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História I'm here and I'm real - Capítulo 1


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Notas do Autor


O que é que acontece quando uma pessoa que escreve fanfics não aceita o fim de uma série? Óbvio que vou reescrever a 4° temporada de 13 Reasons Why😂
Para contextualizar, o início da fanfic é mais ou menos depois do acampamento sendo que nesta versão, o Clay e o Justin supostamente não foram.
Anyways, espero que gostem e sem demoras, boa leitura!📖😊

Capítulo 1 - Back at Liberty High


Fanfic / Fanfiction I'm here and I'm real - Capítulo 1 - Back at Liberty High

-Então é verdade?

-Que o quê?

-Ele..

-Quem?

-O tal rapaz. Ele está vivo?

-Impossível!

-Olha! Ali vai ele. 

Era o que se ouvia entre o burburinho costumeiro dos corredores de Liberty High. Era um dia diferente dos outros pois tinham novamente uma velha presença. Era ele.

Montgomery De la Cruz 

Ao vivo e a cores, a andar com a postura mais ou menos habitual e com a camisa de flanela aberta como sempre. Apenas algo mudara: tinha as feições mais magras e pálidas e carregava um semblante sério, meio que abatido. Ao seu lado para curiosidade de todos, ia Winston Williams, com um ar feliz a iluminar o rosto esbelto. Ambos trocaram umas palavras breves e dirigiram-se a direções opostas.

O jovem De la Cruz chocou sem querer com Courtney Crimsen, derrubando os livros dos braços da colega.

-Oh! -exclamou ela surpresa

-Peço imensa desculpa -Monty baixou-se e rapidamente apanhou os livros de Courtney. Colocou os mesmos nos braços dela e seguiu o seu rumo em busca do novo cacifo, deixando para trás uma Courtney muito chocada e confusa.

Avançando pelos corredores com o papel em mãos, Monty procurava afincadamente o seu cacifo, não deixando de reparar que todos o olhavam. Baixou a cabeça novamente para verificar o número do seu cacifo e olhou para os que estavam na parede do lado direito.

-Perdido? -uma voz familiar soou atrás de si. Monty virou-se e deu de caras com a sua irmã mais nova, Estela.

Rapidamente abraçou a morena. Nada disseram. A mais baixa olhou para o papel e conduziu o irmão até ao cacifo. Ajudou-o a arrumar as coisas dentro do pequeno espaço e depois despediu-se dele com um pequeno beijinho na bochecha esquerda.

Monty fechou o cacifo e dirigia-se à sua sala de aula quando de repente esbarrou com Clay. Fizeram contacto visual durante segundos que mais pareciam horas até que Winston apareceu.

-Já instalado? -perguntou com um sorriso leve

-Sim -respondeu o moreno enquanto fechava o zíper da mochila 

-Ótimo, então vamos para a aula.

Afastaram-se na direção da sala e deixaram Clay para trás.

-É estranho tê-lo aqui novamente, não achas? -Jessica aproximou-se dele com Justin ao lado dela

-É...-começou Clay. Não conseguia ter força para falar.

Justin por outro lado perguntou o que todos já se tinham questionado internamente -Então mas afinal...Ele morreu ou...?

-É esse o ponto -disse Jessica -Se ele morreu então porque é que o vemos? Eu sei o que aconteceu e vocês também vão perceber em pouco tempo.

-Sabem o que eu acho? -uma voz ouviu-se e os três viraram-se para dar de caras com Zach Dempsey, com um ar estouvado e fedor a álcool. Avançou a trocar o passo prosseguindo -Acho que o inferno começou a rejeitar pessoas por falta de espaço -soluçou e deu uma risada

-Estás completamente bêbado às 8h da manhã! -Jessica meteu a mão na testa -Zach vai curar-te.

O mais alto riu-se e deu um pequeno abanico no ombro dela -Relaxa um pouco Jess já te disse que falta de sexo faz mal à saúde mental.

-Isso explica o teu estado deplorável -disse Justin.

Chegaram à sala e todos se sentaram nos lugares, sobrando uma cadeira vazia ao lado de Jessica. A cadeira de Alex Standall.

O professor entrou juntamente com o diretor Bolan e o xerife Diaz, que traziam uma mochila e uma chave respetivamente.

-Bom dia alunos -começou o diretor e diregindo-se ao professor -Se não se importar darei uma palavrinha aos miúdos. -prosseguiu -Como já devem ter reparado, temos novamente entre nós duas presenças que nos são conhecidas.

-Duas? -Jessica questionou-se em surdina 

-Montgomery De la Cruz...e Alexander Standall.

A sala parecia ter congelado de tal choque.

-Como já não é segredo, Montgomery foi responsável por um crime de agressão contra um colega e Alexander....pela morte de outro colega. Ambos confessaram os seus crimes e cumpriram uma pena durante o verão. Senhor De la Cruz, levante-se por favor.

