História I'M Here - Capítulo 1


Escrita por: e Skylermoonsun

Postado
Categorias EXO
Personagens Lu Han (Luhan), Oh Se-hun (Sehun)
Tags Hunhan, Twoshipps
Visualizações 25
Palavras 7.105
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi pessoal eu sou a Sky, espero que gostem dessa história e que deixe o corações de vocês quentinhos.
Foi um plot feito com muito amor e carinho, baseado em um sonho que tive sobre hunhan e então eu decidi que seria genial dividir com mais pessoas a imagem bonita que tive... Boa leitura!

Capítulo 1 - Savin' me


"Catástrofe...  

    Parando para pensar, muitas questões sem respostas pousam em minha cabeça, como borboletas em um jardim, difícil acreditar que súbitamente, um estranho pensamento tenha se  apossado de mim, possivelmente do tipo que já pairou a cabeça de todos os jovens na minha idade, pois a raridade não faz parte de mim, não é algo que me faça diferente.... E é esse o ponto. Quando criança pensava ser único em todo o universo, achava que nada era maior ou maior que meu pai; Para mim o fim do mundo era o portão de casa; Ridiculamente eu achava que a lua estava me seguindo para me levar para morar com ela; Para mim as estrelas podiam ser apagadas, mas só por adultos, pois eram altos o suficiente para isso. Minha mente como criança não teve uma evolução muito grande, mesmo agora que estou entrando em terreno adulto, assombrosamente estou assustado, como um filhote perdido de seus pais, o que não passo longe de ser, crescer é diferente do que diziam. 

Meus amigos imaginários se foram, me pergunto se os matei após tomar minha primeira dose de álcool. Eu não tento apagar as estrelas, mesmo tendo a altura da minha mãe. Também não encontro mais o fim do mundo, ao passar o portão de casa. A lua já não me segue mais, talvez ela esteja ocupada; Quando se é criança, você tenta mudar o mundo, mas quando cresce... É o mundo que te muda. Eventualmente tudo muda, menos o mundo, o mundo continua o mesmo desde seus primórdios... Somente com menos motivos para se viver nele. A realidade caiu em mim, após lembrar que meu pai me dizia ser um rei e eu um príncipe, e que ele viveria por 100 anos. Da pior maneira descobri que além de não ser um príncipe... Meu pai jamais chegaria à meio século. Se você me disser que acredita, um favor eu peço:   Faça-me acreditar também. As fadas voam para longe de mim, as árvores pararam de cantar.... Meu coração está virando pedra e não existe um sapo para eu beijar. " 

   

 O diário foi fechado e novamente voltava para a gaveta, o suspiro cansado do garoto de pele branca e lábios pequenos preencheu o quarto.  Logo depois o barulho da cadeira sendo arrastada fez o quarto sair do silêncio, era mais uma noite sozinho e ele realmente não queria ficar ali, olhando para todo o cômodo. Uma ideia surgiu em sua mente e sem pensar mais, o jovem pegou sua mochila e correu para fora atrás de sua bicicleta, para logo sair sem rumo certo com ela, ele só queria ficar longe, ficar longe de tudo. 

 Os pés já estavam cansados de tanto pedalar sem rumo, ele nem sequer sabia o que estava fazendo àquela hora da noite na rua, era estupidez querer fugir de sua própria casa, mas algo dentro de si o implorava para sair e não olhar para trás, pois se arrependeria profundamente. O jovem desceu da bicicleta, suspirando ao tocar os pés no chão, ele precisava descansar um pouco as pernas. Olhou para os lados notando que estava perto da ponta, deixou a bicicleta na calçada e desceu pela grama até próximo do rio, se sentando ali e respirando fundo. Colocou a mochila sobre a grama e se deitou sobre ela, olhando para o céu e vendo o tanto de estrelas que haviam no mesmo naquela noite, o que o surpreendeu de toda forma possível. Nunca havia visto o céu tão lindo e tão cheio de vida, se perguntava se seu pai estava lá em cima o cuidando e rindo de sua falta de coragem  para com o mundo. Com um sorriso de escarnio, negou com a cabeça, não tinha ninguém lá em cima e todas aquelas estrelas... Era provável já estarem mortas. 

 Engraçado a forma que o mundo tem de nos ensinar algo sem sequer notarmos, talvez fosse o destino, sorte, coincidência ou até mesmo azar para alguns, mas no  momento em que o jovem fechou os olhos, uma mochila bateu contra seu rosto com força e logo depois um grito veio junto. 

 — Merda de mochila estúpida, merda de grama estúpida, merda de vida estúpida, merda de pessoa desastrada estúpida. — Já bufando, o  garoto se levantou, olhando para o culpado de sua "tragédia" e, no mesmo instante que iria xingá-lo, sua voz resolveu não sair e seu corpo, resolveu não se mexer. 

 — Desculpa, desculpa, desculpa, eu juro que não foi por maldade, foi um terrível acidente senhor. — O garoto menor a sua frente, se curvava e escondia precariamente o rosto machucado. 

 — Ahn... Tudo bem, não foi algo tão grave assim, só doeu meu nariz. — Não entendia porque estava tão calmo, sendo que estava prestes a descontar toda sua raiva no ser menor que si, porém a forma tão angelical do outro o impedia de erguer a voz. 

