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História I'll be good - Capítulo 15


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Notas do Autor


Olá! Como vocês estão? Estão em casa isolados e protegidos? Esse surto aconteceu tão rápido, a faculdade fechou, obviamente, eu deveria estar tendo aulas no site, mas até hoje não me deram o login do negócio, sinto que vou me foder quando voltar ao normal, que preguiça de pensar nisso! O importante é que não fiquei doente, estou em isolamento social desde 2013, sou veterana nesse assunto, eu previ o virus, vim treinando para o fatídico dia kk
Enfim, tentarei escrever mais e postar com mais frequência enquanto eu estiver aqui no cativeiro, para entreter vocês no cativeiro de vocês. Então, por enquanto, não saiam na rua e evitem contato com velhinhos se você estiver com alguma chance de estar ficando doente, lavem as mãos diretinho, usem máscara e aproveitem o capítulo!

Capítulo 15 - Desespero


 

I’ll be good

 

Capítulo 15 – Desespero

 

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Narrador POV’s on

 

 A noite escura e silenciosa foi interrompida por toda Ikebukuro, os gritos das pessoas soavam, pedidos de socorro e de piedade eram gritados.

— N-não! Não se aproxime! P-por favo– O grito feminino foi interrompido por uma lâmina sendo enterrada na barriga da mulher.

 Os olhos vermelhos brilhavam murmurando justas de amor distorcidas, segundos depois a mulher se juntou à ele, os olhos vermelhos e arregalados apareceram e ela saiu vagando sem rumo.

— Cortar, cortar, cortar... Preciso... Eu amo... Amo tanto... – A mulher dizia, hipnotizada.

 Tirou a faca de sua barriga e avançou em um garoto que passava pela rua. Ele gritou assustado, não teve tempo de reagir, tendo seu braço cortado, chorou fugindo da mulher, perfeitamente normal. Seu impulso foi correr para o hospital mais próximo.

 O homem tirou outra faca do bolso interno do seu sobretudo, andando sem rumo, ansiando por mais alguém para cortar, contando com ele, existiam treze Saikas capazes de transformar as pessoas, e esses treze eram comandados por Orihara Izaya, e os transformados por eles, por consequência, também.

 Longe dali, em Shinjuku, o dia amanheceu calmo, Shizuo abriu os olhos com a claridade no quarto, não se movendo notando Izaya dormindo aninhado em seu peito, sorriu fazendo carinho no rosto macio, olhou por baixo do cobertor, confirmando que ele estava usando a sua camisa e somente ela, mudou o foco de sua atenção rapidamente, sentindo seu rosto esquentar.

 Não planejava acordá-lo, estava ocupado demais apreciando o rosto de expressão serena, muito diferente do normal, às vezes se irritava com os sorrisos sarcásticos e tom de voz falsamente magoados, não conseguia evitar, era impossível apagar anos de raiva de uma hora para outra, mas sabia que estava fazendo um ótimo trabalho, não o enforcando quando a vontade aparecia.

— Mm... – O moreno abriu os olhos lentamente, espreguiçando-se na cama, saindo do abraço.

— Bom dia. – Shizuo disse, os olhos dourados descendo automaticamente pelo corpo do informante, parando no quadril que ficou descoberto graças aos braços se esticando.

— Shizu-chan, se você continuar encarando eu vou ficar com vergonha~ – Disse com uma falsa timidez, viu a testa do loiro franzir e os olhos cerrarem.

 No segundo seguinte, Shizuo jogou o travesseiro no rosto do informante, que riu divertindo-se.

— Me sinto enganado por ter pensado que você era fofo! Volte a dormir e devolva a minha ilusão! Não, melhor, durma para sempre! – Irritou-se o empurrando para fora do colchão.

 Izaya riu ao rolar e cair no chão, sorriu apoiando os cotovelos no colchão e o rosto nas mãos.

— Que coisa feia, Shizu-chan! Não sabia que você gostava de necrofilia~ – Provocou abaixando a tempo do travesseiro voar e atingir a janela atrás dele.

