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História I'm Waiting for You - Capítulo 28


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Notas do Autor


Oie! Tudo bem com você?

Eu sei... E antes que vocês executem uma punição pela minha ausência, peço gentilmente que leiam o capítulo primeiro para se divertirem e também saciar a ansiedade pelo o quê vai acontecer com o grupo após o surgimento de Yonaga Angel.

Nas notas finais irei explicar tudo.

Sem mais enrolações, tenham uma boa leitura^^

Capítulo 28 - The Main Role of the Other World is Us!


Fanfic / Fanfiction I'm Waiting for You - Capítulo 28 - The Main Role of the Other World is Us!

Uma nativa da "Jabberwock Island"... e ainda continuo me perguntando quando será que as surpresas vão parar de aparecer. Não faz nem meio ano desde que eu junto da classe 77-B da "Hope1s Peak Academy", um dos ex-diretores da "Future Foundation", a herdeira bastarda da família principal de "Towa City" mais uma versão bondosa de Monokuma passamos á viver no conjunto de ilha e já tivemos uma cota gigantesca de novidades. Como consigo aguentar?

- Seus olhos... são únicos. - ouvi Angel falar e isso me tirou dos meus pensamentos conturbados. Reparei na sua curiosidade sobre as minhas íris incomuns ao voltar para a realidade. - Você foi agraciado ou amaldiçoado com olhos de cores diferentes assim como o feiticeiro? - perguntou, me fitando.

- Não sei disser... Eles ficaram assim depois de uma série de coisas acontecerem comigo. - respondi, desviando o olhar sentindo-me envergonhado. - E só para constar. Um dos olhos do Gundham é falso, ele usa uma lente de contato para fazer parecer que tem uma deficiência e assim aumentar o seu egocentrismo. - revelei.

- Nghr! Hajime, isso não se faz! Revelar um segredo tão abertamente é imoral!

- Sou o seu mestre e posso fazer o que eu quiser. Não contar certos segredos seus não fazem parte do contrato que fizemos tempos atrás, 'tá lembrado? - ri com a reação dele ao recordar de nosso aperto de mão no "Neo World Program". - Além disso... Você é bastante curiosa. Aconselho ter um pouco de cuidado, nem sempre aquilo que vai encontrar é algo benéfico.

Yonaga ficará me olhando em silêncio.

- Ele é como me contou, feiticeiro. Gentil e sereno com um ar cômico, mas também astuto e cauteloso com uma presença ameaçadora. Uma postura digna de um chefe de tribo e respeito muito isso. - comentou a nativa, impressionada.

- Falou isso mesmo de mim para ela, Gundham?

- Nunca ousaria falar mal de meu mestre. Apesar das audácias dele. - afirma Gundham.

- E que história é essa dela se referir á você como feiticeiro? - silêncio. - Você se apresentou dessa forma mesmo sabendo que é tudo uma fachada, não é? - questionei de cara fechada.

- Mas, Hajime, essa é a minha alcunha fora á parte do meu talento.

- Argh! ...Você não tem jeito... - suspirei, segurando a ponte do meu nariz. - Enfim... Yonaga-san. Será que pode me contar mais sobre você? Não precisa ser tudo, não é obrigada á fazer isso, apenas... quero conhecê-la melhor e assim sermos capazes de conviver em paz.

- Entendo... Para garantir a segurança de sua tribo, você quer saber se pode ou não confiar em mim. Sim, é compreensivel. - tenho que admitir, por pegar rápido as minhas intenções mostra que ela não é boba. - Estou de acordo. Vou contar a minha história e verá que sou confiável.

Então, ela começou á contar sobre si a sua tribo. Porém,  teve algumas partes que foi um tanto difícil para ela descrever usando o meu idioma e precisei ajudá-la explicando certos termos, mas nesses pequenos intervalos de tempo acabei desvendando o mistério da fazenda.

- Significa que era você quem assaltava a horta e o pomar. - Angel assentiu, envergonhada. - Se estava com fome, basta ter se apresentado e pedir algo para comer pelo menos, mas do jeito que eu sou e conhecendo todo mundo acabaria é se juntando á nós durante as refeições. Você iria gostar e muito da comida do Teruteru.