 — Machucou ? Oh, eu sinto tanto. — O garoto menor se aproximou e tocou seu rosto o fazendo se abaixar e observando seu nariz com um pequeno arranhão e tudo foi tão rápido, quando viu já tinha um pequeno curativo lilás na ponta de seu nariz o deixando estupidamente infantil e ridículo, mas isso era algo que no momento ele não ligava. — Se quiser, posso também dar um beijo para sarar, quando acordar, não irá doer nadinha… — o jovem balançou sem notar a cabeça e então sentiu os lábios macios e delicados tocarem a ponta de seu nariz em um gesto carinhoso e simples.  

 — O-Obrigado… — ainda sem entender direito, o jovem se curvou e voltou a se sentar. 

 — Eu... Eu me chamo Luhan e você Hyung ? — o agora nomeado Luhan se sentou ao lado do jovem de expressão séria, que sem olhar para o mesmo respondeu. 

 — Me chamo Sehun, como sabe que sou seu hyung ? — Sehun arqueou uma sobrancelha e olhou para o menor. 

 — Sua mochila... mostra que esta dois anos na minha frente. — Luhan sorriu e apontou para a mochila de Sehun e logo depois para a sua. 

 — Você é bem detalhista Luhan. — A noite começava a esfriar e Sehun notou quando o menor se encolheu e sorriu olhando para o rio a sua frente. 

 Sehun não entendeu bem porque fez aquilo, mas apenas retirou sua jaqueta e passou sobre os ombros de Luhan o protegendo do frio, ato que fez Luhan olhar para ele com os olhos brilhando e um sorriso encantador. Luhan aproximou-se e puxou o braço de Sehun o abraçando dessa forma e passando um pouco de seu calor para o mais velho. 

 — Você é uma boa pessoa, consigo sentir isso... É uma pena eu ter que ir, o que acha de irmos ao cinema amanhã, assim poderei devolver sua jaqueta. — Luhan ergueu seu rosto e aproximou os lábios da bochecha de Sehun a selando com carinho e logo se levantando. — Amanhã nos encontramos aqui ás cinco horas.... Não se atrase Sehun-ah.  

 Sehun tentou ligar os fatos após o último acontecimento, porém sua mente estava tão confusa, afinal, quem era Luhan? Porém deixaria suas indagações para outra hora, no momento enquanto andava com sua bicicleta de volta para casa, a única coisa que pensava era...  

 O que irei vestir amanhã? 

 

 

 

 

 

 

 

Existem pouquíssimas coisas que fazem alguém se encantar por uma pessoa que a pouco tempo nem existia em sua vida. Ninguém nunca havia encantado Sehun dessa forma, ele já simpatizou com estranhos, como JongIn, ele realmente adorava o amigo que a alguns meses era um total desconhecido. Mas Luhan era diferente de Jongin, Luhan tinha feito Sehun se encantar de uma forma tão bonita, que mesmo sendo conhecido por seus atrasos, dessa vez Sehun queria chegar na hora, por isso estava correndo tanto enquanto ainda fechava os botões da camisa... Mesmo assim... 

 — Você está atrasado Sehun, o que já é um ponto a menos pra você me conquistar, estou decepcionado. — A voz doce de Luhan fez o coração de Sehun se apertar. 

 — Desculpa Luhan, eu não sou bom com horários e.... Espera, te conquistar ? — Sehun estava ofegante e engoliu em seco olhando para o garoto a sua frente, que história era essa de conquista-lo. 

 — Uhum, me conquistar, você não quer ? Senti algo por você Sehun-Ah, eu quero tê-lo em minha vida. — Luhan se aproximou do maior e sorriu, pegando um lencinho branco e levando até o rosto de Sehun o secando com cuidado. — Mas irei deixar passar dessa vez, pois pelo seu estado, noto que tentou chegar no horário… — A risada de Luhan preencheu os ouvidos de Sehun, o fazendo corar com aquilo e seu coração disparar de imediato. 

 — Obrigado. — Foi tudo que disse, e então, lá estava novamente Luhan o surpreendendo ao arrumar os botões de sua camisa e logo o puxar pela mão... Luhan era real ?! 

Naquele momento, somente dois pensamentos rondavam a cabeça de Sehun: O quanto Luhan era lindo e que se fosse possível escolher de quem gostar, ele escolheria Luhan. E talvez nesse pensamento puro e honesto, o destino tocasse suas mãos. 

 — E então, que filme vamos ver ? — Sehun disse enquanto andava ao lado de Luhan, vendo o menor se divertir com as folhas secas que caiam das arvores com a chegada do outono.  

— Vamos ver um de terror, assim posso ter uma desculpa para me refugiar em seus braços. — Luhan sorriu e Sehun se engasgou com a saliva pela sinceridade do menor. 

 — Você é tão sincero que dá medo. — Sehun suspirou e enfiou as mãos nos bolsos da calça. 

 — Temos somente uma vida para viver, temos pouco tempo também, então me diga Sehun... Para quê fingirmos e escondermos o que nós queremos? Prefiro dizer logo de uma vez, evita coisas desnecessárias e tempo perdido. — Luhan sorriu e lá estava ele novamente grudado ao braço de Sehun, enquanto andava desviando das folhas secas. 

 — Você é real Luhan ? Eu já criei tantas coisas na minha cabeça, não me surpreenderia se você fosse mais uma dessas ilusões.... 

 — Eu sou real Sehun, tão real quanto você. Acho que descobri porque gostei de você e porque joguei minha mochila na sua cara... Dois loucos sempre se encontram. 

 — ESPERA!! Você jogou a mochila por querer no meu rosto ? — Sehun parou e se virou chocado para o menor, que ria descontroladamente.  

