História Iluminados: Vento Rubro - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 3.510
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shounen, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 2 - Meu Nome é Saito - I


"Por qual fim constrói limites se sabe que anseia por quebrar-los?…"

"Não há lei absoluta, ou verdade incontestável, o que há é apenas um grande vão entre ti e o céu acima de ti…"

"Faz-se pensar o quão longe podes chegar… E quão pequeno és…"

Tais palavras não deixavam sua mente... Desde muito tempo, ele achava que estas eram oriundas de um livro, ou de um grande dizer de um velho sábio, mas embora procurasse, Yuto nunca as encontrava...

Fazia-o pensar que ele mesmo havia as formulado... E cada vez que ele pensava nisto, sua mente se perdia por minutos…

— Yuto!! — Uma mulher ruiva de olhos esmeralda se aproximou. Trajada com vestes típicas de uma aldeã normal, Ann escalou o pequeno monte esverdeado. Seu olhar expressava preocupação, e estresse. — Eu finalmente te achei, ufa!...

— … — A sombra da árvore banhava seus cabelos negros e seus olhos azuis. Trajando uma jaqueta azul sobre uma camisa de pano e calça marrom, o jovem cerrou o livro que segurava em sua mão direita e lentamente se levantou da árvore na qual repousava seu corpo. — Eu já tava voltando pra loja… Apesar de achar que já cumpri o meu trabalho…

Com suas mãos em seus bolsos, o jovem caminhou calmamente através de Ann, que permanecia com um sorriso no rosto. Ao ultrapassá-la, Yuto presenciou uma calma inesperada, mas tal calma fora breve…

Um poderoso golpe fora desferido em.sua cabeça, o levando ao chão em um instante.

— A-Ai! — Grunhiu Yuto surpreso.

— Você acha que pode me enganar com esse seu jeitinho de falar, moleque?! — Disse Ann enquanto desferia mais cascudos. — Já esqueceu que fui que te criei?!!

— Tá bo- Ugh!! — Com chutes, Yuto fora levado do monte até a entrada da pequena vila. — Argh!…

Enquanto caminhavam em direção à mesma, dois jovens de roupas comuns se aproximaram, e ao rapidamente notarem o corpo do jovem lançado ao solo, não puderam conter as risadas discretas.

— Ele tá apanhando da Ann de novo!… — Comentou um deles.

— Não toma jeito hein? Hehehe...

— Eu consigo escutar vocês daqui seus malditos! — Resmungou Yuto enquanto se levantava.

— Yuuutoo!! — Chamou Ann do topo do monte. — Se eu pegar você matando o trabalho de novo, as coisas vão ficar feias!! — Declarou furiosa.

— Ok, ok! — Resmungou Yuto. — Você não pode me bater daí de cima de qualquer jeito… — Sussurrou.

— O QUÊ?!

— N-Nada!! — Imediatamente, Yuto correu na direção da vila, se apressando para chegar à loja.

Apesar de achar entediante ter de trabalhar na loja de Ann, Yuto gostava de seu dia-a-dia, dos aldeões e atésmo das broncas de Ann… Mas, naquele dia, algo estava diferente… Ele podia sentir que, no ar à sua volta, havia algo mais…

Aquele dia, mudaria seu destino para sempre…

Iluminados: Vento Rubro - Capítulo I

Em um pequeno e mal iluminado estabelecimento, Yuto passava o dia procurando por velharias e livros antigos que lá habitavam. Uma maneira de distraí-lo, já que este conhecia todos os "produtos" lá com a palma da mão…

Isso até um consumidor aparecer… O que raramente acontecia…

Após um tempo, Yuto ansiosamente deixou o ambiente escuro em busca da luz do sol. Lá estava sua resposta, no momento em que a sombra do arco da entrada alcançasse a placa de madeira posta a uns 10 metros deste, significava que seu espediente havia acabado.

— É, já deu pra mim~… — Cantarolou Yuto.

Seu corpo sentia-se leve como uma pena, era o gosto da liberdade! Empolgado, quase que saltitando em seus passos, ele adentrou a loja em busca de seus pertences, e quando o fez, algo o surpreendeu… E no mau sentido.

Dentro da loja, um pequeno homem, visivelmente idoso analisava de canto a canto os variados objetos dispostos sobre os balcões.

— Ahem! E-Em que posso ajudar? — Indagou confuso enquanto procurava por de onde ele veio.

