1. Spirit Fanfics >
  2. I'm NOT a mother! >
  3. Preso em um aquário de mentiras

História I'm NOT a mother! - Capítulo 5


Escrita por: marrie0209

Notas do Autor


Primeiramente, queria dizer que o atraso é o charme da noiva. Segundo, desculpa prometo não prometer mais nada.


Esse capítulo como disse no anterior, era pra ter saído ontem, mas o universo não gosta dos meus leitores. Pois eu fui fazer compra com meus pais, e passei a tarde no mercado, aí quando cheguei estava com cólica, não consegui escrever nem um terço desse capítulo.

Sei que esse capítulo tá curto, mas eu ia ficar triste se adiasse mais uma vez, então preferi um capítulo menor, do que postar só amanhã. Espero que gostem 💮

Capítulo 5 - Preso em um aquário de mentiras


Fanfic / Fanfiction I'm NOT a mother! - Capítulo 5 - Preso em um aquário de mentiras


Seu problema submerso na água
fatos transformados
Outro lugar triste no mar
Este lugar foi virado de cabeça para baixo
Estou preso sozinho
Aquário
ONEWE – TRAUMA (Aquarium)






 Ah... A lei de Murphy, aquele doce pensamento sobre o caos, que me é tão familiar. Umh! Você não conhece a lei de Murphy? Deixa que o Prof TY te ensina.


 Começando por "quem é Murphy?"

 Bem Edward Aloysius Murphy, além de um grande pessimista era um engenheiro aeroespacial, que em 1949 decidiu criar varias leis, que mais parecem um livro que poderia se chamar: "como ser um pessimista de sucesso". E sua lei amis famosa, é a que diz que: "Se tiver duas opções de se realizar algo, e uma puder se tornar uma catástrofe. Escolheremos a catástrofe." E também em continuação: "Se algo for dar errado, dará o mais errado possível." 


 Os otimistas como minha mãe, sempre preferem desacreditar Murphy. Mas a ciência com todas suas fórmulas, considera que 8 de suas leis fazem sentido. Muito disso porque as probabilidades da vida, são uma roleta russa que pode sim, parar na bala do caos. Mesmo que muito disso venha do fato, de nós recordarmos mais de coisas que deram errado, do que as que deram certo ou foram neutras.


 Aí você me pergunta: "I daí? O que isso tem haver com você, senhor professor?" Bom muita coisa, quando o assunto é minha vida. Eu sempre me considerei realista, e também sempre gostei das teorias de Murphy. 


 E antes de lhes apresentar o motivo atual, quero lhes apresentar uma curta — e dolorosa — memória, de meu ensino médio.


 Lá estava eu, muito feliz caminhando pelos corredores da escola. Ao meu lado Doyoung, e do outro Do Kyungsoo nosso colega de classe. Havíamos acabado de sair da aula de artes, e seguimos para o refeitório. 


 Sabe como Murphy diz que "se algo ruim for acontecer, irá acontecer da pior forma possível"? Pois bem, nós humanos e principalmente adolescentes estamos fadados a cair. No entanto, já repararam que nós nunca caímos normalmente? Nunca caímos em um corredor vazio, ou em um local cheio e movimentado onde todos estão, tão concentrados em sua própria vida, que não se importam com mais nada. Nós sempre vamos cair, em um local grande e com muitas pessoas, essas que estarão entediadas e necessitando um motivo para sorrir.


 No meu caso, esse lugar era o refeitório da escola. Cheio de jovens maldosos, e completamente cansados das aulas tediosas que tiveram por toda manhã. Então um lindo Lee Taeyong que 17 anos, carregando sua bandeja do almoço recém paga, e conversando sobre a música nova do Evanescence, caminha em frente a todos esses alunos entediados, e a coisa mais óbvia do mundo acontece. Eu tropeço em literalmente NADA, e vou de encontro ao chão, derrubado meu almoço no lindo piso do refeitório.