- Eu... sei disso. Sinto o cheiro da comida preparada pelo cozinheiro de longe quando estou andando pelos arredores...Oh! Não me veja com maus olhos, Chefe Hinata! E-Eu estava curiosa para saber quem eram,... já faz algum tempo que forasteiros estiveram nessas ilhas e com eles vieram as suas máquinas estranhas. Essa foi uma época muito conturbada para a tribo porque sempre entravam em atrito com os forasteiros por causa de território, apenas o tempo foi capaz de nos ajudar ao fazê-los voltarem para as terras além do mar. Mas, então fiquei assustada quando vi novos forateiros chegarem aqui. Não vocês, outros vestindo uma roupa preta como aquela que usou dias atrás.

- Ah... Você me viu com o terno preto, hehehe...

- S-Sim e me perdoe por observá-lo. - eu lhe disse que estava tudo bem, mas é meio estranho a idéia que havia alguém me olhando de longe e mais estranho ainda é que não notei nada. - De imediato percebi que não eram boas pessoas, mas tinha um com uma aura diferente. Era o menor deles, seu olhar transmitia paz e seu semblante demonstrava uma bravura sem igual. É o tipo de pessoa que Atua gosta de ter próxima de si: bondosa e corajosa.

- Ela só pode estar falando do "Ultimate Hope". - comentou o super criador. - Hehehe... Que interessante. Pelo visto, a minha convidada presenciou a chegada da "Future Foundation" para construir o laboratório e implementar o sistema do "Neo World Program".

- Esses termos que acabaram de falar... Eles foram falados pelos forasteiros que vieram antes de vocês. E também... por aqueles que os trouxeram para cá. - silêncio. - Eu... Eu vi quando vocês e o restante da tribo chegaram. Estavam todos desacordados e dentro de coisas que se pareciam com cásulos, apenas dois estavam acordados e sendo fortemente escoltados. Um era o homem de cabelos brancos com olhos verdes que esta vive com vocês e o outro era um homem de longos cabelos escuros com olhos vermelhos. O primeiro estava se divertindo com aquela situação e ansioso por alguma razão, mas o segundo estava indiferente com tudo, tive a impressão que sentia tédio mesmo estando em grande perigo. Eu... fiquei com medo desse homem... Pessoas assim a Atua não aprova porque são maus.

Gundham e eu trocamos um olhar preocupante.

- Errrrm... Perdão por te falar isso, Chefe Hinata, mas... olhando para o seu rosto com mais atenção, você se parece com aquele homem de longos cabelos escuros.. - fiquei sem saber o quê fazer diante do olhar desconfiado dela. - Mas, deve ser somente isso. Os dois tem auras opostas, estou certa que você era uma das pessoas adormecidas dentro daqueles cásulos. - ri de nervoso. - Chefe Hinata! Esta se sentindo bem?!

- E-Estou sim, obrigado por perguntar. Apenas fui pego de surpresa, hehehe... Não esperava que soubesse de tanta coisa, principalmente de como eu e os meus amigos chegamos aqui.

- Impressionante, não acha? Ela aprende rápido e é extremamnete observadora. Essas são as principais qualidades que uma mortal precisa ter para ser a minha aprendiz, gwahahahahaha!!!

- Ah! Essa conversa está sendo tão boa e produtiva para mim... Estou aprendendo bastante desde que o feiticeiro me encontrou e feliz por conversar com pessoas de novo. Depois do massacre, ficava a maior parte do tempo ocupada observando tudo o quê acontece nas cinco ilhas enquanto procurava sobreviver.

- Espera, massacre?! Essa é a razão de você estar sozinha e vivendo naquelas ruínas esse tempo todo?! - exclama Tanaka. Angel havia rapidamente tampado a sua boca com as mãos. - Bem que eu estranhei desdo o princípio. A "Jabberwock Island" é um lugar grande para apenas uma pessoa viver aqui e você acabou de nos revelar que existia uma tribo...

Yonaga encolheu os ombros e apertou as mãos com força enquanto as fitava com tristeza, um sinal claro de sentia desconforto e uma grande dor, mas eu precisava saber o que aconteceu por aqui antes de nós chegarmos. Eu sinto que era necessário porque assim poderia ajudá-la á superar o fato de alguma forma e seguir em frente.

- Angel... Sei que vou estar sendo muito invasivo, porém preciso realmente saber tudo sobre você. Não é apenas uma questão de confiança, verdade, preciso saber para entender a razão de estar sozinha e te ajudar de algum jeito.

