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História Ilvermorny Girl | Sirius Black - Capítulo 25


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Capítulo 25 - Rumores


— SILENCIO


O garoto para o qual a varinha de Rhea apontava imediatamente perdeu a voz, mexendo os lábios sem emitir som. Era a quinta pessoa que Rhea azarava naquela manhã, e ainda mal tinha começado o intervalo.


Não é que ela se incomodava com as fofocas ao seu respeito, mas elas geralmente eram feitas às suas costas. As pessoas tendiam a teme-la ou admira-la quando estavam cara a cara. Rhea andava no corredor e estava acostumada a atrair olhares, mas ela sabia diferenciar quando os cochichos relacionados a ela eram boas fofocas e quando eram apenas comentários maldosos.


Estes últimas ela nunca deixava passar. 


— Dá pra você ir com calma? — perguntou Lily. As duas haviam criado um vínculo ainda maior durante o recesso, e, se Rhea ignorasse sua guarda sempre alerta, arriscaria dizer que estavam virando melhores amigas — Como a Grifinória vai ganhar pontos por responder perguntas se você continuar silenciando todo mundo?


— Não eram grifinórios — falou Marlene, que havia chegado em Hogwarts na noite passada para o primeiro dia de aula pós recesso —, pode continuar azarando sonserinos o quanto quiser. Eu é que não vou reclamar. 


Rhea rolou os olhos.


— Estavam cochichando sobre mim. — respondeu irritada. As três desciam as escadas em direção ao pátio — Olha aquele grupinho ali, olhando para cá.


Cruzavam com um grupo de garotas da Grifinória sussurrando entre si enquanto olhavam para Rhea. Não era fruto da sua imaginação. Hogwarts inteira havia tirado Rhea para Cristo.


— Perderam alguma coisa? — perguntou Rhea ao passar por elas. A da esquerda pareceu assombrada. As outras duas deram risinhos e desviaram o olhar.


Já tinham passado pelo grupo quando ouviram uma delas sussurrar. 


— Quero só ver quando ela levar um pé na bunda de Sirius e perceber que perdeu os dois caras mais gatos de Hogwarts em uma única semana. Alguém precisa avisa-la que gula também é pecado — as outras duas deram risada. Rhea sentiu o sangue ferver.


Silen...


O grupo de garotas deu um pulo, mas Lily segurou a mão da varinha de Rhea antes que ela pudesse terminar o feitiço. 


— Não vale a pena, Rhea. 


— Tem razão — Rhea respondeu, então esperou até que Lily soltasse seu braço para virar e vociferar — Silencio


Uma das garotas ficou muda, correndo escada abaixo e sendo seguida por suas amigas. Lily jogou os braços para cima.


— Você não pode azarar pessoas só porque estão falando de você! 


— Quero ver quem vai me impedir.


— Qual é! — reclamou Lily — Elas só estão com inveja porque Ben e Sirius gostam de você. São só garotas ciumentas. Você é superior a isso!


— Vou ser obrigada a concordar — acrescentou Marlene, tirando os cabelos loiros da cara —, estou em Hogwarts há menos de um dia e já sei que não há outro assunto senão Sirius e Rhea na festa da virada e no Natal. 


Rhea cerrou o cenho.


— No Natal?


Marlene confirmou.


— É. Algumas pessoas viram vocês dois abraçados andando por aí após o almoço de Natal.


Rhea rolou os olhos, tentando não lembrar do episódio da Amortentia. Sempre que parava para pensar sobre isso sentia uma raiva incontrolável de Sirius, Remo e James — e ela realmente estava tentando superar isso. 


Angie, Dorcas e Alice esperavam as três no pé da escada. Ao passo que Lily, Marlene e Rhea faziam Runas Antigas, as outras três preferiram Herbologia. Era a única aula que tinham separadas.


— E aí, Lily, Rhea — cumprimentou Alice, que também havia voltado para casa no Natal e Rhea não tinha visto desde então — Sinto muito por ter perdido a festa de vocês, mas ouvi dizer que foi o máximo!


Dorcas assentiu concordando. As seis passaram a andar lado a lado em direção ao jardim. 


— E bota máximo nisso, huh! — provocou alguém atrás delas. Rhea sentiu o corpo inteiro explodir em ódio ao dar de cara com Yuri Kruchev, o corvino nojento que havia a abordado na noite de Ano Novo — Alguns de nós até aproveitaram a ausência de outros para dar escapadinhas. 


