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História I’ll be good (Dramione) - Capítulo 10


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Notas do Autor


Oii pessoas que leem minha fic!! A gente tá no décimo capítulo e eu ainda não acredito que tem gente lendo, acho que vcs são robôs. Enfim, saibam que vcs moram no meu coração 💚 Boa leitura!!

Capítulo 10 - Boatos


POV Draco

Meu corpo acordou num espanto naquele dia. Eram cinco horas da manhã e eu me sentei na cama, tentando entender porque estava sem fôlego e com o coração acelerado. Sempre que acontecia isso comigo, eu deduzia na minha cabeça que, bem provavelmente, tinha acordado de um terrível pesadelo, por mais que eu nem me lembrasse dos meus sonhos. Quando eu abria os olhos, um branco vinha na minha cabeça, então eu simplesmente levantava e tomava um longo banho gelado. Esse tipo de coisa já aconteceu comigo quando eu estava na minha casa, porém não era tão regularmente. Desde quando resolvi voltar para Hogwarts, dos sete dias da semana, pelo menos em quatro eu acordava daquele jeito. Quando isso acontecia, eu sabia que seria um dia bem pesado. Ponderei por alguns instantes, talvez eu tivesse um sexto sentido, ou era apenas uma assombração que não me deixava dormir direito. De qualquer modo, eu ignorava.

Sábado e domingo passaram como um sopro, nos dois dias eu fiquei enterrado no meu quarto só lendo pilhas e pilhas de livros, quando vi já era segunda-feira de novo. Aquela rotina era entediante demais, me consumia de um jeito irreal. 

Esfreguei os olhos e tomei coragem pra levantar. Faltava algumas horas para o café, então eu poderia ficar embaixo do chuveiro por um longo tempo. 

Enquanto a água gelada caía por todo meu corpo, meus pensamentos se focaram naquele maldito beijo. Por que eu tinha feito aquilo, afinal? Não que eu tivesse me arrependido, até porque tinha sido gostoso, mas algo me dizia que não foi a coisa certa a se fazer. Foi estranho, não esperava aquela reação dela, por mais que eu tivesse provocado ela um pouco. A imagem dela parada na minha frente não saía da minha cabeça, o cheiro do seu pescoço impregnou no meu nariz e o gosto da sua boca ainda estava na minha. O que eu fui fazer? Por que ela tinha que beijar tão bem? 

Não sei por quanto tempo fiquei embaixo da água, mas foi o suficiente pro meu corpo se estremecer. Coloquei o uniforme e escovei meus dentes por uns dez minutos, com a esperança de que Granger saísse de dentro da minha boca. Faziam dois dias que aquele gosto estava lá, ele simplesmente não saía. Acho que tudo isso é uma grande ilusão da minha cabeça. 

Quando abri a porta, a garota estava ali fora, com sua toalha no ombro e o uniforme nas mãos. 

— Achei que ia morar aí dentro. — Disse, me atropelando pra adentrar o banheiro. 

— Bom dia pra você também. — Dei um pequeno aceno pra ela, antes de fechar a porta. 

Fui olhar o relógio e ainda eram 6:50 da manhã. Aquele dia ia ser lento igual a Pansy. Estava com saudades da chatice dela. Pensando bem, o que tornava os meus dias estressantes era a presença dela, às vezes a da Granger, mas na maioria era a da Pansy. Não tinha me encontrado com ela desde que brotou na mesa com o novo namorado naquele dia. Fiquei com tanto ódio dela naquele momento que qualquer um conseguiria perceber, mesmo em uma grande distância. Não entendo porque eu fico com tanto ciúmes quando se trata dela. Fiquei encarando o teto por longos minutos e quando deu 7:30 fui para o salão principal. Pensei em esperar a Granger, mas ela demorava demais pra se arrumar. 

Quando sentei para comer, percebi olhares bem pesados em minha direção, seguidos de alguns cochichos. Rapidamente procurei pelas memórias pra saber o que eu tinha feito de errado, mas não conseguia lembrar de nada. Provavelmente era mais um boato idiota sobre minha pessoa, então eu ignorei.

— Você pretendia me contar quando? — Blás sentou em minha frente, franzi o cenho. — Cara, eu sou seu amigo. Esperava ser o primeiro a saber. 