- Pode me ajudar sendo o meu amigo e me fazendo companhia... Você não tem o poder para trazê-los de volta. - silêncio. - Será difícil para vocês dois acreditarem em mim, mas... não faz muito tempo que aconteceu. Foi cerca de três anos atrás mais ou menos. Eu, meus pais, meus amigos, a tribo inteira estavamos vivendo em paz quando o céu ficou vermelho de repente e... alguns pegaram as suas armas para... - ela fez uma pausa. Nisso, seus olhos se arregalaram de pânico e começou á tremer. - Foi horrível... Sem motivo algum a minha tribo começou á se matar. Meus pais me levaram até o templo e pediram para não sair até que tudo estivesse calmo outra vez. Eu obedeci e esperei... Esperei que os gritos, os barulhos, todo o horror fossem embora... Não sei quanto tempo fiquei escondida, mas quando sai, não vi mais nada além de corpos e sangue por todo lado. Levei dias... Dias para sepultar todos e limpar o sangue... Meu lar foi destruído em poucas horas e não entendo o por quê... Eu perdi todos que conhecia... e não sei o por quê disso ter acontecido!

- Shhhhhh... Já passou, Angel, já passou. Está tudo bem agora. - murmurrou Tanaka conforme abraçava a amiga para consolá-la. - Não precisa mais temer porque eu, Tanaka Gundham, não permitirei que o sofrimento continue á atormentá-la.

Horas depois que Yonaga se acalmou, continuamos a nossa conversa de onde havia parado até que ela começou á ficar sonolenta e foi levada gentilmente para o quarto por aquele que chama de feiticeiro. Os hamsters resolveram fazer companhia para a garota enquanto dormia, é possível que o quarteto de animais sentisse necessidade de estar do lado dela e isso é muito bondoso da sua parte. Nisso, eu e Gundham fomos para fora discutir em particular.

- Por essa eu não esperava... O desespero da Enoshima Junko de alguma forma chegou até aqui e como sempre destruiu tudo aquilo que estivesse pelo caminho. - argumentei, desolado.

- E o quê acha que devemos fazer agora? - quia saber o super criador. - Minha idéia inicial era fazê-la interagir com todos para viver conosco como parte da família, mas após saber desse massacre... é perigoso ela estar perto de nós. Um dia, Angel vai descobrir que somos também os responsáveis pelo desespero ter chegado em "Jabberwock Island" e então nos verá como seus inimigos, podendo até nos atacar para vingar a morte de seus entes queridos. Animais selvagens tem esse tipo de comportamento uma vez que tomam consciência de uma ameaça.

Lancei um olhar reprovador encima dele.

- B-Bem... Eu sei que ela não é nenhum animal selvagem ou coisa do tipo, na verdade é uma jovem mulher e da melhor espécie por sinal- Aham! O que eu quero disser é...

- Eu entendi, Gundham, não precisa se explicar. Hmmm... Vamos aproveitar que a Angel está descansando para fazer uma reunião de urgência, quero saber a opinião de todos sobre essa questão ao discutí-la. Porém, sei muito bem onde tudo vai dar...

- Suas habilidades analíticas?

- Minhas habilidades analíticas... - repeti, soando um pouco cansado. - É um tremendo saco, sabia? Mesmo assim ainda quero agir como toda pessoa normal e sensata, afinal de contas, eu era desse jeito antes de tomar a maior e mais idiota decisão da minha vida. - o super criador compreendeu a minha posição. - Á essa altura todo mundo deve estar espalhado pelas ilhas. Vamos atrás deles e começar logo a reunião.

- Certo. Melhor cada um ir numa direção, será mais rápido desse jeito para reunir o pessoal. - concordei e descemos da casa na árvore.

Em minha busca, consegui encontrar Maboroshi com Ibuki na casa de shows na terceira ilha, Fuyuhiko com Peko no parque de diversões na quarta ilha e levei uma bronca do herdeiro da "Kuzuryu's Clan" sem motivo aparente além de Nekomaru com Sonia na caverna de minérios na primeira ilha. Depois segui direto para o laboratório na ilha central onde Nagito junto de Monaca e Shirokuma ainda devem estar, porém quando cheguei vi os três rindo por alguma razão.

