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História I'll be the one - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oiê, voltei! Essa ainda não é a minha história oficial, estou aproveitando pequenas inspirações enquanto minha capa não fica pronta, assim, eu posso mostrar um pouco do meu estilo de escrita para vocês, espero que gostem!
Sim, eu pensei muuito se essa seria uma hot fic, e como podem ver, será (🎉🎉🎉)! Mas só decidi escrever uma hot porque o conteúdo da outra história será de uma forma diferente, não sei se me entendem, mas espero que sim. Beijos e ótima leitura! 😘♥

Capítulo 1 - Impossibility


Fanfic / Fanfiction I'll be the one - Capítulo 1 - Impossibility

Poderia parecer estranho, grotesco, e até mesmo sem noção, mas eu sentia, sim, e não podia mudar isso. Nem queria.

Conhecer o Jimin foi a melhor coisa da minha vida inteira, mas eu sabia que esse era apenas mais um sonho na minha lista de "impossibilidades," e o último na lista de "talvez dê certo".

Sempre que ele vem me visitar, meu coração parece que vai parar a qualquer momento, seja por um simples gesto, ou uma palavra não intencional, e isso me faz bem, mesmo que eu tenha que fugir para o banheiro a cada cinco minutos por conta da ansiedade ou para superventilar, mas eu gostava das reações do meu corpo, e dos risos dele quando eu me atrapalho todinho, deixando a mostra o meu nervosismo.

Quando ele me envia mensagens aproveitando seu tempo livre, eu me sinto a pessoa mais importante do universo, e meu dia se livra de qualquer energia ruim anteriormente, ou simplesmente fica ainda mais vivo, o que resulta em risos tolos e sem motivação aparente, e as pessoas me olham como se eu fosse um extra terrestre, mas eu não preciso que elas me entendam, eu só preciso que o Jimin esteja aqui todos os dias, sempre perguntando se eu estou bem ou rindo de alguma bobeira minha, sempre me enviando mensagens ou cortando tempo para responder as que lhe envio, sempre sorrindo para mim, mesmo nos dias difíceis tanto para um quanto para outro, ou simplesmente aqui, fazendo carinho na minha cabeça enquanto eu choro por alguma besteira, e as vezes tentando alguma receita desastrosa que sempre resultava em pizzas e gargalhadas até ambos cedermos ao cansaço e caírmos no sono.

Porém, o que eu mais gostava era dos seus dias de folga, porque além de ele poder descansar da rotina puxada, nós aproveitamos para sair, nos esquecer das obrigações diárias, e nos aventuramos nas ruas de Seul, sem horário pra voltar, e muitas das vezes enchendo a cara.

Uma vez, ele me levou a praia do Centro, e depois de um porre eu acabei roubando um beijo de seus lábios chamativos e maciços, fiquei uma semana sem dar notícias, morrendo de vergonha, mas quando ele veio até o meu trabalho, numa pet shop, eu me vi rendido aos seus olhos castanhos, e percebi aí que estava fodi- digo - apaixonado.

Mas agora eu não estava mais em um "mar de rosas," até porque minha mente, meu corpo, minha alma, e o meu coração, não parava de dizer que eu deveria me abrir com ele, contar o que sentia, e ver se tinha chances. Mas eu tinha medo, medo de que ele me achasse idiota, estranho, ou que risse de mim. Medo de que ele não me aceitasse, e sumisse da minha vida. Medo de que ele já tivesse outra pessoa, e que minha fantasia não devesse sequer ser imaginada. Medo de mim mesmo, porque não sei se poderei controlar esse sentimento.

Essa incerteza causava uma briga interna comigo mesmo, e com o Jin, a pessoa que eu confiava toda a minha vida, mas sempre me firmava na mesma resposta.

Não.

Hoje era, exemplarmente, um desses dias, eu não estava nem aí para o casal que entrou na loja atrás de um poodle para a sobrinha da mulher, minha única preocupação era a bateria do celular, que estava em sete por cento, e o Jimin ficou de me enviar um e-mail quando saísse da universidade, não que isso fosse fazer alguma diferença na minha rotina, mas ele sempre mandava, e eu gostava disso, mesmo que fosse mínimo.