 — Saber do que? — Perguntei, com desdém.

— Que você está namorando a Granger! O que mais seria? — Droga. Fiquei o encarando por alguns segundos, tentando absorver o que ele tinha dito. 

— Quem disse isso? — Minha voz saiu quase trêmula.

— Só se falava disso no salão comunal. — Eu não conseguia acreditar naquilo.

— Quem disse isso? Qual a origem? Quem espalhou essa droga? — Disparei as palavras em cima dele. 

— E eu vou saber? Eu cheguei e eles já estavam comentando. — Olhei para o nada, pensando em como eu arrumaria aquilo. — Eu sabia que vocês iriam namorar! — Falou, festejando.

— Blás, eu não estou namorando com ela. — Disse, dando uma leve pausa entre cada palavra. 

— E por que estão falando disso? — Passei a mão pelos cabelos, eu mereço isso. — Nott me disse que um dos seus filhos começou com isso. 

— Um dos meus filhos? — Juntei as sobrancelhas.

— Sim, as crianças do primeiro ano. — Blás falava com tanta normalidade que eu tinha vontade de socar a cara dele.

— Mas que inferno! — Aumentei o tom da voz e bati na mesa, atraindo mais olhares. Como eu era idiota. 

— E a Fawley? — Perguntou, descontraído com sua comida. 

— O que tem ela? 

— Vocês não estavam namorando? — Ele me encarou.

— Óbvio que não. Agora não posso mais ficar com uma menina que vocês acham que eu estou namorando com ela? — Encolheu os ombros. 

— Malfoy! Que história é essa que a gente namora? — Granger apertou os passos até mim, estava com fogo nos olhos. 

— Calma aí, eu vou resolver isso. — A pior coisa naquele momento era ficar irritado, então eu respirei fundo e bebi um gole de suco. A garota me encarava zangada. 

— Mas você vai ter que resolver mesmo. Até porque foi brincadeira sua. Eu falei pra você parar com aquilo. — Blás começou a dar risada. Ela respirou fundo. — Eu odeio você, Malfoy. 

— Quem odeia, ama. — Blás colocou mais lenha para alimentar o fogo. 

— O quê!? — Granger indagou, irritada. 

— Só estou dizendo que quem odeia, lá no fundo, mas bem lá no fundo mesmo, ama. — Era incrível como ele conseguia piorar a situação. 

— Vocês dois são uns idiotas. — Ela falou e saiu dali, indo pra sua mesa.

— Obrigado, Blás. — Falei.

— Só disse a verdade. — Encolheu os braços, balancei a cabeça negativamente. 

Eu estava aflito, não tinha a mínima ideia de como iria desfazer aquilo. Precisava pensar em alguma coisa rápido, antes que esse boate se espalhasse pra fora do castelo. Só Narcisa sabe o que ela faria se aquilo chegasse em seus ouvidos. Muitas coisas mudaram depois da guerra, mas aqueles ideais de Lucius ainda continuavam intactos dentro da cabeça dela. Eu não podia magoá-la e muito menos ser um fardo para ela. 

Respirei fundo e olhei para a comida na mesa. Tinha perdido toda fome. Aquele tipo de coisa só acontecia comigo, deve ser uma maldição. Eu me odiava por ter feito aquela brincadeira. 

— Cadê o Nott? — Perguntei para Blás, me levantando do banco. 

— Não sei. — Respondeu, dando de ombros. Bufei.

Minha cabeça já tinha começado a latejar, aquele dia seria mais difícil do que eu pensava. Cada passo que eu dava era um comentário diferente que invadia meus ouvidos. Estava me segurando pra não socar a cara de alguém.

Por sorte, pelo menos algum resquício dela, encontrei Nott saindo do salão comunal da Sonserina. 

— Quem espalhou essa droga de boato? — O menino, que estava concentrado em um livro, ergueu os olhos pra mim.

— Que você namora a Granger? 

— É. — Ele começou a gargalhar. 

— Sei lá, você acha que eu sou algum tipo de espião que sabe de tudo? — Cerrei os olhos, era óbvio que ele sabia de algo. — Foi a Parkinson. 

— Desgraçada. — No fundo eu sabia que ou era obra dela ou do Weasley. 