— Como você consegue ser tão insuportável de manhã?! – Resmungou respirando fundo penteando os cabelos para trás com os dedos.

— Como você consegue ser tão sexy a essa hora da manhã? – Sorriu apreciando os estragos no corpo dele com orgulho.

 Os olhos dourados o olharam com irritação e o loiro levantou, pegou suas roupas e entrou no banheiro.

— Eh? E eu? – Perguntou correndo para a porta, tentou a abrir sem sucesso.

 Sorriu divertido.

— Shizu-chan, você acabou de me trancar para fora do meu banheiro? – Perguntou em um misto de incredulidade e divertimento.

— Exatamente. – Disse irritado entrando no box e ligando o chuveiro.

 Izaya se deitou na cama pegando seu celular do carregador, eram oito horas, Namie já devia estar no andar de baixo, se segurou para não descer como estava e rir da cara dela, ainda precisava se censurar, seria quase impossível achar outra pessoa para ocupar o lugar dela, sem falar que ela sabia coisas demais, teria que mandar matá-la, provavelmente.

 Assim que Shizuo abriu a porta o moreno pegou as suas roupas e entrou fechando a porta, tirou a camisa, jogando no cesto e seguindo para o chuveiro, suspirou relaxando o corpo com a água fria, massageou o corpo dolorido na esperança de ajudar, não aconteceu. Sorriu deslizando os dedos pelos roxos no pescoço, sentindo doer ao toque, assim como todos ou outros chupões com cara de hematomas, riu alcançando a parte interna de suas coxas com os dedos, tentando não lembrar dos detalhes envolvendo aquelas marcas, precisava descer e trabalhar, não podia perder tempo ali. Apressou-se em tomar banho, enxugou-se e se vestiu, saindo do banheiro, vendo o loiro sentado em sua cama com a cara no celular.

— Que fofo, me esperando para descer. – Izaya sorriu.

— Não estava te esperando, só me distraí. – Argumentou, ele estava esperando.

— Claro que sim. – Riu calçando seus pés e colocando seu cinto.

 Desceram juntos e Izaya já ligou a TV colocando no jornal local.

— Bom dia, Namie-san! – Izaya sorriu.

— Bom dia, Heiwajima-san. – Ela disse roboticamente sem tirar os olhos da tela.

— Bom dia. – Shizuo respondeu.

— Rude! – Izaya riu baixo, seguindo para a cozinha.

— Eu trouxe café da manhã para os dois. – Disse no mesmo tom.

— Que atenciosa! Como sabia que o Shizu-chan estaria aqui? – Izaya disse seguindo para a cozinha.

— A cidade toda estava falando de vocês juntos na cobertura, eu só deduzi que não era o ponto final. – Falou.

— Está dizendo que nós somos pervertidos que não conseguiríamos só ir embora depois daquilo? – Izaya perguntou, fingindo ofender-se.

— Vocês foram embora depois? – Perguntou terminando de enviar um email.

— Não. – Izaya disse.

— Exato. – Ela falou.

 Shizuo riu, incapaz de argumentar contra aquilo, seguiu para a cozinha se juntando ao informante para o café da manhã, notando ele tomar dois comprimidos com o café puro, sem sequer tocar nos pretzels e dunuts.

— Pulga, come alguma coisa. – Disse de boca cheia o vendo mexer no celular levando a caneca aos lábios.

— Não estou com fome, monstro. – Disse não vendo quando Shizuo o olhou profundamente incomodado.

— Se eu fosse você, comia... Porque se você desmaiar quando eu te comer, eu te mato. – Disse irritado.

 Namie quase se engasgou o próprio café, pega de surpresa, sempre achou que o seu chefe era o responsável por falar esse tipo de provocação e Shizuo só desistia de resistir e aceitava o seu destino inevitável, mas ao que parecia, eles realmente funcionavam bem juntos.

— Ah, que sexy, fala de novo? – Izaya sorriu malicioso conseguindo fazer Shizuo corar, mas o loiro não deixou-se abater.

