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História Ikigai - Chanbaek - Capítulo 8


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Notas do Autor


CheGUEI, gente eu ia atualizar sábado mas fiquei sem internet fim de semana choveu muito na minha cidade 🤡🤡🤡🤡 enFIM boa leitura!

⚠️ possível gatilho.

Capítulo 8 - Capítulo 08


Fanfic / Fanfiction Ikigai - Chanbaek - Capítulo 8 - Capítulo 08

— Até que enfim, custava terem ficado na entrada, JongIn? - O Park reclamou parando a frente dos três.

— Meus sobrinhos queriam algodão doce, ok? - O Kim disse simplista enquanto o Park revirava os olhos.

— Ok, Baekhyun, esses são meus filhos. - O Park apontou as crianças que direcionaram o olhar ao Byun. — Crianças, esse é o tio Baekkie.

— Oi. - O Byun disse arrastado sorrindo, ignorando a lembrança do que o Oh havia dito.

— Oi, eu sou a Chanhee. - A menina de vestido colorido sorriu fofa.

— E eu sou o Sohee. - O garoto vestido com um moletom amarelo por baixo de uma jardineira jeans azul marinho disse doce.

— Que lindos. - O Byun manhou beijando a bochecha dos dois que devolveram o gesto simultaneamente fazendo Baekhyun querer gritar de amor.

— Esse é JongIn. - O Park apontou brevemente o Kim.

— Oi. - O homem estendeu a mão ao Byun. — Tudo bem? - O Byun aceitou o aperto sorrindo tímido, deus como ele iria perturbar Kyungsoo quando chegasse em casa.

— A gente pode ir logo pros brinquedos? - A garota perguntou dando a mão ao Byun e pulando do banco.

— Tá bom, seus pestinhas. - O Park revirou os olhos rindo e logo cuidou de fazer os quereres dos dois.

As crianças foram em vários brinquedos, se encheram de doces e no meio disso os três adultos também pareciam crianças, alternavam quem vigiava os pequenos enquanto dois iam em algum dos brinquedos mais adultos. Chanyeol jogou no tiro ao alvo quatro vezes seguidas para que conseguisse quatro ursos — Podia até ser considerado trapaça da parte dele levando em conta que devido ao seu trabalho havia recebido treinamento com armamento, logo atirava bem e tinha uma ótima mira—, devidamente escolhidos por ele, dois para seus amigos e dois para seus filhos e o Byun certamente nunca mais largaria aquela pelúcia de coelho rosa. Baekhyun ganhou doces para as crianças na pescaria e o Kim mimou os dois os comprando fichas de todos os brinquedos que quisessem. Cores pra todo lado, uma música animada tocando nas caixas de som em cada poste, risadas e luzes piscando pra todo lado, rosa, roxo, azul, amarelo. Baekhyun pulou ao ver uma barraca de balões, comprou cinco e descobriu acidentalmente que havia um bombom dentro do seu quando o estourou sem querer, logo os outros quatro também foram estourados. O ambiente trazia o lado mais infantil do Byun a tona, ele ria, fazia piadas e brincava com as crianças que já estavam completamente derretidas pelo garoto. O Park observava bobo a inocência que o garoto aparentava enquanto brincava com as crianças, não sabia porque, não conseguia tirar os olhos do Byun e isso ocasionou algumas encheções de saco discretas por parte de JongIn.

— Eu fui trocado pelos meus próprios filhos? É isso? - O Park questionou enquanto caminhava para fora do parque carregando apenas os ursos, já que Sohee estava nos braços de Baekhyun e Chanhee nas costas de JongIn.

— Eu não tenho culpa se sua filha me ama, né princesa? - O Kim questionou provocando o Park que cruzou os braços fazendo cara de bravo quando a menina confirmou rindo da cara do pai.

— Não esqueçam que sou eu que vai por vocês pra dormir, seus interesseiros. - O Park falou começando a caminhar na frente mas logo voltando pra trás rindo ao ouvir os dois o chamarem. Baekhyun estava adorando esse lado que havia visto do Park hoje, era lindo ver como ele amava os filhos.

— Tudo bem. - O Kim parou próximo ao seu carro se ajoelhando no chão para que a menina descesse e o Byun botou o pequeno no chão. — Venham aqui.

— Você não vai pra casa com a gente, tio JongIn? - A menina perguntou antes de abraçar o Kim.

— Não meu amor, mas eu prometo que passo lá de manhã pra dar um beijo em vocês, pode ser? - A menina confirmou finalmente se juntando ao irmão no abraço.

— Você leva o tio Jun e o tio Dae? - O pequeno Park perguntou ainda no abraço.

— Levo, prometo. - O Kim deu um beijo nos dois.