— Ah, sim, bom dia, jovem… — Após se aproximar, Yuto pôde analisar o semblante do velho homem que lá entrara. Os longos cabelos e barbas esbranquiçados quase que por completo escondiam seu rosto enrrugado e seus olhos quase que fechados. Ele trajava um manto igualmente velho sobre seus ombros que cobria parte de seu corpo, revelando apenas a blusa de lino, calças de pano e sapatos simples que este vestia. — Que bom que encontrei isso aqui a tempo, hehe... Minhas costas já não iam aguentar mais!…

— (Hmpf, quem procuraria por este lugar?) — Pensava Yuto, afinal, aquela era uma loja escassa de qualquer planejamento. Algumas armas, materiais, livros e até mesmo comida(não em bom estado) preenchiam as prateleiras do velho estabelecimento. Nem mesmo Ann entendia, mas por ser herança de família, esta continuou a manter os "negócios" com uma vontade de aço, a mesma não fora herdada por Yuto. — Como pode ver,(fala sério…), "temos de tudo aqui!"…

— Ah! É hehe, eu pude notar que sim! Mas eu não vim comprar nada!

— É, eu entendo... — Disse em um tom cansado. — Então há outro motivo pelo qual veio? — Indagou inquieto.

— Sim! Na verdade eu vim deixar uma coisinha aqui… — Completou enquanto fuçava a mochila que carregava.

— Deixar? Tem muita porcaria aqui mas eu não sei ao certo se a gente faz esse tipo de serviço…

— Vai ser bem rápido, é de um amigo meu, ele disse que estaria aqui a qualquer momento…

— Ah, enquanto a isso senhor, eu já tava prestes a fechar… — Afirmou Yuto na esperança de cortar logo o assunto.

— Oh, é mesmo?! Esse filho da mãe sempre chega atrasado! Então o que acha de entrar a ele por mim garoto?! — Sugeriu.

— Olha, eu…

— Eu irei pagar!

— Me conte mais!…

— Bem, ele é mais ou menos alto, seus cabelos são brancos e… Hum…

— Cabelo branco… Anotado! — Afirmou Yuto. — Pode deixar comigo!

— Haha! Eu gostei de você garoto! Agora preste atenção: você deve entregar isso para ele assim que o vir! É um objeto de muito valor para ele…

Daquela envelhecida mochila de couro, uma grande objeto plano em formato circular fora retirado pelas trêmulas mãos daquele velho homem.

Um certo mistério o envolvia, já que um trapo remendado escondia sua "aparência". Porém havia algo mais… Algo além do tênue tecido… Uma energia, uma insólita vibração que era radiada até os braços de Yuto, dando-lhe a sensação de dormência.

Fascinado, Yuto retirou o trapo que o alapava, e por um brevíssimo segundo, um brilho azul ofuscou seu olhar, involuntariamente trazendo suas mãos ao encontro de suas pálpebras e derrubando o objeto, causando um ruído metálico que ressoou pelo pequeno espaço da loja.

— Agh… — Lentamente recuperando a visão, Yuto notou que o misterioso velho já não estava mais lá… — O que?!

Com pressa ele o seguiu em direção a entrada, mas ao avistar o exterior novamente, não havia nenhum sinal dele…

— Que merda!… — Lamentou voltando para o estabelecimento.

Por mais que estivesse irritado, Yuto ainda tinha seu olhar atraído para o objeto misterioso sobre o solo. Parte de sua superfície metálica fora revelada por conta da queda, permitindo-lhe deduzir que se tratava de uma espécie de escudo… Ele desejava entender o porquê de tudo aquilo, mas a raiva ainda ocupava seus sentimentos.

— Hora de terminar isso aqui…

                                …

O sol partia para repouso e seus últimos raios coloriam a vila com um laranja abrasado. O fraco movimento era notório. Algumas crianças arrebitadas ainda corriam pelas ruas atrás de um vira-lata, derrubando as cestas arrumadas e irritando aqueles que se dirigiam às suas instalações.

— Vão comer poeira seus otários! — Esbravejou o garoto que corria sem atenção pela estrada de pedra, até que um súbito impacto o cessou, arremessando seu corpo para trás com uma força intensa. — Agh!

O calor do sangue percorreu de seu nariz até a ponta de seu queixo. Seu rosto queimavave se contraía involuntariamente, arrancando-lhe lágrimas de seus olhos ora abusados.

— Kenny! — Um de seus companheiros finalmente o alcançou, mas ao por os olhos na cena, imediatamente recuou, instruindo os outros a fazer o mesmo.

— Me-me-me perdoe!! — Implorou o garoto imediatamente ao se ajoelhar no solo.