Rhea trincou os dentes certa de que poderia invocar as três maldições de uma vez, mas Lily, que já estava ligeira para os surtos de raiva de Rhea, puxou Rhea para fora do caminho de Yuri antes que ela pudesse levantar a mão para silencia-lo. O rapaz mediu Rhea com um olhar desdenhoso e passou reto, saindo de seu campo de visão ao virar em direção às masmorras. 


— Canalha repulsivo. — praguejou Rhea, soltando-se das mãos de Lily com um movimento brusco — Aceite um fora, seu imbecil nojento. 


Mas Yuri já estava fora do alcance dos gritos de Rhea, então tudo o que a garota conseguiu foi atrair mais olhares para si. Ouviram-se risinhos aqui e ali, seguidos de alguns cochichos. Rhea ergueu o queixo e encarou um por um. Alguns alunos se dispersaram.


— Que foi que ele quis dizer, afinal? — perguntou Angie, emparelhando-se à melhor amiga e lançando olhares feios pra quem passasse — Como assim ausência de outros?


Dorcas e Alice se entreolharam. 


— Hãn... Rhea, você não ouviu os boatos? — perguntou Dorcas muito cautelosa. Rhea e Angie se viraram pra olha-la.


— Sobre mim e Sirius? — retrucou — Sim, ouvi. 


Alice crispou os lábios, trocando o peso do corpo de um pé para o outro com nervosismo.


— Não exatamente. Quer dizer... é, mas não só isso. 


Rhea balançou a cabeça com impaciência. 


— Então o que é?


Dorcas respirou fundo.


— É que... bem, Rhea... acho melhor você se sentar. 



Apesar de ser o início de um novo semestre, Sirius acordou naquela manhã feliz como se fosse férias. Era um dia perfeito. A neve parecia mais tímida, o sol tinha aparecido e ele podia jurar que via pequenos arco íris nas nuvens. Tudo estava nos trinques, e não havia ninguém no Castelo mais ansioso para levantar do que ele, certo de que nada daria errado.  


Estava enganado. 


A primeira decepção do dia apareceu no café da manhã, quando Sirius não viu Rhea na mesa da Grifinória. Ele soltou um resmungo para os amigos, pensando que talvez ela fosse voltar a evita-lo como antes. 


— Lily também não está aqui — tranquilizou-o James —, elas devem ter acordado mais cedo. Nunca a vejo no café da manhã.


— Agora temos certeza que Rhea está evitando Sirius — rebateu Remo, mordendo uma maçã — porque Lily realmente evita James de manhã. Ela já disse isso várias vezes. 


James, com sua confiança inabalável, deu de ombros e deu tapinhas reconfortantes nas costas de Sirius. Sirius forçou um sorriso, repetindo a si mesmo que era só um conflito de horários. O início das aulas era sempre difícil, muitos alunos perdiam a hora do café — como Peter, por exemplo, que chegara em Hogwarts pela madrugada e não conseguira acordar junto dos amigos. Sirius tinha certeza que encontraria Rhea pelos corredores logo logo. 


Entretanto, as coisas só ficaram mais estranhas conforme o dia foi avançando. James não foi o único a dar tapinhas nas costas do amigo — muitos garotos repetiram o gesto pelos corredores, apesar de não soarem como se o confortassem. Sirius só havia recebido esse tipo de tapinha duas vezes, uma quando alagou todo o segundo andar e fez a prova de Transfiguração ser adiada e outra quando derrubou o apanhador da Sonserina e fez a Grifinória levar a taça. Não se lembrava de ter feito nada como aquilo nos últimos dias. 


James também tinha achado muito estranho. Quando um grupo de lufanos sorriram e fizeram joinhas para Sirius, James teve um mini ataque de pânico com medo de ter perdido a data de algum jogo de quadribol e ter entregado a vitória de bandeja para a Lufa-lufa. Ele obrigou Sirius e Remo a irem até o quadro e conferirem todos os jogos do semestre para se certificarem de que estava tudo nos conformes.


Sirius realmente pensou que era o auge da esquisitisse quando passou por alguns alunos e jurou que nenhum deles emitia nenhum som. Remo falou que Sirius estava ficando louco — o dia mal tinha começado, quem azararia tantas pessoas assim? Mas Sirius tinha certeza do que vira, e uma sensação esquisita apertou seu peito. Será que Voldemort estava planejando algum ataque em Hogwarts? Ou que Bellatrix havia feito alguma coisa? Ou algo tinha acontecido com Régulo?