— Tchau, Baekhyun. - O Kim sorriu fofo abraçando o Byun que retribuiu docemente.

— Eu passo lá amanhã. - JongIn disse abraçando o Park e puxando seu urso ao se afastar.

— Beleza. - O Park bagunçou levemente os cabelos do mais novo. — Agora a gente vai deixar o tio Baekkie e depois nós vamos pra casa, certo? - O bombeiro disse aos filhos.

— Ah não. - A menina manhou fazendo bico. — Você não vai com a gente tio? - Chanhee parou na frente do Byun.

— Você não vai por a gente pra dormir? - O menino disse choroso de aproximando de Bekhyun também.

— O que eu faço? - O Byun olhou para o Park como quem diz ''me salva''.

— Você se importa? Eles vão chorar o caminho todo se você não for. - O Park coçou a nuca. — Eles são meio grudentos.

— Tudo bem. - Baekhyun riu de leve. — O tio Baekkie vai. - Os dois abraçaram o Byun fazendo barulho.

Os quatro caminharam até o carro, O Byun segurando a mãozinha de Sohee e o Park segurando a mão da menina, os dois pequenos foram colocados nas cadeirinhas e durante todo o caminho foram conversando bobagem com Baekhyun. O capitão só conseguia achar um mimo aquela cena, os dois tinham se apegado ao Byun em segundos e o Byun nem se esforçava pra isso, em alguns momentos ele parecia ficar mesma idade dos dois enquanto falava sobre desenhos animados e cantava músicas infantis.

— Ignora a bagunça, tá? - O capitão disse ao abrir a porta, a sala estava lotada de brinquedos infantis pra todo lado.

— Imagina. - O Byun entrou observando a casa. — Sua casa é linda. - Baekhyun olhou em volta, na mesma parede da porta havia uma tv enorme em um rack suspenso, uma mesa de centro envidraçada e mais adiante um sofá enorme cinza azulado, a cozinha era separada da sala por um balcão e uma mesa na frente do mesmo, no corredor haviam quatro portas brancas e pelas paredes haviam decorações e o detalhe mais chamativo era a enorme varanda da sala.

— Eu acho pequena. - O Park comentou retirando o moletom e ficando apenas com a camiseta branca.

— Tá brincando né? Minha casa inteira cabe na sua sala.

— Olha que exagero. - Chanyeol riu caminhando até a cozinha. — Vocês 'tão com fome?

— Eu tô. - O pequeno Park caminhou em passinhos até a cozinha.

— Você sempre tá com fome, Sohee. - O Park comentou indo até a geladeira. — Baekhyun? Chanhee?

— Não, tudo bem. - O Byun respondeu tímido.

— Eu quero pizza. - Chanhee comentou sentando na mesa.

— Tudo bem. - O bombeiro suspirou. — Vocês já se encheram de besteira, que diferença faz. - Ele alcançou no bolso o celular fazendo o pedido e depois de uma hora os quatro estavam alimentados e os pequenos devidamente banhados terminando de escovar os dentes para irem dormir, já estavam ficando com sono.

— Eu disse que não precisava, Baekhyun. - O Park comentou ao voltar a cozinha e ver o Byun terminando de lavar a louça.

— Não custa nada, né Chan. - Baekhyun deu de ombros.

— Pronto, a gente acabou. - Chanhee disse chegando na cozinha junto do irmão.

— Tudo bem, vão indo pro quarto, eu e o Baek já vamos. - Os dois confirmaram e deram as costas caminhando ao quarto. — Desculpa te fazer vir. — Chanyeol parou ao lado do Byun. — Eles gostaram de você.

— Eles são dois anjos. - O mais novo direcionou o olhar ao homem. — Você criou eles bem. - Ele sorriu doce. — Aliás, você e sua ex mulher, vocês são bons pais.

— Eu só tento compensar o fato de não passar cem porcento do tempo com eles. - O Park deu de ombros.

— Acredita em mim, você é um ótimo pai. - O Byun secou as mãos no pano de prato em seu ombro. — Acabei. - Baekhyun sorriu fofo, os dois caminharam até o quarto das crianças e lá estavam os dois, cada um em sua cama, Baekhyun ficou encantado com o quarto, cheio de brinquedos pra todo lado, era dividido em duas cores, de um lado um amarelo claro, cor favorita de Sohee e do outro a cor favorita de Chanhee, lilás.

— Até que enfim. - A menina saltou da cama indo até a sua pequena mesa e pegou na sua mochila um livro. — Olha papai, eu ganhei na escola ontem. - A menina entregou o livro ao pai.

— Que bonito. - O Park comentou observando a capa do livro. — O Pato Poliglota.