- Estou interrompendo alguma coisa?

- Ah, Hinata-kun! Finalmente você voltou. - exclama Komaeda, sorridente. - E não. Eu, Monaca-chan e Shirokuma estavamos apenas conversando, nada de mais.

- Sim, Hajime-oniichan, apenas conversavamos de boa. - afirmou Towa.

- Também riamos das coisas que nos aconteceram no passado para não chorar como diz o ditado popular. - complementou a ursa branca.

- Sei... Vou fingir que acredito em vocês. - agora estou intrigado. Esses três estão aprontando algo, mas o quê? - Enfim, eu vim buscá-los para irmos juntos ao "Mirai Hotel" agora mesmo. Vai haver uma reunião de urgência e quero todos presentes.

- Aconteceu alguma coisa que coloque todos em perigo? - pergunta o pseudo sorudo, sério.

- Não, mas é um assunto delicado de qualquer forma e envolve uma pessoa em especifíco. Vocês vão saber logo do que se trata assim que todo mundo estiver reunido no restaurante. - o trio entendeu. - E... cadê as AIs? Achei que tivessem aparecido.

- As meninas estavam com a gente agora á pouco, mas depois foram cuidar de suas coisas sejam lá quais forem. - responde Nagito. - A única coisa que consigo pensar em deixá-las tão ocupadas assim são aquelas escritas que você pediu para a Ryoko analisar, deve estar sendo difícil de traduzí-las. Reparei que ela praticamente obssecada em descobrir os seus segredos e não tira uma folguinha sequer.

Um turbilhão de pensamentos passou pela minha cabeça neste instante.

- Isso não será perigoso? Sabe... A Ryoko não deixa de ser a Junko, mesmo na forma inversa, e ter contato com certos tipos de emoções ou pensamentos podem resultar nela-

- Pode parar por ai, Hajime. - interrompeu-me Nagito. - Esse risco não existe, me certifiquei disso quando estávamos afastados e garanto que a Ryoko é um programa seguro assim como a Chiaki e a Usami. Além disso, se esqueceu que ela própria nos disse que podemos deletá-la em caso de representar perigo para nós? Pedir para ser "morto" por um bem maior é algo que aquela mulher jamais faria porque isso seria trazer esperança ao mundo e não desespero!

- Ele tem um ponto, Hajime-oniichan.

- E eu tenho que concordar por mais estranho que esse argumento é. - disse, fechando a cara para o sorriso de vitória dele. - Nós podemos ir? Acredito que Gundham e os outros já estão reunidos no "Mirai Hotel".

- Hajime. Temos que nos preocupar com algo? - questionou Shirokuma, mas preferi não lhe responder.

Estava um alvoroço no restaurante quando chegamos. Uns perguntavam para os outros em busca de explicações e teorias começavam á serem formadas. As coisas estavam quase fora de controle graças á um certo mecânico que era quem mais especulava o motivo da reunião repentina e tinha a ajuda de uma musicista de cabelos coloridos que acrescentava com fatos exagerados beirando ao bizarro.

Todos só pararam de falar ao me verem e então prestaram a atenção em cada palavra que dizia sobre a nativa das "Jabberwock Islands" encontrada por Gundham dias atrás. Saberem da existência de Angel foi uma alegria para o grupo e os mais agitados já começaram á planejar os tipos de coisas que irão mostrar para ela depois que conhecê-la, mas ao revelar o por quê dela estar sozinha neste lugar... o clima mudou da água para o vinho em segundos.

- Isso quer disser... que foi culpa nossa da Angel viver aqui sozinha, não é? - perguntou Mahiru, mesmo sabendo qual era a resposta.

- Isso é mal, muito mal... E se ela descobrir que somos os "Renmants of Despair"? Não seremos perdoados de forma alguma e vai exigir a nossa partida imediatamente já que este é o seu território. - disse Sonia, preocupada.

- Sendo uma nativa daqui, na certa que ela vai nos dar como oferenda para alguma entidade que venera durante um ritual de sacrifício por pura vingança. - disse Hyouko com uma expressão assustadora.

- Aaaaaaahhhhh... Não diga essas coisas com essa cara, Saiouji! Vai assustar a pobre da Monaca! - exclama Kazuichi, visivelmente assustado.

