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História Imagine - Capítulo 22


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Capítulo 22 - Noites e dias Surpreendentes


Fanfic / Fanfiction Imagine - Capítulo 22 - Noites e dias Surpreendentes

_As vezes eu me pergunto: Quando que minha vida começou a dar errado?


_Quando você se divorciou?


_Quando você teve filhos?


_Quando você casou?


_Bingo! Parabéns estagiária número quatro. Qual o seu nome?


_Anne.


_Muito bem, Anne. Essa é a lição de hoje meninas, não casem! 


Ao auge da minha vida, com meus lindos e formidáveis quarenta anos... Não, isso é mentira. Aos quarenta anos eu tenho três filhos que não olham na minha cara, um ex marido que me roubou tudo no divórcio e uma carreira estúpida em uma empresa igualmente estúpida, treinando estagiários para fazerem o meu trabalho. E essa é a fórmula perfeita para estragar a sua vida.

Me sinto velha, eu sei que hoje em dia o quarenta são os novos trintas, mas eu me sinto tão velha. Semana passada encontrei um fio branco nos meus cabelos. Também sinto que não curti a vida, eu dediquei vinte anos de casamento aos meus filhos e ao meu trabalho de merda, e claro ao meu marido de merda.

Agora eu sou uma daquelas mulheres que estão vivendo apenas por obrigação, já que nada mais é satisfatório. O trenzinho da felicidade partiu no dia do casamento, e a estação do orgasmo está parada a uns meses - juntando todos da uns anos -, tanto que já tem até teia de aranha, mais seca que o deserto do Saara. A única coisa que me dá um certo prazer é box, exatamente. Socar sacos de areia compulsivamente é realmente bom.

Depois do meu expediente, o qual eu saio a hora que eu quero, por que pra me mandarem embora é difícil, eu vou para minha casa - eufemismo para apartamento furreca com dois quartos do tamanho da minha paciência - e me jogo no sofá. Tão saudável minha vida de mulher empoderada e independente. As vezes eu recebo uma mensagem da minha filha mais velha, que tem a necessidade de se mostrar perfeita. Ela me lembra a mim mesma em sua idade, casada e perfeccionista. Provavelmente daqui uns quinze anos ela vai estar jogada em um sofá como eu, ou vai conseguir dobrar o marido inútil e ter a vida de rainha que ela nasceu para ter. Não pari pra ser uma fracassada como eu. Tá bom, eu fui um pouco cruel. 

As quintas feiras eu tenho que ir ao terapeuta com meu filho caçula perturbado e ouvir a idiota da médica dizer que ele é problemático por causa do divórcio. Peter é revoltado e isso ele puxou da família do pai dele, aqueles trogloditas de merda. O Pai estragou ele, mimando o moleque até o cu cair e agora ele odeia a mãe dele, vulgo eu, e está sempre me culpando pela vida de adolescente de merda que ele tem. Nove meses, dez horas de parto, cabeça grande, muita força e o garoto prefere o pai que em três minutos estava jorrando ele pra fora do saco.

A única que vale a pena dos meus três filhos é a Maggie. Infelizmente a família de merda do meu ex marido fez a minha linda filha sair de casa e eu não pude acompanhar seu crescimento, já que ela não quis contato com ninguém. As vezes ela me liga e diz que está bem e lamenta por ter se afastado de mim também, mas isso foi culpa minha, não fui muito mãe pra ela. Tão independente. 


Resumo da ópera: tenho um filho babaca, uma filha falsa e uma filha incrível que está em algum lugar vivendo a vida. É inevitável falar dos filhos. Eu amo os três, apesar de suas manias. É sério. Eu realmente amo meus filhos, e quero que eles se sintam amados. Mas eu não posso passar a mão na cabeça deles sempre, né? O pai deles já isso muito bem. 


E a minha rotina chata continua até chegar os finais de semana, onde eu e minhas amigas, igualmente velhas, saímos e tentamos aproveitar o tempo que nós resta. Geralmente vamos gastar o dinheiro que não temos, ou vamos a um barzinho beber e cantar.

Assim, os planos para hoje noite seriam diferentes, justo por ser aniversário da Sandra Park. E no dia do aniversário de uma de nós, a aniversariante escolhe o que iríamos fazer. A louca da Sandra nos propôs voltar a ter vinte anos. E como faríamos isso? Comprando roupas com menos tecidos e indo em uma boate, a regra era sair acompanhada. As duas primeiras partes era fácil, o problema era sair de lá com alguém. Sandra é louca, mas eu gostei da ideia.


_Você é louca se acha que vou usar isso! Minha filha deve usar uma coisa dessas. _ comentou Taeyeon pasma pelo comprimento da saia que Sandra havia lhe mostrado.


_Ah! Experimentar não mata! _ a aniversariante empurrou Tae para dentro do provador, socando mais algumas peças para complementar a roupa. _Vocês são muito chatas! Sabem do combinado, então porquê ficam reclamando?!


_Porque não temos idade pra esse tipo de roupa. _ comentei, recebendo um olhar mortal da mulher.


