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História I'm Sorry My Love - Capítulo 14


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Capítulo 14 - Fingimento.


 

Castiel NARRANDO...

 

 

               Vejo Dean indo embora as pressas em direção ao quarto do rei e decido comigo mesmo que a melhor opção a se fazer é não segui-lo. Olho para o anel de noivado, que havia  sido arremessado em minha direção momentos antes, e me sinto levemente triste. Não entendo como minha vida pode ter mudado da água pro vinho em poucos instantes. Eu juro, por tudo que é mais sagrado nessa terra, que nunca tive intensões nenhum com Kevin. Ele sempre foi um irmão para mim e essa desconfiança de Dean só me mágoa.

               Mas ok, Castiel. Você ainda está encrencado e se lamentar não vai mudar nada. Se Dean não se convence da minha inocência , terei que apelar por alguém acima dele. O próprio rei. Lembro-me que quando mais novo, adorava me esconder nos diversos tuneis e atalhos subterrâneos do castelo e um deles dá de frente ao quarto de sua majestade e se me apressasse, chegaria ao mesmo tempo que o príncipe.

E assim fiz. Corri antes que os empregados pudessem me perseguir e abrir a porta camuflada entre as pilastras do corredor de entrada. Era um lugar frio, escuro, inclinado e cheios de ratos. Não pensei muito nos detalhes e corri como um louco. Ao chegar no fim, abrir outra porta empoeirada e sair de frente ao quarto do rei. Sem muita demora, perguntei aos guardas da porta se ele estava ali ou se poderia entrar e logo fui barrado. Os gigantes alfas de mamaduras disseram que o rei estava em reunião com seu filho e que eles não tinham permissão para interrompê-los.

 

- Droga! – Falo frustrado.

 

- Eu sinto muito, milorde – Um deles pronuncia

 

- Sabe me dizer se eles estão há muito tempo ai? – Pergunto aflito.

 

- Não muito, senhor – O outro diz.

 

- Então esperarei aqui fora – Digo eu e assim faço.

 

               Um dia minha mãe me disse que “ A pressa é inimiga da perfeição”, porque nunca tive muita paciênca de esticar a massa de pão com a tábua por muito tempo, mas ela nunca me advertiu  o quanto era doloroso a espera de um resultado.

               Toda essa demora, abriu minha mente para mil possibilidades e uma delas é que o rei John poderia dar razão a Dean e me exilar junto com a minha mãe ou o príncipe poderia espalhar a todo o palácio sobre o dia do cio e se essa historia vazasse jamais iria poder me casar de novo. A honra da minha família iria por água abaixo, seriamos expulsos do castelo e eu e minha mãe, muito provavelmente viraríamos ômegas de vida fácil para sobrevivermos. Seriamos jogados em bordeis, deitando-se com um e outro, comeríamos lavagens ou coisa pior. Só de pensar nisso, meu coração acelera e minha agonia aumenta. Eu só queria...

 

- O que faz aqui?- Ouço a voz grossa de Dean saindo, junto ao rei, do quarto.

 

- Vossa majestade, eu imploro que me perdoe. Eu juro nunca tive nenhuma relação carnal com Kevin e...- Sou interrompido.

 

- Se nunca teve por que implora o meu perdão? – O rei pergunta serio.

 

- Eu-Eu...Ah – Começo a gagueja e os dois me observam curiosos. – Peço perdão porque ofendi a sua alteza – Pronuncio sem encara-los.

 

- Quanta formalidade para falar com seu noivo. – O rei fala e eu me assusto.

 

               Será que  ele não  sabe? Se Dean não contou, o que venho fazer aqui?

 

- Dean me contou todo, Castiel – O mais velho diz.

 

- Eu te perdoou, Duque Novak. – Agora é a vez de Dean falar.

 

- Serio? – Pergunto receoso.

 

- Sim. – Ele responde simplista.

 

- Bem... –O rei começa – Agora vocês tem que conversar e eu tenho uma reunião com o conselho privado.

 

- Vossa majestade – Eu e Dean o reverenciamos e ele parte. Deixando o ambiente em silencio por alguns segundos.

 

- Bem, eu acho que você já pode devolver meu anel, não é mesmo? – Dean dá um sorriso de boca fechada.

 

- Claro – Falo sem graça inclinando minha mão para devolvê-lo.

 

- Não, não, não. – Ele me interrompe com a mão e se aproxima até ficarmos relativamente próximos. – Quero que coloque em meu dedo. – Ele sorrir novamente, me estende a mão e assim faço.

 

- Agora ficou bom. – Ele olha o anel e sorrimos amarelo. – Mas sabe o que ficaria melhor? – Ele se aproxima mais ao ponto de que tanto me esquivar acabo batendo na parece.

 

- Dean... – Respondo assustado e ele sorrir sincero.

 

- Está com medo?

 

- Eu-E-Eu... – Volto a gagueja e o loiro rir.

 

- Não tenha medo, Castiel. ­– Ele segura meu queixo com a mão esquerda e a direita se apoia na minha cintura. – Você pediu para eu te perdoar e não cancelar o noivado e assim fiz. – Ele olha fixamente para meus lábios.

 

- Obrigado. – Falo e respiro pesado.

-Obrigado não basta. Quero uma recompensa. – Ele fala frio.

 

- O que quer? – Pergunto assustado.

 

- Um beijo.

 

- Em público? Sabes que não é de bom tom e – Sou interrompido.

 

- Eu não ligo para o que é de bom tom, Castiel. Apenas me beije. – Ele diz um pouco irritado e eu o obedeço.

 

               O beijo é lento, mas um pouco desesperado da minha parte. Não gosto de dá beijos em públicos porque é vulgar demais. O beijo é algo intimo do casal e intimidades só podem se praticadas em particular nunca poderão ser pronunciadas em voz alta por membros solteiros para outros. Nem mesmo os noivos, poderiam tanto, porém diferente dos outros ômegas, meu noivo era o rei da Inglaterra e o Delfim dos Estados Unidos e eu... Bem... Não era ninguém antes dele chegar.

              

- Seu beijo está melhorando! – Dean afirma e eu fico corado.

 

- Obrigado. – Falo baixo e nos dois riamos.

 

- Bem, Cass. Temos trabalho pela frente. – Ele afasta nossos corpos e põe as mãos para trás. – Eu tenho assustos há resolver e você tem uma aula de etiqueta agora, não é mesmo?

 

- Claro, já havia me esquecido.- Digo sincero e ele rir.

 

- Então até mais, Cass. – Dean sorrir e sai do cômodo.

 

               Naquele instante, eu torci para que meus vários anos de convivência com Dean fossem apenas fantasia para que assim não sentisse o que sinto agora.

Oh, Dean. Você pode mentir para qualquer um, mas não para mim. Sei que não me perdoou de verdade e que o pior estar só por vim...

 

 

CONTINUA...



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