História I'll Be Good - Capítulo 27


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Categorias Teen Wolf
Personagens Adrian Harris, Aiden, Alan Deaton, Allison Argent, Bobby Finstock, Breaden, Chris Argent, Danny Mahealani, Decaulion, Derek Hale, Erica Reyes, Ethan, Gerard Argent, Isaac Lahey, Jackson Whittemore, Jennifer Blake, Jordan Parrish, Kate Argent, Kira Yukimura, Liam Dunbar, Lydia Martin, Malia Tate, Matt Daehler, Melissa McCall, Meredith Walker, Natalie Martin, Peter Hale, Rafael McCall, Scott McCall, Sheriff Noah Stilinski, Stiles Stilinski, Vernon Boyd, Victória Argent
Tags Derek, Romance, Scott, Stiles
Visualizações 158
Palavras 3.582
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Só jogo aqui e vazo. Fui!

Capítulo 27 - Who Am I?


 

 

 

 

 

- Elenore, Elenore... O que você é? – Conan se sentou em uma cadeira a nossa frente.

- É o que esperamos que você nos diga – respondo, olhando ansiosamente para ele, que mantinha sua atenção em um dos muitos livros abertos em cima da mesa a sua frente.

Nós estávamos em sua biblioteca e pelo visto, aquele era o lugar dele na casa, pois a decoração era completamente diferente do resto, as cores agora eram preto, branco e cinza. Havia uma mesa com oito cadeiras perto da entrada e as outras paredes eram cobertas por estantes repletas de livros. Atrás da mesa havia um tipo de mesa baixa de pallet, enorme com muitos livros em cima e em suas laterais haviam quatro puffs cinzas e no canto direito do cômodo, incrivelmente tinha um piano de calda. E como não havia qualquer janela, a sala era constantemente iluminada por lâmpadas e luminárias espalhadas pela sala.

- É claro – ele ergue seu olhar até mim, com um sorriso alegre no rosto – vamos ver... Me diga Elenore, o que sentiu quando se transformou?

- Ah... – Derek e eu estávamos sentados lado a lado na mesa, de frente para a porta, enquanto ele estava sentado na cabeceira da mesa e Etienne estava em pé, zanzando pela sala – Dor... Muita dor...

- Uhm... Esquisito... Normalmente a dor acontece quando se é mordido, não na transformação – pareceu pensar, abaixando seus olhos para o livro outra vez – fale mais...

- Etienne te disse que eu tenho asas? Grandes asas negras que saem das minhas costas? – pergunto, querendo saber o quanto ele estava por dentro da minha história – Entre as minhas escápulas?

- Disse – respondeu sem tirar a atenção do livro, virando as páginas rapidamente – o que ajuda muito, pois são poucas as criaturas que tem asas, mas ainda sim... Preciso de mais detalhes... O seu corpo rejeitou o veneno ou ele aceitou?

- Rejeitou eu acho... – não sabia bem como aquilo funcionava – Não sei o que seria uma rejeição do meu organismo ao veneno.

- Quando um humano é mordido por um lobisomem o organismo luta para aceitar ou rejeitar – explicou, agora passando a olhar para outro livro – quando o corpo aceita o veneno, não há muita ou qualquer dor e quando rejeita, ele expele todo o veneno.

- Então meu corpo rejeitou, porque estava saindo uma gosma escura por todo lugar, nariz, ouvidos, boca e até mesmo de onde as asas saíram.

- Interessante... Se seu corpo rejeitou o veneno, significa que você já era alguma coisa que não apenas humana – olhou para o nada, com olhos arregalados, pensativo – isso diminui consideravelmente nossa lista... Então nos sobra... Uhm...

- Anjo, fada e dragão... – Etienne se pronuncia pela primeira vez, e ao olhar para ele, vejo que segura um livro, todo distraído ou nem tanto quanto eu pensava.

- Dragão? – dragões existiam?

- Sim, não se preocupe, eles não são como a maioria das pessoas acredita, não são criaturas horríveis, escamosas, sedentas por morte... Apesar de elas cuspirem fogo – Conan conclui.

- Eu não cuspo fogo – balanço minha cabeça negativamente, de forma nervosa.

Nem morta eu queria ser um dragão, obrigado. Eu passava essa!

- Então nos sobram duas opções – se põe em pé, fechando os livros a sua frente e se dirigindo outra vez às enormes prateleiras recheadas de livros.

Eu ia abrir a boca para perguntar como eram anjos e fadas, mas antes que eu tivesse oportunidade, a porta da biblioteca foi aberta e dessa vez três pessoas entraram, o mesmo garoto de antes, Totti e mais uma moça e um rapaz.

