História Ilusões da Mente - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Esquizofrenia, Historia Original, Ilusões Da Mente, Vozes
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Palavras 1.058
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá a todos! Espero que tenham tido um ótimo final de semana! Vamos agitar essa segunda feira?
Boa leitura ^^

Capítulo 5 - Seja forte



Não importa quantas vezes tento esquecer meu passado me assombra, meu presente me humilha e meu futuro? O que irá fazer comigo? Essa pergunta insiste em se fazer presente em minha mente atordoada, as coisas já não fazem mais sentido como estás palavras escritas por mim.

Por que? Por que você voltou? Por que todos voltaram agora que tentei esquecê-los? Oh não, não me atormente por favor é o que lhe peço, não me atormente.

Estou atordoada comigo mesma, estou atordoada sem saber o que fazer.

O que devo fazer?

Tentava distrair me, pois Kalel realmente estava certo, as vozes estão cada vez mais altas e em consequência mais fortes, escrever em meu diário me ajudava lá fora, mas pelo visto isso não funciona tão bem aqui dentro.

Eu não aguento, por favor parem, silêncio! Não quero isso. Sei que posso ser mais forte que isso, essas vozes fazem parte da MINHA mente, a mente é MINHA, EU quem devo ditar as ordens por aqui.

—É assim que deves pensar, se manter forte sempre é a melhor opção

Saio de meus pensamentos direcionando meu olhar a Kalel.

—Elas estão ficando mais fortes, estou tentando e espero no final conseguir... mesmo achando que as chances são mínimas.

Falo cabisbaixa, não sou essa pessoa, isso não passou de uma máscara que bem provável que logo cairá revelando meu eu que tenta se esconder.

Quando menos esperava, Kalel estava me confortando em um caloroso abraço e enxugando minhas lágrimas que, até então, não havia sentido que estavam caindo. O abraço forte agradecendo por não desistir de mim, agradecendo por não me deixar só. Ele quem manteve em mim a esperança de uma vida normal, não existem palavras que expressasse tal gratidão que sentia por si.

—Não se pressione tanto, ok? Sabes que irei entender se não conseguir acordar. Peço só para que não se preocupar tanto assim comigo, afinal, esse dever é meu.

—Você me lembra muito o Franklin, sempre se preocupando com os outros acima de si mesmo... sinto a falta dele.

—Eu sei o quanto você o ama. Ele também sente o mesmo por ti e está lá fora a sua espera mantendo-se forte na certeza de que irás acordar—Kalel separa-se de mim, fazendo com que nosso abraço se desfizesse—continue mantendo-se forte.

—Vai desaparecer novamente?

Pergunto ao ver ele dar as costas a mim.

—Eu só apareço quando precisas de mim—vira-se novamente—quando realmente precisas de mim, não posso ficar o tempo todo com ti... infelizmente... esse é um desafio que só você pode vencer, eu sou somente uma ferramenta de apoio...bom... até logo.

—Até Kalel, nos venceremos.

Vejo um sorriso de esperança abrir em seu rosto antes de Kalel desaparecer para sei lá aonde, acho que nunca saberei onde.

Algo que reparei é que quando ele está aqui ao meu lado, não escuto aquelas vozes. Acho que do mesmo jeito que elas são mais fortes, Kalel também é mais forte... Pena que o mesmo não possa ficar comigo todo o tempo. Mas é como o mesmo disse, só eu posso vencer isso.

Irei acordar e finalmente viver uma vida normal ao lado de quem amo, não sei explicar o que sinto por Franklin. Dizem que quando a gente ama nunca sabe explicar. Porquê amor não tem explicação, mas existimos e estamos aqui. Eu só quero amar te e mesmo que não faça qualquer sentido, ainda assim quero te amar.

E novamente cá estou eu, desabafando em um pedaço de papel.


[...]


—Kalel

—Sim?

—Como eu posso ter certeza de que realmente só estou em coma?

—Ligue aquele rádio—aponta para o aparelho que estava no balcão da cozinha—Franklin todo dia vem falar com ti.

Me aproximo do balcão para ligar o rádio e não demorou para que sons começassem a serem emitidos através do mesmo, me possibilitando ouvir o que estava sendo dito. Era realmente a voz dele... também sinto sua falta

“—Meu amor, todos os dias, médicos me lembram que é preciso um milagre para sobreviveres, mas continuo sendo forte por ti… Seja forte por mim, por favor”

—Eu estou sendo—havia ficado com medo pelo que ele disse sobre os médicos, literalmente só depende de mim e os únicos que acreditam...ou pelo menos tem fé que eu acorde é Kalel e Franklin—Franklin eu…

—Ele não consegue te ouvir, estais em coma, lembra?

—Lembro sim—suspiro dando as costas para sair do cômodo, acho que irei ficar no quarto e desenhar alguma coisa para distrair me um pouco, já faz um bom tempo que não desenho algo e como não há nada pra fazer mesmo—pode desligar isso já, irei lá pra cima.


[...]


Novamente um tempo se passou e novamente as vozes ficaram mais fortes, elas estão muito fortes, fortes até demais. Agora não dá, não estou aguentando mais. Peço perdão Kalel, perdão Franklin e peço perdão a mim mesma pela minha fraqueza, por não aguentar, por ser fraca e desistir. Eu tentei, realmente lutei, mas nem todas as batalhas podem ser vencidas, principalmente quando se luta contra si mesma.

—Stephany—escuto as vozes que tanto me atormentam—a gaveta da cozinha Stephany

—O que tem a gaveta?

—Uma garrafa com um líquido letal Stephany, você sabe o que fazer e também sabe que isso precisa ser feito.

—Mas…

—Mas!? Stephany! Não existe “mas”. Entenda isso logo de uma vez!

Odeio admitir, mas tinha razão, não há  mais nada no qual esteja perto de meu alcance atual. Suspiro em derrota descendo em seguida até a cozinha, quando toquei para abri-la, não me surpreendi por Kalel ter surgido ao meu lado.

—Não da mais pra mim.

—Eu sei e não posso te impedir—ele parecia estar sofrendo—Não se preocupe comigo.

Quando bebi, não me senti diferente, nada de mal estava acontecendo comigo. No momento que Kalel caiu no chão foi que entendi, não afetou a mim e sim a ele.

—Kalel!

Abaixo me no chão o abraçando firme e fecho meus olhos com força para conter minha lágrimas.

Resolvo tentar abrir os olhos e percebo que estou no hospital.


[... POV Stephany Off …]


—Kalel! Eu pensei que nun-nunca mais te ve-veria...—Stephany falava tudo rapidamente se embolando em suas palavras devido ao choro—é você, certo?

—Stephany… não—o noivo da menina afirmou sem delongas.

—Não!—gritou levantando da cama, as lágrimas ainda desciam pelo seu rosto queimando ainda mais sua alma—onde está o Kalel? Eu sei que ele existe! Ele existe, não existe?—nesse momento a garota já estava de joelhos em frente o noivo olhando em seus olhos como se pedisse para ele confirmar que Kalel era alguém real—fa-fala que sim...—Stephany disse baixo sentindo seu peito se apertar por não ouvir nenhuma resposta imediata do homem.





Notas Finais


Esse é o penúltimo capítulo, amanhã postarei o último.
Bye amoras~


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