O único carregador estava ocupado pelo celular do Jin, e a minha chefe não me permitiria sair mais cedo hoje, não depois de uns três dias saindo antes do fim do expediente, então tudo que restava era rezar para que não descarregasse antes, ou eu teria um infarto antes mesmo de ter decido o que eu vou fazer com a minha vida. O que não mudaria a resposta.

Em meio a um suspiro, me levantei do banco de madeira e fui atender os clientes meio a contra gosto, eles demoraram um século para escolher o qual iriam levar sendo que poodle é poodle e não mudaria nada se levasse o da esquina ou o do "pet shop lux," e quando escolheram, os filhotes que saltitavam na esperança de serem escolhidos já haviam desisto a muitíssimo tempo e se deitado para tirar um cochilo noturno.

Minha cara deixava óbvia minha repentina onda de tédio, e com medo de que eu espantasse o casal, Kim veio ao meu socorro e me subistituiu antes que fosse tarde demais.

— Cara, você 'tá péssimo. — ele falou depois que os clientes foram embora. — Discutiu com o boy magia?

Meus olhos deslizaram até ele com uma certa falta de paciência, e eu levantei uma sombrancelha num outro suspiro entediado, estudando todo seu rosto enquanto pensava bem nas palavras que iria usar.

— Vai se ferrar, Seokjin.

— Desculpe, só quis descontrair. — levantou as mãos em rendição, mas sem tirar o sorriso debochado da cara.

Revirei os olhos e estava prestes a repetir minha última prosa, mas senti meu celular vibrar com força, então ignorei a existência do Kim e me apressei a pegar o aparelho do bolso, quando eu liguei a tela, vi sua mensagem de antecipação, mas fiz questão de abrir no chat e vê-la por completo.

|Jiminnie |

Oi, cheguei, espero que não esteja o incomodando. Amanhã passarei aí, vou tentar compensar o dia de hoje. Beijos.


Meu coração disparou partir do momento em que meus olhos pairaram na mensagem. Ele vinha me ver! Amanhã! E me mandou um beijinho!

Dei um pulinho de êxtase e quase grudei a tela do celular no rosto antes de responder.

| Eu |

Oiê, estarei te esperando, e claro que não atrapalha.
Que bom que estará livre amanhã, estava mesmo merecendo uma folguinha! 
E... Eu queria mesmo falar uma coisa com vc.


Quando repensei a última mensagem, decidi excluí-la de vez, não só do nosso chat no kakaotalk, mas também da minha vida. Só que, assim que eu acionei a opção "deletar," o Jimin ficou online e ela foi visualizada, me impedindo de fazê-lo.

| Jiminnie |

Claro, combinado então, estarei aí ao meio-dia. Boa noite bb. 

Minha pulsação disparou, e eu senti que iria desmaiar, ele nunca havia me chamado de "bb," o que ele estava pensando quando o fez? Será que... Ah, pronto, era só o que me faltava, fantasiar que o Jimin estava afim de mim.

Será?

Acorda, Jungkook, claro que não, esse é só um apelido fofo, e que ele só usou porque somos... Amigos. Nada haver com nada. Essa dúvida já está te deixando neurótico.

— Ei! Terra chamando Jungkook!

Olhei para o lado e vi o Jin devorando um sanduíche, e aquilo fez com que eu frazisse o cenho, já que ele não havia trazido nada para a pet, há não ser o seu smartphone.

— De onde brotou isso aí? 

Ele me fitou, cético, e franziu as sobrancelhas antes de retrucar com a boca cheia, espalhando farelos de comida:

— O entregador acabou de sair daqui, cara.

— E eu não vi? — cocei a nuca e dei de ombros. — Comprou um pra mim?

— Não. — e deu outra mordida no pão.

— Aaah, Jin!... — sapatiei inconformado. — Por que não comprou um pro seu amigo?

— Você não falou que era pra mim ir me ferrar? Agora sofra.

— Desculpa, Seok, eu estava nervoso. Por favorzinho!

— Neeem vem... — ele balançou negativamente a cabeça e virou as costas, eu fiz um biquinho chateado e sentei no banco pegando o meu celular, mas ele já havia desligado, o que resultou em um suspiro derrotado. Apoiei o queixo com as mãos e meus cotovelos no balcão, dando uma última olhada no Jin, mas ele me ignorou solenemente, contrai os lábios antes de falar:

— Você é o meu melhor amigo, Jin, não devia ter falado daquele jeito com você.