Monty obedeceu. Levantou-se do seu lugar e foi ao encontro do diretor. Virou-se e encarou a turma. O diretor com uma mão no seu ombro acrescentou -Como podem ver, Montgomery está vivo, porém...ummm. Bem ele pode contar-vos os detalhes se assim desejar mas vou resumir uma parte: com o acordo do tribunal de Evergreen, o senhor De la Cruz está protegido sob uma lei e uma família de acolhimento. Ele irá frequentar o ensino aqui em Liberty e assim que o terminar, irá mudar de estado. Para a família dele, este continuará morto.

A turma continuou em choque, Monty dirigiu-se novamente ao seu lugar e sentou-se confortavelmente. Alguns ainda o tomavam como uma assombração.

-Quanto a Alexander Standall... -disse o xerife Diaz abrindo a porta. E então ele entrou calmamente e com o coxear costumeiro. Jessica e Justin olharam um para o outro e depois para ele.

Alex Standall tinha os seus pulsos algemados, cujos o xerife se apressou a libertar.

O diretor deu-lhe a mala para as mãos. -Pronto, podes ir para o teu lugar.

O moreno obedeceu, cambaleando lentamente até ao lado de Jessica e sentou-se sem dizer palavra.

-Bom creio que já roubei tempo suficiente à sua aula, peço perdão professor -disse o xerife.

Tanto ele como o diretor saíram da sala deixando o professor começar a aula.

Clay mal podia acreditar no que ouvira. Parecia-lhe irreal.

No fim da aula, Winston e Monty vão à sala do clube de fotografia pois Winston queria por umas fotos a revelar na sala escura. Assim que entraram, encontraram Tyler e Estela a conversar animadamente.

-Oh.. Desculpa Tyler, precisas da sala escura? -perguntou Winston 

-N-Não estás à vontade. Eu estou a arrumar umas coisas e vou para a minha próxima aula.

Monty sentou-se numa cadeira com um ar cansado e fechou um pouco os olhos.

-Bom nesse caso eu vou andando -disse Estela enquanto metia a mochila às costas -Até já, Ty.

-E eu vou ali num instante -acrescentou Winston. Deu um toque leve no ombro de Monty -Porta-te bem e não adormeças.

-Sim "mãezinha" -brincou o moreno ainda de olhos fechados.

Então Winston afastou-se, deixando entre Tyler e Monty um silêncio algo constrangedor. Tyler tremia um pouco de nervosismo. Era impossível esquecer os acontecimentos ainda recentes na sua memória.

Arriscou olhar para Monty de relance. Assim quieto, de olhos fechados e meio a dormir, não lhe parecia o mesmo de há uns meses atrás, mas Tyler estava consciente que se Monty bem entendesse, desfazia-o em frangalhos sem problema algum. O seu coração falhou um batimento ao dar conta que agora os olhos castanhos claros dele se encaravam de frente com os seus fixamente, quase sem pestanejar. 

Fingiu baixar o olhar para as fotos que tinha em mãos mas ouviu um pequeno riso fungado. Empalideceu, nervoso.

-Não precisas de ter medo de mim. Eu não mordo -disse Monty numa voz rouca. Arriçou a garganta.

-C-Como posso ter a certeza? -respondeu ele, sem saber de onde arranjara coragem para falar.

Monty olhou para a mesa e pegou numa foto polaroide. Sorriu e virou-a na direção de Tyler, que reconheceu de imediato: era uma fotografia sua com Estela.

-Apoiaste-a e não a deixaste meter-se em sarilhos?

-S-Sim.. -Tyler enrubesceu, envergonhado.

-Então não tenho porquê de te fazer mal. Não te esqueças, eu estou morto. -disse Monty com simplicidade -Só preciso que a protejas do nosso pai. Se ele lhe encostar um dedo, eu não tinha quaisquer problemas em "ressuscitar"....Mas...

-Mas...?

-Não posso cometer mais crimes. Se volto a pisar o risco, trancam-me na cadeia antes que eu possa dizer "Foda-se".

Tyler deu um ar de riso -Tens razão. Mas...Não te preocupes com a Estela. Eu tomo conta dela.

-......Quanto a ti...eu..Queria dizer-te que....Lamento imenso. -Monty baixou a cabeça. -Não espero que me perdoes, aliás eu não permito que o faças. Porque o que eu te fiz foi...horrível.

-Hey...ummm.. Não tem mal, isso...Já passou. -começou Tyler -Sim tens razão, foi horrível, mas tal como numa queda...as feridas saram e passam. E...eu quero esquecer que aconteceu.

-Tens a certeza? 

Voltaram a encarar-se olhos nos olhos. Tyler tinha um pequeno sorriso no rosto e estendeu-lhe a mão para um aperto -Tenho.

Monty apertou-lhe a mão e sentiu como se um peso lhe tivesse sido retirado de cima.


<Quebra de tempo>

-Não sei se posso sair de casa este fim de semana, Charlie -disse Alex enquanto fechava o cacifo -Perdi imensa matéria e tenho que estudar se quiser graduar-me.

-Eu podia ajudar-te a estudar -ripostou Charlie. Não desistiria tão facilmente. Alex suspirou.

