo. Ou talvez ela tivesse algum sensor de vaginas. Ela levantou a camiseta dele. Gostava particularmente de ver a ALMA batendo ali; coisa que não conseguia ver tão facilmente em outros monstros.

Brilhava num tom bonito de ciano. 

“alph?” Ele murmurou. Ela se deu conta de que tinha perdido tempo demais encarando a ALMA. Uma vez cientista, sempre cientista, certo?

Ela lambeu o esterno. Sentiu-o estremecer sob o toque. Ele levantou a cabeça, se inclinou; Alphys, que deixava uma trilha de saliva no corpo dele, olhou-o de rabo de olho por cima dos óculos.  Sans voltou a se deitar.

Ele estava nervoso.

Alphys sentou-se à sua frente, entre as pernas meio abertas dele. Enganchou um dedo no elástico frouxo da calça. Não fez nada além de puxar o elástico um pouco para cima, percorrendo-o com a ponta do dedo, de forma que Sans não ficava nem um pouco mais despido, mas muito mais exposto. Pelo menos era a sensação — ela, na posição em que estava, não via nada.

Sans fitou-a de onde estava. Ele deu um aceite curto.

Ela não tirou a roupa dele. Por cima dela, encostou a boca na superfície úmida da calça. Ela sentiu um arrepio. Ele estava tão molhado e ela não tinha feito quase nada com ele. Sans se remexeu de novo; ela segurou seus quadris. Procurou encaixar o clitóris entre os dentes, sem, claro, fazer força. Era difícil com o tecido, mas, pela reação dele, o gemido baixo, quase imperceptível, tinha sido efetivo.

Alphys finalmente retirou a calça; fez o movimento com lentidão, para não deixá-lo mais desconfortável. Ele levantou os quadris para ajudá-la.

E ali estava. Ela quase disse oi à nova amiga.

(Só não disse porque ia soar esquisito demais.)

“Oh.” Ela não conseguia parar de sorrir. Quase maníaca, ela não duvidava. Como era de se esperar, a vulva dele tinha a mesma cor do resto da magia — do pênis, inclusive. Aquele ciano bonito. Ela deslizou os dedos sobre as dobras macias, separou os lábios repuxando-os com dois dígitos. Sans contraiu-se, outro espasmo.

Era tão bonita.

Ela podia se afogar ali. Não seria uma morte nada ruim.

Não que Alphys precisasse — ele já estava lubrificado o suficiente —, mas ela colheu o líquido que saía da entrada da vagina e espalhou no clitóris. Com movimentos circulares — os mesmos que não tão coincidentemente Sans fez nas suas costas pouquíssimo tempo antes — Alphys acariciou-o. Sans soltou um gemido baixo; as pernas dele começaram a tremer.

Ela abaixou-se. Beijou as dobras dos fêmures muito brancos dele. Viu a caixa torácica subir e descer de antecipação. Foi até a vulva, de novo — assoprou o clitóris.

Sans fez um movimento meio brusco, como se quisesse se afastar. Ela o encarou, por cima dos óculos, muito próxima ao órgão, mas não o suficiente. Sans olhava-a de volta.

“isso é algum tipo de tortura?”

“N-não?” Um pouco? Talvez?? Ela gostava de como ele se retorcia embaixo dela.

“eu tenho quase certeza de que—”

Ela se abaixou, envolveu o clitóris com a boca e sugou-o.

“aahhhh...” Sans se interrompeu, voltando a deitar completamente no chão coberto. Alphys sentia que ela própria lubrificar com aquele gemido grave e falhado dele. Segurou as suas pernas, envolveu os ossos com as garras. Estava tentando evitar fugas inconscientes. Lambia e sugava, alternadamente, o clitóris dele. Sans tinha leves convulsões enquanto agarrava a colcha.

Os barulhos que ela fazia com a língua eram altos, obscenos. Mas Sans, pelo menos, já tinha passado do estágio de se preocupar com eles. Ela desceu a língua até a entrada da vagina; Sans ficou tenso de novo. Tinha se contraído e ela mal conseguia passar ali com a ponta.

Alphys se afastou.

“S-sans,”

“—eu sei.” Ele respondeu antes que ela dissesse. “e-eu sei, ok?”

Ela voltou a acariciar as pernas dele. Foi até ele e começou outro beijo — leve, tentando acalmá-lo. Com uma das mãos, voltou a fazer movimentos circulares no clitóris. Sans suspirou. Quando ela terminou o beijo, ele estava gemendo de novo.

“T-tudo bem?” Ela perguntou. Ele fez que sim.

E então estava mais uma vez entre as pernas dele. Não devia ser justo uma pessoa do sexo masculino ter uma vulva tão bonita, aliás. Mas o mundo não era justo. Se fosse, Mew Mew Kissie Cutie 2 não seria o desastre que foi.

Ela fez com que um único dígito trilhasse o caminho de ia e de volta do clitóris ao canal vaginal. Sans tinha fechado os olhos e talvez nem percebesse que se balançava na direção contrária do dedo que confortavelmente abria os seus lábios. Alphys circulou a entrada do canal, dessa vez — e enfiou o dedo. Foi devagar, mas Sans ainda assim agarrou-o, contraiu-se nele com a vagina.

Ela empurrou mais fundo.

