História I'll Be Yours - Capítulo 12


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Categorias TWICE
Personagens Chaeyoung, Dahyun, Jeongyeon, Jihyo, Mina, Momo, Nayeon, Personagens Originais, Sana, Tzuyu
Tags 2yeon, Dahmo, Michaeng, Satzu, Soft
Visualizações 63
Palavras 1.838
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha quem trouxe o capítulo adiantado? Amanhã infelizmente não vou poder postar, mas para não atrazar o capítulo decidi adiantá-lo. Espero que gostem! //🥀

Capítulo 12 - 2Yeon: A família está crescendo


Jeongyeon


Já fazia um certo tempo que ela e Nayeon conversavam seriamente sobre ter ou não um filho, e sobre como poderiam fazer aquilo. Estavam completando cinco anos de noivado, e já teriam se casado se o casamento homoafetivo não fosse proibido na Coréia do Sul. Nayeon sempre deixou claro desde que começaram a namorar que um de seus maiores sonhos era ser mãe e mesmo que Jeongyeon não fosse muito abilidosa com crianças - ao menos não tanto quanto a mais velha - se esforçou para adquirir o máximo de informações necessárias sobre métodos de inseminação artificial e adoção. 

Nayeon havia comentado com ela em uma de suas conversas sobre "expandir" a família que preferia adotar uma criança, levando em consideração que já haviam tantas sem lar. Jeongyeon fez algumas pesquisas e descobriu que a discriminação contra mães solteiras é uma das principais causas de abandono ali na Coréia do Sul, elas se tornam muitas vezes motivo de vergonha para suas famílias e são demitidas de seus empregos, muitas mulheres ao se encontrarem nessa situação preferem dar a criança para adoção para que nem ela nem a própria criança acabem sem ter o que comer e sem sustento, fora que a adoção também é vista como um tabu enorme, levando em consideração a supervalorização do sangue, por isso os orfanatos sul coreanos ficam a cada dia mais cheios; saber de tudo isso só fez o desejo de Jeongyeon por adotar se tornar ainda maior, e sem que Nayeon soubesse, a mais ou menos oito ou nove dias ela começou a fazer visitas a diferentes orfanatos de diferentes províncias, doando roupas, brinquedos e pacotes de alimento não perecível. A mais nova estava tão empenhada em ajudar todas aquelas crianças e adolecentes de alguma forma, mas em momento algum se permitiu conhecer realmente algum deles, porque sabia que se o fizesse acabaria se apegando, e não o poderia fazer sem sua noiva.

Finalmente o dia oficial de visitar o orfanato com a noiva havia chego. Após saírem da casa da Momo as meninas logo se encaminharam para Gyeonggi e as mãos de Jeong tremiam e suavam enquanto ela apertava o volante. Em conjunto as duas optaram por visitar o maior orfanato da província de Gyeonggi.

ㅡ Amor, não precisa ficar tão nervosa, vai dar tudo certo. - Nayeon disse como se pudesse ler os pensamentos da mais nova, repousando a mão esquerda na coxa da mesma sem nenhum ar de malícia ou segundas intenções. A viagem nem era tão longa, apenas 50km de distância entre Seul e Gyeonggi.

ㅡ Hoje é um dia muito importante... E se eu não for uma boa mãe? Digo, e se eu acabar sendo rígida demais ou liberal demais? E se eu não souber dar um bom exemplo? - A voz de Jeongyeon era baixa e calma, mas carregava toda a angústia que a mesma já vinha sentindo a dias.


Nayeon


Nayeon não podia estar mais feliz, ser mãe sempre foi seu maior sonho e saber que Jeongyeon estava tão empenhada quanto ela em realizar aquilo fazia seu coração se encher de alegria. Nayeon não era nem um pouco boba, sabia muito bem o que a noiva andou fazendo na última semana, pesquisando tudo o que podia sobre adoção e até mesmo fazendo doações para instituições de caridade que cuidavam de crianças e jovens sem família. 