- Huh?! Por que Monaca ficaria com medo? Uma das coisas que quero ver de perto são rituais arcaicos e essa é uma ótima oportunidade. - disse Monaca, parecendo não se importar com a situação. - Além do mais, tenho certeza que conseguirão fazer a Angel se sentir em casa e nunca descobrir a verdade pelo próprio bem dela. Também não vão permitir que outra pessoa sofra com coisas do passado ao fazê-la feliz depois de acolherem ela. Vocês fizeram exatamente isso comigo, com a Shirokuma e com a Ryoko. Então, não será diferente desta vez.

- Ela não é fofa, gente?! O Nagito e o Hajime estão criando a Monaca muito bem, quem diria que eles seriam ótimos pais. - disse Akane, fazendo nós dois ficarmos sem graça.

- Com essa chama de esperança que a Monaca-chan acendeu não tem como tudo dar errado. - disse Nagito, animado.

- Ele tem razão. Nós já enfrentamos problemas piores e saímos ilesos, vamos achar um jeito de contornar mais esse se trabalharmos juntos numa solução. - disse Peko.

- Sim, mas como? Estaremos lidando com alguém que nasceu e cresceu longe de qualquer tipo de civilização moderna. Ela tem os seus próprios meios de resolver um problema e acredito que não será numa conversa quando descobrir quem somos de verdade. - apontou Ryota.

- Eu prevejo que deve haver um jeito de contornar essa questão e ao mesmo tempo garantir que a Angel jamais venha ter curiosidade em saber as nossas origens de novo. Tenho 30% de certeza que a resposta virá de alguém que menos esperamos. - disse Maboroshi, disfarçado de Hagakure Yasuhiro.

Todos nós ficamos pensativos e até arriscamos em dar idéias, mas eu infelizmente conseguia analisar que o desfecho sempre era ruim com Angel descobrindo tudo e nos expulsar das ilhas usando os seus recursos ou viver isolada conosco aqui por saber que não conseguirá lutar contra nós. Mas, então Mikan veio com algo interessante.

- E se dissermos que fomos trazidos para cá porque estávamos doentes? - o grupo inteiro á encarou, curioso. - E-Eu pensei que poderíamos contar uma "meia verdade" para ela... Vocês sabem. Contar uma mentira usando fatos que realmente aconteceram para ocultar outros. D-Desse jeito, nós não nos sentiremos tão mal por enganá-la e a Angel vai deixar a curiosidade de onde viemos pra lá.

- É uma boa idéia, mas o quê podemos usar para contar uma história metade falsa? - pergunta Nekomaru.

- Você pensou no "Despair Flu" não é? - pergunta Ibuki.

- Você acertou! C-Como aquela doença esquisita nós faz agir ao contrário do habitual,... podemos usá-la para explicar certas coisas e isso inclui o por quê a tribo dela iniciou o massacre sem mais nem menos. Parece um pouco cruel disser que foram afetados por essa doença também e complementar com o fato de que se espalha pelo ar, mas... e-essa é a única saída que consigo pensar.

- Todos concordam com a idéia dela? - ninguém foi contra. - Então, está decidido. Nos aproveitaremos da doença que o Monokuma expôs para nós no "Neo World Program" e fazer a Angel não cair em desespero ao saber da verdade. Nunca pensei que chegaria á disser isso, mas até que a armadilha daquele urso maníaco serviu para alguma coisa boa.

- Ahn... Monaca não entendeu muito bem sobre essa tal doença. Alguém pode me explicar? - Komaeda se dispôs á contar tudo e Tsumiki completou a história com detalhes que ele não presenciou por estar doente. - Ah, entendi. Obrigada por esclarecerem tudo. E... Hajime-oniichan! Como não percebeu que o Nagito-oniichan estava te paquerando o tempo todo?! Eu sei que tinha a Chiaki e tudo mais, porém qualquer um percebe quando alguém está afim de você.

- Qualquer um menos o Hajime. - disse Fuyuhiko, rindo.

- 'Perai! Você soou como se soubesse disso!

- Na verdade, todo mundo sabia que o Nagito tinha uma queda por você, mas ninguém falava nada porque é um assunto em particular e também pelo medo dele fazer alguma coisa em caso de for exposto. - revelou Gundham.

 - Huhuhu... Que irônia, não acham? Vocês vivem implicando comigo por causa de meu comportamento apaixonante e intenso, mas era o Nagito que babava ao pensar em meter a boca numa linguiça. - disse Teruteru, excitado.