_Não existe esse negócio de idade! O dinheiro é seu, o corpo é seu! E se vc quiser sair na rua vestindo um saco de lixo ninguém pode te impedir.


_Vocês duas tem razão, mas eu ainda estou do lado da Luz. _ disse Sunmi junto de Jéssica.


_Mas se eu quiser usar uma blusa mais curta, não serão 40 anos que iram me impedir. _ e Jéssica terminou o assunto.


Meu pensamento parece, até para mim mesma, eu tanto ultrapassado. Mas não consigo simplesmente colocar uma roupa mais curta e justa beirando os 50 e sair como se tivesse 25 outra vez. Me sinto desconfortável, apesar de ter algumas coisas no lugar. No fim das contas acabei comprando roupas de uma adolescente, eu nem sei como eles se vestem hoje em dia.


_Aí! Como estamos linda. Me sinto até mais nova. _ disse Sandra sem se importar com o comprimento do vestido dela, que mostrava suas costas e um decote que mostrava até o que não deveria. _Vamos comprar sapatos agora!


_Não ache que é demais? Eu sinto o vento bater e entrar pela roupa. _ Sunmi vestia uma saia com fenda e aquelas blusinhas curtas que as meninas usam, croque? Dropedi? Não sei o nome dessa coisa, mas ela está bonita.


_Se colocou o pé na bosta, coloca logo os dois, né? _ Jéssica usava um vestido todo colado no corpo com um casaco giganorme (isso mesmo) de pelos. _Depois a gente pode ir arrumar nossos cabelos. 


_Escuta aqui, meus amores. Eu sou a única que não é sustentada por pensão de viuvez, marido inútil e divórcio bem sucedido. Também não cago dinheiro. _ e por fim eu. Uma calça dourada longa com listras pretas, e uma blusa preta solta com decote cavado. Acho que sou a mais vestida de todas nós, tanto que Sandra queria arrancar minha calça e me fazer por uma saia. 


Apesar das minhas insegurança e cartão de crédito com limite baixo, a noite estava sendo boa. Eu me sentia uma rainha sendo mimada, depois de 42 anos anos eu me sentia bem e leve. Massagens, maquiagem e roupa nova. A alegria do pobre é o dia a dia do rico. As vezes eu sentia umas picadas e dores como se tivessem filhotinhos de galinha me bicando, mas tudo certo.

Depois fomos até uma boate que estava sendo falada pela galera dos 30 no trabalho de Jéssica. E as vovós - sem netos - estão prontas pra cair na noitada.


As minhas expectativas para esse noite não foram muito altas, então praticamente tudo que aconteceu foi uma surpresa. As bebidas eram super boas, cheias de frutas e açúcares, minha glicose devia estar nas alturas. A música também era boa e super divertida, depois de um drink colorido eu já me sentia mais solta e pronta pra dançar até meu quadril sair do lugar.

Puxei Sunmi pelo braço e fomos ela a beirada mais próxima da rodinha de dança e começamos a dançar, pular. E estava tudo indo super bem, normal e divertido, até eu ver dona Jessica sentada na nossa mesa com um cara, óbvio que eu apontei para Sunmi e ambas rimos de orgulho, surpresa e pela álcool. Não acredito que íamos perder para a Jéssica.

Varremos o lugar tentando procurar Taeyeon e Sandra, e em um cantinho bem escuro onde luzes rosas piscavam as vezes, entramos as bonitas em uma pegação.


_Eu tô chocada! _ digo e logo dou risada.


_Eu também... Nossa Taeyeon parece tão bruta..._ Sunmi gritou contra ao meu ouvido. Era quase impossível dialogar ali.


_Acho que preciso de mais uma bebida. _ puxei-a até o bar e finalmente sentamos. Eu ainda estava meio surpresa com tudo que estava acontecendo naquela noite. Pelo menos ainda tenho a Sunmi.


_Hein... Tem um homem ali que me chamou pra dançar... Foi mal, Luz. _ e ela saiu balançando aquele cabelo estupidamente bonito.


Mas que droga. Agora estou sozinha, na porcaria de um bar, com duas bebidas brilhantes cheias de frutas e uma dor insuportável no meu tornozelo. Provavelmente vou ter que pedir um táxi para voltar pra casa, visto que Taeyeon e Sandra já estão saindo e o carro era da Tae. E as outras estão super ocupadas.

Puxei algumas notas da carteira que estava na minha bolsa, mas quando ia colocá-las no balcão uma voz meio rouca soa.


_Deixa que eu pago. _ Hum. _ Mas só se você me der um desses. _ ele apontou para um dos copos brilhantes.


Interessante. Óculos grandes com lentes laranjas, quase tão chamativas quanto as bebidas deliciosamente radioativas. O estilo é um tanto interessante, parece algo como um terno mas com recortes divertidos. Com certeza algum garoto de 25 anos atrás de uma segunda mãe. Mas quem recusa algo de graça?


_Claro... Mas eu fico com os morangos. _ ele sorriu, muito fofo por sinal, e sentou-se ao meu lado.


_Então... Por que estava aqui sozinha com dois drinks?


