História I'll Never be the Same - Beana - Capítulo 4


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Terminada Não
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - 4. Eu não preciso de você


Miami - Florida

2019 - 01 de Agosto

01:10 p.m

"Gostamos de pensar que somos seres racionais. Humanos. Conscientes. Civilizados. Pensantes. Mas quando tudo dá errado, mesmo que só um pouco, fica claro que não somos nada além de animais. Temos polegares opositores, pensamos, andamos eretos, falamos, sonhamos. Mas lá no fundo, ainda estamos ligados às nossas raízes primitivas, mordendo, dando patadas, arranhando uma existência nesse mundo escuro e sombrio como o resto dos sapos e dos bichos-preguiça."

"Eu sei o que é parassonia, Dra. Mcgrath. Mas e as penas? A garotinha ta assustada, a gente tem que fazer alguma coisa Dra. Ai meu santinho, o rostinho dela estava todo vermelho, por favor..."

"Pessoas com pânico noturno fazem coisas bem mais estranhas do que comer travesseiro." Ariana revirou os olhos pensando o quão burra sua tia estava sendo. Já irritada respirou fundo sabendo que a mulher sempre arrumaria alguma desculpa. "Eu disse a ela para faltar hoje, mas ela não quis perder o primeiro dia."

"Deixa eu tentar. Não tenho mais aulas hoje. Eu posso levar ela pra casa e conversar com ela. Não tem problema nenhum tia. Eu quero ajudar. Ela é minha amiga agora."

"Ariana, ela está com dificuldade para dormir. Se ela precisa realmente de ajuda, terá que ser profissional. Entendeu?"

"Foguinho..." A banshee pensou alto logo tampando sua boca.

"O que disse?"

"Eu concordo plenamente." a conselheira analisou o rosto da menina logo mudando sua feição agora confusa conhecendo o jeito que a pequena garota era.

Ariana mal saiu da sala antes de ligar para Justin pedindo para encontrá-la na casa de Taylor. O garoto não tendo escolhas apenas seguiu o endereço que a banshee havia mandado. 

"Não to vendo nenhum sinal de arrombamento. A trava parece intacta. Disse algo sobre pássaros?" Justin se virou dando de cara com Taylor que tentava se lembrar de como eles eram. Ariana se sentou na cama enquanto batia freneticamente seus pés no chão.

"O pássaro que me acordou estava no teto de vidro."

"Posso dar uma olhada?" A garota apenas concordou. Justin pegou a cadeira mais próxima a centralizando no meio do quarto para conseguir subir. "Você disse que o teto foi selado para proteger do clima."

"Disse. Por quê?" O policial o destrancou empurrando o teto para cima mostrando que estava aberto. Taylor abaixou a cabeça dando de cara com uma Ariana completamente ansiosa.

"Olha espetinho, fala logo o que tem ai em cima. Eu estou ansiosa e eu odeio ficar assim, então ande logo antes que eu morra." Ao conseguir ver o teto, o garoto se deparou com cerca de dez corvos mortos em cima do telhado. Rapidamente fechou a janela tentando disfarçar o que viu. "Alguma coisa?"

"Não. Nada."

Na mesma hora. Camila estava no estacionamento escolar enquanto tentava manter a velocidade do carro pois toda hora ficava freando os empurrando para frente. O professor Harding segurava sua prancheta toda hora tentando acalmar a garota que apenas sorria achando que estava indo bem.

"Com calma, Camila. Com calma. Pisa leve, Camila..."

O sorriso da garota desapareceu no mesmo momento em que sua visão começou a tremer. Sua pupila dilatou vez ou outra fazendo seus olhos ficarem laranjas ao ver que iria bater no ônibus. No mesmo momento a kitsune freou fazendo o professor se assustar.

"Tá legal. Acho que... Já tá bom por hoje." Falou desesperado antes de sair do carro.