— Ainda bem que você se livrou dela, ela é bem perturbada. Ela chantageava seus filhos com doces pra saber tudo que você fazia nas aulas. — Minha boca se abriu um pouco, estava perplexo. — Enfim, parece que ela descobriu alguma coisa, não é? — Ele deu umas batidinhas no meu ombro e seguiu o caminho. 

Fiquei imóvel por algum tempo, como ela era louca. Quem faz esse tipo de coisa? Ela deve ter algum distúrbio mental. O choque no meu corpo foi substituído por um medo, um medo terrível dela contar aquilo para minha mãe. Rapidamente fui à procura daquela alucinada. 

POV Hermione 

Eu estava com tanta raiva que explodiria se o Malfoy aparecesse na minha frente mais uma vez naquele dia. Como aquilo se espalhou tão rápido? Só estava torcendo pra não ficarem sabendo do beijo. Gina, Harry e Rony me matariam. Malfoy conseguia estragar minha vida mesmo sem ter a intenção de fazer isso. Ele era um grande idiota, mas beijava tão bem. Meu corpo arrepiava só de lembrar da sua língua deslizando dentro da minha boca. Eu tinha que parar de pensar naquilo e me concentrar na minha raiva. 

— Mione? — Ouvi a voz de Harry, me virei para ele, que estava levantado do lado da mesa. — Gina quer conversar com você no salão comunal. — Ah não, eu iria morrer. 

Segui Harry até o salão, já estava me preparando para o pior. Quando entramos, Gina e Rony estavam de pé na frente de um sofá. Eles pareciam bem nervosos. 

— O que foi? — Perguntei, me fingindo de tonta. 

— Que história é essa que você e o Malfoy estão namorando? — Rony já disse com um tom elevado na voz. 

— É só um boato, gente. — Dei de ombros e me sentei no sofá. Eles me encararam.

— Um boato? E a porcaria do beijo também é um boato ou uma criança inventou tudo isso? — Rony perguntou, furioso. 

— Bem... — Eu hesitei e corri os olhos para minhas mãos.  

— Você me prometeu que não faria mais isso, Hermione. — Encarei Gina, que suspirou decepcionada. 

— O quê!? — O ruivo gritou. — Então quer dizer que isso já aconteceu uma vez? E você pretendia me contar isso quando, Gina? — Ela cerrou os olhos na direção do menino. 

— Não era da sua conta, imbecil. — Respondeu com desdém.

— Não era da minha conta? Eu sou a porra do namorado dela! — Cuspiu as palavras pra cima da irmã.

— Ah, agora você é meu namorado? Como você é patético, Ronald. — Levantei e fiquei parada em sua frente. 

— Eu sou patético? Só porque eu estou irritado por você ter, literalmente, beijado o Malfoy? — Pensei em mil coisas para responder, mas eu simplesmente voltei a me sentar. — É a droga do Malfoy, Hermione! Não tinha alguém melhorzinho?  Alguém que te tratasse bem, pelo menos. — Harry e Gina se entreolharam. — O que? O Malfoy mudou agora? Ontem mesmo ele era um comensal da morte, agora ele virou um lírio do campo pra você? — Desviei novamente o olhar. Algumas pessoas estavam assistido aquele show de longe. — Francamente, Hermione, você está totalmente perdida. Sério, você está pensando o que? — Olhou no fundo dos meus olhos. — Você acha mesmo que ele vai te amar algum dia? Acha que ele vai cuidar de você, igual eu e o Harry? Que vai ser seu amiguinho e vai correr pelo campo de mãos dadas com você? — Suas palavras saiam com tanta frieza que as lágrimas começaram a surgir nos meus olhos. — Ele odeia você! Sempre odiou e isso não vai mudar. Acha mesmo que ele se arrepende de alguma coisa que ele fez? Sinceramente, Hermione, eu não estou entendendo como você conseguiu beijar ele. Sabendo de todo nosso passado, como você pôde fazer isso? — Engoli o seco e senti meu rosto ficar molhado. — Você é melhor do que isso, Mione. Eu, o Harry e a Gina te amamos. Nós somos seus amigos, nós que vamos cuidar de você. — O ruivo se sentou do meu lado. — Nós só queremos sua felicidade. E, definitivamente, você nunca vai conseguir ser feliz junto com ele. Entende o que eu estou dizendo? — Ele pegou o meu rosto com as duas mãos e me fez olhar em seus olhos. — Por favor, Hermione, não faça mais isso. Por mim. — Não consegui respondê-lo, estava muito enternecida com aquela situação. 