 — Queria chamar sua atenção. — Luhan disse firme e como se fosse a forma mais normal de chamar a atenção de alguém. 

 — Você podia ter dado oi... Sei lá, era necessário a agressão ? 

 — E me diga como eu seria único, se eu não tivesse uma forma única de fazer cada coisa? — Luhan disse sério e Sehun o olhou da mesma forma, realmente, tudo que Luhan fazia tinha que ser único como ele. 

 — No meio do filme... Tentarei beijá-lo. — Sehun disse e sorriu de canto voltando a andar. 

 — E eu negarei, para deixar as coisas mais difíceis, pois já estou sendo muito fácil.  

 Sehun deu uma risada alta com aquilo, Luhan era único. 

 

                                                     

  

 

  

Quando Sehun chegou à frente da casa de Luhan na manhã seguinte, suas mãos suavam e seus olhos ardiam, seu coração ainda não havia se acalmado do pesadelo que teve pela noite, ele correu o mais rápido que pode para encontrar Luhan e esquecer de vez aquilo. 

 Assim que Luhan saiu para fora o coração de Sehun disparou e ele sorriu para o menor, que correu até ele, se jogando em seus braços e o abraçando. 

 — Você não me deu um bolo... Bom garoto. — Luhan se afastou, porém franziu o cenho em preocupação, os lábios de Sehun sorriam, mas seus olhos estavam assustados. — Não vamos para aula hoje... Vamos para o meu esconderijo. 

 Sem esperar uma resposta, Luhan já puxava Sehun, entrelaçando seus dedos aos do maior enquanto parava um ônibus e entrava no mesmo.   

Sehun não sabia o porquê estava confiando tanto em Luhan, até o dia anterior, ele era um total estranho e agora... Ele deixava Luhan o levar para seja lá onde for. 

Os olhos de Sehun estavam somente nas mãos unidas, ele estava se sentindo completamente seguro e sorriu com aquilo, suspirando e apenas aproveitando estar ao lado do outro.  

— Dizem que é possível sê apaixonar à primeira vista e então com o tempo, o amor nasce e cresce, tomando conta de nós. Mas acho que no nosso caso é diferente, já faz um tempo que eu vi um garoto sentado nas margens de um rio, ele estava distante e apreciava as estrelas, como por mágica, jurei ver asas naquele ser, porém ignorei pois estava de noite e eu estava cansado, mas sabe... Existem anjos entre nós e por terem cometido algum pecado em suas vidas passadas, nessa vida eles sofrem perdendo suas asas, mas a presença de suas asas continuam ali. E alguns, ao encontrar um anjo castigado,  conseguem ver elas por alguns instantes... O garoto era você, foi quando me apaixonei, mesmo sem saber seu nome ou o motivo da sua dor, eu acreditei que você era um anjo. As vezes cometemos erros em nossas vidas, pensamos acertar e logo notamos que erramos. Mas com você, sei lá… Sinto que não terei esse sentimento de erro.

A voz doce de Luhan se calou e ele suspirando se aconchegou em Sehun, ele não queria uma resposta, Luhan só queria que Sehun soubesse o que ele significava para si. 

— Você tem noção que para outras pessoas, o sentimento que estamos criando, é loucura… — Sehun sussurrou para Luhan. 

— As outras pessoas, a maioria delas,  não conheceram o amor, não o amor verdadeiro... 

Sehun sorriu e quando ia dizer algo, Luhan já estava o puxando e descendo do ônibus.   

— Eu tenho um sonho... Você está nele. — Luhan falou baixo enquanto arrastava Sehun para perto de um bosque  

— Nos conhecemos ontem, como é que eu posso estar no seu sonho ?  

— Meu coração conhece o seu de outra vida...  

— Não acredito em outras vidas, Luhan. 

— Tudo bem... Vou acreditar por nós dois. — Luhan sorriu e começou a correr, trazendo junto de si Sehun que apenas ria e acompanhava o outro 

Pararam somente ao chegar perto de uma enorme árvore, Luhan logo parou abaixo dela. 

 — Conte-me seu sonho Luhan 

— Meu  sonho é ter meu primeiro beijo, exatamente embaixo dessa árvore....  

— É um sonho bonito... Você devia realizá-lo... 

— Eu vou… — Luhan sorriu e puxou Sehun pela camisa, aproximando seus corpos e roçando os narizes, apenas sentindo a respiração um do outro. 

Talvez em algum lugar, alguém estivesse os observando e para ajudar a acabar de vez com o clima de suspense,  o vento resolveu bater e assustar Luhan, que acabou indo para frente e então... Os lábios de ambos se tocaram, ali dois corações batiam com rapidez e força, dando a certeza de que para o amor, tempo é somente para se fazer poesia. 

                                                   


X



O mundo de Sehun era um céu negro, porém quando Luhan chegou, as estrelas vieram junto e então... Ele soube o que o amor era capaz de fazer. O diário novamente era fechado, após contar mais coisas do dia com Luhan, como a forma linda que Luhan sorria ao tomar sorvete e se sujar, ou como ele corria de Sehun entre as árvores... Era estranho, mas o quarto, não parecia mais tão assustador assim. 

— Querido... Quer jantar, posso trazer até aqui. — uma voz doce e gentil ecoou pelo corredor, fazendo Sehun sorrir, a mudança começaria agora. 

Sehun se levantou e abriu a porta, assustando a mulher ali fora, com um sorriso que a mulher já não via a anos, ele a abraçou.  

— Vou jantar com você mamãe... 

