História I'm Lost, Mom! (MarkJin) - Capítulo 15


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Got7 Markjin, Markson
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Palavras 1.995
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Música do Capitulo: White Lies ~ Bigger Than Us
Boa Leitura <3



Milhões de Desculpas pela demora.

Capítulo 15 - Começo da Resistência


Lord Knight precisava de mais uma vitória, então, faltava apenas um jogador, entrei para ser a pessoa mais participativa, pois receber ameaças de exclusão do grupo definitivamente não era legal. "Participe, ou rua!" era praticamente isso, mesmo que explique: "Ah, eu não estou pronto", já era. E precisava da ajuda de JinYoung, mas evitei.
 Precisava. Ah, não, não precisava.
Em algumas participações, pedia ajuda, dessa vez tentei ser independente para mostrar-lo que sou bom. Porém quando menos esperamos, as pessoas nos surpreendem a cada dia:

- Alô? - Sentei na cama.
- Mark, eu te amo. - Ele falou com voz embargada. Suspirava no outro lado da linha.

Meu Deus.

- JinYoung , você tá bem? - Foi a primeira coisa que me veio à cabeça. Não é normal declaração, e vindo diretamente dele?! - Eu estou estudando… - Menti. Será que é sobre a viagem? Será que ele tá dando combustível de amor para persistir em fazer enormes resumos e mais contas para passar no exame?
Na verdade, qual era intenção?

- Aprenda a ser caçador. O mundo exige muito isso. Não seja fraco.
- Jin… Eu, estou na guerra, iria ligar para você, pedir ajuda. E… Eu também te amo.
- Oh, Mark. Como queria… entenda que não sou muito bom em expressar. Mas quando faço isso é de verdade.

Eu fiz uma lista na minha cabeça na possibilidade de responder a pergunta que fiz a ele:
1- Ele estava bêbado;
2- Sofreu alguma pressão do pai;
3- Bêbado;
4- Ele me ama.
E última sugestão:
5- Bêbado.

Mas não é querendo ser uma pessoa pessimista quando se trata desse assunto. Amar é uma coisa séria. A gente sabe quando separa, a dor é insuportável. Mesmo fazendo exames, você não acha nada além de ser algo psicológico. Eu li isso em um jornal, na coluna da moça popular matinal, e de Sunny com suas frustrantes sintonias erradas.

- Eu preciso terminar com você.
- Como?
- Não dá para continuar… Me entenda.
- Como assim, você liga para mim, diz que me ama, caralho, e quer terminar?
- Mark…
- Mark? Mark? - Repito imitando. - Vai se foder, cara!

Como encontrei coragem para dizer aquilo? Eu não sei. Mas foi a minha primeira dor. E nem conseguia chorar para minha surpresa. O choro surgiu ao ouvir minha mãe.
- Mark, cheguei.
Eu entendia o fim. Ele estava com medo da frustração familiar que ocorreria se soubessem que era gay.
Então, o "vai se foder", servia para mim também.

Minha mãe era a pessoa que acabou com a minha felicidade, mesmo sem saber que havia beijado um garoto.

- Mark, eu comprei… Filho?

Ela me viu encostado na escrivaninha, soluçando sôfrego.
- Meu bebê, o que houve?
- Meu celular trincou.
- Ah, isso é bobagem, eu compro outra tela, venha aqui, se levanta... comprei seu sorvete favorito.
- Vou ficar fungando.
- Oh, comprei uns ingredientes para fazer Japchae.
- Quem gosta é o Cris, eu odeio macarrão de batata doce.
- Filho, então, o que você quer?!
- Pudesse compreender o mundo, talvez.
- Esse mundo precisa entender mais Deus.
- E se o mundo não precisasse de religião?
- Todos nós precisamos.
- Não preciso de mais regras para proteger. Queria que todos entendessem.
- Mark, vamos para igreja domingo, às 6h.
- Não, não.
- Não, não?
- Não, mãe.
- Sim!
- Preciso ficar sozinho agora! - Berrei enquanto minhas lágrimas marcaram minhas bochechas. - Não preciso de nada disso… Me sinto quebrado neste momento, um ombro amigo seria legal. Alguém… Mãe, porque mudou tanto?
Ela fitou-me caminhando lentamente em minha direção, abraçou, afagando minha cabeça em seu pescoço. Chorei até sentir meus joelhos tremerem.
- Vai me deixar… Eu sinto.
- Eu não vou! Você é meu filho, e mesmo que minhas palavras naquele dia foram tão duras, e vazias, não deixo meu sangue. Jamais.
"Se você soubesse a verdade…"
- Estou confuso, mãe.
- Também estou. Estou tentando aceitar…

***

Então, era assim que as pessoas se sentem depois de um término?
Pessoas que realmente amam. Elas são as mais trouxas em acreditar em palavras vazias.
Pessoas que realmente se doaram para que tudo desse certo, mas acabou que nada daquele esforço não serviu nem 18%, eu sinto muito.

