História I'll Take Care Of You - Capítulo 9


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin)
Tags Abo, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Mpreg, Romance, Yaoi
Visualizações 1.700
Palavras 2.164
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


GENTE, EU TÔ MUITO NERVOSA COM ESSE CAPÍTULO EUEHUEH
Eu nem revisei, eu literalmente terminei de escrever e vim jogar ele pra vocês kkkkkk < rindo de nervoso

Eu espero muitíssimo que vocês gostem, sério mesmo.

Relevem os erros, prometo que amanhã reviso. E amanhã eu respondo os comentários do capítulo anterior também, prometo ♥♥

Boa leitura! ♥

Capítulo 9 - Cherry


Eu estava com medo, não tinha como negar algo tão óbvio e visível quanto isso. Jungkook desceu as escadas quase tropeçando nos próprios pés, e eu nem sei como Taehyung e Hoseok conseguiram chegar tão rápido ali em casa. Apenas sei que Jungkook entregou a bolsa do meu bebê e uma mochila que provavelmente tinha roupas minhas para o Tae, logo vindo correndo em minha direção e me pegando no colo.

– Kookie, eu estou com medo. – Sussurrei em seu ouvido, entrando no carro mesmo com dificuldade e já tendo Jungkook ao meu lado e me abraçando. – Não está na hora de ela nascer ainda.

Jungkook me abraçou fortemente, eu comecei a tremer, chorar, entrar em total desespero. E ele percebia, afinal não tinha como não perceber, e então ele acariciava meus cabelos e sussurrava que tudo ficaria bem, que nada de ruim nos aconteceria. E o principal de tudo, é que ele me prometia que não me deixaria, que estaria ao meu lado o tempo inteiro.

– Fica calmo, por favor. – Ele já estava quase tão desesperado quanto eu, que chorava totalmente atordoado. E então Jungkook segurou meu rosto com suas duas mãos e me encarou fixamente. – Eu estou aqui com você, meu amor. Nada de ruim vai acontecer com vocês dois, eu não vou permitir. Eu vou cuidar de você, vou estar ao seu lado o tempo inteiro. Vai ficar tudo bem.

Apenas por conta de sua calmaria em dizer aquelas palavras eu pareci me desnortear ao ponto de ficar um pouco mais calmo. Mas foi só um pouco, porque eu ainda estava com medo, ainda estava nervoso, aflito, e mais um monte de sensações que vieram a surgir justamente agora.

– Kookie, me promete uma coisa. – Pedi ainda choroso, com os olhos vertendo lágrimas, a dor se tornando a cada instante mais forte. – Se algo acontecer comigo, cuida dela. Registra ela, cuida dela, ama ela. Por favor!

– Eu já a amo. – Seu sussurro me deixou com o corpo em um estado louco de sensações, todas causadas por ele, óbvio. – Mas eu não preciso prometer isso. Vai ficar tudo bem, meu amor.

O caminho após isso não demorou muito, logo já estávamos dentro de hospital, com Jungkook me carregando em seus braços e Tae carregando as mochilas. Nós quatro fomos para a recepção, onde Jungkook só faltou gritar em total desespero para que alguém viesse me ajudar.

Eu estava a cada instante pior em questão de nervosismo e medo, mas tendo Jungkook ao meu lado eu me sentia um pouco melhor, um pouco mais tranquilo com tudo.

– Lembre-se de uma coisa. – Sussurrou Jungkook, me olhando seriamente enquanto seguia os médicos pelo corredor ainda me carregando. – Eu te amo, Cherry. E vai ficar tudo bem com você.

Eu não entendi o motivo de ele ter me dito aquilo tão de repente, mas não levou muito tempo para que ele me largasse sobre uma maca e se afastasse de mim, saindo da grande sala. Não, ele não podia me abandonar, não agora.

Eu entrei em total pânico com o afastamento dele, e fiquei gritando que nem um louco para que ele voltasse. Era questão de necessidade, eu precisava do meu Jungkookie. Ele era a minha força.

Um dos médicos tentou me tranquilizar, mas eu não conseguia me acalmar. Eu queria Jungkook. E estava decidido a ficar sem voz desde que isso fizesse ele entrar ali novamente.

– Vamos ter que dar um calmante a ele. – Outro médico disse. – Você precisa se acalmar, Sr. Park!

– Eu preciso dele aqui comigo. – Quase sem forças eu disse.

Duas enfermeiras adentraram a sala, e junto com elas estava ele, vestindo uma roupa como a dos médicos, protegido para ficar ali comigo. Um sorriso me surgiu, mesmo com dor, mesmo com medo, porque ele me passava confiança e segurança, ele me passava o conforto que eu precisava.

Jungkook segurou com força minha mão e depositou um beijo em minha testa, dizendo que tudo ficaria bem, garantindo que ficaria ali comigo.

E eu não precisava de mais nada além de sua confirmação, porque eu acreditava nele. Só isso importava.