Sobre a desesperada clemência do jovem garoto, reluzia o brilho do entardecer refletido na mais fina placa de aço. Um brilho que marcava poder, e que trazia a escuridão.

Trajando armaduras finas com decorações estravagantes e quipados com as mais variadas armas, os soldados reais se apresentavam naquela vila.

Aqueles olhos mortais que o fitavam como um predador monstruoso, dotados de um brilho azul e seguidos de cores vibrantes, eles marcavam discaradamente aqueles que foram abençoados pelos Anjos, os Iluminados!

— Garoto, por acaso viu este homem? — Indagou o cavaleiro se aproximando.

Seu rosto e sua voz faziam parecer que este fosse um gigante em comparação ao corpo inábel e pequeno de Kenny.

Mesmo com medo, o jovem desviou seu olhar até o cartaz que o cavaleiro segurava, quase que por instinto. Na agonia do momento, a imagem se misturava com as lágrimas, e o frio tomava cada vez mais seu estômago.

— Ele é alto… Tem cabelos brancos... Ah eu me esqueci o resto… Ele por acaso passou por aqui? — Os longos e desarrumados cabelos loiros do homem acrescentavam um tom debochado de insanidade à sua figura, o que trazia certo desconforto.

— A-A-Ali senhor! — Apontou Kenny.

Uma taverna pequena permanecia no final da vila. Destino da maioria que fugia da tarde, dos repletos de displicência, daqueles que buscam por lazer, e acima de tudo, destino da maioria dos viajantes que pela vila passavam.

— Eu espero que seja verdade… — Ameaçou em um tom sutil enquanto se levantava, guardando consigo o cartaz de procurado.

Antes que prosseguisse seu caminho, o soldado notou algo que tocava sua tornozeleira. O vira-lata se aproximou de seu entorno, e após alguns movimentos, ameaçou urinar sobre a armadura reluzente do mesmo.

— Tsk. — Com um pequeno chute, o soldado arremessou o corpo do animal para distante de si e do resto das tropas, este que emitiu um agoniante grunhido.

— A-Agh! — Entre os calcanhares dos homens que caminhavam em direção a taverna, a poeira se dissipava, revelando a horrível imagem do pobre animal se contorcendo com grande parte de seus ossos visivelmente quebrados. — AAGHH!!!

Ao final de todo dia, a noite escura, e como o radiante sol que esconde a lua, a alegria era substituída por violência e horror.

Deuses caminhando entre homens… E não há limites ou previsões para as ações de um deus…

                                …

Embora pouco iluminado, o ambiente exalava uma atmosfera que ia de total contraste com a esperada. Risadas, cantoria e agitação tomavam conta da taverna hoje mais do que qualquer outro dia, o motivo? Não havia nenhum em especial.

A espontaneidade daquele lugar dava um certo charme ao fim de tarde agitado, e por essa e outras razões, homens e mulheres se dirigiam até o mesmo.

— Que dia… — Bufou Yuto sentando-se em um banco próximo ao balcão. — Me vê uma bebida a- Ai! — Uma pequena pancada em sua cabeça o interrompeu antes que completasse.

— Você não devia estar aqui, Ann deve estar preocupada... — Advertiu o velho copeiro enquanto ajeitava seus óculos. — E você não tem idade pra beber!

— Cara… — Bufou Yuto se inclinando para trás. Após abrir seus olhos, ele notou uma multidão que se formava envolta de um dos bancos distante do seu. Era evidente que aquele era o epicentro de toda a agitação. — O que tá acontecendo ali?…

— Ah, esse sujeito chegou aqui pedindo água, vê se pode… O pessoal parece ter gostado bastante dele e saiu comprando bebida pro bastardo, e aí ele está...

— Hahahaha!!! — Riam os homens que circundavam o "sujeito". — Faz com o nariz de novo! Hehehe…

— Vocês são chatos pra cacete hein?! — Brincou o homem pressionando logo em seguida a ponta de seu nariz de forma que a cartilagem "afundasse".

Após mais uma intensa leva de risos, a multidão de homens que aos poucos eram levados ao chão com as gargalhadas limpavam o caminho até o semblante do "sujeito". Um homem jovem de rosto liso e com feições que assemelhavam-se a um adolescente.

Um de seus olhos era azul cintilante, enquanto o outro permanecia fechado… Seus cabelos, brancos como a neve… Era ele?!

— E-Esse cara! — Murmurou Yuto.

Podia ser bastante improvável, mas ao mesmo tempo, cabelos brancos não eram algo comum por Donia. Aquele era o homem do qual o velho misterioso o avisou.