"É." Camila desligou o automóvel antes de sair do carro depois de Harding que parecia assustado. Até porque ele achou que Camila iria o matar. "Como eu fui?"

"É... Han... Ainda pode melhorar." Balançou a cabeça freneticamente disfarçando um sorriso. Os dois olharam para trás se deparando com vários cones caídos e um manequim que seria um pedestre estava atropelado fazendo a garota arquear as sobrancelhas.

Enquanto Camila seguia com sua ideia de auto-escola, Lauren foi diretamente para a biblioteca na tentativa de terminar seu dever de casa sendo acompanhada por Demi.

"Então, achou algo?" Perguntou ao ver Bea se aproximando da mesa.

"Outra assinatura. Esta é do pai da Selena, em uma multa de oito anos atrás. E esta, é a assinatura do pai dela na transferência para o colégio da Florida a poucos dias." A werewolf jogou todos os papéis em cima da mesa enquanto todos ficavam confusos.

"Como conseguiu o formulário?" Demi perguntou arqueando uma de suas sobrancelhas.

"Você entrou escondido na secretaria?" Lauren perguntou arregalando os olhos.

"Não. Eu não entrei." Bea recebeu o olhar duvidoso de todos a sua volta sabendo que ela estava mentindo. "Bom, pode ser que sim. Vamos nos concentrar nas assinaturas? Por favor. Elas são diferentes." Demi analisava os papeis apenas mantendo sua expressão confusa. 

"São sim, um pouco." Lauren respondeu.

"São totalmente diferentes. Olha só. A escrita não bate nem a ondulação das letras. Reparem aqui. Um exemplo perfeito de tremor criminal."

"Então, agora a Selena é a Selena, mas os pais dela não são os mesmos?" Demi perguntou confusa.

"Alguém não é quem diz ser. E quando eu descobrir quem, esse alguém vai estar ferrado."

"Mas ninguém fez nada errado."

"Ainda, Lauren. Se os pais da Selena forem assassinos psicóticos, nós não deveríamos confiar nela, certo?"

"Meus pais são o Robert e a Loba do Deserto." Demi falou irritada vendo Bea se afastar ao não lembrar que a werecoyote era filha adotiva das pessoas que haviam morrido no acidente.

"Ta. Ta bom. Quer saber? Eu descubro sozinha. Eu não preciso de você, nem de você." A werewolf apontou irritada para todas na mesa enquanto pegava seus papéis antes de sair. "Eu não preciso de ninguém."

Bastou uma mensagem da garota mais velha para que a werewolf fosse correndo a encontrar.

"O que é tremor criminoso?" Dinah perguntou antes de Bea ligar a moto. Rapidamente a werewolf tomou os papéis das mãos dela.

"Não importa." Deu partida em sua moto quase derrubando Dinah que estava atrás. 

As werewolves ficaram praticamente o dia inteiro atrás de Selena observando tudo que a garota fazia. Dinah já estava irritada com a 'paranoia' de Bea.

"Eu sabia que ela estava aprontando." Selena abriu o porta-malas do carro retirando um grande saco de papel indo a caminho da ponte.

"A gente passou três horas vendo a garota jogar videogame no quarto dela. Eu to torcendo para que seja um assassinato em massa." Dinah dizia furiosa.

"Vamos descobrir."

As duas garotas andavam em direção a Selena, Bea na frente já que Dinah não queria ir na frente por medo de ser vista.

"Ainda sente o cheiro dela?"

"Nem preciso." Respondeu apontando para as pegadas na terra úmida.

Bea continuou a andar reparando que a werewolf havia ficado para trás. A mais velha se virou vendo Dinah parada olhando para os lados.

"O que foi?"

"Eu esqueci que marquei com a Victoria na academia da escola."

"Tá. Por que não diz a ela?"

"O quê?" Perguntou confusa.

"Qualquer coisa. Sei lá." Bea se virou para frente tentando manter Selena em sua vista.

"Não posso."

