História I'm Guilty? - Capítulo 2


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Chenle, Doyoung, Haechan, Hansol, Jaehyun, Jaemin, Jeno, Jisung, Johnny, Jungwoo, Kun, Lucas, Mark, Personagens Originais, RenJun, Taeil, Taeyong, Ten, Winwin, Yuta
Tags Johnil, Luwoo, Markchan, Markhyuck, Taechitta, Taeten, Yaoi, Yuwin
Visualizações 48
Palavras 2.894
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Rápido, não? rsjnfas enfim, esse capítulo já estava quase todo escrito, e quando acabou acabei querendo postar logoKKK eu espero que vocês gostem dele, kiss

Capítulo 2 - II - Odeie-me;


 

2

II - Odeie-me;

 

●❯────────「Lee Taeyong」────────❮●

 

Aquilo continuava martelando na minha cabeça, mesmo que já tenham se passado boas horas.

Então, andando de um lado para o outro em uma sala que era desconhecida por mim até ontem, fico aflito.

Isso não pode ser real.

Mesmo tentando, continuo me sentindo agoniado e sufocado. Parece que eu não vim para o lugar certo.

Não. Definitivamente. Esse não é o lugar certo.

Eu tenho certeza. Afinal, me inscrevi para o curso de exorcismo.

E-X-O-R-C-I-S-M-O.

Então, por que caralhos um curso de exorcismo tem um aviso na porta dizendo coisas como “não nos responsabilizamos por sua morte” ou “pode voltar depois de morrer para tentar matar os hóspedes”?

Isso definitivamente não pode ser real.

O que diabos aquilo significava? Que alguém já morreu aqui antes? Que alguém assombra essa casa?

— Lee, sua expressão está assustadora — o japonês, recém conhecido, me avisou. Jogando no meu rosto uma almofada do sofá em que estava sentado. — São dez horas,. temos que ir para a rua para aquela reunião que mencionaram no aviso.

— Aviso… aquele aviso. — umedeci os lábios, olhando-o com uma mistura de medo e curiosidade. — Você acha que alguém morreu aqui antes?

— Lee. Só você levou aquela merda a sério. Relaxa, ninguém vai morrer. — sorriu, levantando-se.

Logo em seguida, Sicheng saiu da cozinha, limpando o canto da boca com pressa.

— Yuta… atrasados. — disse, com um sotaque forte. O Nakamoto se aproximou dele e segurou seu pulso com cuidado, puxando-o para a saída depois de dizer algo em outro idioma, provavelmente chinês.

É isso mesmo? Eles vão me deixar sozinho nessa casa do satanás que já matou gente?

Tudo bem… Tudo bem. Talvez eu só esteja paranóico.

Ou não.

Porque eu tenho certeza de que ouvi passos na escada. Passos quase silenciosos.

Aquilo não era imaginação, não era. Alcancei a primeira coisa que vi: Um esfregão. E então, fui para a cozinha, escondendo-me enquanto abraçava aquele esfregão como se minha vida dependesse dele.

E dependia. Isso, claro, se der pra bater em fantasmas com esfregões, o que eu acho pouco provável.

A escada de madeira velha rangia e um dos degraus pareceu quebrar pelo barulho alto que ouvi, em seguida, um gemido de dor se fez presente, fazendo-me pensar.

Fantasmas não gemem.

— Haechan, seu porra! — xingava a voz, parecendo irritada. — Nem agora você me deixa em paz? Precisava torcer a merda do meu tornozelo com essa brincadeira babaca? E você está rindo por quê? Para de rir, inferno!

Recordei-me de que eram quatro pessoas por casa. O garoto era, provavelmente, o ignorante que me ignorou completamente e subiu as escadas, sem dar nem um cumprimento.

Mas por que ele estava falando sozinho?

Larguei o esfregão, ajeitando minha pose antes de passar pela porta e ir até ele, parando perto da escada.