— Está surdo? Eu disse que se você desmaiar quando eu te comer, eu vou te matar. – Disse ainda mais irritado.

 Estava irritado com ele mesmo por esquecer-se que as ameaças não atingiam Izaya como seria o natural, ele gostava.

— Certo, entendi. – Riu rendendo-se e mordendo um dunut.

 Tomou seu café e esperou o loiro beber o dele para soltar.

— Bom saber que você já está planejando me comer, mas sabe, está cedo ainda. Que pervertido incorrigível! – Izaya sorriu apreciando o loiro tossir.

 Orihara Izaya se recusava a perder em uma briga de provocações. Namie respirou fundo tentando começar a normalizar aquilo, já que parecia ser a nova rotina daquele apartamento.

— Vá se foder. – Shizuo disse irritado, sem ideia de como rebater aquilo.

— Não, me foda você, covarde. – Sorriu de canto vendo o loiro corar com um olhar irritado.

 Estava na dúvida se estava vermelho de raiva ou se também estava com vergonha, gostava mais da segunda possibilidade. O loiro ia retrucar, mas Izaya ficou sério fazendo sinal com a mão parar fazer silêncio, estava ouvindo as notícias.

— Durante essa noite e a madrugada, foram registrados vinte novos casos de esfaqueamento por toda a cidade, todas as pessoas foram atendidas nos hospitais mais próximos, todas apresentaram perda de memória do momento em que foram esfaqueadas em diante, nessa manhã todos voltaram ao seu estado normal de consciência e passam bem. O D.P de Ikebukuro continua investigando o caso e um toque de recolher foi aprovado e começará oficialmente amanhã, às dez e meia todos precisam estar em casa, estamos em estado de alerta.

 Izaya segurou o sorriso por estar de frente para o loiro.

— Namie-san como está a minha agenda da manhã? – Perguntou terminando de comer e de tomar seu café, indo para a sala.

 Shizuo terminou e lavou a louça antes de sentar ao lado do informante.

— Precisei realocar a ordem de hoje, o Shiki-san ligou e exigiu falar com você o mais rápido possível, também disse “Avise ao informante-san para retornar a merda das ligações, obrigado”. – Ela disse e o moreno riu da situação.

 Olhou as suas chamadas vendo dez ligações perdidas entre 06:17 e 07:56. Deu de ombros, já sabia qual era o assunto, estava demorando.

— Shiki? – Shizuo perguntou irritado.

— Sim, por quê? – Izaya perguntou se divertindo com a expressão de ciúmes.

 O instinto de Shizuo era realmente monstruoso, foi o que o informante percebeu, ele nunca simpatizou com nenhum Awakusu-kai, mas também não costumava reagir com tanta aversão, aquilo era ciúmes.

— Nada... Só curiosidade. – Disse falhando em parecer calmo.

— O Shizu-chan está com ciúmes? – Izaya sorriu, adorando aquilo.

— Não estou. – Disse.

— Está sim. – Disse o moreno passando o braço do loiro por seus ombros.

— Não estou! – Irritou-se ganhando um beijo no pescoço.

— Então por que está incomodado? – Riu com os lábios rente à pele molhada, arrepiando a nuca do loiro.

— Eu só acho ele irritante! Às vezes ele te olha meio estranho. – Reclamou.

— Eu acho a Vorona irritante e ela já fez o bastante para me irritar, não sei por que continua falando com ela. – Izaya disse.

— Eu trabalho com ela! – Disse o loiro.

— Nesse caso, eu trabalho com o Shiki, mas se é só esse o motivo, eu posso demiti-la se você quiser. – Rebateu.

— Não saia demitindo pessoas só por que você não gosta delas! – Shizuo disse e o moreno riu.

— Sabe, ela acharia outro emprego fácil. – Izaya sorriu.

— Então se livre do Shiki. – Rebateu.

— Ah, claro! Shizu-chan ele não trabalha para mim! – Riu.