No passado estava sempre me sentindo tão neutro nessa estória de sentir. Mas agora era minha vez, meus sentimentos se tornaram uma montanha russa. Isso em apenas 6 horas depois de ouvir: Acabou.
*
Merda, meu irmão. Nada justifica o que ele disse. Era sem sentido. Uma hora diz que me ama, outra…

De longe o vi adentrar no banheiro sozinho, ele estava mal, ombros curvados, com fones de ouvido e desleixado.
Acompanhei de longe, entrei logo após de dois minutos. Ele havia entrado em um cubículo, esperei.
Quando ele saiu, teve um sobressalto, com os olhos arregalados, gaguejou para dizer meu nome, passou por mim, foi lavar as mãos, ainda nervoso tremia.
Era a primeira vez que vislumbrava JinYoung nervoso, tropeçando nos próprios pés, sua figura era autoritária,  sempre sereno, e não amedrontado.
- Só vim lavar as mãos também. - Eu disse se aproximando.
- Ah, não tem papel. - Ele advertiu.
- Percebi.
- E sabão deixa com cheiro estranho. Use gel álcool.
- Você tem? - Perguntei. Era óbvio que tinha. Ele sempre levava um na bolsa.
- Sim.
Ele secou as mãos na roupa, vasculhou a bolsa e entregou um pequeno frasco azul.
Segurei o frasco, sem o encarar, e com rosto apontei para a parede.
- Foi ali que nos beijamos…
Ele olhou para mesma direção. E balançou a cabeça.
- Desculpe. - JinYoung  sussurrou. - Os sentimentos ainda são verdadeiros. Sempre foram.
- Mas as circunstâncias…
- Consequências futuras, por que eu sei, você ama a sua família, sem esse suporte, o ser humano não é ninguém.
- Isso não justifica, preciso muito de você, tem o que quero, eu ainda não entendo!
- Você vai entender…
- Então, o intercâmbio, não era para esconder quem somos?

Apenas ficou sem palavras ao ouvir minha pergunta.

- Caramba, nós vivíamos discutindo por besteira.

- Ah, entendi. Sua justificativa vai salvar o mundo de uma terrível guerra, e decidi colocar essa intervenção conclusiva maravilhosa suja e sem nexo de que: vivíamos brigando. - Ele tentou ir embora, mas segurei seu braço - Um momento, você vai me ouvir, Junior. Não tivemos momentos bons?
- Não me chame de Junior. Você não entende o que estou fazendo.
- Ok… eu entendo!
- Não parece. Parece mais uma criança perguntando o tempo todo, isso me deixa louco.
- Chamou de infantil?
- Vamos parar.
- Aqui pra você, ó! - Fiz um gesto obsceno com dedo do meio. E sai com frasco de álcool gel. - Merda. -Voltei e o entreguei. - Isso é seu.

- Valeu.
- É. Tchau.
- Tchau.

*

Sunny tentava ouvir meu desabafo. Às vezes sua respiração ficava pesada, e aliava fazendo algum som desconfortável. Ela poderia tá passando por uma situação igual, e forte como tá hoje, não reclama pela primeira vez. Tentei não perguntar o que estava acontecendo, visando fazer uma mediação. Seria deselegante. Deitado em seu colo, ela acariciava meus cabelos. Suas unhas entravam em contato com o couro, isso era relaxante. E sentia um sono, mas quando a raiva subia, era acordado subitamente.
- Ainda penso que isso é pesadelo. Será que é porque não fizemos sexo? Será que é por que sem querer mordi o lábio dele com muita força, ou por que machuquei o pênis dele na hora…
- Tá, tá. Eu não sou Fuj...oshi. Ok? - Sunny disse remexendo no banco. - É normal pessoas terminando relacionamentos sem nenhuma justificativa, no interior delas, tem uma, mas evitam esclarecer de forma externa. Uma vai, e vem outra melhor. Dá próxima vez tenta fazer certo sem machucar ninguém. Isso serve de lição.

-Você tem razão.

-Eu tenho sempre.

- e aquele cara?

-Jae?

- Sim.

- tá bem.