— O que é poligota? - Sohee perguntou errando a palavra sem querer fazendo os dois rirem levemente.

— Poliglota. - Baekhyun corrigiu rindo levemente enquanto sentava na cama do garoto e o Park na da menina. — É alguém que fala muitos idiomas. — Chanyeol sorriu bobo vendo o jeito do Byun com o garoto.

— Certo, a gente pode começar? - O Park perguntou enquanto ajudava a menina a subir na cama.

— Sim. - ela confirmou fofa após se enfiar embaixo de suas cobertas.

O Park começou a ler e Baekhyun quis explodir de amor, talvez pela milésima vez naquela noite? Enquanto o Park lia os pequenos faziam sons, Chanyeol interpretava vozes para os personagens, logo Baekhyun pulou para o lado do Park e começou a ler junto, fazer vozes, eles pararam quase no meio do livro, que continha apenas 32 páginas, já que os dois pequenos já estavam desmaiando pelo sono. O Park cobriu os dois deixando um beijo na testa de cada um.

— Boa noite papai, boa noite tio Baekkie. - Chanhee disse fofa.

— Boa noite tio Baekkie. - O menino levou a mãozinha a boca mandando um beijinho para o Byun.

— Boa noite meus amores. - O byun sorriu bobo. 

Os dois saíram do quarto e o Park apagou a luz, eles caminharam até a sala enquanto o Byun bocejava.

— Cansado? - O Park perguntou enquanto ia para a cozinha.

— Um pouco, mas foi uma ótima noite, né? - O mais novo sentou no sofá dobrando as pernas enquanto observava o homem.

— Sim. - O capitão encostou no balcão olhando o Byun. — Eu amei que você aceitou ir. - O Byun corou naquele momento. — Espera. - O Park voltou a geladeira pegando duas cervejas. — A gente merece.

O Byun riu recebendo a garrafa quando o homem se aproximou do sofá, logo o Park sentou ao lado do Byun esticando as pernas sobre o estofado.

— Chan, posso te perguntar algo? - O Park apenas confirmou levemente enquanto bebia um gole de sua cerveja. — Por que você se separou da sua ex mulher? - Baekhyun estava receoso, mas ainda sim se ruia de curiosidade.

— Porque... - O Park suspirou. — Não deu certo. As coisas foram muito atropeladas entre a gente. - O homem bebeu um gole da cerveja. — Eu conheci ela quando tinha vinte e três anos e um mês depois ela descobriu que tava grávida, no terceiro mês de gravidez ela perdeu o bebê.

— Sério? - O Park confirmou levemente.

— A gente já tava casado no civil e morando juntos, depois de uns meses ela engravidou de novo, por algum motivo a gente começou a discutir muito, qualquer coisa era motivo de um tsunami, eu achava que era por causa da gravidez, mas mesmo depois que a Chanhee nasceu continuou tudo igual. - Ele bebeu outro gole da bebida. — Eu fiquei por causa da Chanhee, quando ela tinha dois anos a Jiyun engravidou do Sohee e quando ele tinha dois anos eu pedi divórcio, três anos atrás. A real é que a gente sempre foi muito diferente, era igual querer misturar água e óleo.

— Como vocês se conheceram?

— Meu pai tem um escritório de advocacia, um dia eu fui buscar minha irmã e ela tava lá com os pais.

— E você pediu o número dela descaradamente?

— Não, eu anotei o meu no copo de café que eu levei pra ela.

— Que sem vergonha. - O Byun fingiu choque arrancando risadas do Park.

— Sem vergonha não, objetivo. - O Park riu levemente bebendo de sua cerveja. — Mas enfim, vamos parar de falar do meu casamento? Lembra que eu disse que queria saber sobre como conheceu seu amigo? É Sehun o nome?

— É. - O Byun riu levemente. — Tem certeza que quer saber? É meio complicado, e triste na verdade. - O Byun riu sem graça.

— Se envolve você, eu quero saber. - O Park não sabia da onde havia saído aquela frase, apenas notou o Byun corar.

— A gente se conheceu no meio da rua. - O Byun bebeu um gole da cerveja lembrando nitidamente do dia.

— Não vai me dizer que vocês se esbarraram tipo filme?

— Não. - O Byun riu. — Tava chovendo muito naquela tarde, eu tinha dezessete anos e ele dezeseis, eu tava sentado na calçada chorando e ele voltando da casa de um amigo. Eu nem percebi que ele tava ali até notar que não tava mais sentindo a chuva nas minhas costas, quando eu olhei pra cima ele tava em pé atrás de mim com um guarda-chuva preto.

— E daí? - O Park perguntou curioso.