Talvez, por algum motivo, Sehun tivesse ganhado uma nova chance e ele mergulharia de cabeça nela.

                                                                       


X 



— Me conte como foi sua noite. — Luhan tinha um pirulito na boca, enquanto abraçava o pescoço de Sehun, com as pernas em sua cintura se segurando. 

Sehun sorriu e ajeitou o corpo do menor em suas costas, continuando a andar. 

— Jantei com minha mãe, a comida estava ótima, escutei um pouco de música enquanto lia e depois fui dormir.... E a sua ? 

— Legal, tenho que conhecer sua mãe. Bom, eu  apenas fiquei pensando em você e escrevendo. 

— Escrevendo o que ? Então fica pensando em mim... Que romântico.  

— Calado Sehun, seu bobo... Eu estava escrevendo uma história. Sobre nós.  

Sehun parou de andar e virou o rosto o máximo que pode, olhando para Luhan 

— Você é meu anjo, na minha história... Voamos juntos. 

— Você devia ser escritor  

— E você deveria ser meu. 

Os olhares se mantiveram conectados, e naquele momento, ambos os jovens podiam jurar ter sentido a flecha do cúpido os atingir.                   


                                

X 



"Seria estranho dizer, que Luhan não estava mexendo comigo, fazia somente duas semanas que estávamos nos vendo e ele já fazia parte da minha vida, Luhan era minha calmaria e eu a tempestade dele. Eu achava surreal ele ser como era, parecia que a vida para Luhan, era fácil de ser vivida, não existia nada que ele não pudesse resolver... Ele podia me resolver." 

 — Posso ler seu diário?  

— Uaaa como entrou aqui Luhan ? — Sehun fechou o diário e se levantou, sendo recebido pelo pulo que Luhan deu em seu  colo. 

— Vim te ver e você não atendeu, mas eu te vi pela janela. A porta estava aberta e eu entrei, comece a trancar as portas. Então você tem um diário... Que sexy! 

— Não zoa. — Sehun resmungou e luhan sorriu, dando um selar em seus lábios e descendo de seu colo.

— Me deixa ver o que tem nele ? — Luhan tentou pegar o diário, porém não teve êxito, Sehun o impedia com a maior facilidade  

— Talvez eu deixe você ler ele, daqui um tempinho, agora… — Sehun deu um sorriso e abraçou Luhan pela cintura, o apertando contra si e roçando ambos os narizes. — O que veio fazer aqui? É feriado gatinho... 

— Gatinho ? Gostei... Exatamente, é feriado e eu vim te ver porque não aguento ficar longe. — Luhan ergueu os pés e beijou os lábios de Sehun. 

— Você é tão manhoso.  

— Com você... 

— Só pode ser comigo mesmo, tsc  

— Bobinho, o que vamos fazer ?  

— Hmmm... Ficar na cama o dia todo, o que acha? — Sehun foi andando até a cama, ainda sem soltar Luhan, o mesmo sorriu concordando. 

Sehun deitou Luhan com cuidado sobre a cama, sorrindo ao ver as bochechas do outro corarem quando ele se deitou sobre seu corpo. 

— Você é pesado, Sehun... 

— Admita que gosta do meu peso. 

— Talvez sim, talvez não...

— Então eu saio. — Sehun apoiou a mão no colchão, pronto para se levantar, porém foi impedido pelos braços de Luhan, que o prenderam contra si  

— Eu gosto… — sussurrou baixinho. 

— Eu sei. — Sehun sorriu e então uniu seus lábios aos de Luhan, em um beijo quente e apaixonante, Luhan mexeu um pouco as pernas e então Sehun as separou delicadamente, ficando entre as mesmas e abraçando a cintura de Luhan, deixando os corpos mais que colados, estavam tão juntos que contrariavam a lei de que dois corpos não ocupam o mesmo lugar. 

Porém tudo que é bom acaba cedo demais, enquanto ambos se beijavam com todo amor e desejo exalando de ambos os corpos, a mãe de Sehun subia as escadas, logo chegando ao fim da mesma e parando em frente a porta de Sehun a abrindo. 

— SEHUN.... 

Os corpos se se separaram em uma velocidade incrível, os lábios vermelhos, cabelos bagunçados e respirações ofegantes, sem ter como inventar uma desculpa, por mais perfeita que fosse . 

— Mãe eu... Eu posso explicar.  

— Esse é seu namorado ?  

— Ahn... O que ? 

A mãe de Sehun andou até Luhan e o pegou pela mão o ajudando a se recompor, logo dando um selar em seu rosto e arrumando seu cabelo.  

— Muito prazer, sou Oh Rania, que filho desleixado que nem pra apresentar o namorado serve.— Rania deu um tapa na cabeça de Sehun, que soltou um gemido de dor. 

— Mãe.

— Olha como você deixou o pobrezinho, ele está mais vermelho que um tomate, tranque a porta na próxima vez, não desejo ver mais do que devo. 

Luhan permaneceu calado, até segurar uma risada e então se curvar diante da mulher. 

— Me chamo Luhan, senhora Oh, é um prazer conhece-la. Sehun me disse que era bonita, mas eu não esperava que fosse tanto. 

— Ah como é educado e gentil, porque você não é como seu namorado, Sehun?  

— Mãe… — novamente Sehun era interrompido pela mulher que parecia eufórica com Luhan, pois logo o estava  puxando para fora do quarto e indo para a cozinha. 

— Vá comprar chá e pães quentinhos, vou fazer um bolo para o Luhan e ele me ajudara, certo ? 

— Sim, senhora Oh. 