_Eu meio que fui abandonada por uma de minhas amigas. _ respondi pegando um morango que estava preso no meu copo. _ E você? Por que está acordado tão tarde da noite? _ sim, eu queria zoar com o fato dele ser novo, mas eu que não tinha idade para estar ali. Achei que ele ficaria ofendido, mas apenas riu. 


_Você é muito ilaria... _ ele ficou me olhando esperando que eu dissesse algo. _É agora que você me diz o teu nome.


_Ah! Sou Luz... E agora você diz o seu?


_Sim. _ ele ri _ Sou Hoseok. Você não faz isso com muita frequência, não é? _ ele olha envolta, como uma forma de explicar "isso". 


_É. Prefiro algo com... Mais luz, talvez? Eu mal consigo ver o rosto, mas sei que ele é liso como esse balcão. _ ele riu junto comigo.


_Hum... Podemos ir a algum lugar mais iluminado...? _ esse "garoto" acha mesmo que eu vou simplesmente sair com ele por aí, sem saber pra onde? Eu nem conheço ele direito, e caso eu precise correr minhas costas não vão ajudar muito.


_Pode ser. Vou avisar uma de minhas amigas e te encontro na saída? _ ele assentiu e saiu quase saltitante para a porta.


Ok. Minhas atitudes não condizem com meus pensamentos. Mas na pior das hipóteses eu sobrevivo essa noite e amanhã tenho que ir almoçar com dois dos meus filhos, os mais insuportáveis, e continuo a minha vida chata de merda. Certo... Morrer e ter o corpo jogado numa vale seria tipo o meio termo de bom e ruim? Eu não teria mais que viver minha rotina chata, mas também não poderia mais ver meus filhos, ingratos ou não. Na dúvida eu corro.


[...]


_Hum... Tá bom. Agora me diz, o que você salvaria se sua casa estivesse pegando fogo? O máximo de coisas são cinco, mas você só pode levar se conseguir carregar todas essas coisas... Por exemplo, se fosse levar sua televisão não poderia levar mais nada. Entendeu? _ eu estava com minha bolsa pendurada - lê-se amarrada - no meu braço, na mão esquerda estava meus sapatos e na direita um milk-shake de chocolate já derretido.


_Isso é bem difícil. _ ele respondeu.


Nós ficamos andando, até chegar mais no centro da cidade, onde tinha várias lojas de comida e bebidas abertas ainda. Eu comi muito e andei demais, mas ainda estamos andando, sem rumo e quase sem dinheiro para dois táxis. Até que é divertido.


_Essa é a intenção.


_Tá... Eu pegaria meu par de tênis favorito, o sueter que minha mãe me deu de Natal... É eu sei, mas ele é tão confortável. _ rimos pela milésima vez.


_Um par conta por dois itens. _ ele me olhou incrédulo, como se a minha regra fosse absurda.


_Pegaria meu celular e meu carregador.


_Que materialista. Pelo menos o sueter tem algum significado.


_Certo, sua vez. _ naquele instante eu me sentei na calçada e massageei meu tornozelo.


_Eu pegaria uma caixa. Ela é bem grande, então só pegaria ela.


_E o que tem dentro dela?


_Milhares de fotos dos meus filhos. _ dei risada. Eu nunca consigo deixar de ser uma mãe babona.


_Isso vale? Você está levando milhares de itens com você. E o máximo é cinco!


_Vale sim, estão dentro de uma caixa. Uma só.


_Isso não é justo! Quem fez as regras desse jogo? 


_Eu! Por isso é justo. _ tomei a terrível decisão de beber aquele resto de milk-shake, o que só me fez ter uma cara nojo no rosto e um Hoseok rindo.


_Quantos filhos você tem? _ ele parecia querer fazer aquela pergunta a muito tempo, tenho certeza de que soltei a existência dos meus filhos várias vezes nessas últimas horas. 


_Três. Uma de 22, outra de 20 e um mini Hitler de 15.


_Nossa, você tem duas filhas de 20.


_E eu tenho 42. _ eu ri, não deu pra segurar a carinha assustada dela. Ele passou uma noite toda conversando praticamente com a mãe dele.


_Você parece tão nova. Não que você seja velha, só que não parece ter mais que 40! Mais que 35!


_Ei, relaxa. Eu não vou me ofender por me achar velha. A idade chega pra todo mundo. _que fofo, ele parece tão envergonhado. _Nem vou contar pra sua mãe que você desrespeitou os mais velhos. 


_Ah... Mas eu não te vejo como alguém mais velha. Tipo minha mãe.


_Ah é? _ eu quero tanto rir, mas ele parece tão tenso. _E quantos anos você tem?


_Eu tenho... 29. _ a voz dele foi abaixando conforme foi completando, e eu não aguentei. Ri até meus pulmões pedirem chega.


_Desculpa... Eu não devia rir. Não tem nada de engraçado nisso, mas sei lá. Você nem chegou nos trinta. _ ele estava vermelho e aquilo deixava ele mais fofo e novo pra mim. _Fofinho.