Os amigos podiam falar o que quisessem, mas alguma coisa definitivamente estava errada. 


Ele criou diversas teorias, mas a verdade só foi aparecer durante o almoço. 


Sabendo da preferência de Rhea pelos jardins, Sirius fez os amigos passarem o intervalo no lugar de sempre próximo ao lago. Mesmo com o frio, aquele ainda era o lugar favorito dos marotos, então nenhum deles reclamou ao se sentarem embaixo da árvore para observar os arredores. Com muito desgosto — e um pouquinho de uma satisfação que beirava a maldade — Sirius viu Benedict Smethwyck a distância em sua roda de amigos. O rapaz realmente parecia um tonto. Como Rhea conseguia passar mais de dez minutos ao lado dele? Tudo bem, ele era bonito, mas era tão parado que parecia um zumbi. E, Merlin, Sirius não podia ser o único que enxergava o quanto ele era laranja. 


— Pare de encarar, Sirius. — falou Remus, jogando-lhe um punhado de neve. Sirius desviou o olhar e enxugou o rosto com a capa — Está parecendo James com o Snape.


— Ei! — retrucou James, observando o mapa do maroto — Todos nós olhamos para Snape desse jeito! — então ele se virou para Sirius — Posso ajudar a afrontar Benedict se você quiser. Por que não gostamos dele, mesmo?


Sirius bufou.


— Por ser um idiota. — respondeu, inclinando-se para ver o mapa ao lado de James — É muito obsessivo procurar por ela no mapa? 


James deu de ombros.


— Um pouquinho. — respondeu, apontando o dedo para um dos quadrantes do pergaminho — Olha, Lily acabou de descer as escadas. Rhea deve estar por aqui. 


Sirius franziu o rosto, debruçando-se sobre James e olhando para os lados.


— Oras, o que é isso? — perguntou, o dedo sobre o nome de Peter que avançava pelo jardim — Peter não está vindo para cá. 


Falou cedo demais. Um montinho de neve surgiu sob o tecido da capa de Remo e cresceu até ficar do tamanho de um garoto. Remo pulou de susto, James e Sirius caíram na gargalhada.


— 'Tá maluco, Rabicho? — repreendeu Remo — Se transformar aqui no meio do dia? 


Peter se encolheu, mas logo abriu um sorriso divertido ao ver que James e Sirius riam.


— Foi mal, é que precisei vir correndo. — justificou-se, virando-se cheio de expectativa para Sirius — E então, é verdade?


Sirius parou de rir e franziu o rosto.


— Que você precisou vir correndo? E eu vou lá saber?


Peter balançou a cabeça.


— Não, Almofadinhas. — respondeu, balançando a mão — É verdade que está transando com Rhea di Salles?


James engasgou com a própria saliva e olhou para Sirius com uma careta muito traída. Sirius só conseguiu pensar em dar risada. 


— Está doido, é? — perguntou Sirius em meio ao riso — É claro que não. 


Peter não pareceu convencido.


— Tem certeza? 


— Que não estou transando com ela? Sim, tenho certeza. Eu certamente saberia se estivesse. 


— Qual é, Sirius? — falou James, abaixando a voz — Pode contar pra gente se estiver, não vamos contar pra ninguém.


Sirius ficou irritado.


— Por Merlim! Já disse que não! — Peter se encolheu mais uma vez — De onde é que tirou isso, Rabicho? 


Peter encolheu os ombros, apertando os dedos com nervosismo.


— Maurice me contou. — respondeu — Disse que Julian disse a ele que Theodore disse que Hendrik disse que Benedict estava uma fera, porque Hannah disse a Kelly que disse a Yuri que disse a Benedict que vocês estão transando desde o Natal, e Yuri disse a Gabe que disse a Crabble que disse a Maurice que Rhea estava dormindo na Corvinal toda noite com Benedict até o início do recesso.


Sirius piscou.


Que?


— O que Peter quis dizer — falou Remo, de repente interessado na conversa —, é que aparentemente correm boatos de que Rhea estava dormindo

com Benedict e agora o está traindo com você. E Benedict está uma fera com ela. 


— Pensei que tinha dito que Rhea disse que sequer tinha beijado Ben — falou James, tão confuso quando Sirius.


