História Ilusão - Capítulo 6


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Categorias Inuyasha
Visualizações 97
Palavras 1.607
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Um cavalheiro


Era muito humilhante para Rin ter uma escrava em sua própria fazenda grávida de seu marido e ela não, afinal de contas eles nem tinham vida conjugal, mas o problema não era esse. Um dos maiores sonhos de Rin era se tornar mãe, e estar ali, convivendo com Sesshoumaru e vendo o quão perverso e infiel ele era, tornava esse sonho cada vez mais distante. Mesmo depois de se passar um ano e ele cumprir com o trato de lhe dar a anulação do casamento, Rin não tinha certeza se ela voltaria a se apaixonar novamente.

Provavelmente muitos rapaz de classe baixa iria querer se casar com ela devido a vantagens financeiras, principalmente do dote, mas o fato era se naraku iria permitir que Rin se casasse de novo e ainda mais com alguem de classe econômica inferior. Já era dificil um pai aceitar uma filha “ devolvida”, quanto mais casada com a gentalha, como diziam dos menos favorecidos naquela época. Mas mesmo diante desses empecilhos, Rin não podia jogar seu sonho no lixo e desacreditar de que um dia ele não iria se tornar real. Ter um marido bom e justo, filhos para alegrar a casa e muita paz era o sonho de qualquer mulher, e sendo Rin uma, ela também almejava por isso.

Suas lagrimas naquele momento não eram tanto pela escrava estar gravida de sesshoumaru, pois Rin não estava tão surpresa assim, ela inclusive já havia perdido a esperança de um dia ter um casamento real com ele, mas o choro era mais pelo modo como ela estava se sentindo, uma fracassada tanto como mulher quanto como mãe. Só que ficar ali chorando não ia resolver nada, rin se sentia sozinha naquela fazenda, ela decidiu então sair também, ir visitar os pais.

Na estrada, infelizmente ocorreu uma fatalidade. O escravo que conduzia a carruagem onde Rin estava foi morto por uma flecha e imediatamente três bandidos apareceram no caminho, foram direto até Rin. Ela ficou assustada.

- o que vocês querem? Por favor, não me matem- ela disse com sobressalto ainda dentro da carruagem.

- a gente só quer dinheiro sinhá, se você tiver, a gente não te mata- ele dizia lhe apontando um revolver.

- está aqui- rin deu a pequena bolsa que estava em sua mão. Lá tinha algum dinheiro, suas maquiagens caríssimas e algumas joias.

Mas de repente, surge um homem mascarado na estrada. Ele vestia uma calça e camisa preta,  usava uma mascara de igual cor que lhe cobria metade do rosto, a saber a parte dos olhos. O homem misterioso ainda utilizava um chapéu preto também. Era alto e aparentava ser deveras forte. Tinha uma espada prendida na lateral de sua cintura e na outra parte carregava um revolver. Ele apareceu no meio do caminho e apontou a arma para os bandidos.

- solte a bolsa dessa dama- ele disse. Os bandidos olharam para ele e riram.

- se por acaso a gente não soltar, o que o senhor vai fazer?- disse o bandido que tinha conversado com Rin. Ele saiu de perto da carruagem e começou a se aproximar do homem mascarado.

- nesse caso, terei que lutar até matar vocês.

- é mesmo?- o bandido continuou- você está armado, eu estou vendo, mas somos três homens e também estamos armados- os outros bandidos mantinham a arma apontada para o mascarado- somos a maioria e você vai perder.

- quem te disse que quantidade define o final de uma briga?- ele imediatamente, com a mão desocupada, tirou uma faca prendida em sua bota preta e acertou em cheio um dos bandidos. Os outros olharam, e essa distração serviu para o homem mascarado rapidamente se aproximar do bandido que já estava quase perto e lhe acertar um soco na face.

O outro bandido que estava logo atrás atirou, mas o tiro não pegou no homem mascarado, só que ele girou agilmente  a arma na mão e disparou, matando ou pelo menos deixando ferido esse outro bandido. Enquanto o que caiu no chão por causa do soco se levantou e saiu correndo para dentro da floresta sem ao menos olhar para trás. O homem mascarado então começou a se aproximar da carruagem. Ele olhou por dentro pela janela e viu Rin encolhida no banco, com as duas mãos sobre o rosto. Ela se assustou com os disparos e chorava em silêncio. Seu coração estava disparado.

- aqui está senhora, sua bolsa- ele abriu a porta da carruagem e mostrou a bolsa- não precisa ter medo, eu não vou feri-la- ele disse com mansidão, apesar de sua voz ser muito masculina.

Rin foi tirando as mãos do rosto e quando ela olhou para o homem mascarado, seus olhares se encontraram. Ela começou a sentir seu coração disparar de uma forma diferente.

- quem é o senhor? Por acaso estava junto com aqueles bandidos?- rin perguntou, seu olhar até tremia.