_Ya! Não me chame de fofinho... _ ele queria rir também.


_Por que? Sua mãe te chama assim, Fofinho? Fofinho da mamãe, me da um abraço? Quer um sueter confortável? Eu te dou, Fofinho!


_Sim, ela me chama assim. _ pronto, minha risada nem era mais audível. Eu só estava com a boca aberta e com dor de barriga. _Mas nada disso impediu que nossa foi fosse divertida.


_Pon... To, pra você. Fofinho. _ disse ainda tentando me recuperar.


_E outra. Você nem tem idade pra ser minha mãe... Se você fizer 42, menos 29, dá... 13.


_Outro ponto pra você, Fofinho. _ tirei seus óculos super estilosos e coloquei em mim. _ Fiquei tão estilosa quanto você? _ ele ficou me olhando com aqueles olhos miúdos sem dizer nada. _Olha! Você usa brinco. _ levei a mão até as argolinhas pequenas e fiquei brincando com elas, esperando que ele dissesse alguma coisa. Percebi também que o cabelo dele era mais ralo onde a franja cobria. 


Aquele silêncio parecia meio desconfortável, não por estarmos sem conversar, mas sim porque ele estava me olhando. Eu sei porque. Talvez seja uma forma de gente mais nova flertar? Eu deveria fazer alguma coisa? Talvez parar de mexer nos brincos dele, ou me afastar, ou chegar mais perto. Não sei. Isso é tão frustrante. 


_Hoseok?


_Eu. _ ele sorriu, eu acho. A única coisa que eu conseguia olhar eram seus olhos.


_Eu não sei. Só achei que deveria dizer alguma coisa. _ eu estava meio tensa agora, por motivo desconhecido. Na verdade, não tinha motivo! Então comecei a descontar essa tensão no cabelo de Hoseok. Era só um carinho de leve, não é como se eu estivesse arrancando os fios de cabelo dele.


Ele soltou ar pelo nariz, não sei seu era um suspiro ou aqueles risos de bocas fechadas. Ele ainda sorria, um sorrisinho bobo. De gente que tá de bom humor. Mas Hoseok parece o tipo de pessoa que sempre está com esses sorrisos. 

Eu ia dizer algo, é claro que eu diria alguma coisa. Eu sempre perco a oportunidade de ficar calada, mas ele foi mais rápido. Eu não sei bem. Mas ele me beijou. A noite não para de me surpreender. Era só um selar gentil. Ele sorriu contra meu rosto e nos separamos, e lá estava um Hoseok vermelho que não quer ser chamado de fofinho. 


_Muito fofinho. _ soltei para o nada me levantando daquela calçada. _Está tarde. _ ele se levantou todo desengonçado e eu tive que rir.


_Espera... _ eu já tinha o braço esticado para pedir um táxi. Logo um carrinho amarelo parou na nossa frente ele continuou lá com as mãos no bolso.


_O que foi? _ perguntei entrando no carro.


_Hã... Eu...


_Você não quer vir? _ então ele sorriu. Hoseok era um homem de sorrisos fáceis, mas todos sinceros e também tudo era divertido ao seu lado.


_Quero sim. _ ele pegou o casaco no chão e entrou, sentando ao meu lado.


Uma noite cheia de surpresas. Eu lembro de jogar meus sapatos assim que senti o chão gelado do meu apartamento pequeno. Também joguei a bolsa e fui tirando todos os acessórios, por poucos momentos eu havia esquecido de Hoseok. Ah, meus amigos mas aquele cara fez ser notado muito bem naquela noite. Que homens, meus amigos, que homem. Uma noite mal dormida mas muito bem apresentada.


[...]


"Na pior das hipóteses eu sobrevivo essa noite e amanhã tenho que ir almoçar com dois dos meus filhos, os mais insuportáveis, e continuo a minha vida chata de merda." Foi o que pensei. Mas sabe. As coisas começaram a dar certo depois daquela noite. E quem diria que, o que? Três meses aquele cara ainda estaria sorrindo igual um bobo pra mim? Isso mesmo, a anciã tem um namorado. Eu posso chamar ele assim, né? Ainda se chama assim?

Mas eu acho que tudo isso é uma peça do universo e ele está prestes a comer meu cu com farofa a qualquer momento. Pra uma pessoa como eu, muita felicidade e sexo é de se desconfiar. Não que eu desconfie de Hoseok, eu desconfio do universo. Eu sinto que algo ruim vai acontecer. Não ruim, tipo alguém morrer, mas algo super desnecessário. Tipo almoço de domingo com todos da família, é super desnecessário e sempre as pessoas saem de lá se odiando mais.

Older de Ben Platt começa a chegar a meus ouvidos e um Hoseok segurar minhas mãos e parece querer dançar.


_When you are younger. _ ele começou a cantar _ You'll wish you're older.


De alguma forma bizarra aquela parecia ser a nossa música. Apesar de todo o contexto, era uma pessoa jovem que queria ser mais velha e Hoseok se sentia assim - pelo que havia me dito - e eu queria algo assim, talvez mais tempo ou um novo começo. Muitas linhas e versos que nos resumem, de maneiras estranhas. Três meses era pouco pra ele, mas muito para mim. Parece exagero mas eu vejo a morte mais perto e só posso esperar por ela.