— Que vadia — resmungou Peter. 


Sirius apertou os punhos. 


Cala a boca! — ele gritou. Peter involuntariamente se escondeu atrás de Remo, fazendo-o rolar os olhos — Aquele maldito Benedict Smethwyck! Filho da... me solta, Remo! 


Remo não soltou, puxando a capa de Sirius e impedindo-o de se levantar.


— Não vou deixar você perder a cabeça com Benedict, Sirius! — falou Remo — Nós nem sabemos o que aconteceu.


—  Ah, é? Porque pra mim está mais do que óbvio! — retrucou Sirius — Não é de hoje que esse cretino espalha coisas sobre ele e Rhea! 


— Você não sabe se é Benedict que está espalhando isso! Hogwarts adora uma fofoca, qualquer coisinha vira coisão! 


James ajudou a puxar o amigo.


— Remo está certo. E se isso for tudo invenção dele, pode ter certeza que o karma vai pega-lo antes de nós! — falou James, que era o único dos quatro que havia insistido em fazer Adivinhação.


— Só se o karma se chamar Rhea di Salles — comentou Peter — porque daqui me parece que ela está prestes a lhe dar uma bela de uma surra. 


Era verdade. Os três marotos olharam para onde Peter apontava a tempo de ver um vulto de cabelos negros enfiar o punho bem no meio do nariz perfeito de Benedict Smethwyck. 


Eles se entreolhram. Então, ao mesmo tempo, se levantaram e correram em direção à muvuca. 


Rhea não parou no primeiro soco. Ela avançou sobre Benedict com uma fúria que sabia que feitiço nenhum amansaria. Os amigos de Benedict tiveram que intervir para interceptar o segundo golpe de Rhea, assim como as meninas, que a agarraram pelos ombros e a puxaram para trás. Tinha batido tão forte que não conseguiu mexer os dedos para agarrar a varinha, mas a mão esquerda logo tentou alcança-la.


— Rhea, respira!


Tinha virado o caos. Rhea sequer conseguiu ver Ben, escondido atrás de um bando de amigos que apontavam a varinha em direção a ela. Dois deles tentaram acertar Rhea com azarações, mas

os feitiços erraram e ricochetearam na grama coberta de neve. Lily tentou lançar um feitiço para defende-la, mas Rhea se debatia tanto que bateu na mão da ruiva e a fez derrubar a varinha.


EXPELLIARMUS! — gritou alguém de repente, e três figuras entraram no campo de visão de Rhea, interpondo-se entre os dois grupos. A varinha do grandalhão da esquerda voou e Sirius a agarrou no ar, tão irritado que o rosto se tornara vermelho.


James postou-se ao lado esquerdo do amigo, empunhando a varinha. Remo parou logo ao lado.


— O próximo que tentar lançar um feitiço vai terminar com a varinha enfiada no...


— É claro que você viria defender essa vagab...


— Desafio você a terminar essa frase!


— Sirius! — interrompeu Remo, puxando Sirius mais uma vez pela capa e obrigando-o a recuar.


— O que é que está acontecendo aqui, Rhea? — James perguntou, virando o rosto o suficiente para olha-la. Ela ainda tentava desesperadamente se soltar das mãos das garotas e avançar sobre Benedict mais uma vez.


Eu gonto o gue agondezeu — Benedict surgiu, estancando o sangue de seu nariz com a gola da camiseta — Rhea é louga.


Rhea viu Sirius trincar os punhos ao lado do corpo. 


— Como é que é, Smethwyck? — perguntou Sirius com desprezo — Não consigo te ouvir direito, acho que tem alguma coisa errada com seu nariz!


— Ele disse — repetiu um de seus amigos — que essa garota é louc...


— Louca? — gritou Black — É, ela é louca sim. Sabe quem mais é louco? Eu! Louquinho. Louco de pedra. Sou tão louco, mas tão louco, que juro que nenhum de vocês quer ficar aqui pra uma demonstração da minha loucura!


— Eu também sou doido! — disse James, andando até o amigo para peitar o garoto — Eu contei três doidos, já. E 'tá vendo o Remo ali? Ele é o mais doido dos três. Não é Aluado?


Remo não foi até ele, mas a carranca que colocou no rosto foi tão assustadora que dispensou qualquer aproximação.


— Pelos meus cálculos somos quatro doidos contra seis de vocês. 