— Ele sentou do meu lado, nós ficamos uns dez minutos em silêncio até ele perguntar porque eu tava chorando, eu contei tudo a ele e depois que a chuva passou ele me levou pra casa dele e convenceu os pais dele a me deixarem ficar lá por uns dias. Eu passei um mês lá até o dia que dois amigos dele começaram a morar sozinhos e ele me convenceu a ir junto, foi aí que eu conheci o Minseok e o Kyungsoo. - O Byun bebeu um grande gole de sua cerveja. — E eu e o Sehun namoramos por uns meses. - O Byun corou fortemente. — Mas nós eramos melhores como amigos, essa foi a mesma conclusão com Kyungsoo quando a gente...Enfim. - O mais novo coçou a nuca.

— É por isso que eles são tão importantes pra você.

— Isso, eu nunca tive muitos amigos, ainda mais em momentos que eu precisasse, aí eu mudei pra cá e conheci eles, eles são tudo que eu tenho. - O Byun corou levemente bebendo um gole de sua cerveja de olhos fechados tentando segurar a vontade de chorar.

— E...por que você mudou pra cá? - O Park notou apesar do leve sorriso uma feição triste no Byun. — Não precisa falar se não quiser, tá? Desculpa.

— Não, tudo bem. - O Byun suspirou. — Eu...fui expulso de casa quando meu pai descobriu que eu era gay. - O Byun abaixou a cabeça. — Ele descobriu da pior forma possível, me viu beijando o Yixing, um garoto que morava na esquina da rua. me arrastou pra dentro me segurando pelos cabelos e quando a gente chegou em casa ele me deu um soco, minha mãe que impediu que ele me batesse com uma decoração de ferro que tinha na sala enquanto eu tava caído no chão. - O Byun limpou rapidamente uma lágrima que correu de seus olhos pequenos. — Ela já sabia que eu era gay, quando ele soube disso só não acertou um tapa nela porque eu me pus na frente, aí ele agarrou meu pescoço e me jogou na parede, disse que se eu colocasse os pés naquela casa de novo eu sairia de lá num caixão. - O Byun fungou. — E aí eu fui embora, minha mãe implorou pra eu não ir, que ela daria um jeito, mas eu achei que seria melhor assim, e aí eu saí de casa com apenas uma mochilinha de coisas e peguei um metrô pra cá. Eu tinha algum dinheiro que tava juntando pro meu video game, fiquei uns dois dias numa pensão aí eu liguei pra vizinha e pedi pra chamar minha mãe, imagina que eu ia correr o risco de ligar pra casa e ele atender. Ela me pediu pra voltar pra casa, mas eu não podia, eu ainda tenho medo dele. Foi nesse dia que eu conheci o Sehun, minutos depois de desligar o telefone da chamada com ela porque não tava mais conseguindo segurar o choro.

— Baekhyun. - O Park se aproximou mais do garoto segurando seu rosto e o fazendo olha-lo. — Você não tem só os seus amigos, agora você tem a mim, entendeu? - Ele abraçou fortemente o Byun que deitou a cabeça em seu ombro fungando. Chanyeol conseguia sentir a camiseta molhando pelas lágrimas do Byun. Passou alguns minutos apenas acariciando os cabelos macios de Baekhyun até esse parar de fungar. — Já tá tarde, você vai dormir aqui hoje, pode ser?

— Tudo bem. - O Byun fungou se afastando.

— Vem cá. - Park carregou o garoto até o quarto de hóspedes. — Eu vou te arrumar uma roupa mais confortável pra dormir.

— Não precisa Chanyeol, tudo bem.

— Precisa sim, eu já volto. - Sem mais o Park saiu do quarto e depois de alguns minutos voltou com uma toalha em mãos, uma calça moletom, uma camiseta preta e duas box ainda na embalagem. — Acho que a camiseta vai ficar enorme em você porque você é pequinininho comparado comigo mas tudo bem, é pra dormir mesmo. - O Park deu de ombros colocando tudo sobre a cama.

— Não precisava, obrigado. - O Byun disse corado.

— Não precisa agradecer. - O Park se aproximou mais do Byun afastando seus cabelos e depositando um beijo em sua testa. — Boa noite, Baek.

Baekhyun ficou bons segundos ali depois que o homem saiu, abobado enquanto mantinha a mão na testa, foi tomar banho todo sorridente e depois do banho vestiu as roupas que tinham o cheiro do Park, logo tratou de dormir ainda pensando no homem, quem sabe sonhasse com ele.


Notas Finais


O capítulo de hoje 🥺/😭

Nem o chanyeol percebe que já tá começando a gostar do baek aiai 🤡🤡 ENFIm até o próximo capítulo yags 😔✊💕


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