_Hum, certo senhor Jung Platt Hoseok, eu tenho que trabalhar e você também.


_Ah! Por que trabalhar? Foda-se o sistema capitalista que só quer lucrar com nosso esforço.


_Tá bom, dono do próprio negócio. Vai vestir uma roupa! Você também tem que ir pra sua casa, as suas roupas limpas acabaram e você tem que lavar as sujas. _ eu só ouvi um "tá bom" vindo do meu banheiro. _ Viu meu celular?


Fui até a lavanderia e coloquei as roupas sujas dele em uma fronha. Eu não vou lavar roupa de homem nenhum. Esse sofrimento eu não passo mais.


_Tá aqui. _ ele voltou com meu celular. _ Tinha alguém ligando então eu atendi. Não tem problema né?


_Que isso, claro que não. _ peguei meu celular de sua mão e entreguei a fronha. _ Leva sua roupa, e trás minha fronha de volta. E quero ela limpa também.


_Sério? Tá bom, amorzinho. Linda.


Suspirei e peguei minha bolsa, calcei meus sapatos e saí deixando a porta aberta. Só espero que ele tranque a porta dessa vez.


_Alô? _ sim, eu tinha esquecido da ligação que ficou em curso.


"_Quem era o homem que atendeu o seu celular, mãe?!"


Ah, não. Rebeca.


_Oi, Beca!


"_Mãe, não vem com Beca. Quem era aquele?! Você tem um novo marido e não me contou? Não contou pra gente! Sabia que você tem três filhos? E nós merecemos saber quando você se casa._" eu juro que não sei quando que ela ficou tão antiquada. Provavelmente foi influencia da vó dela. Eu já falei que a família do pai deles não presta. É disso que eu tava falando.


Quando Maggie tinha quinze anos e perder a virgindade todo mundo caiu matando, principalmente a Rebeca. Mas eles também me atacaram porque eu sabia muito antes, eu soube no dia seguinte quando ela chegou em casa e me disse: "Mãe eu perdi a virgindade, tá bom?" aí eu perguntei se foi bom e ela disse que sim, então estava tudo certo. Até Rebeca descobri e contar para o pai dele.

Já Beca foi totalmente diferente, ela arrumou um namorado com dezoito anos e fez o moleque casar com ela pra depois eles transarem. Tudo bem, ela quis esperar. Mas porra, ela queria ganhar tapinha nas costas por ter feito algo tão idiota. Eu achei aquilo tão ridículo e ainda disse que ela só saiu perdendo com aquilo, sim eu fui babaca, mas eu sei que ela apenas fez isso para mostrar que era superior a irmã dela. Rebeca é tão cega pra vida que me irrita.


_Eu ainda sou sua mãe. _ Então cala sua boca, era o que eu queria dizer. Mas é claro que não o fiz. Tratar ela com essa grosseira apenas deixa tudo pior.


"_Então deveria me contar do seu marido novo. O papai já sabe?_" volta para o saco, então garota. Nossa que raiva.


Tudo na minha vida desde que casei e tive filhos se resume a "o papai sabe?" "o seu marido sabe?" "o pai dos seus filhos sabe?" "o seu ex marido sabe?". Que inferno. Eu não sou simplesmente a ex mulher daquele filho da puta. Eu sou Luz. Eu sou uma mulher independente. Eu deveria ter descoberto isso antes, assim eu poderia ter evitado o desastre que são meus filhos.


_Desde quando eu tenho que dar satisfação da minha vida pro seu pai, Rebeca? E não, eu não casei. Ele é só meu namorado.


"_Namorado? Mas vocês vão casar, né? E quando eu... A gente vai conhecer ele? Você precisa apresentar esse cara pros seus filhos."


_Ai, Rebeca. Pare de se intrometer na vida dos outros. Eu sou sua mãe e não a sua vizinha. Você é pior que a mãe do seu pai. _ eu não gosto de fazer comparações, mas olha. Esse é o diálogo mais estressante da minha vida. _E se eu não quiser que o meu NAMORADO conhece vocês? Tem algum problema nisso? Sinceramente, eu até prefiro assim.


"_Que isso, mãe! Olha... Domingo que vem vai ser aniversário do Kevin, e eu vou fazer um pequeno almoço para a família. Só a nossa família, já que a família do Kevin não poderá vir..."


_Quem é Kevin?


"_Meu marido, mãe. _" porquê eu deixei minha filha casar com um cara chamado Kevin? Kevin! Eu nem lembro desse casamento, mas eu tenho certeza que estava lá. "_Enfim... Você podia aparecer... Dessa vez... E trazer o seu... Namorado novo. Pode ser? Ótimo! Te vejo no domingo!"


Ela desligou na minha cara, sem me dar a chance de negar. Ela aprendeu direitinho. Pelo menos ela não caiu tão longe do pé.