"Por que não?" A werewolf já estava perdendo a paciência por receber tantas respostas vagas.

"Porque eu não... Eu não contei tudo pra ela."

"Ué. A gente falou que podia."

"Eu sei, mas não é tão fácil. É muita coisa pra ela aceitar."

"Ela viu o Stephan estourar um Berserker com uma mina. Acho que ela está muito bem preparada para aceitar. Lauren e eu já passamos por isso. Mais de uma vez. É sempre melhor as pessoas saberem." Bea tentou acalmar a garota que voltou a segui-la. Dinah pegou o celular vendo que havia diversas mensagens de sua amiga aparecendo no visor.

"Mas e se ela surtar? E se ela não quiser mais falar comigo? E se ela tentar me esfaquear com prata? E se..." A werewolf não terminou de falar ao cair diretamente em uma cratera no chão. Bea levou um susto com o barulho procurando por Dinah que agora não estava mais atrás dela.

"O que está fazendo?" Perguntou sussurrando ao se aproximar do enorme buraco em que Dinah estava. A garota mais alta apenas fez um gesto indicando que não havia entendido. "Ela está ali. Anda logo. Deixa de ser idiota." Bea saiu correndo sabendo que a garota conseguiria sair dali sozinha.

Dinah procurou pelo seu celular que estava enterrado na lama tentando rapidamente tirar o excesso de lama que havia em cima dele. Ligou o aparelho podendo ver as mensagens que Victoria tinha mandado. Respirou fundo antes de fechar as mensagens e ligar a lanterna clareando um pingente em formato de folha no chão. Ao ouvir um barulho, Dinah ignorou objeto saindo do buraco em apenas um salto. A garota foi correndo até a werewolf que a segurou pra parar de fazer barulho.

"Sente o cheiro dela." Bea tentava fazer Dinah ter controle de seus poderes pouco a pouco. Sempre que podia, a garota tentava ajudá-la de alguma forma. "Sentiu alguma coisa?"

"Sabonete. O cheiro é bom."

"Sabonete não, Dinah. O estado emocional. Sinais químicos. Lembra?"

"Ah, tudo bem... Ela está triste..."

"Triste?"

"Não só triste. Está mais para... Pesaroso."

"Pesaroso..." Selena retirou uma flor de dentro do saco a jogando na pequena correnteza do rio chamando a atenção de Bea.

"Ai meu sant... Ai Meu Deus..." Se corrigiu antes que Dinah percebesse. "Vem. Temos que ir." A werewolf se virou arrastando a garota junto consigo.

"Por que?"

"Vai. Anda. É a ponte onde acharam o irmão dela."

"Que irmão?"

"O que se perdeu e morreu por exposição. Ela trouxe uma flor pra ele." Bea estava começando a ficar nervosa por tudo estar completamente silencioso.

"Não parece maldade."

"Eu sei." Murmurou antes de parar de andar ao ver Selena em cima de uma das árvores as esperando. A garota desceu em um pulo fazendo Dinah dar um passo a frente sem se controlar começando a rosnar.

"O que estão fazendo? Nossa. Por que eu sinto que ela é mais forte do que aparenta?" Levantou suas mãos em rendição enquanto sorria.

"Só quando tá sem coleira." Bea respondeu fazendo Dinah rosnar para ela que apenas rosnou de volta.

"Bea, a gente jogou softball juntas. Por que desconfia tanto de mim?" A werewolf respirou fundo antes de retirar os documentos de seu bolso.

"Por causa disso." Entregou para Selena que abriu os papéis. "Um é uma multa assinada pelo seu pai há oito anos. O outro, a transferência para Flórida. As assinaturas são diferentes."

"É. Parecem um pouco diferentes."

"São totalmente diferentes, assinadas por duas pessoas diferentes."

"Então, meu pai não é meu pai? É tipo um impostor?"

"É tipo isso." Dinah respondeu fazendo a garota ao seu lado concordar.

