História I'm Sorry - Capítulo 38


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Jungkook
Visualizações 62
Palavras 2.096
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 38 - Thirty eight


Jungkook P.O.Vs

• flashback on •

— Por que você é tão louca?

— Eu não sou louca, Jungkook!

— Claro que é, Yun! Você quase matou uma garota só porque eu transei com ela! Isso é doentio!

Yun respirou fundo e balançou a cabeça.

— Você finje que não sabe o que eu sinto.

— Amor? Sim, eu sei que você me ama, e deveria saber que isso não vai mudar nada entre a gente. Tentar matar aquela guria não mudaria nada também!

— Jungkook! Por que você nunca admite que sente algo por mim também?

Soltei uma risada divertida, impressionado com a burrisse dela.

— Eu nunca sentiria algo por você, Yun.

— Mas e todas aquelas palavras? E aqueles gestos?

— Palavras e gestos na hora da transa? Caralho, você é mesmo idiota. Qualquer cara faria aquilo, gostando de você ou não! Você inventou tudo isso só porque está apaixonada!

Ela começou a chorar de repente, e eu fiquei parado, olhando ela chorar em silêncio.

— V-Vai embora, Jungkook.

— Não tem mais nada pra dizer das suas invenções?

Yun me olhou, brava, e caminhou até mim, começando a me bater e a me levar até a porta de saída.

— SAIA DAQUI!

E eu fui embora, sem ligar para o amor dela e pra toda a nossa "história". História que nunca existiu.

• flashback off •

Sooyoung P.O.Vs

— Appa?

Minhas pernas ficam bambas, como as de JK. Nossos olhos estão fixados na sombra, qus acabou de falar "appa".

— Y-Yun, o que é isso?

A garota sorri.

— Seu filho, Jungkook.

De tão bambas que minhas pernas estão, eu perco o equilíbrio e bato o pé em alguma pedra, fazendo barulho suficiente para fazer JK olhar em minha direção, mas, antes que possa fazer algo, a pequena sombra corre em sua direção e abraça suas pernas, dando uma risadinha fofa. Agora, consigo ver como a criança é. O cabelo é igual ao de JK, o narizinho, os olhinhos e a boquinha também. Praticamente é ele quando criança.

— I-Impossível, Yun! E-Eu... Eu não tenho filho!

— Claro que tem, e é esse que está te abraçando.

JK olha para a criança, aterrorizado. Hesitando, ele se agacha e toca a criança, a analisando. Definitivamente esse filho é dele.

— Por que não me avisou? P-Por que não falou sobre isso?

— Porque toda vez que ia falar contigo, você me ignorava. Ele já tem quatro anos, Jungkook, e nasceu no seu aniversário, 1 de setembro.

Que coincidência da porra!

JK ainda não se acostumou com os toques da criança, e nem com o fato de ter um filho. JK deixou uma mulher grávida para trás, por quatro anos. Isso é... Loucura.

— E o que você quer pra me deixar em paz em questão disso?

O QUÊ?

— C-Como assim, Jungkook?

— Eu tenho um filho que já tem quatro anos, eu nunca vou saber como cuidar dele, e também, não moro aqui. Por que exatamente me chamou?

— Para me ajudar a cuidar dele.

JK a olha.

— Eu nunca vou cuidar de uma criança, Yun, sendo meu filho ou não. Não sei cuidar delas e não as suporto. Posso te dar uma casa, posso pagar a escola dele e te dar dinheiro suficiente para cuidar dele por longos anos.

— Eu não quero isso, Jungkook. Quero que seja um pai presente, que fique aqui e cuide dele como sua vida.

— Não irei fazer isso, e sim fazer tudo o que falei antes. A criança mal me conhece, nunca soube que tinha um pai. Deverá continuar assim.

Estou ficando puta e super chateada com a atitude de JK! Eu sei que ele não quer deixar Busan, não quer deixar os meninos, mas abandonar a criança é totalmente errado!

— Shin te conhece, sim! Lembra dos vídeos que gravamos, sorrisos e risadas que tivemos neles? Mostrei esses vídeos a ele, ele gosta de você, mesmo que nunca tenha falado contigo! Dê a ele a oportunidade de ser feliz ao lado do pai!

Vídeos? Sorrisos e risadas? Como JK era quatro anos atrás?

— Não me contrarie! Eu sei o que é melhor, então eu farei!

Com raiva, saio de trás da árvore e a luz do poste logo atrás da garota acaba me revelando. A garota me olha, espantada, já JK, parece imerso em seus pensamentos, olhando fixamente para a criança, que brinca com os cabelos de JK.

