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História Ilha da Cegonheira. - NejiSaku - Capítulo 1


Escrita por: e projetoharuno


Notas do Autor


Hello, galera. Como estão?
Essa One é parte do @projetoharuno e a tag desse mês de maio foi: Drabble Fluffy.
Enfim, é só isso mesmo. Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único.


 

Quando a pequena e enérgica Akemi nasceu, Sakura sabia que aquele momento uma hora iria chegar; igualmente a Neji. No entanto, o Hyuuga mantinha-se estupefacto, seu cérebro parecia estar em um infinito pane.

Já faziam dois meses que o Prefeito de Salvador, Tobirama, havia decretado isolamento social e o fechamento das escolas por conta do surto do novo Coronavírus; e como o casal de advogados não nutriam necessidade extrema de sair de casa, assim como a filha, a família encontrava-se mais próxima do que nunca. 

A garotinha de seis anos mirava os pais, que estavam sentados no sofá da sala, com os olhinhos viçosos, iguaizinhos o de sua mãe, carregado de ansiedade e expectativa. Sakura, ao lado do marido, recompôs a postura…Não sabia como expressar-se; já o progenitor encarava a criança ruborizado. 

Entendiam que, um hora ou outra, Akemi iria questionar aquilo. Em alguma ocasião a colossal dúvida iria pairar no interior dela e, desejando os pais ou não, tinha chegado naquela noite chuvosa de sábado. 

- Vamos! Falem, estou hiper, mega, master curiosa. - indagou mais uma vez. 

Sakura engoliu seco, teria que esclarecer não é?

Neji respirou fundo e aspirou, do fundo de seu coração, jogar-se do importante Farol da Barra, posicionado há alguns metros da residência.

“Mãezinha, paizinho...Lindos do meu coração de Cleópatra, me respondam: Como são feitos os bebês?”

Assim que aquelas palavras adentraram os sentidos do casal, não teve Tereza Cristina, Crô, sequer Pereirão que capturasse a atenção deles. 

Eram ambos advogados baianos de sucesso , popular por toda extensão do Nordeste por ganharem casos classificados como impossíveis; contudo, neste instante, tendo o olhar de gavião de Akemi, todos os verbos sumiram.

- Então? O Chucrute comeu suas línguas, foi? - do canto da sala, o gato Ragdoll miou fino ao ouvir seu nome. 

- Filha…- começou Sakura, rindo de nervoso. - Você quer mesmo saber como são feitos? 

- Claro, querida! Sou a rainha do mundo, a Cleópatra, a Beyonce baiana...Tenho que saber de tudo. Alou? - falou colocando os bracinhos, cobertos pelo pijama de dinossauro esverdeado, na cintura.

- Bom, os bebês vem da cegonha, sabe? - disse olhando para Neji, que parecia mais um fantasma, clamando ajuda. 

- Não, mamãe. Não sei, conta mais. A senhora sabe como amo umas fofocas, ainda por cima, animal. Ui, selvagem! - gargalhou alto, fazendo a risada infantil e gostosa ecoar pelo apartamento. 

- Ah, filha, as cegonhas têm uma empresa enorme, entende? Lá na Ilha da Cegonheira. E, assim como os outros papais, mamães e tal, escrevemos uma carta e mandamos para elas pelo correio, pedindo você. É isso! 

- Como assim? Se as cegonhas trazem o bebê, depois do pedido, por que a senhora e minhas tias ficaram com aquele barrigão, por quase um ano? - questionou arqueando a sobrancelha esquerda de cor castanha. - E sem contar que, eu vi o vídeo traumatizante. Aquele mesmo que estou saindo lá de baixo, naquele lugarzinho da menina e o papai desmaiando. - Neji coçou a cerviz à medida que ouvia aquilo. Foi impossível para ele permanecer em pé observando aquela cena.

- Akemi, as cegonhas trazem uma semente, okay? - Neji, já sem paciência para aquele assunto, forjou uma desculpa. - Elas trouxeram para nós, eu coloquei no umbigo da sua mãe e você foi crescendo no ventre dela, entendeu? 

- É como se fosse uma plantinha? 

- Isso, filha. Por esse motivo falamos que você é nossa flor. - continuou a figura masculina. 

- Eu também quero uma plantinha na minha barriga. - falou a criança levantando um pouco da blusa, deixando exposto o umbigo. 

- Você não quer nada, está ouvindo? Nada de plantas! - Neji gritou em desespero. 

- Mocinha, fim de papo. - Sakura levantou-se de onde estava e pegou a garota pelo braço calmamente. - Dormir, já passou da hora. 

- Ahhh não, estou sem sono. - resmungou ao lado da matriarca.

- Anão é uma pessoa bem pequena. Ajoelha para orar. - disse ao entrar no quarto, sendo seguida por Chucrute. 

- Mãe, agora Deus está dormindo. - olhou para mãe. 

- Deus não dorme.

- Mãe, coitado! Ele não tem cama?

Sakura gargalhou com a fala da menina. 

Minutos após de terminar a prece, Neji apareceu para dar o boa noite e ausentou-se do quarto, sendo seguido pela esposa.

Já sozinha no aposento, Akemi sussurrou para o gato:

- Amanhã, bem cedinho, iremos enviar uma carta para Ilha da Cegonheira pedindo uma irmãzinha para mim. É muito chato brincar sozinha. - sorriu fechando os olhos. - Boa noite, Chucrute. 



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