A moça era super loira, do tipo... Muito loira, o cabelo dela era curto e quase branco de tão claro, ela tinha olhos azuis também super claros e pele alva, mas com um rosado nas bochechas. Ela não era muito baixa, mas também não era muito alta e parecia ser miúda por baixo das roupas que usava, que eu tinha de admitir eram bem descoladas.

Já o rapaz era alto, tinha o rosto quadrado, pele clara, lábios largos, carnudos e bem avermelhados e seus cabelos bagunçados de um jeito que fazia parecer que ele tinha passado horas alinhando para deixar daquele jeito e eram de um marrom tão escuro que pareciam ser pretos, ele tinha olhos pequenos e castanhos, nariz reto e não parecia ser muito forte, mas também não podia dizer que ele era magrelo, suas roupas assim como as da menina eram despojadas e descoladas.

Os dois eram bonitos demais, pareciam ter saído de um filme.

- Ah, Teia, Timothée! – Conan se virou para eles, ao ouvir a porta, em seu rosto um leve sorriso – Aproximem-se, quero que conheçam nossos novos amigos.

Eles se aproximaram da mesa, mas não vieram para nosso lado, ficaram apenas de frente para nós, nos olhando atenciosamente, como se analisassem cada milímetro de nossas pessoas, o que era um pouco... Desconfortável.

- Esses são, Elenore McCall – apontou para mim e depois para meu namorado – e seu namorado, Derek Hale.

- Hale? – o garoto de cabelos escuros perguntou – Da Alcatéia Hale?

- É... – é tudo o que Derek responde, e em seu rosto, uma expressão desconfiada.

- Prazer, eu sou Teia – a garota sorri gentilmente para nós dois, acenando animada para gente.

- Eu sou Timothée – o que havia falado primeiro se apresenta – você é a garota que Conan está ajudando? A amiga de Etienne?

- É, sou eu – afirmo com um leve aceno de cabeça – vocês conhecem Etienne a muito tempo?

- Diga-se de passagem – ele dá de ombros, erguendo seu olhar para o outro, quase do outro lado da sala – não é Etienne?!

- O que? – olho para Enne que agora nos encarava, sem parecer entender o que estava ocorrendo – Nunca nem vi! – e do mesmo jeito que terminou de falar, praticamente afundou seu rosto no livro que lia.

- Por um acaso vocês foram namorados? – semicerro meus olhos, tentando não rir da reação do meu amigo.

- Nem que eu fosse louco! – Etienne arregala seus olhos, me olhando – E eu gosto de garotas... E mesmo se gostasse de garotos, Timothée nunca seria o meu tipo.

- Por que? São inimigos? – dessa vez a minha pergunta é dirigida a Timothée, já que eu tinha certeza absoluta que de Etienne eu não tiraria qualquer confissão.

- Antes fossemos – ele suspira, colocando suas mãos nos bolsos da frente de sua calça – essa daí é meu irmão.

- O QUE? – engasgo com saliva e ar, se é que isso era possível e se não fosse... Agora era.

Como assim, irmão? Etienne nunca havia me falado de nenhum irmão, ele havia falado de seus pais e de Conan, não muito, mas havia, agora... Um irmão? Não mesmo...

- Etienne Argent! Que história é essa? – olho para meu amigo, esperando uma satisfação.

- Tinha que abrir a boca né palhaço! – Enne reclama, fuzilando o outro, ameaçando jogar o livro nele – Mas é um boca aberta mesmo, não consegue segurar as coisas... – balança sua cabeça negativamente, semicerrando os olhos - Que família eu fui ter...

- Para de drama, você me adora – Timothée provoca com um sorrisinho sacana no rosto.

- Ok, ok, vocês se amam! – Conan se mete no meio – Agora por favor, vamos nos concentrar em um problema real!

- Que seria? – Totti encolhe seus ombros.

- Descobrir o que Elenore é – Conan conclui - ela foi mordida por um lobisomem, mas não é uma, o seu corpo repeliu o veneno e ela tem asas...

- Um anjo? – Teia chuta.

- Uma fada? – Totti sugere também.

- São as opções – Conan se vira para os livros novamente – mas... Ainda sim, é muito cedo para ter certeza, por favor Elenore, nos diga mais...

- Não sei mais o que dizer – dou de ombros, suspirando cansada.

- Alguma coisa de estranho aconteceu depois da transformação, algo... Diferente e inesperado? – Timothée questiona, curioso.

