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História I'll give you all the flowers: Taeseok. - Capítulo 5


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Notas do Autor


e aí, gente? eu fiz algumas pequenas alterações nos caps anteriores, portanto, leiam as notas iniciais para compreenderem o que virá a acontecer no decorrer da história, tudo bem? pequeno spoiler: nessa pétala - vamos chamar os capítulos assim? - teremos o primeiro POV!

aigoo, eu tô tão animado com isso!

muito obrigado e boa leitura... nos vemos nas notas finais? (ㅡ3ㅡ)

Capítulo 5 - Quinta pétala: Tal movimento hippie


Fanfic / Fanfiction I'll give you all the flowers: Taeseok. - Capítulo 5 - Quinta pétala: Tal movimento hippie

Vinte e uma e quarenta e dois.

Ah, o poder das flores. Jung estaria mentindo caso afirmasse que não o admirava fortemente. Durante suas aulas de história que se passavam em salas de aulas claras e silenciosas, folheava velozmente páginas do livro didático, tendo a voz grave da professora como plano de fundo, rumando aos melhores capítulos do mágico e grande livro que tantos alunos detestavam. Ali estavam as palavras que indicavam o início de uma leitura que lhe agradava; em letras grandes e claras, Flower Power ㅡ A Força das Flores. 

Quando menino, podia ver no reflexo da janela de vidro seus olhos brilharem ao pensar em tal movimento hippie. Ao pensar em San Francisco. 

Se você estiver indo à São Francisco, não se esqueça de colocar flores nos seus cabelos... Mesmo que custe uns minutinhos a mais na frente do espelho: coloque algumas flores em você.

A música encantava a quem quer que a escutasse, inclusive ao jovem de cabelos negros e sorriso de formato engraçado, cujo amor pelas flores viria a ser influenciado por uma (simples) aula de história. Ali, em frente ao espelho, Hoseok desejava visitar aquele lugar; desejava pôr flores em seus cabelos lisos; desejava, também, finalizar a decoração do aquário ainda vazio que jazia perto de seus pés. Ao lado do tapete haviam as algas naturais, verdes e amareladas, os peixes que nadavam velozes ou lentos de um lado a outro dentro dos pequenos potes transparentes, coloridos somente por suas nadadeiras e caudas belas ㅡ que aparentavam ser tão delicadas quanto o linho, devido a seus suaves e hipnotizantes movimentos debaixo d'água.

O som do rádio ainda estava cortando, feito uma televisão velha "sintonizada num canal fora do ar" , como descreveu William Gibson, em Neuromancer. 

A ficção científica era uma das coisas de que Hoseok mais gostava. O livro de William, que era guardado na estante de metal entre Jules Verne e Douglas Adams, também. 

Como de costume, ignorou a falta de padrões em seu quarto inteiro: as listras do edredom, em vermelho e azul, não tinham nenhuma sequência evidente, as pedrinhas do aquário eram jogadas ali aleatoriamente e seus tênis, que eram em sua maioria velhos, não seguiam a ordem das cores que havia estabelecido durante a adolescência. O azul, seja claro ou escuro, deveria sempre estar perto do verde pois ambos sempre seriam as duas melhores cores para si e completavam um ao outro (por essa razão, inclusive, deixava claro a todos o quão a combinação azul e verde fazia da Terra um planeta extraordinariamente bonito, se visto do espaço). O vermelho deveria estar o mais longe possível do laranja, pois nunca sabia qual cor escolher dentre as duas. Eram tão parecidas e legais, diante de seu olhar raramente crítico... 

Ao notar que os tons escuros das pedras decorativas contrastavam aos clarinhos das algas e ao colorido dos animais, sorriu, com aquela ideia em mente.

Construiria uma bela fotografia. 

Dezessete minutos se passaram e seu aquário, arredondado e de fundo chato, estava cheio d'água, cintilante; as algas, aparentavam formar uma floresta se vistas como um todo e as pedrinhas eram neutras em meio à todas aquelas cores. Depositou ali os peixes e os observou nadar em círculos. Sentia-se orgulhoso de seu trabalho.

✎...❁༉. ⊹ 

❝ ㅡ KTH's point of view.❞

Com a porta da cozinha escancarada, era possível escutar os sons da televisão da sala de estar; alguma jornalista cuja voz era baixa e doce alertava às pessoas sobre alguma nova espécie de golpe aplicado pela internet e, ah, como estava enjoado disto. Todos os dias, sem exceção alguma, eu era atualizado através do telejornal com uma nova maneira de prejudicar aos outros.

