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História .im with you - Capítulo 1


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Notas do Autor


só to um pouco triste mesmo

Capítulo 1 - "yeah yeah"


Bakugou estava a olhar o lago correndo por aquela ponte, a noite parecia não parecia nada bela, de uns tempos pra cá nada parecia belo. O vento insistente trazia um frio de rachar e ele não estava devidamente vestido para tal, mas àquela altura ele não parecia se importar com o que pudesse acontecer com seu corpo devido ao frio, seu orgulho não caia por nada.

A luz que deveria estar a iluminar a passagem parecia estar com defeito, ela estava no liga e desliga desde que chegara ali, bufou irritado pela luz que não parecia fazer o mínimo esforço para ficar ligada para que pudesse continuar ali sem o risco de ser assaltado. Virou-se e viu as pessoas que ali passavam, familiares, amigos rindo e fazendo piadas...

E casais.

Olhou para seu lado e sentiu a falta dele ali, sua mão pedia pelo calor da mão de Deku.

Midoriya Izuku não saia de sua mente de jeito nenhum.

Achou que de alguma forma ele poderia estar ali o esperando, ele sempre dizia o quanto amava observar o lago, não só o lago, mas a paisagem que tinha ao seu redor e também o loiro que nas palavras do esverdeados, deixava a carranca de lado e demonstrava o mais puro sorriso de amor enquanto lhe olhava.

— Tch... — Lembrar do menor estava fora de cogitação naquele momento, tentava não se afundar no poço, mas já havia passado dele.

Sentiu finos pingos de chuva em sua cara, não bastasse estar frio, ainda choveria. Frio não combinava com Bakugou, este era o próprio calor, o próprio verão sem fim, mas agora não passava apenas de uma brasa em seus últimos momentos.

 Saiu da ponte a passos lentos, todos ao seu redor estavam já correndo com medo de um iminente temporal, podia chover o tanto que fosse que o loiro não se importaria.

Tentar entender a personalidade de Bakugou era uma tarefa árdua e difícil, explosivo e orgulhoso eram adjetivos comumente utilizados para descrevê-lo, mas isso só servia para quem via a casca, e para quem conhecia seu interior?

Deku sempre dizia o quanto o loiro era atencioso, amigável quando queria, uma ótima companhia, compreensivo, todos os amigos do esverdeado se perguntavam se ele estava falando do mesmo Bakugou que eles conheciam ou era uma versão alternativa de um universo paralelo.

“Idiotas”

Deku era seu namorado e tinha o privilégio de conhecer uma parte de si que muitos não sabiam.

Ele estava certo, ele ERA seu namorado.

Apertou o passo, tinha razão em relação a chuva, era apenas uma garoa, mas o frio ficou mais intenso, a fumaça soltada pela sua respiração era nítida, poderia voltar para sua casa naquele momento, mas a casa não era só dele e não encontraria quem mais queria lá.

Sim, o esverdeado dividia o apartamento consigo.

Deku deveria ter nervos de aços para aguentar alguém com o gênio de Bakugou, e foi assim até determinado tempo, o loiro podia gritar o quanto quisesse, mas o esverdeado apenas abria um sorriso e lhe rodeava com um abraço, o loiro explodia como fosse,  mas sempre se calaria ao sentir o abraço quente do namorado.

Ele achou que seria assim até quando envelhecessem, mas o loiro pegou o menor num péssimo dia e a discussão rolou, ficou impressionado em saber que o esverdeado conseguia gritar, e ficou mais ainda ao saber de tudo o que ele guardava.

No dia da briga, uma semana atrás, pode ouvir da boca do amado todas as coisas sujas que era, fazia e destilava ao seu redor, o loiro pode finalmente entender se ser naquele momento, foi totalmente diferente de ouvir da boca de terceiros, ouvir da boca do menor parecia ser mais pura verdade.

Poderia ter deixado para refletir no mesmo dia da briga e ter dado um pedido de desculpas digno, mas na sua cabeça ele era o certo e o esverdeado o errado por ter gritado consigo, porém com o passar dos dias ele percebera que Deku apenas fez o que normalmente fazia com qualquer um, inclusive com o menor.

“Como pude fazer isso logo com ele? Eu sou tão Hipócrita”

Era uma noite extremamente fria e ele não podia voltar para casa e sentir o doce calor e bem-estar de estar nos braços de alguém que amava e poder sentir o maravilhoso gosto do chocolate quente o outro fazia enquanto iam para o sofá assistir a um filme, uma série ou até um anime, Deku era um completo otaku.