Vasculho em minhas memórias algo do tipo, mas nada realmente veio a mente... Na verdade... Tudo estava muito normal depois da transformação, tirando o fato de que minha visão e audição haviam se tornado aguçadas, mas nada havia mudado, eu acho.

Pelo menos era isso que eu imaginava, enquanto eu pensava e pensava uma voz lá no fundo da minha cabeça sussurrou a informação que eu queria e eu não pude sequer evitar meu rosto de esquentar com o pensamento e nem meus olhos de se arregalarem drasticamente.

- Elenore? – sinto a mão quente de Derek, tocar minha coxa, tentando ter minha atenção e eu o olho, ainda não acreditando que teria de contar aquele pequeno detalhe.

- Você lembrou de alguma coisa? – dessa vez quem se pronunciou foi o tal de Totti.

- Ah... – abro minha boca sem ter coragem de expressar o que se passava em minha mente.

- Elenore, lembre-se, qualquer mínimo detalhe é importante ser dito – Conan olhou diretamente para mim e pela primeira vez naquele dia, desde o nosso primeiro encontro no estacionamento da escola, ele me olhou de forma extremamente séria, sem nenhum traço de suavidade.

Ele realmente estava levando aquilo muito a sério, o que significava que nada do que eu dissesse no momento iria fazer muita diferença em seu humor. Tudo o que ele me pedia era para ser sincera com ele para que então pudesse ser ajudada.

- Eu... – engulo em seco e logo em seguida limpo minha garganta, abaixando meu olhar, sem ter coragem de olhar no rosto de qualquer um ali presente – Quando... – mordo meu lábio inferior, respirando fundo – Quando Derek e eu... Quando nós tivemos nossa primeira vez, se é que me entendem... Por um momento nossos olhos se tornaram azuis ao mesmo tempo.

Meu Deus, se eu pudesse cavar um buraco ali e agora eu o faria, só para poder enfiar minha cabeça dentro dele e esconder meu rosto, porque o silêncio que se seguiu foi o mais constrangedor de toda a minha vida, não para menos, já que eu estava ali em frente a quatro pessoas quase completamente desconhecidas e meu melhor amigo, falando sobre minha intimidade com meu namorado, que por um acaso estava ao meu lado.

- Isso muda muita coisa... – Conan comenta, em um tom baixo.

- Isso ao menos ajuda? Porque não quero sentir como se expor minha intimidade com vocês tivesse sido à toa – olho para Conan, mas não diretamente em seus olhos, não tinha coragem pra isso.

- Derek, azul é a cor dos seus olhos quando está transformado? – ele olha para meu namorado, que não parecia abalado de qualquer jeito, mas o conhecendo há alguns meses agora, sabia que por dentro ele estava tão... Constrangido quanto eu por ter nossa intimidade posta à mesa daquele jeito.

- São – ele concorda, não muito feliz e eu sabia o porque, lobisomens de olhos azuis eram aqueles que haviam matado inocentes.

Ele havia me dito a diferença entre os olhos dos lobisomens, mas nunca me disse quem havia matado e para ser sincera eu não estava muito a fim de saber, eu o conhecia bem o suficiente para saber que ele nunca, jamais, em hipótese alguma mataria alguém inocente por vontade própria. Derek não era assim.

- Acho que não há mais qualquer dúvida – Timothée dá de ombros, como se já houvesse descoberto o que eu era.

- Talvez... – Conan inclinou sua cabeça para a direita, pensativo.

- Vocês já sabem o que eu sou? – franzo meu cenho, sentindo o ar escapar de meus pulmões por um instante.

- Eu tenho uma ideia – Conan continuou - o que eu sei com certeza é que você e Derek são um par...

- Par? – ok, agora eu estava ainda mais confusa – Como assim? Nós já somos um casal.

- Não, o que ele quis dizer é que Derek é seu par e você a parceira dele... Pelo resto da vida – Teia explica.

- Vocês estão deixando tudo ainda mais complicado! – exclamo, quase entrando em desespero, sem entender onde eles queriam chegar com aquela conversa.

- Elenore, lobisomens assim como lobos tem uma parceira – Conan calmamente, voltou a mesa, sentando-se na mesma cadeira de antes, e me observando cautelosamente continuou – e assim como os lobos, essa parceira é para o resto da vida... É como se fosse... Uma alma gêmea.

- Eu não achava que isso existia – Etienne se pronuncia e eu internamente o agradeço por isso, pois estava sem voz para dizer qualquer coisa – quer dizer, já ouvi falar e tal, mas... Na prática, não achei que realmente houvesse algo do tipo.