Instantaneamente, ele abaixou a cabeça e se curvou, murmurando um cumprimento, parecendo querer esconder o rosto a qualquer custo.

— Agora você me cumprimenta? — pergunto, retoricamente, tentando não parecer ignorante igual ele. — Pareceu ter esquecido disso mais cedo.

— S-sinto muito — gaguejou. — Ele vai se irritar.

O garoto se levantou e andou, quase mancando, para fora da casa. De alguma forma, ele me pareceu um tanto familiar.

Ele vai se irritar.

Talvez estivesse falando do responsável que organizou a reunião. E, talvez ele tivesse razão, o supervisor se irritaria, era melhor que eu corresse também.

Olhei para o degrau da escada, que tinha um buraco estranho, do tamanho de uma perna.

O nome Haechan me deu arrepios, e me apressei a sair da casa, porque dessa vez se eu ouvisse mais passos, não seriam de nenhum ser vivo.

Ao finalmente ir para a rua, percebi que o lugar em que estávamos era realmente macabro. Nunca gostei de florestas, porque é sempre nas florestas que o pessoal se fode. Eu sei, eu já vi mais filmes de terror do que posso contar. A bruxa de blair é a merda leve, mas eu só espero que o nível “hardcore” não seja no mundo real.

Eu odeio fantasmas. Se tiver gente morta envolvida, eu não estarei lá. E é por isso que eu vim para um curso de exorcismo, eu quero me manter bem longe dos mortos, quero deixar o morto quietinho lá.

Afinal, pra que ir incomodar o morto? Ele tá lá descansando na dele e o filho da puta vai acordar. Eu ficaria puto e tentaria matar mesmo.

Mas existem sempre um porém, e, no meu caso, é que o morto pode ter sido incomodado antes e possua algum dos meus melhores amigos. Aí eu preciso exorcizar, porque ou é isso ou é matar o meu amigo. E eu tenho medo de que eu seja assombrado em dobro, imagina meu melhor amigo morto vindo atrás de mim.

Eu não lidaria com isso.

Não mesmo.

— Lee Taeyong. Vai ficar parado na porta, ou vai vir participar da reunião? — um homem jovem, com uma barba rala e traços americanos me chamou.

— Eu? — apontei para meu próprio peito.

— Existe outro Taeyong aqui? — perguntou com sarcasmo.

Eu cheguei hoje e ele já sabe meu nome. Mas que porra, isso é sinistro pra caramba.

Andei a passos rápidos até onde os outros garotos estavam. Haviam muitos, muitos mesmo. Dentre eles, meu olhar foi para o ignorante. Ele estava com o corpo um pouco curvado, olhando para o lado.

Mas não havia nada naquele lado.

Então eu cheguei a conclusão de que o ignorante era sinistro. Bem sinistro.

— Sentem na grama, porque vai ser longo. — disse o homem, todos fizeram o que ele mandou, então também fiz. — Eu me chamo Hayden. Eu acho que vocês já devem ter percebido, mas não sou coreano. Eu gostaria que se apresentassem também… mas é muita gente, e eu já decorei o nome de todos por causa das fichas, então vocês podem se conhecer mais tarde. — Ele abriu um sorriso, que só pude descrever como sinistro.

Pra mim, tudo ali era sinistro.

— Eu vim para a coreia pelo meu trabalho. Eu sou exorcista, embora isso também seja meio óbvio. — ele riu, sozinho. — O meu trabalho era exorcizar cinco casas cheias de demônios. Mas então eu pensei, “isso não seria um desperdício?” — Não. Não seria, você tem problemas mentais. — Então eu decidi abrir esse curso, lembrando que se vocês morrerem, não é minha culpa porque vocês que decidiram vir. — ele deu um breve olhar para o ignorante, semicerrando os olhos. — Mas parece que alguns de vocês já estão acostumados com os mortos.

S-I-N-I-S-T-R-O.

Ele coçou a garganta, continuando.