-Nem sequer estamos no mesmo ano, palerma. E se fosses treinar com a equipa de futebol em vez de me seguires como um golden retriever? Ganhavas mais. 

Charlie entristeceu e estacou, magoado. Foi deixado para trás por Alex, que se afastou a cambalear.

-É eu sei que dói ser rejeitado assim à primeira.

Virou-se e reconheceu imediatamente Zach, que se aproximou dele meio a sorrir enquanto acrescentava -Mas não desistas, camarada. Ele faz-se de difícil durante muito tempo mas se insistires até ao fim ele um dia ainda te dá uma chance.

-Do que estás a falar? -perguntou Charlie, confuso.

-Da tua pancada pelo Alex- foi interrompido

-Fala baixo queres que alguém te ouça? -o loiro levou Zach pelo braço até outro corredor mais deserto. -Eu percebo essa conversa do não dever desistir mas estas patadas que ele me manda doem como o caralho, meu!

Zach riu-se -Ele faz isso porque gosta de ti. Quanto mais gosta, mais irónico é contigo, acredita em mim.

Havia um fundo de razão nas palavras do moreno embriagado. Charlie sabia-o e decidiu seguir o seu conselho.

-Suponho que estejas certo. Vou continuar a tentar.

-É assim mesmo -Zach afagou-lhe o cabelo, alcoolicamente bem disposto -E quem fala assim não é gago! Bem eu vou para casa..

-Não devias conduzir bêbado. Se fores apanhado pela polícia...

-Relaxa eu vivo a seis quarteirões daqui. -destrancou no seu Audi. Charlie roubou-lhe a chave da mão.

-Nesse caso eu conduzo. Tu nesse estado não metes um pé que seja no acelerador, Zach Dempsey. 

Zach amuou como uma criança pequena, mas de nada lhe serviu. Em menos de 5 minutos estava à porta de casa. Charlie devolvia-lhe a chave mas com uma condição.

-A partir de agora nada de te embebedares em dias de semana muito menos quando vais conduzir. Entendido?

-Sim entendido -Zach revirou os olhos e estendeu a mão para pegar na chave mas Charlie desviou a mão.

-Mas é para cumprir, percebeu?

-Sim percebi -tentou novamente. Em vão.

-Se eu vir que te andas a esticar, meto-te num programa de desintoxicação, ouviste?

-Tá bem oh melga dá cá a merda da chave já percebi -disse Zach exasperado. Tentou pegar na chave mas Charlie desviou-se mais uma vez.

-A tua palavra, Zacharias Dempsey ou eu mando o teu carro ao rio!

-Não eras capaz -Zach semicerrou os olhos. Lançou-se a Charlie disposto a arrancar-lhe a chave da mão. Saiu derrotado.

-Prometes?

-Sim.

-Sim o quê?

-Já disse que sim, caralho. Eu prometo!

Charlie deu-lhe a chave para a mão e Zach meteu-a de imediato no bolso, não fosse o loiro mudar de ideias.

-Hey queres passar aqui a noite?

-Pode ser. Vou só mandar mensagem ao meu pai para o avisar. Ainda bem que hoje é sexta.

-Mesmo. Tens é que me ensinar a fazer aquelas bolachas. São ótimas!

Entraram dentro da casa de Zach.

.

.

.

-Está tudo bem?

-Acho que sim. Porquê?

Monty e Winston encontravam-se deitados em cima da cama a ler um livro cada um. Winston pausou a sua leitura e olhou para Monty.

-Porque hoje não parecias muito atento às aulas. Algo te perturba?

-Ah não é só que eu estou cansado. Não dormi grande coisa.

-Pesadelos novamente, não é? -Winston abriu um sorriso terno.

-Sim.... O pior é quando acordo no meu quarto sozinho. Sinto-me horrível. Como se não merecesse ser...amado..

Winston pousou o seu livro e deu as mãos a Monty -Olha para mim.

Monty encarou-o com os olhos marejados de lágrimas.

-Tu mereces ser amado SIM. E quem te disser o contrário não sabe nem onde tem a cabeça! 

O moreno começou a sorrir enquanto ainda chorava -Dizes coisas tão doces...

Então Winston colou a sua testa na de Monty, olhos nos olhos e sorriu -Porque te amo. E se eu já amava a versão errática de ti, imagina agora.

Monty riu-se e abraçou Winston. Largou o livro e deitaram-se a trocar carinho e volta e meia lá vinha uma piada tonta que provocava risos abafados.

-Fora de brincadeiras...-disse Winston -Aqui eu digo-te com toda a certeza do mundo que estás seguro. Aqui sim tu podes ser quem tu quiseres e o que quiseres. Eu vou estar sempre aqui contigo.

Monty sorriu e pespegou um beijo nos lábios de Winston.

A conversa acabou por esmorecer com o cansaço e acabaram por adormecer juntos.



Continua...


Notas Finais


E foi isto espero que tenham gostado💖 não vou prometer escrever com frequência por causa das aulas online mas assim que puder vou postando capítulos novos. Comentem as vossas opiniões, se gostaram ou não.
Fiquem bem! Vos amo,Strawberries!😉🍓


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