Por um momento seu corpo se inclinou na direção do mesmo, porém relutância de seus pensamentos o fizeram recuar por um brevíssimo momento. "Eu deveria mesmo entregar isso pra ele?… Aquele muito velho fugiu sem me pagar!…" Mas paralelo a esses pensamentos, havia uma força que que clamava para que fosse, e o combustível da mesma era o intenso brilho emanado do escudo que ainda permanecia em sua memória.

— Aff!… — Ao finalmente decidir, Yuto levantou-se de seu banco e se dirigiu na direção do homem, e quando seus passos cessaram e sua voz estava prestes a escapar, o badalar dos sinos da porta ressoou.

Apenas um ruído comum em um estabelecimento como aquele… Naquela ocasião, não... Ao depararem o que adentrava o local, a ressonância vibrou por todos os corpos daqueles presentes, como se os mesmos fossem ocos.

Com um passo forte e decidido, o soldado abriu o espaço a sua frente e se dirigiu até o balcão. O lugar antes repleto de comemoração e risadas despreocupadas tomou um ar fúnebre e tenso.

Espertos eram aqueles que rapidamente se ausentavam do local. Os mesmos o faziam pois temiam por suas vidas...

Mais 2 soldados entraram no local, fechando a porta completamente logo em seguida, era sinal de que ninguém mais iria sair… E para o azar de Yuto, ele fora um dos que permaneceu.

Seu corpo paralisado o impediu de realizar qualquer avanço, e lá ele permaneceu, de maneira um tanto quanto bizarra.

— Hum... — Murmurou o homem ao analisar Yuto mesmo com suas pálpebras pesando. — Eu… Te conheço.. De algum lugar?…

— Hã?

— Me veja duas cervejas, e uma para o cavaleiro ao meu lado… — Ordenou o soldado de cabelos loiros apontando na direção do homem.

Com a força e tamanho de seu corpo, o soldado empurrou Yuto para trás ao apenas se aproximar do "sujeito".

— Agh!

Com um tom ainda embreagado, o sujeito analisou o soldado de ponta a cabeça, deixando uma pequena risada escapar.

— Você é altão!… — Disse o homem. — Não veio aqui bater em mim né?…

— Não… Mas isso dependerá de você. — Respondeu o soldado o oferecendo a caneca que acabara de ser posta sobre a mesa.

— Eu aprecio a gentileza seu soldado, mas eu já bebi bastante!…

— Que pena… Eu não gosto de receber um não como resposta… Mas já que é de bebida que estamos tratando!…

Em um piscar de olhos, o soldado habilmente arranjou as três canecas entre os dedos de sua mão, logo em seguida virando-as ao mesmo tempo sem derramar uma gota sequer. Com um estrondo, as canecas foram postas sobre o balcão de novo, e o soldado emitiu um suspiro de alívio.

— A cerveja daqui é realmente boa!… — Comentou esboçando um sorriso, o que certamente não combinava com o resto de seu semblante. — Quem dera se eu tivesse vindo aqui só pra beber…

— Hehehe… Você é engraçado…

— Hmpf. Já que estamos aqui, o que acha de uma pequena queda de braço?

— Hehehe!… Tá bom, mas pega leve comigo hein, seu soldado!… — Alertou o homem preparando seu braço direito.

Ao posicioná-lo sobre a mesa, este escapou pela abertura em seu manto envelhecido e revelou o tecido carmesim de sua veste.

Amistosamente, o solado aproximou seu antebraço, seguindo para apertar sua mão com extrema força. Após um silêncio momentâneo, a disputa finalmente começou.

— Você é forte… — Comentou um soldado em um tom sério.

— Você também não é nada mal, seu soldado!…

— Se importa de me responder algumas perguntas? Ou isso vai te desconcentrar?

— Claro que não!... Pode mandar!

— Hehe, muito bem… — O duelo entre as forças de ambos parecia não ter fim. Nenhum dos braços sequer saía do lugar! E mesmo assim, era nítido a disputa que ocorria alí. Os poucos que assistiam, incluindo Yuto, permaneciam extremamente preocupado. Os soldados, além de serem autoridade máxima, eram Iluminados, o que os garantia uma força que um homem comum jamais teria! — Eu e meus companheiros fomos encarregados de procurar algo por essas terras, alguém para ser específico. Alto, cabelos brancos... Você deve conhecer não é mesmo?… — Provocou o soldado.

— Eu acho que não, mas esse cara deve ser bonitão… — Brincou o homem.