— Essas casas são como um portal para o mundo espiritual. Todos os fantasmas que conhecem estão por perto, então eu sugiro que não testem nenhum ritual, até um simples como o da maria sangrenta vai funcionar, mesmo que o ritual seja feito de forma errada. Eles estão sobre o mesmo teto que vocês, apenas esperando uma oportunidade de transitar entre os dois mundos. Vocês devem ter cuidado, principalmente, com os demônios. Eles são mais perigosos que os “monstros” que vocês conhecem nas lendas.

É como eu sempre digo quando me falam de rituais: Mexer com o morto pra que? Se o morto tá feliz, deixa ele morto.

— Eu suponho que vocês não tenham recebido nenhuma recomendação, já que a maioria da turma antiga morreu… suponho que eu não deveria ter dito isso também. — outra vez, ele riu. — Bom, os mortos não vão incomodar se vocês não derem motivos para isso. Então, aprendam a conviver perto deles, porque esse é o princípio de tudo. Não importa o que aconteça, não os irrite.

Aquilo era tudo uma brincadeira, certo? Digo, uma brincadeira bem elaborada. Provavelmente foi só uma pegadinha, sim, só isso.

— Não obrigo vocês a acreditarem… a outra turma não acreditou também, por isso que quase todo mundo morreu. — ele deu de ombros. — lembrando que não podem me processar. Foi deixado vinte contratos, quatro em cada casa, vocês precisam assinar eles, é uma garantia de que eu não vou ser preso no fim disso tudo, amanhã pela manhã eu vou pedir para um espírito me entregar eles. Então, é só isso.

Um dos garotos levantou a mão.

— Sim, Doyoung.

— Na nossa casa só tem duas pessoas. — disse. — E existem outras casas que não estão com quatro também.

— Não tem problema, vou enviar quatro contratos mesmo assim, apenas deixem os que sobrarem em branco.

Outra pessoa levantou a mão.

— Yukhei. — O professor falou. — Sim?

— Por que o senhor vai pedir para um espírito levar os contratos?

— Essa é uma boa pergunta. — fez uma pausa. — Porque eu posso chantagear os mais medrosos. É só dizer que eu vou exorcizar eles que eles fazem o que eu mando — e então, ele gargalhou.

Aquele homem estava começando a parecer mais sinistro que os fantasmas.

Mas mais sinistro ainda, é que ele começou a andar para o meio do mato.

Eu imploro: por favor, que tenha uma casa naquela direção!

 

●❯────────「Ten Chittaphon」────────❮●

 

Aquele professor era esquisito, mas estava falando a verdade, provavelmente.

Sei disso porque vi muita gente dentro da casa. Era para ter só quatro hóspedes, mas vi no mínimo uns trinta.

E eu juro por deus que um deles estava com o cérebro aparecendo.

Eu sabia que era real, uma fantasia não era tão realista assim.

Deveríamos voltar para as casas agora, mas a dor no meu tornozelo estava me matando, eu não sei se conseguiria ficar de pé.

Talvez fosse um pouco dramático, mas doía muito.

Os meninos todos voltavam para dentro na casa, me levantei e logo senti as mãos de Haechan apertando meus ombros, e tive vontade de mandá-lo para o inferno irritar o capeta.

Mas ele não me ouviria.

— Por que você não me deixa em paz? — indaguei, mesmo sabendo que não teria respostas. O aperto em meu ombro se intensificou.

— Mas o que eu te fiz? — perguntaram, de outra direção.

Olhei para o lado que veio a voz, reconhecendo o Jack Frost que evitei mais cedo, ou como Hayden chamou, Lee Taeyong.

— N-não… — gaguejei, nervoso, olhando para baixo. Conversar com as pessoas não era o meu forte.

No ensino médio eu era popular, mas desde que o acidente aconteceu, simplesmente desacostumei, me transformei no garoto estranho e tímido que todos riam.

Constrangedor.

— Você precisa de ajuda, ignorante? — disse, com a voz autoritária. Senti meu corpo tremer, e Haechan havia desaparecido.