"Quem pensam que eu sou?"

"Ainda não sabemos."

"Quer uma amostra de DNA?" Aumentou o tom de voz fazendo a mais velha dar um passo á frente.

"Não tenho nada da quarta série para comparar."

"Sabe, Bea... Eu voltei por causa de você. Alguém como você. Alguém disposto a entrar na floresta no meio da noite para proteger os amigos. Eu não tenho ninguém assim. A Lauren tem. Todos vocês tem." Falou olhando para Dinah que ficou cabisbaixa. "Eu sei que estou no lugar certo. É para eu estar aqui. É para eu ser parte dessa alcateia."

Do outro lado da cidade. O pai de Taylor tentava o máximo manter sua filha segura.

"Acho que está bem presa agora." Taylor estava sentada em sua cama enquanto seu pai pregava algumas madeiras no teto impedindo-a de se abrir novamente. O homem se sentou na cama ao lado da garota segurando sua mão. "Tenho que ir encontrar um cliente no tribunal. Mas eu volto logo." A garota apenas concordou recebendo um beijo em sua testa antes dele se levantar. "Não vou deixar que nada aconteça com você."

Taylor nada respondeu, apenas deitou se esticando para desligar o abajur antes de se esconder de baixo das cobertas.

Ainda na floresta. Bea e Dinah andavam tranquilamente até a moto da werewolf na tentativa de sair o mais rápido possível dali.

♫♪♬ PLAY: X&Y - COLDPLAY ♫♪♬

"Achou alguma coisa?" Lauren perguntou fazendo as duas garotas que estavam andando saltar de susto. A garota dos olhos verdes estava escorada em seu carro esperando por alguma resposta.

"Não." Bea friamente respondeu antes de subir em sua moto.

"E-eu caí em um buraco." Dinah respondeu sorrindo tentando quebrar o gelo. A garota dos olhos verdes se aproximou da werewolf já que sabia que lugar era aquele.

♭♪♯♬♮♬♪♫

Tentando muito falar e

Lutando com a minha mão fraca

Levado à distração

É tudo parte do plano

♫♭♪♯♬♮♬♪♫

"O irmão dela morreu naquela ponte, não é?"

"É. Foi muito constrangedor. Agora vamos embora." Numa tentativa falha de ligar sua moto respirando fundo para não perder a paciência. "Filho da..." Murmurou fechando os olhos. "Dinah, faz um favor. Sobe na moto e dê partida quando eu disser." Bea foi para o lado do veiculo tentando arrumar o que ela já fazia ideia do que era. Como o carro de Lauren, alguns tubos estavam completamente envolvidos por fita adesiva.

"Bea."

"Só um segundo." Girou alguns parafusos antes de olhar para a garota em cima da moto. "Vai." E novamente a moto não pegou a fazendo bufar de raiva.

♭♪♯♬♮♬♪♫

Quando algo está quebrado

E você tenta consertar

Tentando reparar

Da maneira que conseguir

♫♭♪♯♬♮♬♪♫  

"Bea."

"Sim. Nós a seguimos até aqui. O que quer que eu diga? Que eu sou psicopata, maluca, totalmente paranoica? Nada disso é novidade." Respondeu sem paciência antes de tirar um pedaço de fita do motor.

"Você nem vai tentar o beneficio da duvida?"

"Eu faço isso. Já fiz com muita gente."

"Como eu?" A werewolf parou seus movimentos ficando sem nenhuma reação. "Ariana, Camila, Dinah..."

♭♪♯♬♮♬♪♫  

Eu mergulho no profundo

Você se torna minha melhor amiga

Eu quero te amar, mas não sei se posso

Eu sei que alguma coisa está quebrada

E eu estou tentando consertar isso

Tentando reparar isso, da maneira que conseguir

♫♭♪♯♬♮♬♪♫  

"Eu estava certa com o Robert. Tente de novo." Dinah apenas tentava não se meter sabendo que levaria alguma patada da werewolf. A moto novamente não pegou. Bea se afastou dirigindo o olhar para sua irmã. "Aposto que ainda acha que alguma coisa nela pode ser salva."