— Q-Quem é você?

Não dou atenção a ela e caminho até JK, me agachando ao seu lado.

— JK — fico sem resposta, então balanço seu corpo. — JK!

Ele me olha, parecendo distante, mas quando volta, pergunta imediatamente.

— O que está fazendo aqui? Eu disse pra ficar no hotel!

— Não quero falar sobre isso, precisamos falar em particular!

— Eu chamei Jungkook aqui, o assunto é entre mim e ele! Não deveria estar aqui, garota! — Diz a Yun.

Viro o rosto para ela, ainda puta da cara.

— Cale a boca! — Me levanto, fazendo JK levantar também. — Você deve vim comigo.

Puxo JK até algum canto, claro que ele tenta se soltar, mas por incrível que pareça, eu o agarro com uma força surpreendente. Paro ao ficar longe das duas outras pessoas e solto JK, bufando junto com ele.

— Você não pode deixar o menino!

— Ah, qual é, garota? Quer se intrometer nos meus assuntos agora?

— Pode ser seu assunto, mas o assunto é uma criança de quatro anos! Eu sei que você não quer deixar Busan e nem os meninos, mas deveria vim a cada um mês ou dois, apenas para criar uma relação com ele!

— Pare de falar agora!

— Essa criança pode ser sua luz, JK! Ao invés de fazer tudo o que faz, deveria sossegar e deixá-lo mudar você. Não sente falta de ser gentil e feliz novamente?

JK me coloca contra a parede, com seu braço pressionando meu pescoço com força. Ele está com raiva e eu sei disso.

— Não, eu não sinto falta! Eu não consigo mais ser assim!

— Todo mundo pode mudar, é só deixar! Por favor... Era o que a sua avó queria, era o que ela me fez prometer que faria!

Ele prensa mais seu braço contra meu pescoço, me fazendo ter falta de ar.

— Como se atreve a falar da minha avó?

— J-JK... Ela sabia de tudo, tudo o que você faz. Ela me fez prometer que te mudaria de alguma forma, que tornaria você o Jungkook que ela conhecia. Ela te amava e só queria o teu bem.

Estou começando a ficar tonta pela falta de ar, mesmo assim, continuo falando, apesar de estar assustada.

— Por que justo você? Por quê?

— Eu não sei! Talvez tenha sido a primeira vez que ela te viu com uma garota e tivesse pensado que você estava se abrindo pra mim. Por mais pura mentira que fosse, ela quis acreditar nisso, e falou comigo. Sei que é realmente difícil eu fazer isso, mas a criança pode ajudar. Só... Por favor... Faça o que ela tanto queria, tente mudar, deixe-se ir.

JK me encara por um longo tempo, enquanto isso, tento controlar meus olhos para que eles não virem. Devo me controlar para não desmaiar.

Finalmente, ele me solta e suspira, dizendo.

— Eu não sei, garota... É estranho chegar aqui e saber que tenho um filho de quatro anos, que nasceu no meu aniversário. É... Horripilante.

— Eu sei, JK, mas você deveria criar laços com ele. Como eu disse, ele pode ser a sua luz, é só deixar e tentar — sem perceber direito, seguro seu rosto, o obrigando a me encarar. — Não finja que o garoto não existe, pois existe e é seu filho. Agora vai lá e resolve tudo isso. Fale que irá vim a cada um mês ou dois, e que irá ajudar a cuidar dele e criar laços com ele. Por favor...

Após nos encararmos por mais longos segundos, JK concorda e toca minha mão, dizendo.

— Eu sei que não é nada comum eu pedir isso, mas você me ajuda?

ELE PEDIU MINHA AJUDA? SOCORRO!

Sorrio e balanço a cabeça, concordando.

— Claro, JK. Eu te ajudo.

E nós voltamos para o local em que estávamos antes. Agora, a criança está abraçando as pernas da mãe, que passa a mão calmamente sobre o cabelo do menor.

— Por que essa garota está aqui, Jungkook?

Abro a boca pra responder, mas JK aperta minha mão para me avisar que devo ficar calada.

— Ela está aqui pra me ajudar.

— Ajudar? — Ela faz uma cara estranha. — Desde quando você aceita ajuda, principalmente de uma garota, Jungkook?

— Desde agora.

Faz um tempo que a Yun está focada em nossas mãos entrelaçadas, e estou começando a ficar um pouco nervosa.