Há dias em que é impossível discordar de meu avô: o mundo é repleto de completos boçais.

Se há algo nas pessoas que me decepciona, é a capacidade que elas têm de somente serem boas em coisas ruins ㅡ para ser honesto, esta frase nem soa tão convincente, porém é o que costumo dizer a mim mesmo quando evito responder aos comentários (in)discretos a meu respeito. 

Eles são bons em ser ruins. 

De acordo com meus hábitos de infância, decidi deixar o ambiente para desligar o aparelho que tanto me incomodava mas ali em frente à TV estava meu avô. Com seus cabelos grisalhos e suéter de lã, típica carranca e uma xícara de chá em mãos. 

ㅡ Não estava a preparar algo para comer, Taehyung? ㅡ neguei e retirei-me do recinto rapidamente; dirigi-me, de cabeça baixa, ao andar térreo e por lá esperei. Esperei por algo - pacientemente, porém sem ter ao certo o que aguardar. Precisava de algo alegre; que fizesse emanar positividade. Bati os Vans no piso frio e fixei o olhar nas meias verdes que vestia, lembrando do que já me haviam dito sobre elas. 

Para mim, esta cor representa a natureza.

Há algo mais belo do que ela? Até mesmo as pedras que me fazem tropeçar e ferir a palma das mãos têm sua beleza.

ㅡ É a frase mais bonita que escutei hoje. ㅡ estava espantado, não conseguindo entender o que estava acontecendo. Droga, eu pensei alto novamente. Isso já me causou problemas demais. 

ㅡ Boa noite, Jung. 

Ditei, sem graça, tirando a franja longa da frente de meus olhos. Fiz questão de dar espaço no sofá a Hoseok, ainda não o olhando. 

ㅡ São quase dez horas da noite. ㅡ ele riu - por que ele riu? ㅡ O que faz aqui? 

ㅡ O telejornal. ㅡ franziu o cenho. Detesto ter de explicar às pessoas o que digo. Talvez isso seja egoísta de minha parte, mas é algo que não posso evitar. ㅡ As notícias me fazem perder a esperança nas pessoas, entende? Eu não preciso disso.

E lá estava o Kim Taehyung pessimista novamente. Há algum tempo eu tentava afastar esse tipo de sentimento em mim, mas é quase impossível! É como se eu tivesse isso herdado de minha família - é frustrante ter dificuldades em enxergar o lado bom das pessoas. Querendo ou não, eu perco muito com isso. 

ㅡ Há vezes em que vemos boas notícias. ㅡ ele declarou, sorrindo ladino. 

Eu sorri também, ainda sem ânimo. 

ㅡ O problema é que ninguém dá importância à situações como essa. E você, por que ‛tá aqui? 

ㅡ Eu preciso ir a um lugar... na verdade, pretendo comprar algumas coisas na mercearia. 

Respondi com um aceno positivo e o observei ir em direção à rua, empurrando as portas de vidro de nosso prédio. Porém, ele havia parado de caminhar e olhou para mim, com uma expressão que nunca havia visto. Ah, ele estava pensativo.

ㅡ Quer vir comigo? 

O-o quê? 

Arqueei as sobrancelhas, surpreso. Confesso que gostaria de acompanhá-lo, mas a timidez me fazia cogitar seriamente a ideia de negar o pedido. Há tempos eu não saio com alguém - na realidade, só iríamos até a esquina da rua, mas e daí? Isso foi o bastante para me deixar receoso. 

E por quê diabos ele quer que eu vá com ele à mercearia à essa hora da noite? 

ㅡ Eu não sei... ㅡ pressionei os lábios, pensando em como recusar o convite. Seria certo? Hoseok havia sido bom comigo uns dias atrás... ㅡ Acho que não é uma boa idéia. Desculpa. ㅡ ditei baixo.

Nesse momento, estou me odiando por não confiar nele. 


Notas Finais


eu juro que senti muita vontade de narrar nesta pétala uma 'primeira' interação fofinha, porém, estamos falando de um kim taehyung anti-social.

e sobre a demora desse capítulo, eu sinto muito mesmo. escrevi sete versões dele e me decepcionei com todas elas... mas espero que tenham gostado desta :D

uma pergunta: vocês querem mais KTH's POV - ou, quem sabe, um Hoseok's POV? comentem, por favor (^_^)♡彡


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