História I'm Not An Error - Capítulo 10


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Categorias TWICE
Personagens BamBam, Chaeyoung, Dahyun, Jackson, Jeongyeon, Jihyo, Jinyoung, Mina, Momo, Nayeon, Personagens Originais, Sana, Tzuyu, Youngjae, Yugyeom
Tags 2yeon, Chaeyoung, Chaeyu, Dahmo, Dahyun, Jeongyeon, Jihyo, Michaeng, Mina, Momo, Nayeon, Sana, Satzu, Tzuyu
Visualizações 104
Palavras 2.187
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, LGBT, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello Serumaninhos, turu bão?

*Risada nervosa*

Eu esqueci de postar hihi

Mas tá aqui em, não me matem

Eu vi que a fanfic bateu 500 favoritos e queria agradecer vocês de alguma forma. Se tiverem alguma ideia, me digam, pode ser qualquer coisa rara

Enfim, vamo lá Serumaninhos

Capítulo 10 - Alien


— A viagem vai ser longa, então o menor vai no colo. - Jackson se pronunciou, colocando seus óculos escuros e destravando o carro.


Sabe aquele momento em que você sabe que se ferrou? 

Das meninas que vão atrás, Mina é a mais baixa (isso porque ela perdeu no pedra, papel e tesoura com a Dahyun). Já eu, sou tecnicamente um pouco maior que ela, mas todos nós sabemos que não há possibilidade nenhuma de que a Mina vá no colo de alguém, muito menos no meu, e não com o Jackson no mesmo ambiente.

Somi e Tzuyu são dois projetos de golias, ou seja, sobrou pra mim. Todo mundo está se encarando, mas eu sei que todos estão rindo mentalmente da minha cara.


— Sem chance, eu não vou no colo! - cruzei os braços, fechando a cara.


— Você pode escolher, ou vai no porta malas, ou no chão, ou no colo. - ele se pronunciou abrindo as janelas do carro.


— Eu sei que é o seu sonho me ver dentro desse porta malas, mas eu não vou te dar esse gostinho. - ele revirou os olhos e Jisoo buzinou logo atrás de nós.


— Decidam-se! - Somi exclamou impaciente.


— Tá, eu vou no colo. - suspirei derrotado e esperei que as garotas entrassem.


Entrei por último, e sentei no colo de Tzuyu, que estava na porta. Ela sorria, mas eu nem me preocupei, estava ocupado demais tentando achar minha dignidade.


— Tá muito apertado aqui! - falei ao me acomodar.


Eu já havia previsto isso. Assim que sentei no colo de Tzuyu, tive que curvar a cabeça sobre o banco de Jackson, pelo simples fato da minha cabeça bater no teto. Aí até tentei passar para o colo de Somi depois que o carro partiu, mas de um golias para o outro não mudou muito. Não sei que tipo de suplemento essas crianças de hoje em dias estão tomando, só sei que já está na hora de parar.

Enfim, depois de muita discussão, convenceram a Maria problema a me deixar sentar no colo da Mina, e de fato tinha tudo para ser confortável, mas o problema agora era eu.

Depois de ontem eu percebi que não é seguro me deixar muito perto dela, primeiro que eu fico muito desconfortável, segundo... É só isso mesmo.


— O chão não parece tão ruim. - falei quase num sussurro.


— Ótimo, desce. - Jackson pos uma mão para trás do banco e tentou me puxar para baixo. 


— Ai Jackson! - Mina reclamou, minha bermuda havia arranhado a pele dela.


— Desculpe meu amor. - pediu.


Reclamei baixo e me sentei no chão do carro, de costas para a porta e com as pernas esticadas para a outra porta. Falando assim, parece bem desconfortável, mas na real nem era. Pouco tempo depois todas as meninas estavam dormindo e eu, estava ouvindo o Jackson assobiar.


— Você pode dormir se quiser, eu não vou te sequestrar. - ele disse calmo sentindo minha movimentação no banco dele.


— Então eu posso deitar no colo da sua namorada? - pedi levantando uma das sobrancelhas.


— Melhor não, fica acordado, assim eu tenho companhia. - acabei rindo de seu desespero.


— Não precisa ficar com ciúmes de mim, você sabe não é? - virei um pouco o rosto, olhando para ele.


— Eu tenho minhas dúvidas, da última vez você sumiu com a minha namorada e ela apareceu em casa com cheiro de maconha. - gargalhei.


— Você sabe que a maconha foi sua. - ele sorriu de lado. — Tudo o que eu fiz foi proteger ela. Inclusive eu fui espancado na rua por causa disso. - ele deixou o sorriso morrer.


— Eu sinto muito por isso. - falou pigarreando.


