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História I'm CEO and a Super Hero - Capítulo 6


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Notas do Autor


[Arquivo de Áudio] Caso #127
[Vítima] Park Yves, 18 anos.
[Testemunha] Gael Openkowski, 23 anos, detetive.
[Gravação] 21 de Setembro de 2016, 00:15.

Capítulo 6 - O Depoimento


Fanfic / Fanfiction I'm CEO and a Super Hero - Capítulo 6 - O Depoimento

Yves: Você já achou para o céu noturno e tentou contar quantas estrelas tem ali?

Openkowski: Quem nunca fez isso quando era criança?

Yves: Pois é — breve riso. — O Winwin me disse que, segundo alguns astrólogos, é possível ver até duas mil delas a olho nu.

Openkowski: Sério? Acho que depende do lugar de onde você está olhando.

Yves: Sim, ele vivia dizendo que era uma pena as luzes da cidade ofuscarem o brilho dessas joias espalhadas pelo espaço — fungada.

Openkowski: Eu entendo — tosse. — Mas, o que isso tem a ver com o incidente?

Tudo. Tudo começou quando Winwin achou que seria romântico pegar escondido o carro do pai dele para irmos até o bosque da cidade. Lá, ele levantou o teto solar para me mostrar o quão bonito um céu estrelado pode ser, enquanto nós... conversávamos.

— Esse troço não funciona? — tento ligar o rádio do carro enquanto ele beijava meu pescoço. — Você sabe que entro no clima mais rápido com uma musiquinha de fundo.

— Ah, qual é? Na hora H até o chiado dos grilos pode soar romântico.

— Claro, Sicheng — viro o rosto assim que ele tenta beijar minha boca. — Tudo é excitante para mim já que estou deixando meu namorado de lado pra vir te encontrar.

— Não foi o que eu quis dizer — retraiu-se no banco do motorista. — Só quero matar minha saudade de você, antes que meu pai mande a polícia vir buscar o carro.

— Era só desligar o GPS — revirei os olhos. — Além do mais, não lembro de você estar com pressa da última vez — ironizo já desabotoando minha camisa branca.

Openkowski: Acho melhor deixar esses detalhes fora do depoimento.

Yves: Tudo bem, não chegamos a fazer nada disso que você pensou.

Pois, quando eu tinha acabado de montar no Winwin, um tombo vindo de cima do carro nos assustou. Ele me tirou do seu colo e pôs a cabeça para fora do veículo, xingando, através do teto solar para ver o que aconteceu. Foi então que alguma coisa o arrastou até o chão do bosque.

Aquilo me deixou aos gritos, mas logo cobri minha boca usando uma das mãos e com a outra apertei o botão que fecharia o teto solar. Fiquei deitada nos bancos da frente na tentativa de me esconder, mas não demorou muito para a janela da direita ser quebrada e que eu sentisse cinco dedos frios se entrelaçando com meus cabelos até que sou arrastada para fora do carro.

— So... cor... ro — ouço a voz rouca de Win, que também estava tossindo.

Ao olhar para o lado, iluminado pelos faróis traseiros do carro, vejo algo parecido com um mendigo rasgando a barriga do Win com as próprias mãos. Antes que eu pudesse tentar fugir, duas mãos gélidas agarrem meus pulsos e força-los contra o chão forrado de folhas secas do bosque.

Foi quando um homem praticamente se materializou em cima de mim, só que ele tinha uma pele verde e enrugada, além de olhos iguais a de um camaleão e uma boca larga, mas parecia não possuir orelhas e nem pelos.

— Fazia tempo que eu não provava um corpo de mulher — ele, que também não possuía dentes contou me lambendo entre os seios. — Até tinha me esquecido do sabor.

Então, aquela coisa começa a colocar sua mão com dedos pontudos por baixo da minha saia.

Openkowski: Se tiver acontecido o que acho que aconteceu... e você quiser fazer uma pausa, eu vou entender.

Yves: Felizmente, um zumbido impediu que isso tivesse acontecido.

Sim, um zumbido.

O monstro logo percebeu que havia uma vespa reluzente sobrevoando sua cabeça e, ao tentar espanta-la, ela pica seu enorme olho esquerdo. Seu grito acaba chamando a atenção da figura esguia que atacou Winwin, que vem para ajuda-lo, me permitindo ver que ele tinha uma cabeça de cavalo com um bico de papagaio no lugar do focinho.

De repente, um enxame de vespas aparece para ataca-los, enquanto dentre as arvores do bosque saem vários soldados de uniformes azuis usando rifles automáticos e capacetes de metal.

— Equipes B e C formem um perímetro ao redor das vítimas — disse uma mulher, usando colete a prova de balas por cima de um terno, que estava entre os soldados. — Equipe A alinhem-se e disparem quando eu mandar.

Imediatamente, sou cercada por quatro soldados e outro quarteto cerca o corpo de Winwin. Enquanto os 5 restantes ficam enfileirados na frente da mulher de pele marrom e cabelo cacheado.

— Primeiro, temos que coletar informações sobre os alvos, então... — a mulher que também usava óculos tenta explicar, mas é interrompida por disparos.

— Está na hora da caçada — falou um soldado que estava sem capacete, deixando seus cabelos ligeiramente grandes a mostra.

— Neki, pelo menos espere eu terminar de falar! — repreendeu.

Todavia, os outros quatro que estavam ao lado dele começa a atirar também. Contudo, seus tiros pareciam ser tão efetivos quanto as picadas das vespas.

Então, a criatura verde que agora já estava de pé laça o pescoço de um deles com sua longa e pálida língua e o puxa com toda a força, o fazendo vir voando em sua direção para que o outro monstro cravasse as garras no peito do soldado e bate as costas dele no chão em seguida.

Aquele rapaz aproximou-se para atirar a queima-roupa, mas o monstro do cara de cavalo arranha seu braço o fazendo largar a arma. Porém, ele não desiste e saca uma faca, conseguindo cortar o joelho da criatura, só para ser nocauteado por uma cotovelada na boca logo depois.

Dois dos soldados que cercaram Winwin abrem fogo para tentar ajudar o colega, mas aquela criatura laça o pé de um deles e puxa, o fazendo cair de cabeça na barriga aberta de Winwin. O segundo soldado se distraiu com isso e o outro monstro aproveita para pular em cima dele.

— Ei! — a mulher exclamou. — Aonde você pensa que vai?

Aconteceu que aquele tal de Neki saiu correndo e, ao passar do meu lado, me lembrei que ele estudava no mesmo colégio que eu.


Notas Finais


"Tadinha da Yves, e principalmente do Winwin".

Esse foi um capitulo diferente dos d+, então esperam que tenham conseguido entender, mas no próximo já voltaremos a nossa programação normal.



... E, como puderam ver, os híbridos daqui não são brincadeira como os de outras histórias por aí (sem farpas).


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