 

***

A chuva descia forte, mas o calor continuava, ou problema seria eu? Naquela hora, deixou ainda mais depressivo. Procurei causas da depressão, e sem nenhum diagnóstico médico, concordei que estava. Sentia uma tristeza e culpa infinita.

 

A guerra havia começado, então, sem nenhum preparo, encarei de qualquer maneira, e acabei recebendo um resultado bem esperado: perdi feio para outro avatar.

O líder do clã, disse barbaridades, especialmente para minha pessoa, pois todos dependiam do meu ataque no combate, se tivesse feito ataque antes, nada disso estaria acontecendo. Fui espancado com palavras duras, então, retirei do clã. Nem isso, JinYoung, foi humano em dizer:

“ELE TEM UM AVATAR BOSTA, CONTRA UM MAIS FORTE, E MESMO ASSIM LUTOU”

 

Raul ficou louco. Resolvi vender meu avatar para ele. Chegamos a uma conclusão de união desgastante, depois de tudo, nós brigamos.

Resolvi sair de casa um pouco, mesmo sabendo do castigo, desliguei o celular, atravessei a rua, na qual estava movimentada por causa do festival.

 

-Ah, olá? Desculpe o incômodo, mas você viu esse cachorro?

Seu rosto não era estranho. Parecia que o conhecia de algum lugar.

-Não… 

Segurei o panfleto e analisei a foto de um labrador amarelo, com coleira azul. Um belo animal.

-Por favor, caso achar, pegue o panfleto, entre em contato.

-Ok. 

- Filho dos Tuan?

Paralisei na hora.

- Sim.

- Ah, que legal. Sua mãe mataria ver o filho dela interagindo comigo.

Tentei lembrar novamente desse rosto. E qual conflito?

- Sou o vizinho de vocês. Eu e meu marido temos uma enorme rixa com a sua mãe. Ela é bem conservadora.

- Ela é.

- E você, ainda namora aquele rapaz?

 

Sabe aquela sensação de que você está em uma terrível encrenca, e seu corpo reage de duas formas: Corre ou explica. Isso rapidamente. Sente até que vai morrer de infarto, ou desmaiar por falta de oxigênio.

Resolvi explicar, ele era igual a mim, como descobriu, não sei.

- Terminamos... Quero dizer, eu terminei.

- Ah, pena. Vocês eram um lindo casal, fez lembrar a época boa.

- Legal. Mas como sabia?

- Era igualzinho você. Parecia um homem alfa, até meu pai descobri que preferia fazer teatro, ao jogar bola.

- Está tão visível assim?

- Eu tenho um Gaydar.

Não entendi.

- Rastreador de pessoas gays. Identifico até pelo cheiro.

- Mas seus pais, lhe aceitaram.

- Não no começo, mas nada como uma ceia de natal para resolver, e aceitar, né?

- Se achar seu cachorro. Informo-lhe.

- Nome dele é flocos.

 

***

 

Cris conversava alegre, mas dava atenção aos vídeos do Youtube.

- Enlouqueceu?

- Ah, não. JinYoung, ele chegou.

Não tinha como ficar mais maravilhoso meu dia. Estava passando por uma que só deus tenha misericórdia.

- O que tá fazendo aqui?

- Queria conversar com você?

- Maravilha, não estou em um bom dia!

- Desculpe.

- Vá embora.

- Você disse que entendeu!

- É; - Olhei para o Cris que nos encarava. – Prometi entender.

- Já checou seu e-mail, hoje?

- Terminou por E-mail? – Expliquei para Cris – Ele pediu ajuda para terminar com uma ex pelo e-mail. E estou chateado, por que eles voltaram.

Cris apenas negou com a cabeça, levantou do sofá, e sussurrou: Idiotas.

- Apenas verifique.

- Ah, entendi.

Liguei o aparelho, e várias mensagens recebidas. Principalmente um e-mail suspeito.

 

Tinha fotos do momento em que estávamos na biblioteca. E em baixo, estava digitado:

Como seus pais conservadores achariam disso? Pobre filhinho.

- Merda!

JinYoung, apenas virou-se passando as mãos na cabeça, bagunçando o cabelo.

- Agora, entende?

- Você enviou isso para mim?

- Obvio, que não. Eles mandaram um aviso que tinha enviado para ti também.

 

- Acho que sei quem foi. – Apenas uma pessoa apareceu em minha mente entregando algo. Peguei o panfleto no meu bolso, e amassei enquanto cerrava meu punho, apenas reação fazia sentido naquele momento. Queria encher a cara dessa pessoa de porrada.

 

- Quem?


Notas Finais


OBRIGADO!
Até amanhã posto um novo cap para compensar a demora.


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