"Talvez." Bea se aproximou da moto mais uma vez girando os parafusos do motor.

"Deus! Tenta de novo!" E mais uma vez não pegou.

"Por que você não confia em ninguém?"

"PORQUE VOCÊ CONFIA EM TODO MUNDO!" Bea gritou antes de acertar um murro em um dos ferros fazendo Dinah se assustar.

♭♪♯♬♮♬♪♫  

Eu e você estamos boiando num maremoto

Juntos

Eu e você estamos sendo levados para o espaço sideral e cantando

♫♭♪♯♬♮♬♪♫  

"Você está bem?" Lauren perguntou tranquilamente.

"Eu estou bem."

"Poderia ter quebrado." Se referiu a mão da garota.

"Mas não quebrou."

"Deixa eu ver."

"Eu estou bem." Respondeu com a voz baixa ao perceber seus olhos se enchendo de lagrimas. Se ela permitisse seu processo de cura ser iniciado daria para ver suas veias escurecendo. E ela não queria isso. Não queria demonstrar que sentia nenhum tipo de dor.

♭♪♯♬♮♬♪♫    

Eu e você estamos boiando num maremoto

Juntos

Eu e você estamos sendo levados para o espaço sideral

Eu e você estamos boiando num maremoto

Juntos

Eu e você estamos sendo levados para o espaço sideral e cantando

♫♭♪♯♬♮♬♪♫  

"Deixa eu ver." Nada respondeu. Lauren se aproximou da outra garota segurando sua mão. Ao tocar em sua pele, já pode ser visível as veias de Lauren escurecendo ao retirar qualquer tipo de dor que sua irmã estava sentindo. A werewolf apenas abaixou a cabeça ao sentir uma lagrima escorrendo por sua bochecha. Bea rapidamente levou sua outra mão até o rosto a limpando antes que alguém notasse. Dinah tentou quebrar o clima dando partida na moto agora conseguindo ligá-la.

♫♭♪♯♬♮♬♪♫ FIM DA MÚSICA ♫♭♪♯♬♮♬♪♫

Passando cerca de trinta minutos, Bea havia tentado levar Dinah para casa mas a werewolf insistiu em fazer a garota deixá-la na escola. Não tendo outra escolha, Bea a deixou no estacionamento da escola voltando para casa.

"Oi. Desculpa pelo atraso." Dinah disse correndo enquanto Victoria estava parada olhando para ela.

"Não. Você não está atrasada. Você esqueceu. Eu esperei, e por duas horas."

"Eu sei. Eu esqueci." Respondeu cabisbaixa. "E eu vou te contar o porquê. Na verdade, vou te contar um monte de coisa. Muitas coisas difíceis de acreditar. Muito difíceis."

"Tem um lobo." Victoria olhava fixamente atrás da werewolf que não havia entendido.

"É, é, eu vou chegar lá."

"Não. Tem um lobo atrás de você... Olha para trás..." Dinah lentamente levou seu olhar ao grande lobo que estava parado a olhando como se fosse um pedaço de bife.

"Isso é um lobo." Engoliu em seco antes das duas saírem correndo empurrando a porta que dava acesso aos corredores da escola. Victoria quase escorregou ao virar o corredor subindo a primeira escada que apareceu. Dinah parou de correr enquanto sentia que ela conseguiria controlar sua transformação. Ao ver que sua amiga estava segura. Em um impulso virou para trás rugindo para o animal que na mesma hora parou de correr. A garota em cima das escadas olhou assustada para trás levando seu olhar até a werewolf. Desceu algumas escadas observando a garota voltando ao normal. "Eu tenho uma coisa para te contar."

"Você é um lobisomem." Respondeu fascinada antes de começar a sorrir.