— Seja sincero consigo mesmo, nessa vida você não se importa se eu morrer sob a sola de uma bota. - ele fica calado. — Jackson?


— Você tem razão, eu não me importo. Mas eu juro que eu tento me importar, você não sabe quantas vezes eu tentei te considerar, por mim, pela Mina, pela Tzuyu. - ele começou, falando com ranço na voz. — Mas você não colabora, você é tão bom que isso me irrita.


— Sabe o que eu me considero? - ele ficou calado. — Um Alien, minha mente e meu corpo são coisas completamente opostas, e o mundo não me aceita por isso. - comecei e ele suspirou. — Só, tenta me conhecer sem ligar para o meu físico, depois de um tempo você nem vai perceber que convive com um alienígena.


— Eu vou tentar. - ela falou, arrumando o corpo no banco.


Inclinei a cabeça para trás encostando na porta, e fechei os olhos por alguns segundos. Isso antes do carro passar voando sobre um quebra molas e eu bater a cabeça com tudo na porta. Jackson gargalhou ao me ver olhando incrédulo para ele.


— Foi mal, eu não vi o quebra molas. - ele me observou massagear minha cabeça. — Pode deitar aí. - o olhei torto. — Eu vou confiar.


Coloquei meu braço como apoio sobre as pernas de Mina, deito minha cabeça sobre meus braços, e minutos depois uma mão repousa sobre minha cabeça, me fazendo cafuné.


(...)


— Aí galerinha, vamos esticar as pernas enquanto eu abasteço. - Jackson nos chama e eu desperto devagar, quase ao mesmo tempo que as meninas.


Esperei todas saírem para poder fazer o mesmo.

Estamos em um posto de gasolina, as meninas foram na conveniência comer enquanto eu fiquei do lado de fora esperando, estava ventando muito e nem a blusa de manga cumprida que eu usava estava dando conta.

Acho o carro de Jisoo estacionado não muito longe e ao procurar ao redor, vejo que o outro grupo também está na loja, todo mundo parece conversar animadamente sobre algo, e isso enquanto comem salgadinhos e lamen.

Mais um pouco e eu viraria uma pedra de gelo, então decidi entrar e me juntar ao povo.


— São seis da manhã, como caralhos vocês conseguem ter essa energia? - perguntei me juntando ao grupo reunido em algumas mesas da conveniência.


— Isso se chama ansiedade, é difícil imaginar que vamos passar uma semana na praia. - Somi se pronunciou colocando uma mão cheia de salgadinhos na boca.


— Já pensou, uma semana sem pais, professores, escola, dever de casa. Isso que é vida! - Jennie falava empolgada assoprando seu lámen.


— Esqueceu o melhor Jennie, uma semana de festa! - YoungJae falou alto e todos vibraram com a idéia.


Sentei a mesa entre Tzuyu e Dahyun, ambas comendo alguma coisa. Tzuyu comia algum biscoito integral enquanto Dahyun devorava um pote de lamen como um animal, quase se engasgou algumas vezes mas foi.

A conversa agora estava fora do contexto da viagem, eu aproveitei para roubar um pouco da comida das meninas enquanto pensava no quão chata aquela semana seria pra mim.


Eu iria conviver com vários bebuns, festeiros, maconheiros, e nem iria poder aproveitar o mar como todo mundo, só pelo fato de não poder tirar a roupa e ser livre como o resto dos garotos.

Ser um garoto transgênero realmente me faz parecer um alienígena. Imagine, um garoto com volume nos seios e nenhum na virilha, sem pelos no rosto e menos ainda nos braços e pernas, com curvas e que menstrua! Algum ser humano com livre arbítrio aceitaria compartilhar uma vida comigo?

A única coisa que se salva nessa bagunça toda é a minha voz. Quando eu era mais novo, eu tive que operar as cordas vocais e como eu não fui um poço de paciência durante a recuperação, acabei me descuidando e minha voz não voltou a ser o que era antes, ficando alguns tons abaixo do comum feminino e com um adicional de rouquidão.


Agora tente entender, com todos esses problemas me circulando, é possível ficar feliz com uma viagem a praia?

Infelizmente, ainda não criaram uma varinha mágica que consiga mudar meu corpo do dia para a noite. O processo é longo e alguns procedimentos, um tanto complicados, principalmente para um adolescente na minha idade.

No fim, não há outro termo que defina minha vida melhor que, "complicada".


— DaeHyun vamos. - saio de meus devaneios ao sentir Tzuyu me cututar.


Nos separamos em grupos novamente e voltamos para o carro, nos mesmos lugares de antes, a diferença é que agora todos parecem ter acordado de vez. O carro estava uma bagunça, todos estavam cantando, dançando, brincando, e no fim, nem percebemos o tempo passar.