 Namie franziu o cenho, preocupada com a possível evolução daquela dr, eles podiam estar namorando, mas eram os mesmos que se matavam naquele apartamento, e ela não gostaria de ficar no meio de estantes voadoras e tiro ao alvo de facas.

— Você trabalha para ele, é só não trabalhar mais. – Shizuo disse.

— Não, eles pagam muito bem e consigo uns trabalhos mais interessantes! Eles vão perder a graça em algum momento e eu vou parar, simples. – Izaya disse.

 Estava se perguntando o que aconteceria se tivesse dito que já havia dormido com Shiki algumas vezes por atalhos e recomendações... Provavelmente estaria fugindo dele, nem queria imaginar o que aconteceria se ele soubesse que Shiki foi o responsável por algumas marcas em seu corpo, o loiro notou assim que viu, mas não disse nada já que não tinham nada sério. Izaya constatou que era melhor esquecer, não tinha a menor vontade de repetir aquilo, muito menos agora que tinha a exclusividade do seu monstro.

— Ele me irrita. – Shizuo rosnou ganhando um selinho do informante.

 Izaya sorriu juntando seus lábios aos dele de novo, um beijo calmo que foi intensificado graças à irritação de Shizuo, o sentia explorar sua boca avidamente, o acompanhou antes de decidir brigar pelo controle, levou os dedos à nuca do loiro, arranhando e tendo um suspiro abafado pela boca dele ao perder a briga, o deixando fazer o que quisesse, partiram o beijo ouvindo o interfone, Shizuo suspirou irritado olhando o horário no celular do moreno, nove em ponto.

Sim, pode deixar subir. – Namie disse antes de pegar sua bolsa.

— Eu aviso quando ele for embora. – Izaya disse.

— Ok. – Ela disse saindo do apartamento.

 Shizuo apertou os olhos, rangendo os dentes.

— Vai ficar sozinho aqui... Com aquele cara? – Shizuo o olhou incrédulo.

— É, Shizu-chan. Acha mesmo que um mafioso vai querer gente demais ouvindo? – Sorriu divertido.

 Batidas na porta. O informante levantou para atender, abriu dando de cara com o homem com uma expressão falsamente calma, dava para ver que estava explodindo de raiva, imaginava o quanto todos estavam desesperados, inclusive o velho Dougen, era uma pena não poder ver a agonia dele.

— Pode entrar, fica à vontade. – Sorriu amigável.

— Obriga... – Parou olhando para o Heiwajima.

 Shizuo praticamente o fuzilou com os olhos, Shiki sentiu um arrepio desagradável que esconde bem com um sorriso amigável, ninguém era louco para puxar briga com Shizuo, mas ao mesmo tempo, ninguém sabia exatamente o que fazia Shizuo começar uma briga, e com aquele olhar, deduziu que ele soube das suas visitas incomuns à cama de Izaya e concluiu que seria morto.

— Pode sentar. – Izaya disse segurando o riso da hesitação do homem.

 Shiki respirou fundo estendendo a mão para o ex barman, em uma tentativa de amenizar aquela raiva contra si.

— Olá, acho que nos vimos algumas vezes por aí, eu sou Shiki Haruya. – Disse amigável.

 Shizuo apertou mais os olhos, rangendo os dentes sem nem tentar disfarçar.

— Eu sei. – Foi só o que disse e o homem recolheu a mão, intimidado.

— Shizu-chan, vai se atrasar para o trabalho. – Izaya disse, ganhando um olhar normal do loiro.

Shiki observou incrédulo, o loiro levantou, se aproximando do informante, mas assim que voltou a olhá-lo a expressão assassina voltou de imediato.

— Bom trabalho, monstro idiota. – Izaya sussurrou no ouvido do loiro, pendurando-se em seu pescoço, juntando seus lábios.