— Hmpf. A descrição coincidiu com os relatos dos caçadores e de alguns aldeões pelo caminho, mas o nome… Esse foi um problema…

Na medida em que o olhar do soldado se tornava mais sério, a força em seu braço aumentava, subjulgando assim seu oponente, que lutava para resistir.

A tensão se escalava. O peso da atmosfera devastava a todos presentes como um bloco de pedra que cairá sobre suas costas. Assustado, Yuto apenas pensava no erro que havia cometido. Certamente ele não deveria ter levantado…

— Veja, eu levo o meu trabalho muito a sério, então seria uma pena se eu acabasse julgando a pessoa errada… O nome que todos eles me deram, foi Saito…

— Opa, esse é o meu nome! — Brincou Saito.

— … O homem que estamos procurando, ele se chama Lúcifer, o Vento Rubro... A busca foi iniciada porque alguns soldados enviados à Astera o avistaram alguns dias atrás... Por que estamos procurando por ele, você me pergunta… Este homem cometeu um crime grave…

— … — Se tornava cada vez mais difícil superar a força do soldado, mas por um instante, seu corpo ficara sóbrio novamente, e seu rosto tomou um tom mais sério...

— Há 15 anos atrás, ele assassinou cruelmente a Rainha Natalie, atual esposa do Rei Midus na época... Ela era querida por todos, e muito amada… Embora passaram-se 15 anos, muitos ainda clamam por justiça… E acima disso, por vingança…

— Hum… — Com seriedade nos olhos, Saito levantou seu braço prestes a ser derrotado, virando a situação em instantes, arrancando assim um olhar preocupado do soldado. — Lúcifer... É um nome legal, mas eu nunca conheci alguém chamado assim… Eu me chamo Saito… E eu não sou o homem que está procurando…

A força extraordinária do homem trouxe espanto a todos, inclusive os soldados, que imediatamente sacaram suas armas e avançaram, sendo impedidos em seguida pelo soldado loiro ao fazer um sinal com sua mão esquerda.

— … — De pouco a pouco, a vitória se aproximava para Saito, porém subitamente, o soldado revidou com força total, derrubando seu braço no balcão em um piscar de olhos. — Oh! Hehe! Parece que eu perdi!… Tem mais alguma coisa pra me perguntar, seu soldado?

— Agh… — Seu semblante estava completamente diferente do habitual. Seu olhar sádico e louco fora substituído por um nervoso e preocupado. O suor corria pelo seu rosto com facilidade, e sua armadura nunca tão quente e pesada… Ele havia certeza de que não fora sua força que derrotou aquele homem… Mas apesar de tudo, ele precisava manter a compostura. — Não... Acabamos por aqui… — Levantando-se com calma, o soldado avançou na direção oposta ao balcão. — Obrigado pela cooperação… Saito!!

Em um movimento súbito, o poderoso soldado sacou seu machado e desferiu um intenso golpe descendente na direção de Saito, provocando uma onda de choque que arremessou tudo e todos para trás, bagunçando toda a arrumação lá presente.

— Gugh! — Grunhiu Yuto após seu corpo se chocar com uma mesa próxima. "E-Ele o matou!! Eu mal pude ver o que aconteceu!"

— Nosso trabalho está feito… — Afirmou o soldado seguindo em direção à saída.

— Ei! Seu soldado! — Chamou Saito.

— !! — Surpreso, o soldado se voltou ao homem, que lentamente se levantava dentro de um véu de poeira.

— Você esqueceu isso aqui… — Ao dissipar-se por completo, a poeira revelou a assustadora imagem: Saito, sem mesmo um arranhão em seu rosto, segurava a mão direita decepada do soldado, que ainda carregava o cabo do machado em sua mão.

— A-Auaagh!!! — Gritou o soldado ao perceber o sangue que explodia de sua mão decepada.

— Capitão! — Exclamaram os outros dois preocupados.

— Agh!! — Grunhiu Yuto assustado. "Ele contra-atacou!"

De repente, a intensa vibração do escudo se intensificou, e por uma energia desconhecida, ele fora atraído até o homem. Yuto rapidamente se jogou sobre sua mochila, impedindo que o escudo avançasse.

Com uma atmosfera ameaçadora sob seu olhar, Saito aproximou-se lentamente na direção dos soldados, guiando sua mão direita até sua cintura, prestes a sacar sua lâmina escondida.

— Vocês me irritaram...

Independente dos obstáculos, o vento sempre chega a algum lugar…

Iluminados: Vento Rubro - Capítulo I - Fim.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!


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