— Mas.... Luhan, me chame de Rania. 

— Mãe.... 

— Agora Sehun! 

Sehun bufou e então Luhan sorriu indo até ele e dando um pequeno selar em seus lábios. Logo ele já estava fora da casa indo comprar o que a mãe havia pedido. 

— Gosta do meu filho ? — a mulher parou de pegar os ingredientes e encarou Luhan que engoliu em seco com seu olhar. 

— Eu amo ele. 

— Então devo pedir algo... 

— O que...? 

— Não o machuque, Luhan. Meu filho é alguém difícil de lidar, passou por muita coisa entende, mas é um bom garoto, grosseiro, mas bom menino.... Ele tem um brilho diferente com você, algo que não via fazia anos, você faz bem pra ele, continue assim e não teremos problemas. 

— Meu único objetivo na vida é fazer ele feliz, Rania... O sorriso dele faz meu mundo ter cores, ele da vida a tudo que toca. 

— Ele deu vida a você então.... 

— Pode se dizer que sim. 

Rania suspirou e se aproximou de Luhan 

— Acontece que tudo que vive. .. Um dia morre. 

Luhan fechou o pequeno sorriso que havia dado e franziu o cenho, respirou fundo se controlando para não se irritar com a mulher. 

— Por ele, eu me torno imortal. A senhora quer que eu te de uma prova de que o amo de verdade, mas não preciso dar isso para você, eu provo para ele todo dia e vou continuar fazendo isso até o fim da minha vida e não vai ser suficiente, eu vou encontra-lo na próxima vida e ai... Vamos nos amar mais uma vez... Eu sempre, sempre e sempre irei o encontrar. 

— Cuide do meu filho. 

— Eu já cuido. 

— Obrigada. — a mulher sorriu, fazendo Luhan ficar confuso, porém ignorou, voltando a arrumar tudo para fazer o bolo. 

Sem saber, Luhan ja havia dado uma prova de seu amor, sua sinceridade com Sehun.  O amor não se fala, ele se sente e se mostra... Nos olhos e na boca de Luhan, dava para  ver o amor. 

                                                                             


X 



— Acha que me ama ? — Luhan acariciava o braço de Sehun lentamente, enquanto o mesmo o apertava contra si. 

— Não sei, você me deixa bem e faz meu coração bater com força... Mas pra que rotular se nos amamos ou não?  O que é o amor afinal, uma simples frase, acho que somos mais que isso. Não sei quando vou dizer te amar, talvez seja hoje ou amanhã, talvez em um mês, talvez em um ano ou vinte... 

— Vinte? Então espera que eu fique por vinte anos, Sehun. 

— Espero que fique a vida toda. 

— Talvez eu fique. 

— Talvez eu já te ame. Você é complexo, nunca me fala de você, então começa... 

— Sehun.... Aaah que chato, ahn não tem muito o que dizer de mim, sou desinteressante.

— Eu gosto de você ser desinteressante 

— Idiota... Bom, sai de casa faz um bom tempo, nunca me dei bem com minha família, então tentei ter minha vida. Não faço a mínima ideia do que eu quero ser, mas espero descobrir um dia. Já faz muito tempo que estava procurando algo que colocasse cor no meu mundo, minha alma já estava azul e quando isso acontece, o mundo fica cinza, mas agora eu tenho cor porque você me deu elas... Eu sei que te amo, porque na outra vida, ficamos juntos. 

— Ainda não sei nada de você, isso não revela quem você é. Você é a coisa mais linda, sabe disso né? 

— Você sabe tudo de mim, mesmo que não tenha notado isso, você que é lindo, tão lindo que ainda desacredito que seja real. 

— Eu sou real... 

— Então me beija… — Sehun sorriu com as palavras de Luhan e sem protestar, juntou os lábios, beijando o menor com delicadeza e intensidade. Lindo era como os lábios de ambos se encaixavam perfeitamente, não tinha disputa de espaço, tinha apenas a junção de dois sentimentos. 

                                                                  



X 




— Já faz um mês e uma semana... O que vou ganhar de um mês  e uma semana ?  

— Um mês e uma semana do que, Luhan ? 

— Que estamos saindo. 

— Você contou ? 

— Sim. — Luhan sorriu fraco e desviou o olhar 

— Hey, eu gostei, não fica assim! — Sehun sorriu enquanto abraçava o menor. — Você é tão fofo... Obrigado por contar os dias e ficar feliz com isso. 

—Você está mudando... 

— Isso é ruim ? 

— Não... É bom. — Luhan sorriu e segurou o rosto de Sehun, selando os lábios do maior, porém logo se separou e olhou sério para Sehun. — Cadê o meu presente Sehun ?  

— Ahn... Eu sou seu presente. — Sehun sorriu e virou na cama ficando sobre Luhan, fazendo o menor rir. 

— Não vale... Você já é meu. 

— Eu sou ? 

— Sim, você é... Ou ao menos espero que seja. 

— Eu sou seu, bobinho. 

— E eu seu... 

— Meuzinho. — Sehun sussurrou antes de beijar todo o rosto de Luhan.  

                                                          



X  




— Acorda  Sehun… Por favor filho... 

— Senhora, temos que conversa  sobre seu filho, preciso que mantenha a calma...Ele está…

Sehun escutava vozes, porém não queria acordar ainda. 

                                             Mas então. 


— SEHUN… — Sehun acordou assustado, vendo Luhan balançando seus ombros. 

— Luhan, não me acorda assim.— Sehun se sentou na cama, segurando a cintura de Luhan. 