Quando viemos nos dar conta, já conseguíamos ver a areia cristalina a beira da estrada (eles conseguiam ver na verdade, do chão do carro eu só via o céu).

Consegui ver o teto de algumas casas antes de Jackson parar o carro, avisando que já havíamos chegado. Desci por último do carro, sentindo meu corpo todo travado. Jackson travou o carro e pegou algumas coisas, caminhando ao meu lado para se juntar aos outros.


— Morreu? - perguntou sarcástico.


— Não que eu saiba. - respondi no mesmo tom.


— Então o caminho não foi tão ruim. - esboçou um sorriso de lado.


Sorrindo desse jeito, nem parece um cafajeste. Mentira, parece sim.


— Pode ser. - dei de ombros.


— Você tem uma semana de liberdade antes de voltar para aquele carro, aproveita. - ele deu tapinhas em minhas costas antes de tomar minha frente.


A casa estava um caos, do jeito que eu achei que estaria. Nem chegamos direito e as meninas já estavam correndo pela casa procurando o quarto em que iriam ficar. Já eu, me sentei no sofá e esperei pacientemente alguém notar minha existência para pelo menos me colocar na conversa. Fizeram isso? Não, mas decidiram os quartos pelo menos. 

Eu e os meninos ficamos no primeiro quarto, as meninas ficaram no segundo, e Jennie e Jisoo ficaram com o terceiro.


Achei injusto o casalzinho ficar na suite, mas como a casa não é minha, eu não posso falar nada.

Também achei uma péssima idéia me colocar no quarto com os garotos. Tudo bem que eu quero sim ser tratado como eles, mas eu ainda não acredito no papo de aceitação do Jackson.

Melhor ficar apreensivo do que me jogar de cabeça e acabar com traumatismo craniano.


— Espero que a água esteja boa, porque a piranhona chegou! - Jennie apareceu de biquíni na sala, com uma bóia sob o braço e chinelos nos pés.


Depois disso, eu só vi uma coisa branca correndo na areia em direção ao mar.


— Nem me espera essa desgraçada! - Jisoo exclamou, carregando uma bolsa sob o braço e um chapéu exageradamente grande na cabeça.


Logo, outro corpo acompanhava o de Jennie no caminho até o mar. Os garotos se entreolharam e arrancaram as camisetas e os tênis, e minutos depois o resto das meninas já haviam se vestido para a praia.

Ficamos apenas eu, Mina e Junior na casa. Eu me sentei na varanda da casa, e pus meus fones de ouvido, observando a movimentação na areia. Junior estava dormindo na sala e Mina apareceu minutos depois na varanda, colocando uma caneca na mesa a minha frente.


— Quer? - ofereceu ao perceber meu olhar.


— Não, obrigado! - ela sentou ao meu lado e eu desviei meu olhar para os outros.


— Por que não está lá? - perguntou, dando um gole no conteúdo da caneca.


— Eu quem te pergunto. Não deveria estar fazendo companhia ao seu namorado? - digo sem desviar o olhar.


— Eu até gosto de praia, mas não sou a fã número um de areia. Prefiro relaxar por hoje. - assenti.


— Eu não gosto de praia, só vim porque fui obrigado. - sorri minimamente.


— Você não veio pela Tzuyu? - neguei com a cabeça.


— A Tzuyu se vira melhor sem mim. - falei seguindo com o olhar os movimentos de Tzuyu de longe.


— O que quer dizer? - perguntou curiosa.


— Acho que eu gostava mais de ser o melhor amigo dela. É como dizem, ela é muita areia para o meu caminhão. - ri de minha sentença.


— Eu não acho. Vocês são lindos juntos. - virei o rosto e vi Mina sorrindo enquanto levava a caneca aos lábios.


Eu bem que queria dizer o mesmo de você.


— Bem, obrigado! - respondi brevemente.


Ficamos longos minutos em um silêncio confortável, eu me debrucei sobre a mesa e fechei os olhos por um tempo, ouvindo o barulho do grupo, trazido pelos ventos marítimos.

Abri os olhos, e Mina me encarava sem um pingo de vergonha, o que me deixou incomodado.


— O que foi? - perguntei sério.


— Nada, por quê? - ela sorriu.


— Por que está me encarando tanto? Seu namorado está alí! - apontei.


— Você é estranho Chaeyoung. - disse, por fim desviando o olhar.


La vem ela novamente com esse nome.


Chaeyoung. Não é como se ela não soubesse da mudança, ela sabe, mas insiste nesse nome.

O pior é que não parece tão ruim quando ela fala.


Talvez eu seja realmente estranho.



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