 Shizuo segurou a cintura dele possessivamente, aprofundando o beijo, descontando sua raiva no beijo intenso sem a menor vergonha na cara, Izaya teve um gemido abafado pela boca do loiro que o devorava sem dar chance dele revidar. O Awakusu desviou o olhar ficando desconfortável ali rapidamente, quase desistiu da sua missão ali e foi embora, mas então Izaya partiu o beijo respirando ofegante, sorriu afastando-se lambendo os lábios para o loiro que tinha uma expressão estranhamente calma.

 Pensou, por um instante, que ele havia se acalmado, mas então os olhos dourados brilharam em ódio assim que encontraram os seus, suspirou quebrando o contato.

— Tchau... Tenha um bom dia, Shiki-san, espero que você resolva os seus problemas aqui bem rapidamente, está um dia lindo para cair fora daqui. – Shizuo disse, puto.

 Izaya riu observando Shizuo sair quase sem quebrar o contato visual, fechou a porta e o moreno virou-se para o homem que engoliu em seco, se estava nervoso antes de pisar ali... Agora havia ultrapassado todos os limites.

— Não ligue para ele, só está com ciúmes. – Izaya sorriu divertido quando o homem gelou.

 Então estava certo? Ele sabia de tudo? Isso poderia ser a sua sentença de morte.

— Ah, s-sim... Ele sabe? – Perguntou hesitante.

— Hm... Não, nunca contei nada, ele não perguntou também. O instinto dele é incrível, não acha? Um verdadeiro monstro. – Izaya riu.

— Alguma coisa mudou entre vocês? – Perguntou curioso.

— Sim, estamos namorando. – Izaya disse calmo.

 Shiki engoliu em seco, ele havia se tornado um alvo de Heiwajima Shizuo, agora ele estava oficialmente com Izaya, era como uma licença para poder matá-lo.

— E então, qual o assunto hoje? – O informante perguntou e Shiki respirou fundo.

— Bem, você já deve ter visto nos noticiários, os casos de esfaqueamentos. – Começou.

— Sim, vi hoje. – Disse fingindo curiosidade.

— Isso é um projeto da Awakusu-kai, estava em fase teste e foi roubado do laboratório há dois dias e agora saiu de controle. – Shiki disse.

— Mas do que estamos falando exatamente? Vou precisar de mais do que isso. – Izaya disse.

Corte ele! Faça ele contar!

 Izaya ignorou, não precisaria recorrer à isso, Shiki era manipulado por ele há muitos anos, dificilmente teria problemas em tirar algo dele.

— Bem, era um projeto do Chefe para aumentar a nossa influência, logo que ele descobriu a existência da Saika, você já deve saber o que é, decidiu tentar recriar a hipnose dela de forma sintética. – Shiki disse.

— Hm, e isso é possível mesmo? Totalmente sintética? – Izaya perguntou.

— Exato, não é... Ele conseguiu conversar com uma pessoa que possui duas das três Saikas originais e conseguiu negociar, essa pessoa fez algum tipo de técnica que usou para fazer três espadas, usou isso para tirar um pedaço de uma das saikas, vendeu esse pedaço para nós e fizemos a partir daí. – Shiki disse.

— Entendo, então vocês criaram uma Saika semi-sintética em laboratório e alguém pegou, é isso? – Perguntou o informante.

— Sim, mas o problema é que para essa versão da saika ser igual a original tivemos que criar um complemento, uma droga que precisa ser ingerida pela pessoa hospedeira da saika mãe, isso faz ela conseguir transformar outras. Se outras pessoas também ingerirem para se transformar conseguem transformar outras saikas também, mas ficam controladas pela mãe também, as pessoas transformadas sem a droga não conseguem fazer outras saikas, só ficam hipnotizadas como todas as outras. E esse foi o problema, ainda não tínhamos usado o experimento, essa pessoa que roubou agora tem todo o poder para ela e tirou o nosso, então não controlamos mais nada. – Shiki disse.

— Se vocês não controlam mais nada e não tem como reverter, o que querem que eu faça? – Perguntou.

— Queremos a cabeça desse ladrão, não podemos deixar essa pessoa solta por aí controlando todo esse poder, o poder que deveria ser nosso. Precisamos parar essa criação de exército logo antes que a cidade toda seja controlada pelo impostor. – Disse Shiki.