 Normal certo? Mas porque para adolescentes, nada nunca é normal? Eu fiquei completamente vermelho, e as risadas em atormentaram por uns dois dias. Resumindo não foi nada, mas para um Taeyong adolescente completamente dramático, aquela era a pior semana de minha vida — leia com voz chorosa.



 Mas como você, linda voz da minha cabeça. Já percebeu pelos últimos dias, com certeza meu pior memento não foi aquele, nem há três horas atrás quando Kim Doyoung e Jung Jaehyun, começaram a brigar no meio do corredor. Como diz Murphy, se algo ruim for acontecer, vai ser do pior jeito. E eu vou repetir isso uma mil vezes, até todos compreenderem minha situação atual.



 Essa catástrofe, começou há dez meses atrás, quando um belo convite azul marinho chegou em minha humilde residência. O eu de fez meses atrás, era um adulto cansado e que precisava de pelo menos dois dias de folga. Então como o enviado de Deus Kim Jongin, decidiu me convidar para uma festa em uma sexta, e eu não trabalho ao sábados, aquilo pareceu realmente uma mensagem divina. Tirando por SeonMul, talvez aquilo fosse uma mensagem do próprio sete-pele — e sim, eu vou usar cada variação ridícula possível, para me referir a satanás. 



 Como o bom jovem idoso que eu era, organizei toda minha agenda um mês antes do evento. Arrumando toda os detalhes, garantindo que nada me impediria de aproveitar aquela festa. Depois de minha agenda, fui atrás da lista de convidados, e não parecia ter ninguém muito estranho para minha pessoa. Baekhyun e Chanyeol estavam na lista, mesmo que os dois não tenham comparecido. Doyoung, havia sido convidado junto a alguns nomes que eu conhecia da faculdade, como Jimin e Taemin, os dois eram amigo de Jongin e Jaehyun desde o ensino médio, e eram as pessoas mais próximas do meu círculo social, de toda aquela gigantesca lista.


 O mês passou bem mais rápido, provavelmente porque eu realmente tinha algo para fazer, além de cumprir metas da empresa, depois de muitos anos. Era bom pensar em em divertir, e sair da minha rotina de passar os dias úteis trabalhando e, levando trabalho para casa, e nos finais de semana jogar videogame com Doyoung. Algo mais animador, e que realmente me lembrasse que eu não era um velho de meia idade, com três filhos e um casamento infeliz, porque talvez essas realidades se confundiam as vezes.


 O dia chegou, e eu saí mais cedo do que o normal, o que provavelmente fez os funcionários do meu setor surtarem de felicidade, porque eles também saíram mais cedo. Tirei meu carro do estacionamento, e cheguei em casa em menos de vinte minutos o que me deixou muito feliz, nem sabia que era possível cruzar esse percurso em menos de quarenta minutos. Tomei um banho completo, hidratei meu cabelo que já tava pedindo socorro, e me vesti. A calça escura contrastava com a camisa vermelha, calcei meus tênis all star customizados e um sobretudo, porque a temperatura estava quase abaixo de zero. Então voltei para meu carro, e já se aproximava das 22:00 quando eu cheguei na cobertura de Jongin em Gangnam.



 Conseguia enxergar as luzes ainda na rua, a área aberta estava completamente lotada. Não muito diferente do resto da casa, acho que Kim Jongin realmente é uma pessoa sociável. Acho que a última vez que estive em um ambiente com tantas pessoas, foi em um show de rock que eu, Doyoung, Baekhyun e Chanyeol fomos há três anos. Talvez até mesmo o show perdesse para aquela festa, eram tantas pessoas que as vezes eu ficava tonto de tantos rostos diferentes que passavam de um lado para o outro, e talvez a bebida ajudasse nisso.



 Acho melhor pular o resto desse dia, primeiramente porque eu não lembro de nem um terço do que aconteceu depois dessa parte. Segundo, porque eu ainda tenho uma imagem para zelar. 



