História I'm not going fast angel. - Capítulo 1


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Notas do Autor


Bemmm, essa é minha primeira fic postada de Ineffable husbands. Ficou menor do que o esperado mas gostei dela.

Boa leitura!

Capítulo 1 - I'm 6000 years slow


Crowley acabara de sair de uma reunião com seus “agentes”. Estava planejando furtar algo de um certo lugar, havia planejado isso a meses e finalmente iria faze-lo.

Shadwell, um novo integrante, havia acabado de lhe falar sobre sua rede secreta de caçadores de bruxas e como ela estaria a sua disposição, pensava que seria uma boa ideia ter agentes treinados caso precisasse. E então, Crowley estava voltando ao seu carro, um Bentley 1926 único dono, que, era o próprio demônio. Entrara no carro e fechara a porta se ajeitando melhor no banco, podia se dizer que estava aflito, não que deixasse transparecer. Mas sabia do risco que corria ao fazer o que pretendia.

O ruivo de óculos escuros  de aros redondos e corte de cabelo estilo Beatles sentiu algo, na verdade estava mais para uma presença, que conseguia  identificar a mais de 5000 anos.

 

“O que está fazendo aqui?” – Perguntou ao ver o ser celestial ao seu lado. Sentira a presença etérea de Aziraphale, que, prestando atenção, tinha uma feição tensa no rosto.

 

“Eu precisava falar com você.” – Falou sem olhar para Crowley.

 

“O que?”

 

“Eu trabalho no Soho. Ouço coisas .”

 

O jeito que falava transparecia angústia. Era óbvio para Crowley, ou pelo menos deveria ser, o receio de Aziraphale no que falava e no que estava prestes a fazer.

 

“Soube que você está organizando um golpe para assaltar uma igreja.” – continuou. Finalmente encarou o demônio – “Crowley, é muito perigoso. Água benta não vai matar só o seu corpo. Vai destruí-lo completamente.” – Em sua voz havia uma preocupação palpável.

 

“Você já me disse o que pensa a cento e cinco anos atrás–

 

“E eu não mudei de ideia.” – Interrompeu Crowley. – Mas não quero que arisque a sua vida. Nem mesmo por algo perigoso. Então... ” – O anjo que até agora apertava seus dedos em ato de nervosismo e ansiedade, levou suas mãos ao seu lado esquerdo retirando de lá uma garrafa térmica média com estampa em tartã. Cheia de água benta.  – “Pode cancelar o assalto. Não tire a tampa.”

 

Aziraphale entregou a garrafa a Crowley que a pegou com as duas mãos. Seus dedos roçaram nos do anjo, e por mais que fosse por uma fração de segundos, pode sentir o sentimento dele sobre o que estava fazendo, afinal,  ele estava tremendo.

 

“É verdadeira?”

 

“A mais pura.”

 

“Depois de tudo que você disse.” – Crowley que até o momento estava com os olhos na garrafa voltou seu olhar para Aziraphale. – “Devo lhe agradecer?”

 

“É melhor não.”

 

O demônio olhou para a estrada iluminada pelas luzes artificiais de led vindas dos enormes outdoors que decoravam as ruas e bares ao redor, para voltar ao anjo.

 

“Quer carona para algum lugar?”

 

“Não, obrigado.” – Crowley fez um bico desapontado. – “Não fique tão decepcionado. Talvez um dia possamos... Não sei. Fazer um piquenique. Jantar no Ritz”

 

O demônio estava começando a ficar desesperado. Ele não poderia apenas lhe entregar uma coisa assim e ir embora... não é?

 

“Vou lhe dar uma carona. Para onde quiser.” – Ele estava praticamente implorando para que Aziraphale aceitasse. Implorando para que o anjo não apenas fosse embora e o deixasse ali, com mais perguntas e mais duvidas do que já tinha.

 

O anjo encarou os olhos por trás das lentes escuras com pesar. Então:

 

“Você vai rápido demais pra mim, Crowley.”

 

...

 

O que?

 

Foi o que Crowley pensou.

 

Ele não podia estar falando sério.

 

Aziraphale se virou em direção á porta fazendo menção de sair, mas ouve algo. Bem, talvez tenha sido o olhar magoado de um ser oculto que fez com que a porta do seu lado não quisesse abrir. Depois de algumas tentativas de a abri-la, o anjo se virou para o ruivo ao seu lado direito apontado em direção á porta.

 

“Crowley, a porta. Ela não est–”

 

Não conseguiu terminar, nem havia como. Uma mão havia ido para a lateral de seu maxilar e o puxado. Não teve reação, bem, a não ser pelos olhos arregalados do anjo enquanto Crowley pressionava os lábios contra os seus em um beijo desjeitoso, que foi quebrado depois de alguns segundos apenas para que o demônio visse as bochechas coradas em um tom rosado e os olhos brilhantes e de pupilas dilatadas de Aziraphale.

 

“Eu não estou indo rápido anjo.” – Sua face mostrava que estava convicto do que falava – “eu fui devagar por 6000 anos.”

 

Crowley se aproximou o beijando de novo, mas de uma forma mais calma e casta movimentando seus lábios devagar. Aziraphale havia levado suas mãos ao blazer do demônio. Apenas não sabia se era para afasta-lo ou mantê-lo ali.

 

 

“E-eu... – Falou abafado pelos lábios de Crowley contra os seus, até que o afastou. – “Euprecisoir.” – Falou rápido, e, com um olhar a porta do Bentley estava aberta, e Aziraphale estava saindo em passos rápidos e um pouco desajeitados.

 

Não o julguem mal, ele queria ficar, queria retribuir o beijo do mesmo modo, com todo o amor e paixão que sentiu vindo de Crowley, mas não podia. Não com seu coração batendo rápido como estava, parecendo que a qualquer hora iria sair de seu peito, não com consciência do que havia acabado de entregar a ele, e de como aquilo poderia acabar com sua existência.

Seus pés caminhavam inconscientemente para sua livraria enquanto mantinha sua concentração em seus questionamentos internos. Sim, com certeza aquilo havia sido rápido, muito rápido, muito errado, e muito... bom. Mesmo que tentasse não pensar, sua mente o traía o levando novamente para a sensação de ter seus lábios junto aos de Crowley.

Viu a si mesmo tocando os lábios com a ponta dos dedos. Suas bochechas coraram e um sorriso tímido se formou em seu rosto.

 

Sim;

 

Amava Crowley.


Notas Finais


é isso. Espero que tenham gostado^^


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