Foi em um segundo, ele reapareceu.

Mas não atrás de mim. O Jack Frost estendia a mão, provavelmente para ir me ajudar. E Haechan se colocou na frente, poucos centímetros de distância dele, com o braço dele atravessando seu corpo astral, deixando claro de que era um fantasma.

Eu odiava isso também. Odiava quando Haechan controlava o momento em que podiam tocá-lo e o momento em que não podiam.

Ele ficou visível apenas por dois segundos e desapareceu. Mas o garoto grisalho provavelmente o viu, pois ficou completamente estático, de olhos arregalados e mão estendida como uma estátua.

— E-ele… ele… — murmurou, sem piscar. — Ele atravessou minha mão! Puta que pariu, que nojo, que nojo, que nojo! — começou a sacudir sua mão desesperadamente, assustado, repetindo que aquilo era nojento.

Logo, se aproximou de mim e agarrou meus ombros.

— Você viu ele, não viu? Eu não imaginei, né? Você viu. Meu deus, me diz que viu ignorante, eu te imploro! — Ele cismava em me chamar de ignorante, qual o problema dele?

— E-eu não vi nada… — olhei para o lado, constrangido e estranhando tanto contato com outra pessoa depois de tanto tempo.

— Cristo. Deus é mais. Caralho eu enfiei minha mão na barriga dele, você não acha que eu sou louco, acha? Eu juro que eu vou chorar.

Cocei a garganta, vendo pelo canto do olho ele fungar, com os olhos marejados.

— Eu não sei do que está falando. — tento dar um passo com o tornozelo machucado e faço uma careta. Eu sempre me machucava por causa de Donghyuck, mas não me acostumava com a dor não importava o quanto a sentia.

Ele desviou a atenção dos surtos e me olhou.

— Fique claro que te odeio, ignorante. — disse, ainda com a expressão assustada. — Mas você está machucado, então eu vou te ajudar.

— Obrigado. — murmurei novamente, sem saber o motivo dele me odiar, mas sem ter interesse o bastante para questionar.

— Tem certeza que não o viu? — indagou novamente, abraçando minha cintura para me guiar até a casa.

— Tenho. — respondi, um pouco mais confortável em falar, ainda que estivesse estranhando.

— Mas era satanás. — espero que Haechan não escute isso… ele valoriza sua aparência, mesmo depois de morto. — Era horrível, feio mesmo. Podre.

— Ouvi dizer que os fantasmas ficam irritados com quem os ofende. — comentei, com um curto sorriso, fazendo-o parar de falar e me ajudar em silêncio o resto do caminho.

— Quem colocou um jornal no buraco da escada? — questionou, franzindo a sobrancelha.

O garoto chinês e magro apareceu no topo da escada.

— Eu coloquei… hm, buraco feio? — ele disse, mais como uma pergunta, parecendo não ser muito bom em coreano.

— Não faça, Dong, as pessoas podem se machucar se pisarem.

— Ok, Lee. — respondeu brevemente, o Lee continuou subindo.

E então, ele pisou no jornal, tropeçando e xingando.

— E-está tudo bem? — indaguei, mesmo sem me importar com ele. Em parte, era minha culpa ele se machucar.

— Acho que eu torci meu tornozelo. — ele grunhiu. — Me ajuda a andar, ignorante.

— Eu? M-mas…

— Anda logo!

— Eu também não consigo andar!

— Foda-se!

— Foda-se você. — cruzei os braços, indignado.

— Eu te ajudei, me ajuda. — pediu, vi o fantasma de Donghyuck de relance nos observando do andar de baixo.

— Me desculpe. — respondi, subindo com dificuldade, afastando-me dos meninos e indo ao quarto.

Eu havia conversado muito com gente viva. Mas, felizmente, ainda haviam três dezenas de mortos para falar comigo.

E sim, estou sendo irônico. Acho que não conseguirei dormir por hoje.

