História Illéa - Capítulo 37


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Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Anne, Aspen Leger, Carter Woodwork, Celeste Newsome, Elayna Stoles, Elise Whisks, Fiona Castley, Gavril Fadaye, Janelle Stanton, Kriss Ambers, Lucy, Marlee Tames, Mary, Maxon Calix Schreave, Personagens Originais, Princesa Daphne, Princesa Nicoletta, Rainha Amberly, Rei Clarkson, Shalom Singer, Tiny Lee, Tuesday Keeper
Tags A Seleção, América, Aspen, Comedia, Maxon, Romance
Visualizações 81
Palavras 1.806
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi ^^
Ontem não deu mesmo, achei que ia ficar de boa em casa já que a professora tinha viajado... Bem, ela foi substituída e teve aula do mesmo jeito kkkkkk
A música que a América canta é do Marcelo Rossi, mas creio que todo mundo saiba disso kkkkkkkkk

Capítulo 37 - Teste surpresa


- Creio que não falte mais ninguém.

Digo assim que todos ocupam seus lugares, Aspen estava radiante com seu novo uniforme de general, a ideia de meu tio foi genial, com a nova patente era provável que ele se concentrasse mais em mostrar do que é capaz do que em que em fazer o que não deveria no Conselho. Ele de fato merecia a promoção, mas eu apressei isso mais para que ele não se metesse em encrencas do que por real necessidade.

 - Não falta, estamos prontos para ouvir vossa excelência.

Meu tio diz.

- Meus soldados estão prontos para invadir a capital, basta dar a ordem, vossa excelência.

O general Morris diz orgulhoso.

- Não iremos atacar a capital.

Respondo me levantando da cadeira, percebi que esse fato empunhava alguma autoridade, ficar em pé enquanto eles se mantinham sentados, meu pai sempre fazia isso.

- Como não?

Morris questiona irritado.

- Olhem isso.

Aponto para o monitor e amplio a imagem.

- São escolas, a maioria creches e hospitais estão circundando toda a área do castelo imperial. Se jogarmos uma bomba ou fizemos qualquer tipo de ataque todas essas crianças e enfermos vão morrer.

Explico.

- É exatamente isso o que acontece em uma guerra, vossa excelência, pessoas morrem...

Morris esnoba, os outros riem.

- Para mim, uma guerra deve ser de exército contra exército, a população nada tem haver com as discordâncias de seus governantes! Não irei ser a responsável pela morte de todos esses inocentes! Não estarei sendo melhor que Clarkson ou que o imperador Quon se fizer isso!

Digo batendo a mão na mesa. “Você é a presidente, não a rainha, portanto haja como tal” lembro a mim mesma.

- A presidente tem razão, como podemos acusar os outros fazendo as mesmas coisas que eles fazem?

Diz Aspen que parecia procurar qualquer brecha para que notássemos sua presença ali.

- A presidente se esquece de que eles não terão piedade de nosso povo!

Foi a vez de Ross questionar.

- Eles não são organizados da mesma forma que nós! A sede da DEOE fica a leste de Angeles, estamos isolados, não há civis residindo nessa área, já o castelo fica a oeste, não há residências próximas! Motivo? Em caso de guerra o primeiro alvo é a sede! Todos aqui dentro juraram dar suas vidas pelo país, essa é a nossa função, proteger os civis! O segundo alvo é o castelo, o rei fez o mesmo juramento, não cumpre quase nada do que prometeu, mas está ciente de que pode morrer a qualquer momento! Está estrutura existe para que os civis não sejam tão afetados! E eu não vou permitir que tantos inocentes morram por culpa desse imperador covarde que usa crianças e doentes como escudo!

Digo parando para respirar por alguns segundos, todos me olham fixamente.

- É nobre de sua parte pensar assim, mas precisamos vencer essa guerra, vossa excelência tem que ter em mente o que está em jogo! Se eles chegarem aqui será nosso fim!