A mente de Bakugou estava uma completa bagunça.

“Kacchan é a pessoa que eu quero estar do lado para todo sempre”

As lembranças boas dos anos que namoravam se misturavam com as lembranças recentes da briga.

“ME DEIXE EM PAZ KATSUKI”

Chorar nunca foi o forte para o loiro, sempre tentou se manter forte na frente de todos, mas já perdeu as contas de quantas vezes chorou na frente do esverdeado, o outro sabia o quanto o outro podia sofrer, até as mais fortes das muralhas um dia cai.

Algumas lágrimas escapavam, as mais corajosas por assim dizer, estava na rua e não tinha nenhum conhecido a quilômetros, estranhos não poderiam espalhar a noticia de que viram Katsuki Bakugou chorar sem o conhece-lo.

Deku lhe tirava todas as forças e todas as armadas.

Se recostou num poste qualquer da rua.

Era hora de desistir e seguir em frente com outra pessoa e tentar esquecer Midoriya Izuku?

Pffff.... Claro que não, se ele tivesse desistido de todas as coisas que eram ditas impossíveis, ele não teria chego onde estava.

Limpou rapidamente as lágrimas que desciam, a confiança lhe caia bem.

Seguiu até um lugar que sabia que estaria aberto e era um lugar que Deku gostava bastante de ir.

— Olha se não é a explosão ambulante, veio gritar com minhas flores? — Shinsou estava ali até bem tarde da noite, podia-se notar pelas olheiras que sempre viviam em seus olhos.

— Cala boca projeto de zumbi, me vê um buquê que indica perdão, rápido.

— Parece que alguém fez merda com o nosso pequeno brócolis. — Shinsou disse enquanto organizava as flores no dito buquê.

— Nosso é o cacete, ele é apenas meu e de mais ninguém.

— Ah claro, tão seu que nem está com você.

—Tch, calado. — Demorava tanto assim para confeccionar um buque simples? Observava a loja, estava apenas o roxeado ali, seu parceiro fiel não parecia estar em lugar nenhum. — Cadê aquele meio a meio infeliz?

— Saiu. — Disse apenas e terminando o buquê pedido de desculpas. — Tem tulipas brancas e jacintos, vai com tudo homem.

Pagou-o e correu até o lugar que saberia onde o esverdeado estaria, o topo do prédio onde ele morava com sua mãe antes de se mudarem, lá era seu cantinho do pensamento e sempre podia ser encontrado ou perdido em pensamentos ou observando as estrelas adornavam o céu.

Correu o mais rápido que pode até lá, tentava ao máximo preservar aquele buquê e não podia amassá-lo, Deku era um ser tão puro e amava flores, era tão piegas de se lembrar, mas demonstrações piegas sempre serão as melhores.

Seus pulmões queimavam pela corrida excessiva, mas chegou ao local bem rápido, ia tentar ir para o topo de elevador, mas ele estava com uma placa indicando defeito, o universo parecia querer testá-lo e ele não abaixaria a cabeça até conseguir seu homem.

Subiu com a imensa força que tinha concentrado nas pernas, eram tantos andares e tantos degraus, deveria esmurrar quem projetou e quem construiu aquele prédio e ainda o Deku por gostar de estar no topo de um prédio tão alto.

Quanto menos esperou, já estava no topo puxando a respiração ofegante, sentou-se e esperou para que pudesse regular-se, ao longe poderia escutar a voz do menor, mas ele estaria falando sozinho ou teria alguém com ele?

Gostaria de pensar que poderia ser a mãe do esverdeado, mas uma voz grossa pôde ser ouvida junto com a do esverdeado, Bakugou já melhor, levantou-se e andou mais um pouco, a única coisa que pode ver foi o bastardo meio a meio colado a sua preciosidade, a distancia era quebrada a cada instante e os lábios já estavam quase a se encontrar.

Não pode arranjar forças para gritar depois de subir todo o lance de escadas e não pode correr até separar aqueles dois, se Izuku já estava com raiva de si, ele ficaria mais ainda por estragar seu momento.

A noite estava tenebrosamente fria, Katsuki caiu de joelhos naquele local e parecia que ia assistir de camarote aqueles dois se engalfinharem num beijo tórrido e quente, as lágrimas queriam vir e com força demais, parecia que hoje ele não ganharia um abraço e beijo quente de Deku, Izuku, Nerd.

Parecia que ele tinha perdido sem fazer um simples movimento.



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