- Puxa... Isso quer disser que até a Nevermind percebeu. Devo ser mesmo ruim em esconder sentimentos ou tudo foi obra do meu talento... - lamentou o pseudo sortudo. - Além disso, Hanamura-san. - e de repente, os seus olhos ficaram daquele jeito que assusta todo mundo enquanto manuseava uma faca. - Te aconselho á medir melhor as suas palavras quando for mencionar a sexualidade de alguém. Vai que você perca a sua preciosa "linguiçinha" sem nunca tê-la usado devidamente.

Suspirei com a confusão que se alastrou a partir dessa alfinetada do Nagito e me perguntei como foi possível o assunto da reunião ter sido esquecido tão rápido. Somente consegui concluí-la depois que perdi a paciência e ameacei os responsáveis de transformá-los em comida para tubarões ao jogá-los no mar pessoalmente.

- Enfim... Então, todos estão de acordo sobre não revelar a verdade para a Angel ao omitir o motivo de virmos parar aqui. Eu sei que contar mentiras é errado, porém estamos crescidos o bastante para entender que em ocasiões específicas mentir é necessário, mas somente se a honestidade significar ferir os sentimentos ou desordenar os pensamentos de outra pessoa de forma irreversível. Essas cinco ilhas... é tudo o que temos para chamar de lar agora e é nosso dever cuidar de cada coisa nela, nós decidimos assumir esse papel depois de ganharmos uma segunda chance através de Naegi Makoto.

- Hehehe... Sem saber, Yonaga Angel compartilhou o seu papel principal de cuidadora desse pequeno mundo dentro de um mundo enorme conosco. Todos os presentes tem a obrigação de preservar e proteger este outro mundo das ameaças externas! É assim que deve ser daqui por diante! - comentou Tanaka.

- Exato. É dessa forma que devemos pensar e sei que a Angel vai se sentir á vontade quando ela se der conta de que a sua época de solidão acabou.

Mais tarde, por volta do entardecer, caminhava pela praia á sós com o Komaeda porque ele havia pedido isso para mim. Achei que quisesse apenas passar um tempo comigo, afinal de contas somos namorados e não estamos agindo assim graças á várias coisas entre nós como tarefas diárias para cuidar das ilhas. O meu coração batia descontroladamente de ansiedade em ser surpreendido, pois não trocamos uma palavra sequer desde que chegamos e me pegar de guarda baixa era a especialidade dele além da limpeza impecável.

Fui surpreendido sim, contudo não do jeito que eu esperava.

- Hinata Hajime. O que você está escondendo?

- Huh?! Como assim, Nagito?! Ah, não... De novo você- Escuta. Não aconteceu nada entre mim e a Angel, ok.

- Não precisa me explicar, agora sei que não existem riscos de alguém roubá-lo de mim. Você é só meu e ponto. Eu estou me referindo ao fato de sempre insistir em fazer reunião para se decidir as coisas, sendo que pode muito bem tomar decisões sozinho e iremos entender quando for contar toda a situação. Nós temos plena confiança em seu julgamento. - silêncio. - Então, me diga. Qual o motivo por trás disso? Tento descobrir, mas não consigo.

- Não escondo nada de você e de ninguém, apenas quero tomar decisões com todo mundo como uma pessoa normal faria. É que... ás vezes é aborrecedor saber das coisas antes delas acontecerem, é um saco saber o jeito que tudo termina por causa desse talento da análise e foi justamente esse mesmo talento que fez a Enoshima cair na loucura. Quero... evitar de ter o mesmo destino que ela... e acredito que uma das soluções é não ficar dependente desse talento, ou seja, procurar encontrar as resposta trabalhando junto de outras pessoas numa cooperação sincera.

- ...É verdade? É somente a esperança de não acabar como aquela mulher que persiste nessa atitude? - eu acenti com um sorriso e então ele me abraçou. - Estou aliviado... Por um momento pensei que fosse uma outra coisa, mas de novo fui enganado pela minha própria cabeça. É bom saber que está tudo bem.

Retribui o gesto de carinho, mas no fundo não estava mais suportando o seu olhar de desconfiança sob mim, sendo que cedo ou tarde teria que encará-lo. Nagito é inteligente e perspicaz, óbvio que perceberia alguma estranheza em meu comportamento. Comigo em seus braços e todos os meus sentidos absorvendo a presença dele, foi difícil ficar calado.