ㅡ Amor, eu vi o que você tem feito, vi o quanto pesquisou sobre o assunto e o quão dedicada está. Sinceramente nosso futuro filho ou filha não poderia ter mãe melhor! - Jeong suspirou e sorriu apertando um pouco os lábios um no outro, o que fez Nayeon querer enchê-la de beijinhos e amor. 

No início do relacionamento das duas Nayeon podia jurar que aquilo nunca duraría; Jeong era reservada e muitas vezes não media às próprias palavras, elas brigavam toda semana por motivos estúpidos e a mais nova não gostava de crianças, algo que Nayeon só descobriu depois de completarem seus oito meses de namoro e quase foi motivo de término. Mas com o tempo a mais nova passou a ser mais calma e Nayeon também aprendeu a ser mais compreensiva com as manias da menor. E quem diria? Estavam juntas a mais de cinco anos e prestes a adotar um filho! Mesmo que as pesquisas de Jeongyeon e suas visitas "secretas" a orfanatos pudessem para muitos parecer o mínimo, vindo de alguém que pretende adotar uma criança, Nayeon via aquilo com outros olhos, a partir daquilo podia perceber o quanto a noiva havia evoluído e o quanto a mesma estava disposta a mudar em seus próprios planos para que a mais velha pudesse realizar seu maior sonho. 

Encontrar uma vaga de estacionamento não foi muito fácil, devido às lojas lotadas do grande centro comercial da cidade, só nessa busca por um lugar onde deixar o carro as garotas perderam pra mais de meia hora. Quando finalmente conseguiram uma vaga Nayeon ligou para o assistente social com quem havia conversado dois dias antes, marcando a visita ao orfanato.


[...]


ㅡ É muito bom poder conhecê-las pessoalmente! - O jovem assistente social, que também atendia pelo nome de Kim NamJoon fala se curvando como forma de cumprimentar as mulheres a sua frente. - Chegaram em uma boa hora, as crianças estão no pátio brincando, querem conhecê-las? - Às duas concordam e seguem o rapaz para o pátio do local, onde várias crianças de diferentes idades brincavam com alguns tutores por perto, às supervisionando.

Nayeon olhava encantada para os pequenos, que tinham entre três e oito anos correndo e brincando com bonecos de ação, mas uma pequena garotinha magrinha e pálida que estava mais isolada foi quem mais chamou sua atenção. A pequena se encontrava sentada em um montinho de areia, tinha um laço amarelinho segurando algumas mechas de seu cabelo e encarava pensativa os próprios pézinhos descalços. Nayeon continuou a observá-la pois a menininha parecia pequena demais para estar sozinha, enquanto Jeongyeon e NamJoon conversavam distraidamente um pouco mais afastados dali; NamJoon estava apresentando os tutores do lugar para Jeong que parecia mais descontraída. Logo uma menina um pouco mais velha se aproximou da menininha que estava na caixa de areia e se sentou ao lado dela, e a menor estendeu os bracinhos pedindo por colo.

ㅡ Ahm... NamJoon... - Ela chamou - Quem são aquelas meninas?


Jeongyeon


ㅡ Ah, elas... - Ele fez uma breve pausa e pigarreou antes de prosseguir. - Elas são um dos nossos casos complicados. - Ele suspira e põe as mãos nos bolsos do jeans que vestia. - A menor se chama Yuna, de dois anos. Ela sofre de deficiência auditiva e ainda está aprendendo a linguagem de sinais. A maior é a irmã dela, tem cinco anos e se chama RyuJin, chegaram faz duas semanas. Antes de a assistência social encontrá-las elas viviam na rua, estavam em uma situação bem triste e só foram encontradas porque a maior foi denunciada por um feirante por estar roubando frutas. - Jeongyeon que antes conversava animada com um dos tutores parou para prestar atenção na conversa, encarando as duas meninas assim como Nayeon e NamJoon faziam. 

ㅡ Elas não tinham ninguém? Nenhum familiar, nada? Céus, são tão pequenas... - Jeongyeon se mantinha calada até então, apenas escutando a surpresa/indignação da noiva enquanto admirava a maneira como a menininha maior cuidava da mais baixa, não permitindo que a mesma esfregasse os olhinhos por estar com as mãos sujas de areia.