Morris diz, ele era o mais respeitado dos generais ali e não fazia a mínima menção em mascarar isso, sempre foi presunçoso.

- Quando o senhor fizer o favor de me deixar concluir meu raciocínio, talvez possamos falar da estratégia em si!

Digo em voz alta. Aspen sorri, meu tio tenta segurar o riso também.

- Como eu já disse a organização deles é diferente, a maior concentração de armas e de militares não está na capital e sim em uma cidade próxima, é lá que iremos atacar, tomamos a base, ficamos com as armas e enfraquecemos o exército deles, depois iremos avançando cautelosamente até as bases restantes, sei que inocentes morrerão, mas farei o possível para diminuir isso, tanto lá quanto aqui. Não quero uma matança desnecessária, nós não somos bárbaros!

Completo.

- Para evitar que apenas Illéa fique desprotegida depois do estrago que será, tentaremos fazer uma aliança entre Itália, França, Grã-Bretanha e Noruega, creio que esses países também sejam alvos da Nova Ásia, portanto terão motivos mais do que suficientes para serem favoráveis a essa aliança.

Termino de explicar.

- Vejam isso, quanto anos você tem, mocinha? É muito jovem! O que seu pai diria se visse você na presidência? Noah pare de chorar e me responda, o que acha que Shalom diria?

Morris questiona olhando para meu tio com uma expressão enigmática no rosto.

- Ele diria que não poderia estar mais orgulhoso dela, assim como eu estou, não estou chorando, mas se ela falar mais um pouco é bem arriscado que o faça. É muito orgulho para um tio só!

Ele diz tomando um líquido que eu não sei dizer exatamente o que era, creio que algum remédio, pois minha mãe havia tirado todas as bebidas alcoólicas do alcance dele.

- Seu pai fez quase a mesma coisa, América. Ele calou a boca de todos os generais, aqui nesta mesma sala, disse em alto e bom som que não ia admitir que inocentes pagassem por erros de seus governantes e foi o que ele fez na guerra contra os belgas, ele só não conseguiu impedir o massacre de seus militares em Namur, isso foi um baque para todos nós, mas ele tentou com todas as forças. Se Shalom estivesse aqui estaria orgulhoso da mulher que você se tornou. Eu confesso que fui contra a nomeação de alguém tão jovem para o cargo de presidente, mas vendo você agora vejo que ninguém aqui é mais capaz do que você, tenho certeza que você nos guiará à vitória, América Singer.

Morris diz fazendo uma reverência ao invés da continência de praxe. “Eles estavam me testando” concluo. Todos os generais aplaudem meu plano, meu tio e Aspen sorriam em aprovação. Tento parecer firme e não sorrir como uma tonta.

Minutos depois...

- Você sabia que era um teste, não sabia?

Pergunto a Aspen.

- A ficha caiu alguns minutos antes de eu entrar na sala, mas não me preocupei, você é demais, Meri, sempre foi.

Ele responde.

- E então, como é ser general?

- Eu preferia fazer parte da sua equipe, ainda tem uma vaga...

- Que eu saiba a patente de general é maior, você quer regredir ao invés de ascender? Você vai ganhar quase o dobro! Além de que raramente seguirá ordens além das minhas.

- Mas em compensação fico mais distante, acho que ser general não é tão legal assim...

Ele diz. Reviro os olhos.

- Aspen, já conversamos sobre isso...

Digo.

- Não o suficiente...

Ele revida.

- Excelência, os relatórios da divisão de inteligência já estão prontos.

Diz James.

- Quem precisa respirar, não é?

Digo indo a minha nova e sufocante sala. “É legal ser presidente? Sim, é muito legal, mas é chato também? Com certeza, principalmente quando tenho que lidar com papéis ao invés de armas...”.

Horas depois...

Olho para a foto de meu pai que estava em minha mesa, eu tinha seis meses quando a foto foi tirada, ele tinha me vestido com um uniforme da DEOE feito para caber em mim. Lembro que ele adorava essa foto e dizia que minha mãe tinha ficado uma fera, “não é apropriado para uma dama” ele ria sempre que me contava isso, era uma de suas histórias preferidas.