 O tempo foi passando, e depois de um mês e meio, onde eu frequentemente acordava de madrugada suado depois de sonhos nada santos com Jung Jaehyun, eu comecei a passar mau e fui ao médico. Descobri sobre SeonMul, fiquei chocado e até aí, nada de ruim estava acontecendo. Eu peguei meu maior crush,estava rendendo do trabalho e teria um filho que seria muito amado. Só coisas boas certo?


 Isso até minha mãe, começar a questinar sobre o dono do esperma que gerou SeonMul. Obviamente não foi assim que ela perguntou, foi mais para: "Quem é o filho de rapariga, que te engravidou e sumiu no mundo Lee Taeyong?" E eu simplesmente fui desconversando, porque não é simples contar que o fi de rapariga, é o amado semi-sobrinho da mesma. Muito menos contar para ele, sobre o incidente, já que até uns dias atrás Lee Taeyong era o ômega completamente infértil da família. E com isso eu comecei a enrolar minha linda bola de neve, a cada dia adicionando um pequeno problema futuro a ela.



 Esconder coisas, deve ser a coisa mais difícil do mundo, não consigo imaginar o quão estranha deve ser a cabeça de pessoas que traem seus parceiros, porque para dormir com a cabeça leve depois de passar o dia se sufocando em mentiras, a pessoa não deve ser normal. A cada dia era como se eu desse mais um passo, em direção a um grande precipício onde eu cairia e teria que encararam minhas mentiras. O ruim de mentir, e que você nunca consegue ver uma saída da mentira, parece que contar a verdade vai acabar com sua vida, e você nunca mais vai ser amado ou respeitado. Mentir te destrói por dentro, como se você não merecesse nada do que tem, seja amor, amigos, dinheiro e até sua própria família.



 E é assim que a lei de Murphy entra na minha vida, com todas essas mentiras, uma situação complicada se tornou impossível. Não que eu tenha como saber, qual vai ser a reação do Jaehyun ou da minha família. Mas na minha cabeça, vai ser a pior possível. O que gera pânico só de ver Jaehyun, só de olhar para ele eu já começo a me desesperar. 


 A única coisa que consegue me tirar dessa brisa, e um ser minúsculo e muito fofo que está dormindo a poucos metros de mim. SeonMul atualmente, e meu maior remédio, dono de foda minha atenção e amor. Mesmo que eu aínda esteja preocupado, com toda essa bagunça que eu consegui fazer, SeonMul consegue me acalmar.


 No entanto, até SeonMul falha as vezes nessa função. Porque também me sinto culpado por ele, não sei como vai ser o futuro de SeonMul e se ele vai crescer feliz, sem saber quem é seu pai ou se souber, se ele vai ser presente. SeonMul chegou há menos de uma semana em minha vida, e já é a muito preocupação de toda ela. É claro que me preocupo com meu trabalho, com a saúde dos meus pais e com meus sonhos, mas SeonMul consegue seri maior que tudo isso. O que também é desesperador, e como se eu nunca fosse o suficiente para todas as coisas boas que ele representa. 



 Acho que quando Murphy diz que, vamos tomar a decisão que gerará uma catástrofe. Ele falo sobre as pequenas coisas, assim como na lei que diz que a torrada sempre cai com o lado da geleia pra baixo. É sobre as pequenas decisões, que se juntam em algo tão grande e desastroso, que você se sente preso em um grande aquário de medos e incertezas, onde você enxerga todas as possibilidades mas não consegue chegar até elas, você está preso nos seus medos e em sua mentiras. E as pessoas como SeonMul, que conseguem te distrair dessa realidade sufocante, são como aquelas máquinas de oxigenação responsáveis por manter a água do aquário, respirável e confortável para os peixes, uma doce ilusão de não ser escravo do entretenimento alheio e sim um amigo que é bem tratado.