Mas esse almoço vai ser o caos na terra. Eu sabia, Universo. Você está trabalhando contra mim o tempo todo! Agora eu devo ir, para não ser o monstro que não apareceu na aniversário do genro. Eu sei que seria mais fácil não ir, mas eu não posso. Existem regras familiares básicas e como ela desligou antes de eu dizer que não e uma desculpa eu sou obrigada a ir e ainda levar o Hoseok comigo. Ele pelo menos não precisa ir, mas eu sei que ele vai querer. Inferno! 

Espera. Se eu sofrer um acidente ou se o Hoseok sofrer eu não preciso ir. Será que ele ficaria muito chateado se eu empurrasse ele da escada? Ou fizesse ele tropeçar na calçada e colocar a culpa num buraco? E se eu disser que com um cisto que precisa ser retirado justo no domingo, não, não pode ser isso se não ela vão querer vir me visitar e trazer o Peter junto.

Lembre-se, Luz. Você ama seus filhos.


[...]


PUTA QUE PARIU, por que eu deixei aquele infeliz me engravidar?!

Rebeca fez o impensável! Ela pegou um telefone desconhecido e ligou para Maggie. Maggie, a filha que não quer se envolver com nem um de nós, porque segundo ela somos todos podres, e ela está errada? Não! Mas Rebeca ligou para a ir, que ela não conversa já faz dois anos. Dois anos!! E disse que eu tinha uma notícia muito importante para dar. Maggie sendo a mais inteligente dos meus lindos bebês de vieram ao mundo de parto normal, ligou para mim só para confirmar. E eu meio que contei que tinha um namorado, e eu nem sei se posso chamá-lo assim. Então Maggie disse que iria naquele almoço de merda. Então agora eu não posso simplesmente não ir, porque Maggie vai estar lá e só isso vai ser um choque para todo mundo.

Não tenham filhos. Sério. Não como os meus. Primeiro, não case com um babaca do colégio. Primeiro, seja mais independente e não obedeça o imbecil do seu pai.

O trabalho também não foi lá essas coisas. Nossa, Universo, você escolheu o dia de hoje pra jogar toda a merda acumulado no ventilador. Uma das minhas estagiárias faltou é outra foi demitida, eu queria saber quem foi o idiota que demitiu a minha estagiária. Então eu só tinha duas, e duas não dão conta do meu trabalho. Então eu tive que trabalhar. Eu sei, não estou fazendo mais que minha obrigação, mas porra. Alguém me enterra, eu já me sinto morta.

Eu também não consegui pegar um táxi, eles simplesmente me ignoraram. E fui obrigada a ir de metrô pra casa. Sabe o que é ser encoxada no metrô e não poder dizer nada porque está lotado e sujo? Pelo menos eu dei uma cotovelada na costela do cara. Eu estou tão irritada e estressada que só quero chegar em casa e morrer. Mas quando eu chego eu encontro um Hoseok sorrindo segurando duas taças de vinho e algumas velas no balcão.

Suspirei tirando meu calçado e jogando a bolsa conforme andava até ele. Peguei uma das taças e a virei imediatamente.


_Você é perfeito.


_Eu sei. Você diz muito isso. Dia difícil?


_Você não faz ideia... Tudo que podia dar errado deu hoje. E acho melhor você apagar essas velas, com sorte que estou e tendo acho que meu apartamento vai pegar fogo.


_Que dramática, amor... _ nossa toda vez que ele me chama assim meu ego sobe. Pensem comigo, um cara de 29 anos está te chamando de amor. Eu me sinto a Rihanna. Ele me abraçou e ficou lado me embalando, de um lado para o outro, enquanto apagava as velas.


_Tenho algo super chato pra te contar.


_Hum... Vai terminar comigo? Agora não dá mais, eu já falei para os meus amigos que eu tenho uma namorada e eles querem te conhecer. _ ele me guiou até o sofá e sentamos. Então eu sou namorada dele?


_Eu sou sua namorada. Gostei. Pode dizer mais vezes. _ ri.


_E eu também lavei minhas roupas! E trouxe novas, estão na fronha que você me deu.


_Eu não te dei! Eu te emprestei. E eu quero ela de volta. É do meu conjunto de cama.


Carícias pra lá e pra cá, beijos aqui e ali. Eu tava tão absorvida pelo conforto e felicidade que ele me traz. Um ponto positivo para o universo.


_Aquela ligação de hoje cedo... Era minha filha mais velha.


_A histérica antiquada?


_É. Mas é minha bebê, então só eu posso chamar ela assim.


_Tá bom. Seus filhos devem se anjos.


_Também não seja falso. Todos eles juntos são uns capetas... Enfim... Ela surtou por um homem ter atendido o meu celular e agora ela quer conhecer o namorado da mamãe.


_Ah... Uau.


_Eu diria... Puta que pariu! Mas uau serve.


_Eu só não esperava...


_Você não precisa ir. Por favor, não vá! Você não merece isso. Você é tão bonzinho, Fofinho.


_Ah, porque não ir? Você pode exigir o seu namorado extremamente novo para todo mundo. Quando é?