Hoje faz oito anos que ele fora assassinado, amanhã seria feriado nacional, o dia do exército. Abraço a foto, eu sentia muitas saudades dele.

POV Maxon

- Isso é...

O presidente diz olhando para o plano econômico que fiz, América só assumiria oficialmente semana que vêm, portanto ele ainda desempenhava algumas das funções presidenciais.

- Péssimo?

Sugiro. Era a palavra predileta do rei para se referir a meus projetos.

- Excelente! Não só vai segurar a nossa economia como irá alavancá-la já nos próximos três anos! É brilhante!

Ele diz. Cansei de escrever esse mesmo projeto e vê-lo ser amassado e jogado no lixo por meu pai.

- Note que há alguns setores marcados em vermelho, esses são os mais urgentes.

Explico.

- E o plano de governo, como anda?

O presidente pergunta ainda boquiaberto com o plano econômico.

- Ainda não concluí, mas não irá demorar mais do que dois dias.

Respondo.

- Ótimo, quero ver antes do Conselho.

Ele diz.

- Sim, excelência.

Horas depois...

Enquanto tento organizar o tal projeto de governo ouço a voz de América do outro lado do corredor, eu sabia que ali era bem o lugar onde as fotos de todos os ex-presidentes ficavam, só não imaginei o porquê de ela ter decidido cantar logo ali.

Desligo o computador e saio do quarto, assim que chego ao corredor vejo que América estava sentada no chão com um violão nas mãos olhando para a foto de Shalom Singer. Ela tinha colocado uma vela embaixo da foto. Mesmo embargada em choro, sua voz ainda era angelical.

- Deus está aqui neste momento, sua presença é real em meu viver. Entregue sua vida e seus problemas, fale com Deus, ele vai ajudar você, Deus te trouxe aqui para aliviar o teu sofrimento. É Ele o autor da Fé, do princípio ao fim, em todos os seus tormentos. E ainda se vier noites traiçoeiras, se a cruz pesada for, Cristo estará contigo, o mundo pode até fazer você chorar, mas Deus te quer sorrindo...

Ela para alguns instantes e seca as lágrimas, lembrei que hoje faria oito anos que ela tinha perdido o pai. América se faz de forte, mas por dentro é uma garota comum, com problemas, que sofre, que ri, que sempre dá um jeito de se levantar por mais forte que seja o baque. Luto contra a vontade de ir consolá-la, conhecendo América ela queria ter seu momento.

- E ainda se vier noites traiçoeiras, se a cruz pesada for, Cristo estará contigo. O mundo pode até fazer você chorar, mas Deus te quer sorrindo... Seja qual for o seu problema, fale com Deus, ele vai ajudar você. Após a dor vem a alegria, pois Deus é amor e não te deixará sofrer... Deus te trouxe aqui, para aliviar o seu sofrimento. É Ele o autor da Fé. Do princípio ao fim. Em todos os seus tormentos, e ainda se vier noites traiçoeiras, se a cruz pesada for, Cristo estará contigo. O mundo pode até fazer você chorar, mas Deus te quer sorrindo...

Ela para a música e volta a secar as lágrimas com um lenço. Seus olhos fixos na foto do pai. América enfim percebe minha presença.

- Eu gostaria de ter palavras para consolá-la, mas receio que nada do que eu diga seja capaz de amenizar seu sofrimento...

Digo me sentando junto a ela. A porta faz barulho, mas quando olho não vejo ninguém.

- Apenas fica aqui comigo um pouco.

Ela diz encostando sua cabeça em meu peito. Ficamos parados por alguns minutos até ela se acalmar...


Notas Finais


Gostaram? Amo ler os comentários de vocês, principalmente de umas pessoinhas que sumiram ^^
No próximo teremos um pouco de comédia com a participação de Nicoletta (Agora rainha)❤😉😙


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