No mesmo local desconhecido da cidade. Taylor havia sido capturada como todas as outras quimeras. 

A garota estava caída no chão daquele enorme galpão aos poucos voltando a ficar lúcida olhando diretamente para o corpo coberto com fluido verde. Sua visão estava turva o que a atrapalhava ao se levantar. Seus olhos estavam cheios de lágrimas ao ser capaz de ouvir os tão conhecidos barulhos. Ela estava cercada. Ao tentar olhar fixamente para a criatura em sua frente, seu corpo começou a falhar entre a realidade e a ilusão.

"Não tem nada aqui, não tem nada..." Se virou agora percebendo que aquilo já não eram mais sonhos. "Meu Deus." Falou ao ver um deles em sua frente levantar um enorme aparelho com uma agulha extremamente grande em sua ponta. "Não é real. Estou dormindo. Eu só estou dormindo." Voltou a repetir com os olhos fechados enquanto lágrimas escorriam descontrolavelmente por sua face.

"Não, Taylor. Você está acordada." A voz assombrosamente robótica disse antes das duas criaturas se aproximar prendendo seus dois braços a puxando para trás a obrigando se deitar apoiando a cabeça no chão. Sem mais espera a criatura que estava com o objeto o penetrou em seu pescoço injetando uma substância metálica. A soltaram bruscamente ao notar que havia funcionado. Seu corpo estava já estava transformado e fora de controle.

Em casa. Melissa notou a diferença da garota mais nova que apenas retirou seu capacete subindo as escadas quase se trancando no quarto.

"Normalmente, esperamos que façam alguma coisa errada para declarar culpado." A mulher apareceu na porta do quarto da werewolf que estava sentada em sua cama escorada na parede enquanto brincava com uma bolinha de lacrosse.

"Ela é culpada de alguma coisa."

"Acusações requerem provas. E provas sempre vem antes do instinto. Elas precisam..." A mulher se aproximou se sentando ao lado de sua filha que parecia cabisbaixa. 

"Eu sei, mãe."

"Esquece, filha. Você precisa dormir." Ficou pensativa querendo se levantar, mas não se levantou. "Tem certeza que ela é culpada?"

"Absoluta."

"Então, é só esperar. Se for mesmo, vai acabar dando um passo em falso." Olhou profundamente para a werewolf. "Eles sempre cometem um erro." Respondeu antes de bagunçar carinhosamente o cabelo da mais nova.

Na casa de Selena. A garota estava atrás do homem enquanto ele observava os dois documentos em cima da mesa.

"Eu mandei você praticar. Tinha que ficar idêntica a original. Perfeita."

"Juro que treinei. Centenas e centenas de vezes." Se defendeu.

"Eu não diria centenas." A mulher ao lado falou agora encarando o homem.

"Tem um jeito de justificar uma assinatura falsa. Não é fácil escrever usando gesso." Ao terminar de falar, Selena retirou de trás de si um martelo girando em sua mão. "Não é?" O homem ficou boquiaberto com a atitude da garota. Ele já deveria ter se acostumado. Selena arqueou as sobrancelhas mandando ele esticar a mão em cima da mesa. Não bastou uma martelada com toda a força da garota para quebrar praticamente todos os ossos de sua mão. 

"Há algo de animal em todos nós e talvez isso seja algo a ser celebrado. Nosso instinto animal é o que nos faz procurar o conforto, aconchego, um grupo para andar. Talvez nos sintamos enjaulados, talvez nos sintamos presos. Mas como humanos, ainda podemos achar caminhos para sentirmos livres. Nós somos os protetores uns dos outros. Mais ainda: somos os guardiões da nossa própria humanidade. E mesmo havendo um monstro dentro de todos nós... O que nos separa dos animais, é que podemos pensar, sentir, sonhar e amar. E contra todas as possibilidades, contra todos os instintos... nós evoluímos." ⁠⁠

 

 



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