“aah, alph—” Sans murmurou o nome dela. Era apertado, tão apertado. Alphys começou a movê-lo, entrava e saía devagar, acompanhando a expressão dele. Não dava sinais de sentir dor. Com o polegar da mão livre, estimulou o clitóris. Sans relaxou mais; abriu mais as pernas.

Alphys começou a forçar o segundo dedo pra dentro.

Sans soltou um xingamento baixo. Ela viu a sombra de dor quando tentou empurrá-lo mais fundo.

“D-desculpe,” Ela murmurou. Ele respondeu um aham trêmulo. Ela retirou os dois dedos. Abaixou-se; afastou os lábios dele e, dessa vez, conseguiu enfiar a língua.

Sans muito obviamente preferiu a língua. O volume dos gemidos aumentaram, e eram tão hipnotizantes que ela quase gemia junto. Ela empurrou as pernas dele para cima, procurou e achou o ângulo em que ele ficava mais suscetível a ela. Retraiu a língua, inseriu os dois dedos. Fez questão de enfiá-los até o final, agora. Sans, no meio do caminho, procurou-a com o olhar e ela viu alguma coisa, uma espécie de pedido mudo e desesperado.

Alphys retirou os dedos do canal, saiu dele completamente; e tornou a afundá-los. Sans deu um choramingo leve em resposta — era justamente o que ele queria. Ela repetiu o processo até que Sans tinha se perdido o suficiente nas próprias sensações se lembrar de manter contato com ela. Os quadris dele imitavam o movimento da penetração; ele se arrastava contra os dedos dela, desejoso.

(Por que é que ele tinha demorado tanto a contar pra ela sobre a vagina? Era provavelmente uma das coisas mais sexys que ela já tinha visto na vida.)

Ele estava próximo, muito próximo, ela sabia pela agudeza incaracterística dos gemidos.

Alphys parou de súbito; Sans, em resposta, deu um murmúrio frustrado.

“S-só mudando de posição, t-tá bom?”

Ele não se opôs.

Ela se reposicionou, cruzou as pernas com as dele de forma que ambos os lábios e o clitóris dos dois roçavam um no outro. Sans, nesse momento, fez um esforço para voltar à realidade. Encarou-a, os olhos entreabertos mal conseguindo se formar. A mágica parecia que ia falhar nas órbitas. Ela quase parou o que estava fazendo para beijá-lo. Quase. Mas era forte.

(Seja forte, Alphys!!!)

Era incrível como ela própria estava próxima de gozar com tão pouco. Ela sentia que Sans queria alcançá-la de alguma forma, tocar nela; mas na posição em que eles estavam, não dava. Então, ela manteve o olhar grudado no dele — por deus, ela estava tão bêbada e excitada que ela não se importava. Mesmo. Ele podia olhar. Era até melhor que olhasse.

Sans gozou — deu um último gemido que foi morrendo, enquanto ela continuava a esfregar as vulvas. Sentindo ele contrair repetidas vezes embaixo dela, ela buscou o próprio orgasmo. Ouviu Sans choramingar pelo estímulo excessivo que Alphys ainda infligia nele, se friccionando e magoando a superfície sensível no pós-orgasmo.

Ela chegou ao clímax sentindo aqueles lábios molhados acariciarem e escorregarem contra os seus. Perdeu força nas pernas instantaneamente com a onda que a percorreu; mas conseguiu não cair em cima dele. Ela segurou o rosto cansado dele e plantou um beijo entre as órbitas; outro, acima da cavidade nasal; outro na boca ofegante.

Sans deu um murmúrio de aprovação.

Ela saiu de cima dele e rolou para o lado. Sans seguiu-a com o olhar; as olheiras pareciam ter aumentado de tamanho. Ela sorriu para ele. Ele sorriu de volta.

Oh, bem.

Eles. Estavam. Ensopados.

E fediam a álcool.

Mas não seria ela que se moveria tão cedo.

No computador, o filme rodava os créditos.

“N-nós perdemos o filme.”

“é.” Sans respondeu. “era um 3/10, de qualquer forma, então tanto faz.”

“3/10?” Ela repetiu. “E-eu diria que é um 5/10.”

Sans soltou ar pelo nariz, prendendo a risada.

“não é um critério muito justo aumentar a nota do filme só porque a protagonista é sexy.”

“E-ei!” Ela corou. “N-não foi por isso!”

“sei.” Ele murmurou. Estava quase pegando no sono, de novo.

“N-nós também não sabemos se quem venceu foram os humanos ou os aliens.”

“é.” Ele voltou a concordar. “estávamos muito ocupados... fazendo uma sacanalien.”

“M-meu deus, Sans!” Ela estava rindo, mas sentia que não deveria estar rindo de um trocadilho tão bobo. “V-vá dormir, sim?”

“às ordens.” Ele respondeu.

Alphys levou uma das mãos ao rosto dele. Tracejou os ossos da bochecha com o polegar. Sans fechou os olhos. As olheiras dele estavam mesmo enormes. Ele devia dormir mais. Comer melhor. A receita mental passou na cabeça dela por força do hábito.

Ela foi até o computador e desligou-o. Depois, desligou as luzes do laboratório.

Por fim, deitou-se ao lado dele e dormiu.


Notas Finais


Salphys é q-u-a-l-i-d-a-d-e.


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