- não, eu não estava junto com eles. Eu estava passando com o meu cavalo pela estrada, quando me deparei com vossa carruagem e aqueles três bandidos. Eu te livrei deles, não há mais porque ter medo- ele viu que Rin não pegava a bolsa de sua mão, então colocou sobre o banco, do lado dela.

- muito obrigada senhor, qual é o seu nome?

- meu nome? Não carece a senhora saber o meu nome, pelo que vejo a senhora é rica e dona de fazenda eu suponho.

- mas o que isso tem haver com eu querer saber o seu nome?

- não tem nada, eu simplesmente pensei que a senhora não fosse querer saber o nome de um viajante.

- um viajante mascarado?- ela disse e sorriu para quebrar o gelo.

- sim, um viajante se mascara- ele retribuiu o sorriso-. Meu nome é Patrick, e o seu?

- eu me chamo rin, estou indo para a casa de meus pais.

- seu marido sabe disso?- ele disse olhando para o anel de ouro na mão esquerda de Rin - não é comum uma mulher casada sair sozinha por essas bandas.

- sim, eu sei, é que meu marido também saiu de nossa fazenda e eu estou aproveitando para visitar a minha familia.

- bom, então eu creio que vou ter que levá-la.

- como?- rin não entendeu direito.

- o escravo que conduzia a carruagem foi morto com uma flecha no pescoço. Isso é bem tipico desses bandidos de estrada, eles matam com a flecha para não assustar a visita com o disparo, que no caso é a senhora.

- oh Céus, que tristeza- rin se aproximou da porta para sair, e patrick a ajudou. Ela sentiu um de javour, parecia que já tinha vivido aquilo. Sua mão em contato com a dele  com ambas não querendo se separar, o estranho frio na barriga e a sensação de ter encontrado o amor. Tudo isso ela já tinha vivido com sesshoumaru pouco tempo depois de ele ter voltado da europa. Por isso, Rin, depois de ter saído da carruagem, rapidamente puxou a mão e desviou o olhar de Patrick.

- o que foi? Ainda está com medo se mim? Eu já disse que não sou bandido- ele era um homem alto.

- não, não é isso, é coisa minha- patrick percebeu que os olhos der Rin foram tomados por um brilho triste.

- seja o que for,  deve ter sido algo impensado, pois somente um tolo para ferir uma dama tão linda quanto a senhora- ele pegou na mão dela novamente e beijou.

- muito obrigada, é muita gentileza do senhor- ela sorriu alegre sentindo logo a tristeza se esvair.

- vamos?- ele lhe estendeu o braço e Rin, sorrindo, aceitou.

Ambos foram até onde o cavalo do rapaz estava. Patrick ajudou Rin montar, mas quando tocou na cintura dela, seus olhares se cruzaram novamente. Depois ele para disfarçar montou no cavalo também e em seguida saíram galopando.

- senhora, acho que terá que segurar mais forte- ele disse, sentindo Rin o abraçar pelas costas fragilmente.

Ela, com as bochechas coradas, tomou coragem e o segurou mais forte.

Em minutos, eles já estavam na entrada da fazenda dos pais de Rin. Patrick parou o cavalo e desceu, depois ajudou a jovem  descer com as mãos  em sua cintura, mas ela, já envergonhada, não conseguiu o olhar nos olhos e então a troca de olhares não aconteceu.

- muito obrigada senhor patrick, eu espero.....quer dizer....se um dia nos encontrarmos de novo, eu ficarei muito feliz- disse com uma certa tristeza e ele percebeu.

- não se preocupe, nos encontraremos em breve- ele disse e depois pegou na mão de Rin e levou até seus lábios, depois beijou- por hora eu preciso ir senhora, até logo- ele sobe no cavalo de novo, sorri para Rin e depois sai cavalgando.

Ela não sabia nada sobre aquele cavalheiro misterioso, só sabia que ele tinha um sorriso que mais parecia uma brisa num dia quente de verão, os  olhos claros, de uma cor indecifrável pela sombra da mascara, e um perfume floral, talvez das flores em contato com seus trajes na estrada. Um viajante gentil, que a salvou de três bandidos e que principalmente fez seu coração bater acelerado outra vez. Rin ficou vendo patrick partir até não ser visto mais, e de novo uma tristeza tomou seu coração.

- será que eu o verei novamente?- perguntou ela a si mesma- eu espero que sim- diz ela sem muita esperança, depois entra na fazenda. O caminho até a casa grande ia ser um pouco cumprido, a sorte foi que Rin encontrou um feitor que a levou de cavalo até a casa de seus pais.


Notas Finais


Olá pessoal

Agradeço por todos os comentarios e favoritos. Fico feliz de saber que vcs estão gostando.

Pf, de sua opiniao nos comentarios, eu amo ler cada um e me incentiva muito. 💋💋💋


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