- Mas existe – Conan afirma – e pelo que tudo indica, Derek e você, Elenore, são um par... Mates como costumamos dizer na minha terra – um sorriso quase imperceptível apareceu no canto de seu lábio.

- Isso nos leva a uma conclusão – Timothée suspira, se sentando a minha frente.

- Que seria? – arqueio uma sobrancelha para eles dois.

- Normalmente fadas não tem asas, isso fica por parte de anjos caídos, mas se você é parceira de um lobisomem, então quer dizer que você é uma fada – Conan responde, não muito certo de suas palavras - eu acho...

- Fada? – ele tava zoando com a minha cara né? Não era possível! Fadas não existiam!

- Uma peeira para ser mais específico – ele continua.

- O que é uma peeira? – Derek é quem pergunta dessa vez.

- Peeira é como qualquer outra fada eu diria, mas não costumam ter asas – Conan cruza seus braços em cima da mesa – você é uma exceção a regra eu diria... Peeiras são mulheres encantadoras, elas se comunicam, controlam e cuidam da alcatéia e principalmente do seu parceiro – apontou as informações – elas tem o poder de curar qualquer ferimento de um lobisomem, até mesmo os mais difíceis e também tem a proteção, amor e carinho da alcatéia, normalmente elas são parceiras de Alfas, mas pode acontecer de ser de algum Ômega ou até mesmo um membro comum da alcatéia, mas o fato é... Antigamente toda alcatéia tinha uma peeira, o que é claro significa força e poder. Hoje em dia isso é muito mais difícil, peeiras costumam vir de linhagens puras de lobisomens e isso significa que elas eram em sua maioria filhas de lobisomens que não chegaram a virar lobisomens... Ser uma peeira ou ter uma em uma alcatéia é quase como ganhar na loteria! Uma alcatéia hoje em dia que tenha uma peeira pode ser considerada extremamente poderosa.

- Resumindo, você é o que se chama de versão feminina de lobisomens – Etienne que estava do outro lado, do nada aparece ao meu lado livre, se sentando na cadeira ao lado da minha.

- Eu achava que para alguém se tornar peeira precisava ouvir o uivo do seu "lobo predestinado" – Totti faz aspas com as mãos.

- Esse é um dos jeitos de se despertar uma peeira – Conan dá de ombros e olha para mim, ainda sério – o seu lado peeira estava adormecido, mas depois que o Alfa te mordeu ele acordou... Isso explica as fortes dores nas costas que Etienne me contou, sua estrutura óssea estava se preparando para a transformação, seu corpo deve ter sentido a proximidade com seu companheiro e começado a se ajustar para a nova vida e é claro, explica o porque de seus olhos combinarem com os de Derek – terminou sua explicação, suspirando.

- Então eu já tinha um lado sobrenatural, que foi acordado porque fui mordida por um lobisomem? – arqueio uma sorbancelha, surpresa com as novas informações.

- Exatamente, se não fosse pela mordida, talvez você pudesse levar anos até se desenvolver completamente ou talvez nem chegasse a esse ponto... A não ser é claro, como Totti mesmo disse, se você ouvisse o uivo de Derek.

- O que poderia nunca acontecer – dou de ombros, me sentindo um pouco arrasada - e assim teria dor pelo resto da minha vida – a ideia parecia extremamente assustadora e excruciante de ouvir.

- Sim, mas agora sendo uma peeira completamente desenvolvida você não vai ter mais essas dores constantes... Nem qualquer outra dor na verdade. Você é agora, como qualquer outro lobisomem, imune a qualquer tipo de ferimento ou doença e ainda mais... É capaz de se curar com maior velocidade que os lobisomens e ainda curar eles caso algo grave aconteça... É praticamente imune a dor... – Conan concluiu.

Uou... Aquilo sim era demais para meu cerebrozinho assimilar.

Aquilo queria dizer que não importasse como, eu iria ficar com Derek, se não tivesse sido agora seria mais tarde... Isso significava que nós não nos gostávamos realmente, era só a ligação entre nós falando mais alto? Nossos sentimentos não eram verdadeiros?

- Eu... Eu preciso pensar sobre isso... – sinto o ar escapar de meus pulmões sem minha permissão – Isso vai além da minha compreensão humana...

- Você terá todo tempo do mundo – Conan ergue uma mão, como se indicasse que eu poderia relaxar – se quiser conversar mais comigo sobre isso, eu estarei a sua disposição... Isso é claro, quando você já tiver colocado essas novas informações em seus devidos lugares.