 

●❯────────「❂」────────❮●

 

Sempre me diziam que eu tinha uma ótima memória, por isso, não fiquei tão surpreso quando percebi que havia decorado todos os dezessete nomes dos alunos da classe. A idade deles era também bastante variada. O mais velho era Taeil, e o mais novo Jisung. Taeil com vinte e quatro, e Jisung com dezesseis.

O que me surpreendeu, foi encontrar o namorado de Haechan aqui. Ou ex-namorado. Eles estavam juntos na época do acidente, mas Mark não guarda receio algum por eu ter sido culpado pela morte de Haechan.

Ele até me cumprimentou. Mas isso apenas irritou ainda mais Donghyuck, o que resultou em uma queimadura no meu braço quando fui cozinhar algo para comer. E agora, eu estava enfaixando-o, no banheiro da casa assombrada.

Meu braço ardia bastante, mas eu estava quase deixando tudo de lado pelo tanto de gente morta me rondando com curiosidade. Parecia que eles nunca haviam visto carne queimada, ficavam me cercando e quase me ofereciam ajuda.

Eu posso me vangloriar ainda mais da minha memória dizendo que decorei o nome da maioria das lendas do pessoal que morreu aqui, tive o prazer até de conhecer a velha Daruma-san.

Eu até perguntei o que ela fazia na coreia já que ela é do japão. Mas ela não disse nada porque é grossa.

Na verdade, eu acho que Haechan fala mal de mim quando tá com os mortos. Porque eles sempre me ignoram, nem tentar me matar eles tentam. E quando eu tento conversar, eles não me respondem ou dão aqueles sorrisos feios de fantasma.

Mas quem liga? Uma assombração a menos pra me atormentar.

— Mano. — suspirei, irritado. — Se não vão ajudar, não atrapalhem, olha o tamanho do banheiro pra vocês ficarem se enfiando aqui dentro. — repreendi eles. — Quem é o cara que vai levar os contratos para o professor Hayden? Pode me ignorar, mas já era para ter levado e ele vai se irritar com você.

Um dos fantasmas saiu apressadamente, soltei uma risada sarcástica.

Covarde.

Talvez seja o convívio contínuo, mas eu não estava com tanto medo deles. Provavelmente porque sabia que Haechan não deixaria me matarem, já que se alguém tem que me matar, é ele.

Então, me sinto um pouco livre para zombar deles.

Afinal, eu só posso conversar com gente morta, por culpa de Donghyuk.

Suspirei terminando de enfaixar meu braço. Como já estava acostumado com aquilo, não foi tão difícil. Meu tornozelo também estava ruim, mas Hayden providenciou uma tala, tanto para mim quanto para Taeyong, já que não podemos sair da casa durante o ano.

É o professor que está responsável por tudo, até mesmo o dinheiro que depositam para mim eu devo pedir para que ele pegue e compre o que preciso. Eu cheguei aqui ontem, e já me sinto sufocado.

Mas não é tão diferente de como vivi até agora.

— Ignorante, você se machucou? — olhei de relance para a figura de Taeyong, os fantasmas atrapalhavam um pouco a visão, então abaixei a cabeça de volta para a pia antes de me retirar do banheiro.

Felizmente, os fantasmas não quiseram tocar em mim.

— Não vai me responder? — indagou, mal-humorado.

— Desculpe. — respondi, me curvando, tentando me afastar.

No entanto, ele segura meu braço.

— Por que você se desculpa por tudo? Não sabe conversar como gente normal? — questionou, parecendo irritado.

— E-eu...

— Para de gaguejar. Que droga. — ele soltou meu braço. — Vê se cuida direito desse machucado, entendeu?

Concordei com a cabeça, mesmo estranhando aquilo.

Por que ele estava agindo como se importasse?

Mas, me pergunto, principalmente, se ele realmente não havia me reconhecido.

De certa forma, é bom ele não lembrar… Assim eu não preciso explicar.

Assim é mais simples.

 


Notas Finais


E foi isto.

Críticas, elogios, ofensas, mimos? rs


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