— Chega, Rony. Acho que ela já entendeu. — Harry pegou o ruivo pelo braço e tirou de perto de mim. Limpei o meu rosto e abaixei a cabeça. 

Depois de alguns minutos encarando o chão, levantei e saí daquele lugar, sem dar explicação nenhuma. Qual era o problema de beijar ele afinal? Tirando o fato de ser o Malfoy, não tinha nada demais em beijar alguém incrivelmente atraente. Eles me julgam, mas fariam a mesma coisa. Era óbvio que os meus amigos estavam preocupados comigo, mas eu sabia dos meus limites. Em virtude disso, decidi evitar contato com os três. Ficaria longe deles por um tempo, até pararem de cuidar da minha vida. 

Comecei sentando bem longe do Harry e do Rony na primeira aula. Os dois estranharam e não paravam de me encarar. Arregalei os olhos quando Malfoy se sentou do meu lado, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Senti a raiva de Rony pesar sobre mim. 

— Malfoy? Você acha que é festa? — Falei entredentes. 

— Olha, eu sei quem espalhou que nós estamos namorando, mas eu não faço a mínima ideia de como desfazer isso agora. Vou precisar da sua ajuda. — Ele sussurrou.

— Eu tentei ajudar você, lembra? Falei pra você parar antes que eles acreditassem de verdade naquilo. — Enquanto eu falava, percebi que seu olhar oscilava entre minha boca e meus olhos. 

— Como eu ia saber que aqueles pirralhos abriam a boca pra ganhar doces? Era uma brincadeira, não sabia que ia ficar tão sério assim. — Fiquei o encarando por alguns segundos. 

— Bem, a gente pode simplesmente desmentir isso. Podemos dizer que foi só um beijo. — Ele respirou fundo e se virou pra frente, logo em seguida o professor chegou na sala. 

— Não vai ser tão fácil assim. — Disse, sem tirar a atenção da frente da sala. 

— Por que não? — Perguntei baixinho. 

— A Pansy, ela... — Deu uma pausa. — Ela escreveu para aquela jornalista, provavelmente vai sair uma matéria sobre nós dois. 

— O quê!? — Tentei ao máximo expressar minha indignação baixinho, mas algumas pessoas ouviram. 

— Vamos conversar depois das aulas. 

Custava ter parado de brincar? Agora eu estava ferrada, como minha reputação vai ficar? Como a família do Rony me veria agora? Aquele tipo de coisa só acontecia comigo, deve ser alguma maldição. Parando pra pensar, essa maldição tinha um nome: Draco Malfoy.

Minha cabeça pensava em mil coisas que aconteceriam se meu nome aparecesse naquele jornal. Não consegui me concentrar em nenhuma aula. Como eu odiava aquele garoto por me fazer passar por isso. 

Depois da aula de reforço, levamos as crianças para o salão principal. Como não tinha muito movimento por lá, resolvi conversar com ele ali mesmo. 

— Como você vai resolver isso? — Me encostei na parede, ao lado dele.

— Como a Pansy vai resolver isso. — Ele estava nervoso também, uma de suas pernas não parava de balançar. 

— O que ela disse pra você? — Eu sabia que ele estava muito estressado e não queria conversar, mas eu queria mais explicações.

— Disse que, num impulso, acabou mandando uma carta para a Skeeter falando sobre esse boato. Não sei, a gente não conversou direito. — Passou a mão na nuca. 

— Mas ela citou meu nome? — Deixei a sutileza passar longe. Ele respirou fundo e me encarou. 

— Não. Ela disse que só falou de mim na carta. — Meus olhos brilharam e meu corpo todo se aliviou. 

— Ah, que bom! — Deslizei sobre a parede  e sentei no chão. — Mas, por que você me contou isso, então? 

— Porque ela disse que eu estava me envolvendo com uma nascida trouxa. A escola inteira sabe que é você, bastante gente pode mandar mais informações para ela. — Entrei em pânico de novo. 