~#~

Acordei sem saber dizer onde estava. Minha cabeça doía, meu corpo também, e um silêncio horrível me cercava. Algo quentinho estava em minha mão, e uma carícia deliciosa era feita em meus cabelos. Eu sabia que era Jungkook, porque mesmo desnorteado eu ainda reconhecia seu cheiro, e então eu sabia que sua mão era o algo quentinho que eu tinha contra minha pele.

Abri meus olhos, sentindo-os arder pela claridade. Tudo branco. Dor. Hospital.

– Cadê ela? – Me desesperei, ganhando um sorriso tão lindo que tudo em volta pareceu desaparecer.

– Ela está bem, está dormindo. Ela é linda, Minnie! – Ele continuava sorrindo para mim, meu coração acelerava só por vê-lo tão pertinho de mim. E eu queria ver minha bebê, eu queria vê-la de perto também. – E está tudo bem com você também, caso queira saber. – Ele acabou rindo.

– Eu quero ver ela. – Sussurrei, sentindo minha garganta um pouco seca. – Mas eu preciso de água antes. Seria pedir demais se eu... – Nem precisei terminar de pedir e ele já me entregava um copo com água dentro. – Você é um anjo.

Ele sorriu, pegando o copo de volta quando o entreguei. Jungkook me ajudou a sentar melhor, dizendo que minha dor era por causa do corte feito em minha barriga, e a tontura porque eu ainda estava meio que sob efeito da anestesia.

– Ela poderá ir embora junto com nós, mesmo tendo nascido antes ela é perfeita. Literalmente perfeita. – Jungkook disse risonho e baixinho, andando até uma pequena caminha que tinha um pouco distante de nós. – Eles já fizeram os primeiros procedimentos e eu quase discuti com um médico que queria tirar ela daqui. Eu fiquei de olho o tempo inteiro.

Precisei rir, vendo o amontoado de roupas em seus braços. E quando ele me entregou aquele pacotinho que na verdade era a minha filha, eu permiti que as lágrimas caíssem, porque eu esperei meses para ver como ela seria, imaginei direitinho cada detalhe dela.

E mesmo imaginando tanto... ela conseguia ser ainda mais linda do que eu esperava. Jungkook ficou perto de mim, acariciando meus cabelos enquanto observava ela junto comigo.

– E-ela é tão linda... – Eu não tinha outras palavras que não fossem essas para definir.

– Você precisa escolher um nome. – O ouvi dizer e sorri largamente, afinal eu já tinha decidido o nome dela. – Por que esse sorrisinho? Você está aprontando!

– Eu não sei se você vai gostar ou se vai se importar, mas... eu escolhi o nome dela em homenagem a você. – Jungkook me encarou e nada disse, eu o olhei de volta e sorri antes de dizê-lo: – Eu quero que ela se chame Cherry. Afinal, ela é a nossa cerejinha, não é?

Jungkook ficou em silêncio por alguns segundos, ou talvez tenham sido minutos. Ele parecia chocado com o que eu disse, mas ao mesmo tempo sua surpresa lembrava algo bom, ele parecia feliz por ter me ouvido falar tal coisa. E eu queria vê-lo feliz, eu queria que ele soubesse o quanto é importante para mim, e o quanto também será importante para a Cherry.

Quando ele se ofereceu para assumir ela como sua filha, eu pensei em colocar o sobrenome dela de Jeon, mas naquele momento era por motivos diferentes dos de agora. Quando ele me propôs aquilo, eu queria colocar o Jeon para ao menos não me sentir tão sujo por ter uma filha que não teria um pai além de mim, e também por eu não ser um ômega marcado; porém agora eu queria colocar o sobrenome dele pelo fato de eu realmente desejar ele criando ela junto comigo, cuidando dela, amando ela, sendo o pai dela junto comigo.

– Ela é a nossa Park Cherry sim. – Sorriu largamente para mim, depositando um beijo em minha testa, logo se aconchegando na maca junto comigo para ficarmos olhando para ela mais um pouco.

– Eu... aish, isso é vergonhoso. – Murmurei, permanecendo em silêncio por um breve período de tempo. – Já que você se ofereceu para... você sabe... assumir ela como sua filha... eu queria que fosse Jeon Cherry. Mas eu vou entender caso você não queira.

– Eu não me importo, Minnie. Mas você não precisa colocar meu sobrenome só porque eu sou alfa. – Comentou, voltando a acariciar meus cabelos. – Sei que você foi criado desse jeito, tendo essas “regras” para cima de você, mas eu não me importo com isso. Mas... se você faz questão, poderíamos colocar Jeon Park Cherry.

E ficou decidido, porque era um nome maravilhoso, e Jungkook era simplesmente incrível.

E era bem óbvio que eu estava apenas tentando me enganar quanto aos meus sentimentos, porque a verdade estava batendo em minha cara com força:

Eu estava me apaixonando pelo meu melhor amigo.