- Hey, Nagi.

- Sim, Haji.

- Você... Você está certo. Tenho "algo" sim que estou escondendo, mas não posso falar porque... esse "algo" é uma questão irreversível e vai causar muito desespero. Por essa razão prefiro mantêr segredo e lhe peço por favor para não procurar saber o que é. Na hora certa, você e todos os outros vão ficar sabendo ao mesmo tempo.

- Mas, e se esse "algo" tiver uma solução? Eu posso-

- Komaeda Nagito. Me prometa que nunca tocará nesse assunto, ele não é relevante por agora, e evite de citá-lo para os outros. - disse apertando um pouco o abraço, precisava corrigir depressa o erro que cometi ao abrir a minha boca. - Promete que fará isso? Se não for por mim, faça pela sua idolatrada esperança. Você mais do que qualquer um quer que ela prevaleça.

- Não tem com o quê se preocupar, Hinata-kun, eu prometo que ficarei em silêncio porque você é a minha esperança. Compreendi que deve haver um motivo bem sério para guardar seja lá o que for em segredo e não é apenas por culpa do desespero, pode confiar na minha palavra.

Foi por um triz... Senti tanta vontade de contar tudo para ele que quase fiz isso, mas ainda bem que o talento analítico me fez repensar. Se eu revelasse o meu segredo, Komaeda irá enlouquecer de vez e nada poderá trazê-lo de volta do seu estado insano, não somente ele sofrerá com a verdade dolorosa como os outros também.

Vai ser difícil cumprir essa tarefa, mas preciso focar todas as minhas forças em prepará-los para continuarem vislumbrando um bom futuro quando o dia chegar.

Eles necessitam aprender á superar qualquer tipo de perda.





.•* To Be Continued *•.

 


Notas Finais


E assim finalizo o vigésimo oitavo capítulo.

Desta vez não farei comentários sobre ele, mas sim irei direto para a explicação de ter ficado tanto tempo ausente. Então, se preparem porque aconteceu muita coisa e no fim vão querer torcer por mim^^

Primeiro de tudo: mês passado fiquei doente. Tive complicações respiratórias e precisei ficar em casa seguindo á risca o tratamento. Não se preocupem que não foi a doença da moda, meu pulmão absorveu impurezas demais e encontrou meio que em colapso, mas já me recuperei e estou de novo em atividade.

Segundo de tudo: meu horário de trabalho mudou. Antes entrava bem de manhã cedo e saia no começo da tarde, algo que me dava bastante tempo para planejar a fanfic mesmo com atrasos, mas agora é difícil com essa mudança.

Terceiro de tudo: estou fazendo um curso de... (toquem os tambores)... de Programador de Sistemas Game PRO! Isso mesmo, caro leitor(a). Estou aprendendo á criar games do zero usando programas ótimos para dar vida á qualquer história maluca que minha mente inventar. Já estou trabalhando em dois inclusive: um de terror/suspense estilo Mad Father entre outros do gênero e o outro de ação/aventura estilo Guilty Gear e BlazBlue (este estou em parceria com o meu irmão). É provável que eu venha postar essas histórias aqui em breve e num futuro próximo você ter a oportunidade de jogar games feito por mim^^

Como pode ver, meu tempo livre foi reduzido á quase zero, apenas tenho domingo para planejar e organizar os meus projetos. Então, tomei a decisão de ficar em somente numa fanfic e escolhi essa porque é mais fácil de escrever além de estar mais perto do fim. A outra, Mega Danganronpa, infelizmente ficará em hiato até está daqui terminar e peço desculpas para quem estava acompanhando ela também por essa alteração drástica nas postagens. Inclusive, Mega DR agora é somente minha responsabilidade já que o autor original tive pouco tempo livre para planejá-la e decidiu passar o bastão para mim.

Bem... As notas finais foram longas, mas você merece saber o que acontecia nós bastidores e espero que continue me acompanhando nessa jornada criativa que, agora mais do que nunca, vai além de textos com meras ilustrações.

Não sei se conseguirei postar o próximo capítulo quinta-feira que vêm, mas farei todo o possível. Então, até a próxima postagem!


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