— Ah, chantagem psicológica, não. — ele se virou, eu abaixei os olhos e outro biquinho surgiu quase inconciente, junto com uma leve inflada de bochechas que eu sempre fazia quando estava frustrado, o outro suspirou pesadamente e eu ouvi um barulho de papel ao meu lado. — Que merda, Jungkook. Tome.

Quando o fitei novamente, vi um embrulho de papel reciclado e a expressão emburrada do meu amigo, um sorriso tomou conta do meu rosto e quando eu ia abrindo a boca para lhe agradecer, ele me cortou:

— Não, chega, sem mais de seus súbitos ataques de fofuras, okay?

Balancei a cabeça num sinal afirmativo, e peguei a embalagem, ele sorriu e respondeu sem que eu precisasse te dizer:

— Por nada.

🐰🐰🐰

Quando cheguei em casa, a primeira coisa que eu fiz foi tomar um banho bem merecido, e depois foi colocar o celular pra carregar, para logo em seguida procurar algo pra comer, já que ainda estava com muita fome.

Na televisão não passava nada de interessante, então eu aproveitei para checar se o Jimin tinha me enviado mais alguma mensagem, mas não chegara nenhuma notificação, o que me desanimou um pouco, mas me levantei com a esperança de que talvez ele me mandasse outra mais tarde.

Comi uma sopa que minha mãe deixou em sua última visita, a uns dois dias atrás, e já estava meio sem graça por conta do congelamento, mas tudo que eu passei a fazer a partir dali, foi somente para controlar meu nervosismo.

Assisti a uns canais caretas que faziam propagandas ridículas de cremes absurdamente caros, mas eu estava tão ansioso que nada daquilo fez real diferença, então desliguei a TV, e fiquei deitado fitando o teto da sala.

A cor branca me fez refletir; eu era apaixonado pelo Jimin, e éramos amigos há quase dois anos, mas... Se ele também gostasse de mim como eu gostava dele, será que ele me contaria? Ou será que guardaria pra si? Ele chegaria a pensar nisso?

Não sei, e talvez seja melhor continuar sem saber, assim ninguém se machuca. Podemos ser apenas dois bons amigos, eu não precisava estragar tudo, muito menos que esse 'tudo' era o próprio Jimin.

Eu só estava com os hormônios a flor da pele, afinal, ainda tenho apenas dezessete aninhos, e ele foi minha primeira paixão de verdade, talvez eu só não saiba lidar com isso, sim, talvez.

Minha vida sempre foi composta por paradoxos, e esse é só mais um, que uma hora ou outra será esquecido, para sempre, quem sabe. Rezo para que ele me perdoe caso faça alguma merda.

Meus olhos começaram a se fechar, mas eu não queria dormir ainda, não antes de receber uma bendita notificação, então fui até o celular e o tirei da carga com apenas vinte e três por cento, me deitei no sofá novamente, e soltei um bocejo exausto.

Eu já estava aceitando que Jimin e Jungkook nunca existiria, nunquinha, mesmo que eu quisesse, nem nos sonhos, nos melhores sonhos, e que eu deveria esquecer isso.

Mas algo me fez mudar de ideia quando meus olhos estavam se fechando lentamente, e não foi nenhuma epifania, oráculo, a voz afobada do Jin, ou minha consciência esperançosa. Foi sua última mensagem do dia. As palavras usadas e o último beijinho que destruiu meu coração e fez com que eu dormisse com um sorriso estampado no rosto.

| Jiminnie |

Boa noite bb, durma bem e sonhe comigo. Estou ansioso para que amanhã chegue logo. Mais beijos.



Notas Finais


Aaaaa, gente, esses dois são uns nenéns, né? Eu achei esse capítulo meio trouxa para ser o primeiro, mas espero que tenham gostado e me perdoem se houver algum erro, eu tentei revisar o máximo.
Ah, e as simulações de envios de mensagens estão totalmente dentro das diretrizes do Spirit, ok?
Esqueci de informar que esse fic terá apenas dez capítulos. Beijos, até a próxima! 😘


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