— Você, como você, arg que raiva, como pode agir tão naturalmente depois de ter ficado uma semana sem me procurar. 

Luhan ia sair do colo do outro, porém Sehun o segurou franzindo o cenho e olhando para o rosto do outro. 

— Uma semana ? Do que está falando, nos vimos ontem, fizemos um mês, você passou o dia todo comigo.

— Isso foi no sábado, Sehun! — Luhan olhou para Sehun com os olhos marejados 

— Não, foi ont... 

— Sehun! — Luhan disse firme,  deixando algumas lágrimas caírem. — O  Que está fazendo ? Está tentando me deixar, não está ? 

— Eu, não Luhan, não  é isso... Não sei como explicar, não me lembro dessa semana, pra mim que a última vez que nos vimos foi ontem. 

— Não vá embora… — Luhan começou a chorar e abraçou o pescoço de Sehun com força. 

 Sehun não entendia o que estava acontecendo, mas algo dentro dele dizia que tinha algo errado e ele estava assustado. 

Luhan levou um tempo para se acalmar, até que enfim caiu no sono, Sehun estava encarando o teto enquanto tentava pensar em uma resposta para aquilo e forçando sua memória, uma dor forte apareceu em sua cabeça, seguido de imagens aleatórias... 

Faróis altos, um rio, um cinto preso...E uma pessoa nadando e o puxando para fora… Aquela pessoa era… Luhan... E então, Sehun apagou.  

                                                                         


X 



Fazia dois dias desde o ocorrido e a cabeça de Sehun continuava confusa, foi então que ele começou a notar as coisas a sua volta, tudo estava indo bem demais, com sua mãe, com Luhan... Ele não lembrava das aulas na escola e isso era estranho... Os dias somente passavam e cada dia...Luhan parecia mais distante, não era o mesmo Luhan de antes, ele estava… Com medo. 

 — Um dia te perguntei se você era real, você disse que era... Mas me diga porque não estou acreditando em você agora. — Sehun e Luhan estavam sentados no banco de uma praça, Luhan estava estranho, em volta de seus olhos estava escuro e ele parecia pálido e desconcertado. 

— Eu...Eu sou real, mas não  aqui. 

— Como assim Luhan, que bobagem está dizendo ? 

— Eu te disse, te conheci em outra vida, você vai voltar pra casa e eu vou continuar aqui, somente criando um falso você  

— Do que você… — Luhan impediu que Sehun terminasse e segurou seu rosto, selando seus lábios demoradamente. 

— Você pode acordar, eu que estava te prendendo aqui, mas agora te deixo ir meu amor... Porque te amo e quero sua felicidade, eu não posso voltar, mas você sim… Então, acorde Sehun, mas não se esqueça de mim… — Luhan sussurrou e então soltou Sehun, levantando e se afastando. 

Porém Sehun não podia deixar ele ir então tentou segura-lo, mas assim que tocou a mão de Luhan… Sua mão passou reto, ele não acreditou e tentou abraçar Luhan, porém acabou caindo no chão e quanto mais Luhan se afastava; mais seu corpo desaparecia, até que tudo ficou branco. Sehun gritou o mais alto que podia, ele não entendia o que estava acontecendo e então… Tudo desapareceu.

                                                                    



X 




Os olhos de Oh Sehun pesavam toneladas, enquanto os abria tudo que via era claro demais. Tentou se mexer, mas todo seu corpo doía, tudo começou a ficar mais visível e então ele notou estar em um quarto de hospital,  cercado por aparelhos, ele se esforçou para sentar na cama, se irritando com as agulhas em suas veias, sem pensar muito ele as arrancou, tirando a marcara de oxigênio e puxando as cobertas se levantando da cama, ainda estava um tanto tonto e ao olhar seus pulsos notou o quão magro estava, assim que se soltou da cama acabou caindo no chão por não ter forças, porém forçou ao máximo seu corpo se apoiando nas paredes... Ele iria encontrar Luhan, ele estava ali, podia sentir ele em algum lugar. 

— Sehun. — Uma voz grossa fez o garoto parar, aquela voz… Aquela voz 

— Papai… — Sehun se virou vendo os olhos do homem a sua frente marejados e então as lágrimas caindo, ele correu até Sehun e o abraçou. 

— Filho, você acordou...O que está fazendo  aqui ? Você devia estar na cama, não pode levantar. 

— Papai, você está vivo. — Sehun já não podia segurar as lágrimas e abraçou com o máximo de força seu pai. 

— É claro que estou filho, consegui me soltar 

— Se...Soltar ? 

— É claro, você não lembra o médico alertou isso; venha vou te contar. 

O pai de Sehun o ajudou a voltar para a cama e o sentou ali, se sentando em sua frente e suspirando, enquanto começava a falar, apertava incessantemente o botão para chamar a enfermeira. 

— Estávamos indo passar as férias na casa de seus avós, estava nevando e a pista um pouco escorregadia, fomos fazer uma curva, quando... Um caminhão perdeu o controle e eu não consegui desviar, ele nos jogou para fora da estrada e então caímos no rio... Abri o cinto de sua mãe, porém as portas travaram, o meu cinto não abria e então tentei abrir o seu, mas também não abria, o carro afundou depressa e a água estava entrando, sua mãe não queria sair, a água ocupou todo o carro… Estávamos nos afogando, você foi o primeiro a perder os sentidos, consegui abrir as portas e fiz sua mãe sair... Eu estava suportando o máximo, foi então que aquele garoto apareceu, ele tinha um canivete e foi tenta rasgar meu cinto, mas o joguei para você, ele conseguiu cortar o cinto e te puxou para fora, logo depois eu perdi os sentidos também. Quando acordei estava com sua mãe apertando meu peito me fazendo cuspir a água e… Aquele garoto estava lá, ele não parava, a cabeça dele estava sangrando ele estava azul de frio, mas não parou um segundo de tentar te trazer de volta... Mesmo quando a ambulância chegou, ele foi com você, mas acabou desmaiando e entrou em coma algumas horas depois de você. 