 

Precisei passar o restante daquele dia e mais um pouco do seguinte dentro do hospital. As complicações na minha gravidez, como quando fui parar no hospital com a leve hemorragia, fizeram com que a Cherry nascesse mais cedo, mas por sorte tudo ocorreu bem e ambos estávamos muito bem.

Quando fomos liberados para ir embora Taehyung e Hoseok vieram conhecer ela, afinal nos levariam para casa. Taehyung preferiu ficar no banco traseiro comigo e com Jungkook ao invés de ficar com Hoseok, porque ele disse que não conseguia parar de babar na sua afilhada.

Ele e Hoseok ainda não tinham filhos, mas pretendiam muito em breve. Esses dois são um casal extremamente unido, e eles são tão lindos juntos que chega a dar uma grande alegria apenas de olhar para eles.

Os dois quase choraram quando os convidei para serem os padrinhos, mas no instante em que viram ela não ficaram apenas no quase. Os dois derramaram algumas lágrimas. Quer dizer... Hoseok apenas se emocionou, mas Tae chorou de soluçar. Eu me sentia feliz por ter eles em minha vida, os conheço há muito tempo – só não tanto quanto Jungkook – e sempre nos mantivemos unidos. Eu que fui quase um cupido para ele e Hoseok, aliás.

Quando chegamos em nossa casa convidamos o outro casal para que eles entrassem um pouco, e como agora Hoseok que não queria se afastar da Cherry, acabaram por aceitar o convite. Adentramos a residência e sentamos na sala, com Hoseok ao meu lado, minha filha em seus braços e um sorriso muito bobo em seus lábios.

– A minha afilhada é o bebê mais lindo desse mundo. – Hoseok comentou de forma boba.

É um alfa bobão esse, viu?

Nossa afilhada! – Taehyung disse cheio de ciúmes, me levando a rir.

– Tem Cherry para todo mundo. – Deixei bem claro a eles, que riram junto comigo.

Em certo momento Jungkook chamou Tae para eles conversarem e ambos foram para o quarto do Jeon. Eu e Hoseok ficamos na sala, conversando sobre a Cherry e coisas normais do nosso dia a dia. Ele me deu os parabéns por minha filha, mas me xingou por eu não ter me cuidado direito ao longo da gravidez, afinal isso teria nos poupado esse susto de ela vir mais cedo.

Ele me fez prometer que eu faria diferente se tivesse outro bebê e eu fui obrigado a acatar. Hoseok estava certo, assim como Jungkook, eu não tinha me cuidado direito, e eu coloquei em risco não só a vida dela, mas também a minha – mesmo que eu me preocupasse mais com ela do que comigo. Podíamos não ter sobrevivido, nenhum dos dois, e eu perderia de ver Hoseok que nem um idiota babando em cima dela, assim como o Tae.

E eu perderia a reação de Jungkook, ou o quanto ele tinha sorrido sem parar quando falei o nome dela.

Definitivamente, eu perderia muita coisa. Eu precisava aprender a cuidar de mim, para poder cuidar dela.

No momento em que ela dormiu, resolvi levá-la para o meu quarto, onde ela ficaria também. Hoseok me ajudou, carregando ela até o quarto. Eu não podia fazer muita força por conta dos pontos, e subir as escadas com ela em meu colo não era uma boa ideia.

Não que minha filha fosse pesada, mas enfim.

Deixei Hoseok babar um pouco mais quando a colocamos no berço e resolvi ir até Jungkook e Taehyung, queria convidar Tae e seu marido para jantarem aqui em casa, uma maneira de agradecê-los por todos os cuidados comigo desde o dia anterior.

Porém travei assim que parei perto da porta.

– O que você tanto esconde, Jungkook? Isso já está até me deixando nervoso. – Ouvi a voz de Tae dizer, e eu sabia que não deveria estar ouvindo a conversa deles, mas eu estava curioso.

Eu não deveria estar ouvindo ou bisbilhotando pela porta, mas ao mesmo tempo sabia que Jungkook não me contaria tão cedo o que tanto lhe afligia. E mesmo que eu devesse respeitar seu espaço eu não conseguia evitar de ficar preocupado com ele.

Foi então que um choque me atingiu com força ao ouvir o que Jungkook disse:

– Eu sou mesmo o pai da Cherry, Tae. Eu sou o verdadeiro pai dela.


Notas Finais


NÃO É COMO SE VOCÊS NÃO SOUBESSEM, NÉ? Mas eu tive que me fazer de sonsa kkkkkkkkkk eu tive que fingir que vocês estavam errados nas teorias ueheuehue

AGORA EU VOU FUGIR ENQUANTO DÁ E NO PRÓXIMO CONVERSAMOS, OU NO GRUPO ♥♥

Perfil no wattpad: https://www.wattpad.com/user/Fabi_Park
Grupo no whatsapp: https://chat.whatsapp.com/BscsqwKTsWb7h3s6hw4wCU

Beijinhos ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...