— Cinco! — disse Peter no cantinho, sem ousar se juntar aos outros marotos. Sirius olhou de Peter para Benedict, então levantou a varinha.


— Se eu fosse você, agradeceria por ter só um nariz quebrado e ia embora. 


Benedict se aproximou tanto de Sirius que as testas quase se tocaram. Sirius, que era alguns dedos mais baixo, levantou o olhar para encara-lo. Pareceu durar uma eternidade até um dos amigos de Ben ir até ele e o puxar pelo ombro.


— Vamos embora, Ben. — disse ele, com os olhos presos no grupo — Ela nem vale tanto a pena.


James tornou a puxar Sirius antes que ele avançasse sobre o outro garoto. Eles deram a última encarada, antes de puxar a varinha que Sirius tinha roubado de sua mão e dar as costas.


As meninas só soltaram Rhea ao ver o grupo de corvinos se afastar. Ela não perdeu tempo, avançando na direção deles assim que se viu livre. Dessa vez foi Sirius quem a interceptou.


— Rhea, para — ele disse, mas Rhea continuou tentando desviar — Nos vingamos deles depois! Ouviu? Fazemos isso depois.


Sirius não a prendeu com suas amigas haviam feito. Em vez disso, envolveu-a com os braços. Rhea afundou o rosto em seu peito, parando de se debater ao sentir o cheiro gostoso de seu perfume no tecido gelado das roupas. Sirius beijou sua testa para acalma-la e baixou a cabeça até seu ouvido. 


— Você se machucou? — ele perguntou.


Ela balançou a cabeça.


— Estou bem. — resmungou, mas já não havia adrenalina o suficiente em seu corpo para disfarçar a dor de suas juntas, ou para esconder a vermelhidão e o inchaço. Seu rosto se curvou em uma careta, e Sirius baixou os olhos ao vê-la segurar o próprio punho. 


— Deixa eu ver a sua mão — pediu. Rhea tentou se desvencilhar, mas Sirius segurou seu braço com firmeza. 


— Caramba, Rhea — falou Marlene, surgindo ao lado dos dois — me lembre de nunca te irritar desse jeito. Que estrago!


— Você deveria colocar gelo nisso aí — sugeriu James, surgindo do nada com um punhado de neve na mão e despejando tudo sobre os dedos de Rhea. 


Todos fizeram silêncio por um instante. Sirius pegou o punhado de neve da mão de Rhea e tacou na cara de James. 


Rhea olhou para a amiga.


— Bem, ele mereceu!


— Merecia bem mais, se quer saber. — bufou Sirius, que tirava a neve da mão de Rhea com a manga de sua capa — Vem, vou te levar até a Madame Pomfrey. 


— Sirius! 


— Acha que não sei que sua cabeça diabólica já está planejando uma revanche? Não vou deixar você planejar sem mim. 


— Deixa que eu levo ela, Black. — interviu Angie — Acho que ninguém esqueceu que você está tão envolvido nessa história quanto o Smethwyck.


Sirius levantou o olhar, incrédulo.


— Você só pode estar de brincadeira, Angela.


Rhea suspirou. Não queria admitir que estava abalada. Muitos rumores já haviam sido levantados a seu respeito, mas eles sempre rondavam o fato de sua família ser adepta à arte das trevas. Nunca nada fora inventado sobre sua integridade.


Sentia-se humilhada, constrangida e enojada. A última coisa que ela queria era ficar perto de qualquer um dos garotos. Mais uma vez, Angie parecia ler seus pensamentos. 


— Foi mal atrapalhar os pombinhos, mas se Rhea vai até a Madame Pomfrey deveria ir logo — alertou Remo — Slughorn está vindo para cá e não parece nada feliz.


— Nós cuidamos dele! — disseram James e Lily em uníssono. Lily corou e eles se entreolharam antes de irem em direção ao professor. 


— Nos vemos depois, Sirius — Rhea sussurrou, soltando-se de seus braços. Precisou ficar na ponta dos pés para beijar o canto de seus lábios. 


Sirius respirou fundo, segurando o queixo da garota antes que ela se afastasse e beijando sua boca. 


— Prometo que não vai ficar assim, 'tá legal? —

ele disse — Aquele verme vai ter o que merece.