— Quem era o garoto...? 

— O nome dele é Luhan, nenhum parente veio, então estamos cuidando dele nós mesmos. 

— Ele acordou ? 

— Não... Os médicos tem pouca esperança sobre ele... 

— Me leve para vê-lo 

— Filho... 

— Papai... 

— Tão teimoso… Venha. —O pai de Sehun o ajudou a sentar numa cadeira de rodas, o guiando pelo corredor, a enfermeira chegou, mas o pai de Sehun pediu que a mesma apenas fosse com eles.

— E a mamãe? 

— Foi descansar,  estava aqui sem voltar para casa, ja fazia uma semana. 

O pai de Sehun parou em frente a uma porta, a abrindo e ajudando o filho a entrar, quando Sehun ergueu a cabeça, ele viu. .. Luhan ali deitado, não tinha o mesmo brilho, Sehun foi levado devagar até a cama, segurando a mão de Luhan, mas ela estava gelada… As lágrimas  começaram a cair. 

— Faz quanto tempo...? 

— Três meses. — Os olhos de Sehun se arregalaram 

— O que, três meses? Pai, pode me deixar sozinho ? 

 O pai de Sehun suspirou e saiu do quarto, fechando a porta junto da enfermeira.

— Você é real...Luhan, por que não me disse? Então você me salvou, minha mente estava tão confusa, parecia tão real, você precisa acordar... Acordar pra ficar comigo aqui fora, pra ser mais real que antes. — Sehun se deitou junto de Luhan e o abraçou. — Por favor acorda, Luhan... 

O coração de Luhan batia com calma, porém quando Sehun começou a chorar, o coração do menor começou a acelerar, cada vez e cada vez mais e então Sehun sorriu, olhando para Luhan e colando ambas as testas. 

— Eu sei que você está ai, por favor volta pra mim, prometo que  nunca mais vai ficar sozinho, eu prometo pra você... Por favor... 

Sehun não podia ver, mas Luhan estava ali o observando e chorando, mas é claro que ele queria voltar, só não sabia como, ele nem sequer sabia como encontrou Sehun naquela realidade paralela, Luhan pensava ja estar morto, ele se aproximou de Sehun e beijou seu rosto sussurrando "Eu amo você .  

Porém ele não esperava que Sehun fosse escutar  

— Luhan...Você ta aqui. — Sehun sorriu, chorando ainda mais. — Eu preciso de você, se você acordar, nós vamos poder ficar juntos de verdade… Luhan... Eu amo você. 

As palavras de Sehun acertaram em cheio o peito de Luhan; o fazendo prender a respiração, ele sorriu e decidiu...Ele tinha que voltar.  



                                                                      X 


— Oi gatinho… — Sehun entrou no quarto, tirando as flores secas do vaso ao lado da cama de Luhan e trocando pelas recém compradas. 

Sehun jogou a mochila na cadeira e sentou ao lado de Luhan segurando sua mão e a beijando. 

Era como um ritual, o coreano ia todos os dias ver Luhan, passava horas conversando com o chinês, esperando o dia que ele acordaria.


— Tenho uma novidade... Hoje foi o último dia de aula, ja me formei, ano que vem vou pra faculdade... Espero que esteja orgulhoso, mas sabe, eu devia estar feliz, mas não estou... Já faz um ano e você ainda não acordou, sabe como é difícil somente imaginar nossa vida juntos? 

Sehun começou a chorar e suas lágrimas caírem sobre sobre a mão de Luhan e então algo inesperado aconteceu... Luhan apertou a mão de Sehun. 

— Luhan...? Luhan... Você, você conseguiu, se você está me escutando, aperta de novo. — O sorriso de Sehun era tão grande que as lágrimas até secaram, Luhan voltou a apertar sua mão. — Sabe quem eu sou ? Aperta uma vez se sim e se não souber, não aperte...— o coração de Sehun se apertou, mas Luhan apertou com força sua mão.  

Os primeiros sinais já estavam começando.  

 Sehun se deitou ao lado de Luhan e roçou seu nariz na bochecha de Luhan 

 — Eu sei que você consegue, eu estou te esperando, te esperaria por vinte anos… Até mesmo a vida toda. Eu estou aqui. — Sehun apertou a mão de Luhan e em minutos acabou pegando no sono, sem saber que dentro de Luhan, ele fazia de tudo para acordar.

Duas semanas se passaram, Sehun estava novamente deitado junto de Luhan, contando como foi seu dia. 

— Hoje eu comprei algo para quando você acordar… — Sehun movia em sua mão uma caixinha com uma aliança dentro. — Não sei se você vai aceitar, mas espero que sim...Não vejo minha vida sem você, não sei se vou suportar se você me deixar, mas a escolha é sua, você parou de apertar minha mão… Seu coração ja não acelera mais… Imagino que deve estar sofrendo dentro de si mesmo, preso no próprio corpo e eu aqui sendo egoísta te pedindo pra lutar. — Sehun olhou para Luhan e viu algumas lágrimas saindo dos olhos do menor e isso partiu seu coração. — Você é forte, mas se está fazendo isso por mim, para... 