- Obrigada – pisco várias vezes, não conseguindo focar em um só ponto fixo – Etienne... Você pode me levar pra casa?

- Eu te levo – Derek se oferece.

- Não Derek – o olho, sem saber o que sentir - eu preciso de um tempo só pra mim, sem envolvimentos com o mundo sobrenatural e isso inclui você – eu precisava ficar um pouco longe dele.

Precisava entender tudo o que estava acontecendo comigo e ao meu redor, precisava entender quem eu era e quem eu estava me tornando e principalmente entender minha verdadeira relação com Derek e os sentimentos que eu tinha por ele e sinceramente... Não era ficando perto dele que eu conseguiria fazer isso.

- Etienne? – encaro meu amigo, quase suplicando com o olhar que ele fizesse o que eu estava lhe pedindo.

- Claro, vamos, vamos – ele se pôs em pé em um instante e eu o segui – Conan, nos falamos mais tarde.

- Certo – acenou positivamente com sua cabeça, logo me fitando – e Elenore, se acalme, pode parecer sufocante agora, mas com o tempo tudo vai se ajeitando.

- Assim eu espero – abaixo meu olhar para meus pés.

- Não fique nervosa, dê tempo ao tempo – ele continuou.

- Eu vou fazer isso – concordo com ele.

- Vem, vamos! – Enne levou uma mão a base das minhas costas, indicando o caminho para a saída.

Quando passei pelos outros três, todos abriram caminho e ninguém falou nada, acho que eles haviam passado pelo mesmo que eu ou... Sei lá, eu estava muito confusa e cansada para pensar com clareza. Eu só queria ir pra casa, tomar um bom banho, deitar na minha cama e dormir... Dormir até meus problemas desaparecerem.

Talvez eu deveria começar a ser adepta do ditado do Stiles "ignorar meus problemas até que eles sumam".

 

 

- Você vai ficar bem? – Etienne perguntou, quando estacionou o carro em frente de casa, eu não estava olhando para ele, mas podia sentir seu olhar queimando em minha pele

- É eu vou – suspiro, tentando não mostrar o quanto aquilo me afetava – eu vou... Ah... Passar um tempo com minha família, minha mãe deve estar em casa hoje, vou aproveitar e ter um pouco de momento mãe e filha...

- Você sabe que eu sei que você tá mentindo né? – seu tom é de alguém entediado.

- Etienne é sério – o fito séria – eu vou ficar bem, eu só preciso descansar e esquecer tudo isso por um tempo.

- Esquecer não é a melhor opção.

- No momento eu não tenho muitas – respiro fundo, fechando meus olhos – olha só... Eu só quero ficar um pouco sozinha.

- Tudo bem... Eu entendo - abro meus olhos e o vejo olhando para fora – de qualquer jeito eu tenho de voltar pro apartamento de Conan pra por a conversa em dia e também pegar meu carro.

- Se quiser pode ir com o meu carro, não me importo – ofereço - não pretendo usar ele mesmo.

- Não vai na escola amanhã? – franziu o cenho.

- Vou, mas... Sei lá, não estou com vontade de dirigir – dou de ombros – acho que vou andando mesmo ou sei lá...

Ele não diz nada, então uso essa brecha e abro a porta do carro, saindo de dentro dele e sem ao menos me despedir sigo em direção a minha casa a passos largos. Quando chego na porta, tiro a chave de dentro do bolso de minha blusa e a destranco, entrando o mais rápido possível na casa.

Quando a fecho, encosto minhas costas na madeira fria e sinto um suspiro longo e cansado sair por minha boca, algo que eu nem sabia que estava segurando.

- Elenore? – ouço a voz de minha mãe e ao erguer meu olhar a vejo descer as escadas, com uma expressão preocupada em seu rosto – Está tudo bem filha?

- Mãe eu... – a voz embarga em minha garganta e eu não consigo terminar de falar.

- Querida, o que houve? – ela termina de descer os degraus e para a minha frente, confusa.

Como eu poderia dizer a ela o que estava acontecendo? Colocar ela no meio dos meus problemas sobrenaturais não era nem uma opção. Então tudo o que faço e correr até ela, abraçando-a, enquanto sentia grossas e quentes lágrimas escorrerem por meu rosto.

- O que...? Elenore, o que está acontecendo? – sinto-a afagar minhas costas e cabelos, carinhosamente – Filha...

- Eu só estou cansada mãe – não deixava de ser mentira, mas estava longe de ser toda a verdade – só preciso do seu colo um pouco. Só isso...


Notas Finais




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