 Talvez o centro de cuidados, não seja uma necessidade do inexperiente Taeyong, e sim uma máquina de oxigenação do meu lindo aquário de mentiras. Um lugar bonito onde vou passar meus dias conversando sobre fraudas, evitando todos os meus problemas ao máximo. Caminhar pelos corredores cheios é uma bela experiência, encarar as betas e ômegas cansados pelos cantos, mas que ainda sim sorriem porque sabem que fora daquelas paredes, a realidade de cuidar de uma criança vai ser pior ainda. Como uma pessoa que teve problemas psiquiátricos, e já não precisa mais de tratamento, mas que continua vivendo em clínicas de repouso, porque não tem auto confiança para sair da companhia dos cuidadores, e dos remédios controlados. Mas no nosso caso só temos um mês no máximo dois, para deixar a clínica e voltar para nossos problemas reais, como o trabalho e a família. É triste que a família seja um problema, no meu caso ela não é, ou talvez não era mas eu transformei me um. 


 Agora entende o porque, de Murphy estar certo sobre minha vida? Eu não escolhi de verdade a catástrofe, ninguém escolhe. Tomamos a decisão que parece melhor, e ela se mostra uma grande armadilha como uma ratoeira que possui uma grande recompensa aos raros preguiçosos. A metra foi meu belo pedaço de queijo, pena que estava envenenado.



 Mas agora saindo do meu eu pessimista, vamos voltar ao objetivo do emu lindo aquário de mentiras chamado: Centro de cuidados para mães. 



 Quando cheguei ao meu quarto, logo reparei que tudo estava organizado com forme o formulário que eu entreguei. Não nego que achei estranho, quando vi as varias opções de como minhas roupas deviam ser dobradas, nem minha mãe me perguntava sobre isso. Mas realmente é muito útil que eles realizem todas essas tarefas, porque assim tudo que preciso me preocupar quando chego, e tomar um bom banho. E é claro dar minhas voltas por aí, porque ainda não é nem 13:00. SeonMul acabou de ser levado para a maternidade, onde os bebês ficam junto das enfermeiras, o local é cheio de câmeras e você pode entrar por um aplicativo logando com a conta que você ganha da direção, assim posso ver SeonMul a qualquer hora. Eu pedi que pelas tardes ele ficasse comigo, como eu não posso amamentar ele de forma convencional prefiro passar a tarde conversando com ele para estimular seu cognitivo, e para ele se sentir mais próximo de mim.



 Mas enfim, como ainda não estou morto, decidi dar uma volta por aí, ver novos rostos sabe? Nunca se sabe quando você vai encontrar o amor da sua vida. 



 E bem quando eu abri a porta, outras três abriram também. Isso que eu chamo de sincronia absurda. Da porta que ficava de frente com a minha, saiu um ômega pouco maior que eu, que possuía os cabelos escuros e uma expressão de cansaço. Da porta a direita um Baekhyun com seu cabelo rosa ainda molhado, vestindo uma grande camisa branca e bermudas. E da porta esquerda, outro ômega de cabelos negros, usando meias uma calça de moletom e uma camiseta preta, claramente mais preparado do que os outros.



— Vizinhos! Sempre quis ter vizinhos que não passassem o dia trabalhando. – brinquei ouvindo a risada de Baekhyun, e ganhando um sorriso do moreno da porta esquerda enquanto o outro só corou levemente.



— Quem diria, de pessoa que dividia a cama com você, a seu vizinho. – brincou de volta o Byun.



— Pra você ver, achei que tinha arranjado meu pé de meia, e agora m encontrou encalhado e com um filho. 





Notas Finais


Esse capítulo foi mais morno, já que os últimos dois eu em animei muito. Gostaram da nossa "not momys gang'?

Ps: gente vcs viram que capítulo passado eu escrevi Baekhyun no lugar de Taeyong, na fala do Doyoung. E não né corrigiram? Amadas?? Que vergonha hoje eu lendo de novo, e vendo esse erro de principiante desatento.


Até o próximo. 💮


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...