Sehun chorava sem parar enquanto apertava o corpo do outro e escondia seu rosto na curva do pescoço de Luhan....Porém algo o fez parar e ficar estático.  

A mão de Luhan estava em seus fios e seu peito subia e descia devagar. 

— Como...Pode...Me...Pedir...Isso?!— a voz estava rouca e fraca, também tinha dificuldade para falar, Sehun ainda não conseguia se mover. — Eu lutei... Porquê te amo...P-Porquê somos...Reais. — Sehun ergueu o rosto olhando para Luhan que soria fraco. — Bom dia… Amor.  

— L-Luhan... 

— Você me esperou... 

— Te esperaria por mil vidas  

— Que bom que… Está bem. — Luhan suspirou pesado, olhando em volta. — Seus pais? 

— Estão bem… Meu pequeno herói.  

— Você que foi o meu...Minha...Garganta está...Seca. 

— Vou chamar o médico. — Sehun foi se levantar, porém Luhan o segurou.  

— Escutei sobre um presente… — Sehun sorriu e pegou a caixinha a abrindo e se ajoelhado na cama. 

— Luhan...Aceita namorar comigo ? — Luhan sorriu enquanto uma lágrima descia por seu rosto 

— Aceito...É claro que...Aceito. 

Sehun sorriu e aproximou seu rosto do de Luhan selando ambos os lábios, mas Iuhan o afastou, causando estranheza no maior.  

— Estou a um ano sem escovar os dentes, que nojo...Vai me largar assim. — Sehun somente riu com a fofura do menor 

— Não me importo, só preciso te beijar.....Espera...Tem algo que eu não entendi... Disse me conhecer em outra vida, o que quis dizer com aquilo? E te deixei falando com minha mãe… E o diário que eu tinha? 

— Me apaixonei por ti quando te vi pelo vidro da porta do carro... O tempo parou quando te vi, foi daquela vida que eu me referia e sobre sua mãe... Ela sempre falava comigo, ela me pediu pra cuidar de você… Pra voltar e cuidar de você… Seu diário era o que sua mente estava gravando e tentando associar para aquilo ser real.

— Você é meu anjo.. 

— Sou… Agora me beija 

— Beijo... 

Luhan sorriu e então  voltaram a unir os lábios. 

Após alguns minutos o médico e os pais de Sehun ja estavam no quarto, comemorando o despertar do herói entre eles. 

 

   

                               X 



— Acoooorda Sehun, vamos passear. — Luhan balançava os ombros de Sehun, irritado com a preguiça do outro. 

Já fazia um mês que Luhan havia acordado, ele queria aproveitar todo o tempo que perdeu, mas Sehun sempre queria passar as tardes de domingo deitado junto do menor. 

— Gatinho eu to com sono. — Sehun abraçou a cintura de Luhan o puxando para perto de si. 

— Ai que tigre preguiçoso — Luhan suspirou olhando o rosto sereno de Sehun e acabando por sorrir com isso. 

— Gosto quando me chama de tigre. — Sehun abriu os olhos e sorriu, puxando o corpo de Luhan e o virando na cama, ficando sobre ele e acariciando sua cintura, fazendo Luhan corar. 

— Você está com aquele olhar de novo... 

— Que olhar? — Sehun desceu seu olhar para o pescoço de Luhan, enquanto separava as pernas do mesmo e ficava entre elas, encaixando ambos os corpos, Sehun adentrou as mãos pela camisa de Luhan, tocando sua pele. 

— E-Esse...Parece mesmo um tigre, prestes a me devorar… — Luhan suspirou e fechou os olhos, enquanto Sehun descia os Lábios para o seu pescoço. 

— Eu vou te devorar.  — Sehun chupou a pele de Luhan o fazendo soltar um gemido baixo. 

— Sehun... 

— O que foi ? — Sehun ergueu a cabeça olhando para Luhan  

— Não tem explicação para o que nós vivemos..  

— Não tem. Mas podemos considerar isso como uma chance, para ficarmos juntos, tivemos sorte de ter tido isso, somente. Não pense no passado, só pensa no que temos agora. 

— Eu amo você, obrigado por não ter me deixado. 

— Eu nunca te deixaria....Você é o amor da minha vida. 

— Eu quero… Você. — Os olhos de Sehun dobraram o tamanho, sentindo seu coração bater com força, não acreditando que finalmente Luhan qeria ele por inteiro. 

— Tem certeza, gatinho?  

— Tenho...Me faça seu, tigrinho. 

— Eu amo você. 

— Eu amo você por todas as minhas vidas.  

Naquela noite não somente dois corpos se amaram, mas dois corações… Duas almas conectadas muito antes de saberem disso, dois espíritos que sempre se encontrariam, pois foram destinados para serem um só. 

E se um dia conhecerem seu amor em um sonho, não tem problema, isso é uma chance que a vida te dá, para quando acordar...Você ir atrás dele e ser feliz de verdade.  

As vezes coisas inesperadas acontecem, com pessoas despreparadas, para assim ensinar a elas o verdadeiro sentido da vida.



Notas Finais


Obrigada por terem lido minha doce ' I'm Here ', é uma honra participar desse projeto tão delicado e lindo, para todas as escritoras, Fighting.
Para todos que leram, que o amor esteja com vocês.

Capista: Winyung.
Beta: @EvillScone.

Obrigada por lerem!


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