_É um almoço no domingo... Tem certeza?


_Tenho.


_Você acabou de deixar de ser 1% perfeito. Volte duas casas. _ rolei no sofá querendo me esconder nas entradas entre o estofado.


[...]


_Se anima, amor. Você vai ver os seus filhos! _ Hoseok ficou nessa a manhã inteira, desde que eu acordei com a cara de quem estava possuída pelo demônio.


_Eu sei. Essa é a questão.


_Pode ser divertido... Vamos, me dá um sorriso! _ ele olhou para mim e sorriu.


_Fica de olho na estrada, ou você vai matar a gente... Pensando bem, vem cá me dar um beijo!


_Sua boba.


Eu já imaginei todos os cenários possíveis onde tudo dava errado, mas tão errado que Hoseok sairia correndo da casa e nunca mais olharia na minha casa. Também já preparei a minha cara de surpresa quando encontrar meu ex-marido e toda a família dele lá, porque com "nossa família" é a família dele que Rebeca se referia. Aposto que não vai ter um parente meu. Mas também são tudo faria do mesmo, não faria diferença, apenas seria mais stress pra minha cabeça.

É por isso que eu odeio domingo, por mais belos e ensolarados eles sejam, sempre vai ser o dia de reunir a família. E eu nunca vou poder fugir disso, eu sou a mãe de alguém, de vários alguéns na verdade. Por favor, universo, se quiser, só um infarto. Nunca te pedi nada! Sinto que minha mãe está me olhando do céu, porque provavelmente ela está pulando de paraquedas agora - desde que meu pai morreu ela está vivendo loucamente -, e me julgando: "deixa de ser dramática, Luz!"

Quando chegamos na rua de Rebeca, meu corpo todo começou a tremer e eu achei que o infarto viria e já estava agradecendo imensamente ao Universo por me poupar de uma situação ridícula, mas conforme as casas estúpidas de filme americano iam passando e a casa azul meio verde entrou no meu campo de visão e eu ainda estava viva as minhas esperanças estavam indo embora. Eu queria muito que elas me levassem muito. Hoseok parou o carro na frente da casa da minha linda filha e eu senti como se tivesse atravessado um portal roxo e agora eu estava em uma dimensão onde todos me odeiam.


_Amor, se você quiser a gente pode voltar... _ a carinha de preocupado com dele. Mas agora já estamos aqui e Rebeca já deve ter nos visto pela fresta da cortina na janela. É tão a cara dela fazer isso.


_Agora é tarde... Promete que não vai sair correndo? Mas se sair correndo tem que me levar junto.


_Eu prometo. _ ele riu, ele está rindo em uma situação totalmente séria com motivos plausíveis para ser séria! Esse cara, olha! Ele tem sorte de ser bonito e eu gostar muito dele.


Saímos do carro e todo o barulho de vinha de dentro da casa simplesmente sumiu, até pormos o pé para fora do carro tinha barulho de talheres e gente conversando super alto. Andamos até a entrada da casa, mega limpa e decorada, tinha até um tapete com uma frase não gentil. Isso é tão Beca. Hoseok estava atrás de mim, segurando minha mão e o presente que compramos num posto de gasolina para o Carlos. Eu apertei a mão dele e toquei a campainha.

O som irritante mau terminou de tocar e a porta foi aberta, tipo de Beca também, mostrando minha linda filha que puxou todos os meus traços fisicamente. Ela é linda mesmo, oito horas de parto tinha que ser né.


_Oi, mamãe! Quanto tempo! _ falsa do caralho, ela não quer saber de mim e sim do meu namorado. E ela finalmente notou o cara ruivo atrás de mim, e a expressão dela foi impagável. Os olhos tão arregalados. Esperava um velhote né filhinha?


_Oi, meu anjinho. Podemos entrar, ou quer que frite no sol quente?


_Ah, claro... Entrem por favor... A mesa já está pronta. Só estávamos esperando vocês. _ ele caminhava até a sala de jantar.


_Maggie já chegou?


_Quem?


_Maggie, a sua irmã!


_Sim... Ela até trouxe uma amiga. _ amiga, ela se fez de sonsa tão bem que até eu acredito.


O presente do Guesvin já havia sido largado a tempos, coitado, provavelmente achava que o aniversário dele seria sobre ele. Mas nessa família nada é sobre você quando deveria ser.

Continuamos andando até chegar em uma divisória do corredor a um cômodo, e de lá eu conseguia ver Peter ao lado do pai, e claro que ele estava na ponta. Rebeca fez todos prestarem atenção nela, minha filha adora um holofote e quanto mais elegante ela estiver, mas ela vai se sentir superior.


_A mamãe chegou. _ sons de cadeiras sendo arrastadas e leves murmúrios.


Nesse momento Hoseok e passamos pela divisória bonita, sim tudo muito dramático e teatral. Olhos arregalados por toda parte e um olhar curioso e outro interrogativo, Maggie e sua "amiga".


_Boa tarde. Esse é Jung Hoseok, meu novo namorado. _ dei ênfase no novo e ele apertou minha mão dando um riso discreto.