— Minha vida acabou! — Encolhi as pernas e escondi meu rosto. O garoto murmurou alguma coisa inaudível e foi para sua mesa. 

— Hermione? — Gina brotou no salão. — Por que você está no chão? 

— Minha vida acabou, Gina! — Fiz uma cara de choro. 

— Por que!? O que fizeram com você? — Ela se agachou do meu lado.

— Eu vou aparecer no jornal! — Me encarou confusa. — Por causa daquele imbecil do Malfoy. — Fiz questão de gritar a frase para o garoto ouvir. 

— Eu vou matar esse loiro maldito. — A garoto cerrou o punho. — Como aquela diaba descobriu isso? 

— A Parkinson mandou uma carta pra ela. 

— Vou matar esses dois. — Pensou alto. — Hermione, não fica assim. Nós vamos achar um jeito de consertar isso. 

— Como? Agora todos vão pensar que eu tenho um caso com ele. Sua família, Gina! O que eles vão pensar de mim? — Falei, chorosa. 

— Não se preocupa com eles, vou dizer que foi um mal entendido. Agora, em relação as pessoas daqui da escola, se você continuar perto dele, vão achar que vocês realmente tem alguma coisa. — A encarei. 

— Mas eu não fico perto dele! — Protestei. Ela suspirou.

— Rony disse que ele se sentou com você na primeira aula hoje. 

— Mas ele só queria conversar comigo.

— Fica longe dele, Mione. Vocês já se beijaram duas vezes. Provavelmente ele vai tentar fazer isso de novo. Então, por favor, se afaste dele. — Segurou minha mão. 

— Mas Gina, não tem como ficar longe dele. Nós somos obrigados a conversar um com o outro. — Ela rapidamente desviou a atenção sobre mim. 

— Então só fale com ele quando for necessário, sei lá, mas não deixe ele pensar que vocês tem intimidade o suficiente pra ficar te beijando toda hora! — Gina parecia uma histérica. 

— Mas... 

— Mas nada, Hermione! — Retrucou. — Você vai ficar longe dele. Nem que pra isso a gente tenha que seguir aquele plano. 

— Ah não, você de novo com essa droga de plano. Já disse que não vou fazer isso com ele! — Bufou.

— Como você é bobinha, amiga. Ele faria isso com você sem pensar duas vezes. — Revirei os olhos. — Falei alguma mentira? 

— Ele não faria isso... — Olhei para o garoto, que dava um sermão nas crianças da Sonserina. 

— Quer saber? Faz o que você quiser. — Se levantou do chão. — Estou começando a concordar com o Rony, você está totalmente perdida. — E saiu do salão, apertando os passos e resmungando diversas coisas.

Suspirei e encostei a cabeça na parede. Qual era meu problema, afinal? Eu o defendia sem pensar. Talvez Gina estivesse certa, eu estava passando tempo demais com ele. Tinha que pensar em uma solução pra acabar com aquilo de uma vez por todas. 

— Tudo bem? — Malfoy apareceu na minha frente. Assenti com a cabeça. — Não parece. — O garoto se sentou do meu lado.

— Como se você se importasse muito com isso. — O encarei. — É melhor você sair daqui, as pessoas vão achar que a gente namora mesmo. — Ele levantou uma das sobrancelhas. — Estou falando sério, você já conseguiu estragar metade do meu dia, pode me dar um tempo? — Ergueu as mãos, como se tivesse se defendendo, e deu uma risada cínica. — Malfoy, por favor, sai daqui. Está tudo bem comigo. — Ele se levantou irritado e saiu dali. 

Fechei os olhos rapidamente e respirei fundo. Eu sabia que tinha sido um pouco hostil, mas, naquele momento, eu não queria ficar perto dele. Rony estava certo, ele não mudaria do dia pra noite, muito menos deixaria de me odiar. Talvez fosse hora de reconsiderar o plano da Gina.


Notas Finais


Não xinguem meu pitico Hermione, ela não tem culpa!!!!! Eu não revisei esse capítulo, então se tiver algum erro já sabem né? Me avisem, por favor. Juro que algum dia vou conseguir fazer um capítulo inteiro só do Draco! Até o próximo capítulo [email protected] 🥰💚


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