— Eu decidi o que irei fazer — diz JK. — Não ficarei em Seul, mas irei vim a cada um mês ou dois, por dois dias ou quatro. Irei... Fazer a criança lembrar de mim como um pai que viaja muito. Sim, irei ajudar a cuidar dele e irei criar laços com ele.

Yun sorri e corre até JK, o abraçando com força. Eu sei que não deveria ficar brava com isso, mas confesso que fiquei. O gurizinho, chamado Shin, caminha até mim, então eu me agacho e sorrio para ele.

— Seu pai virá sempre, Shin.

Ele dá um sorriso pequeno e toca as pontas de meus cabelos, brincando com eles.

— Você vai vim também?

Meu sorriso some por conta da confusão. Por que ele perguntou isso?

— Não. — Vejo seu beicinho e me derreto com completa. — Okay, vou ver com seu pai se poderei vim algumas vezes. Prometo.

Me levanto e bagunço o cabelo do pequeno, feliz. Minha mão ainda é segurada pela do JK, e meu coração está acelerado por conta disso. Ele não abraça mais a Yun, e sim conversa baixinho com ela.

— Você está de acordo? — Pergunta JK.

Ela o olha e depois desvia o olhar para mim, concordando.

— Sim, concordo.

***

Ainda estou surpresa pelo fato de JK ter um filho de quatro anos. Aquele gurizinho é tão fofo e parecido com o pai!

— JK...

— O que foi?

Estamos voltando para o hotel, ainda de mãos dadas. JK parece distante ainda.

— Seu filho me pediu para vim contigo sempre que vier visitá-lo.

— Por quê?

— Eu não sei. Posso?

Ele torce o nariz e levanta a cabeça, olhando pra frente.

— Eu nem sei quando irei voltar exatamente, mas poderá vim.

Eu vou adorar cuidar do Shin!

— Como se sente em relação a tudo isso?

— Não sei muito bem. Ter um filho estava fora dos meus planos. Eu não sei lidar com crianças, muito menos cuidar delas, porque nunca tive contato com elas. Quando olho para elas, desejo que não tenham o mesmo futuro que eu, porque perderiam os pais.

Assunto delicado.

— É, eu sei que você perdeu seus pais quando era pequeno, JK. Acho que é por isso que deve ser um pai presente, para ele não sofrer a mesma coisa que você sofreu. Perder os pais deve ser algo horrível.

— Você perdeu seus pais também, garota.

Olho para ele, confusa.

— Eu não perdi meus pais, e sim meu irmão. Nunca tive pais para perdê-los. Aqueles dois que me criaram eram apenas... Duas pessoas que me infernizaram praticamente minha vida inteira. Eu agradeço que tenham se matado.

JK me encara, perplexo.

— Se matado?

— Sim, foi o que aconteceu.

— Quem te disse isso?

— Ninguém, eu apenas concluí.

Ele solta uma risada, mas logo volta para o seu rosto triste.

— Você ainda não sabe, certo?

— Não sei o quê?

Ele acaricia minha mão devagar antes de reponder.

— Seus pais não se mataram, garota. Como sei disso? Porque fui eu quem fez tudo — arregalo os olhos e tento interrompê-lo, mas JK fala rapidamente. — Por favor, deixe-me falar. Eu fiz tudo, mas a ideia foi do Jin. Após eu testemunhar seu estupro e como você era tratada dentro daquela casa, eu, Y, N e T fomos para a sua casa enquanto você dormia na nossa. Primeiro, era apenas para matar seus pais com uma faca, mas quando vi sua cama e lembrei do que vi, desejei fazer outra coisa. Procuramos velas dentro do seu quarto e por algum motivo, você tinha, então... Eu andei até o quarto de seus pais e coloquei fogo na cama enquanto estavam dormindo. Foi por isso que consegui te devolver a câmera e o álbum, por isso sabia o que tinha acontecido. Eu não sei se vai ser difícil aceitar o que fiz, Sooyoung, mas espero que me perdoe.

Eu o escuto atentamente, surpresa. Não fico triste nem nada, apenas pelo fato dele ter tirado minha casa de mim, mas...

— Você destruiu minha casa, JK, mas estou grata mesmo assim. Você acabou com o meu inferno. Não tenho motivos pra te perdoar, porque você me fez um favor imenso — sorrio. — Obrigada.

Ele parece surpreso com o meu agradecimento.

— Pensei que ficaria brava, mas... Enfim, de nada.

Eu realmente acho que essas duas semanas podem nos aproximar.



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