ㅡ Acredite, nesses três anos que trabalho como assistente social já vi muitas coisas horríveis... Quando os policiais chamaram a assistência social só RyuJin estava lá, e ela se recusou a conversar conosco, só reagiu quando dissemos que poderíamos tirar ela das ruas; foi quando ela nos levou até onde Yuna estava. Não havia ninguém com elas e mesmo quando perguntamos para ela não conseguimos resposta alguma. Não sabemos absolutamente nada sobre elas.

ㅡ Acha que posso falar com elas? - Jeong perguntou recebendo um olhar de surpresa da noiva. A verdade é que Jeongyeon mesmo sendo um pouco mais fria se tratando de certos assuntos havia ficado emocionada e curiosa em relação as duas, que pareciam tão frágeis e indefesas.

ㅡ Pode tentar. Mas desde que chegou aqui nunca vi RyuJin falar com ninguém, além do Taehyung, e só com respostas curtas. Nem imagino as coisas que essa menina viu na rua para estar assim tão receosa... - O maior disse a ultima parte um pouco mais baixo, era claro que a situação das duas o abalava.

ㅡ Eu posso acompanhar vocês até lá se quiserem. - O simpático tutor Kim Taehyung ofereceu. As duas concordaram e o seguiram, NamJoon foi junto pois era quem as estava acompanhando. - RyuJin? Tem duas moças aqui querendo conhecer vocês. - A garotinha olhou para ele e depois analisou as duas com o olhar, apertando um pouco mais a irmã mais nova contra si de forma protetora.

ㅡ Prazer, me chamo Nayeon e essa é minha noiva Jeongyeon. - Nayeon às apresentou sorrindo para às meninas, fazendo Jeong sorrir também. 

A menininha de dois anos sorriu para as mais velhas, estendendo uma florzinha pequenina para Jeong, que se abaixou de frente para elas e sorriu pegando a flor e a colocando atrás da orelha de Yuna, a fazendo sorrir ainda mais. RyuJin olhava para Jeong desconfiada, atenta a todos os seus movimentos. 

ㅡ Você tem quantos aninhos, RyuJin? - Perguntou sorrindo, se sentando de vez ali na grama, próxima a borda da caixa de areia, sem se importar se sujaria ou não sua calça. 

ㅡ Cinco. - Ela respondeu breve enquanto ajudava a irmã menor a descer de seu colo e ficar de pé. Jeongyeon observava com admiração todo o cuidado que a garota tinha com a bebê. Yuna desceu com um pouco de dificuldade da caixa de areia, andando um pouquinho atrapalhada até Nayeon e estendendo os bracinhos. Nem Jeong nem ninguém conseguiu conter o sorriso, e Nayeon quase teve um ataque com tanta fofura quando pegou a bebê no colo e a mesma deitou em seu ombro escondendo o rostinho.

ㅡ Você gosta de brincar na caixa de areia? - RyuJin negou, sem desviar sua atenção de Nayeon que tinha Yuna nos braços. - Você se preocupa bastante com sua irmã, parece cuidar muito bem dela. - RyuJin se mantinha séria a todo o tempo. Jeongyeon se levantou e perguntou bem baixinho apenas para NamJoon ouvir. - Acha que podemos levá-las para um passeio? 

ㅡ Podem, mas mantenham os celulares ligados a todo o tempo e me mandem mensagem se algo acontecer. Elas precisam estar de volta em uma hora. - O mais velho instruiu sorrindo simpático como sempre. Jeong se abaixou novamente. 

ㅡ Quer ir passear comigo e com minha noiva? Tem um zoológico aqui perto, vai ser divertido! - Jeongyeon tentava parecer animada, RyuJin de início pareceu hesitante mas concordou. A mais velha sorriu largo e estendeu a mão para ela, a ajudando a sair da caixa de areia.


[...]



Notas Finais


Qual a opinião de vocês sobre o capítulo? Sinceramente eu planejava colocar o Taehyung com outra função na história, já tinha tudo escrito mas aí essa ideia de adicionar o Itzy me veio em mente e eu mudei tudo de última hora. Acho que vocês não estão prontos para o próximo capítulo... //🥀


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