— Certo... Então querem que eu ache o ladrão do projeto para vocês levarem ele. – Izaya constatou.

— Exatamente.

— Shiki-san, eu sempre ajudei vocês, mas isso vai sair bem caro. Você está pedindo para eu me envolver em um assunto secreto da Awakusu-kai, que, aliás, já me envolvi, e ainda vá atrás de uma pessoa extremamente perigosa e de identidade desconhecida! – Izaya disse.

— Estou ciente disso, o Dougen-sama disse que podemos te pagar esse valor. – Virou o celular com o saldo de uma conta bancária.

 Izaya sorriu contando a quantidade de zeros ridiculamente grande, estava prestes a falar a máfia logo depois de ter os roubado e ainda poderia destruí-los com o seu poder assim que quisesse, aquele era o golpe perfeito... E como esperado, ninguém desconfiava dele.

— Certo, eu faço isso! Mas eu realmente não sei se consigo achar essa pessoa tão rápido, vocês não tem nenhuma ideia de quem possa ser? – O informante perguntou parecendo muito interessado.

— Nenhuma, é claro que os inimigos estão na lista por precaução, mas esse é um projeto que era um segredo até na Awakusu, somente as pessoas diretamente ligadas sabiam sobre isso. – Ele disse.

— Detesto dizer isso, mas vocês já consideraram um traidor? É bem possível, alguém muito ganancioso que enlouqueceu com esse poder, talvez alguém que tenha um certo complexo de superioridade? – Izaya disse, segurando o riso.

— Bem... Acho que vou ter que te dar uma lista. – Shiki disse com um suspiro cansado.

— Vou querer também a localização desse laboratório e os nomes de todos com acesso direto e indireto, sendo da Awakusu-kai ou não. – Falou o informante, com um olhar pensativo muito convincente.

— Certo, vou conseguir tudo e venho trazer pessoalmente, por precaução. – Ele disse.

— Tudo bem, quando trouxer isso faça o depósito, assim que o dinheiro cair na conta eu começo. – Izaya disse.

— Informante... Acredita mesmo que foi uma traição? – Perguntou preocupado.

— Há grandes chances. Não se preocupe, conte dessa conversa somente ao seu chefe, certifique-se de estar sozinho com ele, se isso vazar saberemos... Bem, o Dougen-san não sabotaria o próprio plano. – Sorriu divertido.

— Está insinuando que eu também sou suspeito? – Perguntou.

— Você me deu muitas informações, significa que estava envolvido até o pescoço... Shiki-san, você também está sendo investigado, não somos amigos e no momento, sequer somos parceiros de trabalho, você é o porta-voz do seu chefe e só. – Sorriu.

— Informante-san, você nunca decepciona, não é? Muito bem, faça o seu trabalho como achar melhor. – Sorriu levantando.

 Apertaram as mãos e Izaya o levou até a porta, parando ali, encarando-o sorrindo de canto.

— Ah, Shiki-san! Você é o porta-voz, cuidado para não me passar informações erradas, vai ser muito suspeito. – Sorriu.

— Vou me lembrar. – Riu indo para o elevador.

 O moreno entrou em casa, fechou a porta, andando para a sua mesa, abriu uma gaveta, logo tirou uma pasta do fundo falso, abrindo na ficha técnica do projeto S4i25. Riu tocando o peito, fechou os olhos, puxando do peito, com um brilho sobrenatural, um canivete de aparência comum, exceto pela lâmina incrivelmente afiada e extremamente brilhante, os olhos vermelho reluziram na lâmina.

 Você é um humano fascinante! Realmente desprezível... Esse jogo sujo é divertido!

— Eu te disse que seria divertido, apenas seja paciente e assista o show! – Izaya riu.

 Estarei ansiando por isso, Demônio de Shinjuku.

 


Notas Finais


O que acharam do cap? Comentem, e me digam como está sendo a quarentena de vocês!
Vejo vocês no próximo <3


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