Rhea rolou os olhos e sorriu. Se dependesse dela, não ia mesmo


Após um olhar demorado sobre Sirius, Rhea acompanhou a melhor amiga até a enfermaria. Os cochichos a seu respeito haviam dobrado, mas ela estava cabisbaixa demais para encarar ou azarar qualquer um. Angie fazia um ótimo papel de escudeira, mas infelizmente não era tão assustadora quanto Rhea. Foram comentários maldosos demais até Madame Pomfrey recebe-la.


— Ah, querida, isso é facinho de arrumar. — confortou-a a curandeira, levando-a até uma das

 camas — Vou trazer uma poçãozinha pra aliviar a dor. Volto logo.


Rhea assentiu, incapaz de sorrir. Angie fez isso por ela.


— Acha que era sobre isso que Benedict queria conversar? — perguntou a amiga, sentando-se ao seu lado.


— Acho que sim. — Rhea respondeu — Alguém deve ter me visto com Sirius no Natal e contado a ele. Por isso não respondeu minhas cartas.


— Se Sirius estiver envolvido nisso...


— Não está. Ele tentou me avisar sobre Ben naquele dia da detenção, eu pensei que ele estivesse inventando coisa.


— É que não me desce que Benedict seja tão ruim assim. Ele parece ser tão legal... tão tímido. E quando você apareceu pra bater nele, pareceu que ele realmente queria apaziguar.


— Claro que o que ele queria era apaziguar, levar um murro é que não era.


Angie suspirou.


— Ainda acho que essa história está mal contada. Sei lá.


Madame Pomfrey voltou minutos depois com um copo fumegante e sua varinha. Rhea torceu o nariz ao virar toda a poção goela abaixo, mas foi o suficiente para apaziguar a dor do feitiço de reparação óssea. Pomfrey disse que era um feitiço muito simples, mas seria bom Rhea ficar ao menos durante a próxima hora em observação. 


— E aí? — perguntou Angie, tentando animar a amiga — O que vamos fazer com os corvinos?


Rhea encolheu os ombros.


— Não sei. 


Elas fizeram silêncio. Rhea sentia um nó no estômago.


— Acha que fui uma vagabunda com Benedict? 


Angie torceu o rosto.


— Nunca use essa palavra novamente, está me ouvindo? — censurou — E, não, não acho. Por que está dizendo isso?


— Se eu e Benedict estávamos juntos...


— Vocês não estavam juntos! Não é assim que namoros funcionam!


Rhea ergueu os olhos.


— Não?


— Não! Vocês já tinham falado alguma coisa sobre namoro ou sobre serem exclusivos?


— Bem... não.


— Já se beijaram? 


— Não. 


— Benedict já fez alguma coisa com você além de te matar de tédio?


Rhea sorriu, achando graça. 


— Não. 


Angie encolheu os ombros e abriu as mãos como se dissesse viu só?


— Então não estavam juntos — afirmou a amiga cheia de convicção — e, sendo assim, você é livre para beijar e sair com quem você quiser, incluindo o Black. 


— Mas ainda não entendo porque Ben inventaria que estamos juntos. 


— Rhea... — lamentou a amiga, segurando sua mão — garotos são uns idiotas. Sério. Inventam qualquer coisa para se exibirem. 


— Precisava me colocar no meio disso?


— Se foi Benedict quem espalhou a história de vocês terem dormido juntos, ele provavelmente ficou com medo de como ficaria a imagem dele quando descobriu que você estava com Sirius, aí quis queimar a sua primeiro.


— Isso é injusto.


— E é por isso que não podemos deixar barat...


A porta da enfermaria se escancarou de repente, fazendo um estrondo tão alto que fez Rhea e Angie saltarem do lugar. Lily surgiu pela abertura, toda vermelha e ofegante pela corrida. Mal conseguia falar quando se debruçou sobre a cama de Rhea. 


— Merlim! — assustou-se Angie — O que foi que aconteceu?


Lily apontou para a porta.


— Rhea... vem... Sirius... Ben... pátio. 


O que? 


Rhea e Angie a observaram com expectativa enquanto Lily endireitava-se e recuperava o fôlego. 


— Rhea, você precisa vir comigo para o pátio. Sirius acabou de desafiar Benedict para um duelo.



Notas Finais


mais um capitulo maior do que o normal (se bem a eu acho que todos vao ser mais ou menos assim daqui pra frente (?), nao sei.

espero que estejam gostando!

nao demoro pra postar o prox!! xoxoo


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