_Oi! _ ele sorriu de sumir os olhos, tão fofo.


_Mãe, porque vocês não se sentam? _ ela apontou para o meu lugar na outra ponta da mesa, eu estava de frente para o meu ex marido naquela mesa imensa, e Hoseok ao meu lado direito.


Um pouco de papo foi jogado fora até a comida ficar pronta. Rebeca pediu para que eu, Maggie e Sam - amiga de Maggie - a ajudasse a por a comida na mesa. Mas eu neguei e aquilo foi como um tapa na cara dela. É óbvio que eu não ajudaria, a maioria naquela mesa é de homens e tirando eu e minhas filhas a única mulher era a irmã do Paul - ex marido - e ela havia levado os seis filhos homens, ainda tinha Peter que não largou o celular e muito menos falou comigo e o marido de Rebeca.


_Eu tenho certeza de que seus primos e o seu irmão podem muito bem te ajudar a pôr a mesa. _ respondi. Os seis patetas me olharam como: "mas tia, eu nunca fiz isso antes"


_Eu não vou. _ disse Peter, então eu levantei calmamente da mesa e fui até sua cadeira, olhei para o celular que ele tanto tentava esconder e o peguei. _Qual é?! Mãe! Me dá!


_Vai logo ajudar a sua irmã ou eu quebro essa porcaria. Vocês aí também!


_Amor... Tudo bem, eu posso ir ajudar também. _ Hoseok disse segurando minha mão, ele é um doce.


_Você fica.


Comida servida, todos sentados. Comidas nos pratos e começa a hora do interrogatório.


_Então, senhor Jung, o que você faz? _ perguntou Rebeca.


_Ah, não me chame de senhor, eu não sou tão velho assim. _ ele respondeu gentilmente. _Mas eu sou dono de uma escola de dança, Hope Dance.


_Um dançarino, é? _ Paul resmungou do outro lado da mesa.


_E quantos anos você tem? _ e pergunta que não quer calar, feita por Peter e seu cabeção. Maggie está quase se engasgando com a comida.


_Vinte e nove. _ aquilo pareceu ecoar por toda a sala e todos olharam para mim.


_Vinte e nove?! Você só pode estar louca! _ berrou Paul.


_Vinte e nove não é tão novo assim. _ disse um dos patetas.


_Mas é novo demais para... Para...


_Para o que, Rebeca? Ele é novo demais para a mamãe? _ provocou Maggie. _O que importa se ele tem 29 e não 30, se ele está fazendo ela feliz?


_E ele está mesmo? Será que não pegou qualquer cara novo só pra provocar o nosso pai?


_Pelo amor de Deus! Por que eu iria querer provocar o pai de vocês?!


_Por favor não diga o nome de Deus em vão. _ disse a irmã de Paul.


_Por que você não cala sua boca? Ou para de ter filhos retardados? _ apontei para um dos "meninos" que estava tentando colocar um pedaço de coxa de frango no nariz do irmão.


_Mãe!


_Não me repreenda, Rebeca!


_Maggie, amor, vamos embora? _Sam abriu a boca pela primeira vez. E eu sabia! É claro que eu sabia, ela já tinha me contado.


_Você é lésbica, Maggie? _ perguntou Peter.


_Isso não interessa agora, a mãe traz um qualquer pra minha casa só pra causar confusão! Estranhou o aniversário do Kevin. 


_Ai, Rebeca! Cala sua boca! Você estragou o aniversário do Kevin no momento em que se casou com ele!


_Vocês são ridículos! Eu nunca deveria ter vindo. Vem, Sam. E mãe, arrasou. Ele é um gato. _ Maggie pegou a namorada e saiu da sala.


_Viu o que você fez?! _ Rebeca bateu a mão na mesa me olhando.


_Você é tão baixa, Luz! Eu me arrependo de ter me casado com você. _ soltou Paul no meio do silêncio.


_Ah, cara. Cala sua boca, ok? A melhor coisa que aconteceu a sua vida de merda foi casar comigo e olha que essa foi a pior que aconteceu comigo. Então quem é baixo aqui? Você é um cara velho e acabado, que sempre esteve sentado no mesmo lugar, esperando as mesmas coisas, que não aceita realidade e que quando morrer as únicas pessoas no seu enterro serão o seu Lambe Saco e sua Chupa Cu. E eu sinto tanto pelos meus filhos idolatrarem um bosta como você, mas eu sinto tanto! Espero que curta esse lugar na mesa, ele não vai durar pra sempre, assim que Rebeca e Peter perceberem o tipo de pessoa que você é... Ah meu amigo, você vai estar largado e sozinho. E eu vou estar lá, pra aplaudir a sua desgraça e ter o prazer de te encontrar no inferno porque é lá onde você vai estar. _ ofeguei ao terminar de falar e Hoseok estava lá para eu poder apertar sua mão.


_A salada estava uma delícia. _ disse Kevin. Eu apenas revirei meus olhos e fui embora daquele lugar com o meu namorado.


Entrei no carro, bati a porta, afivelei o cinto e cruzei os braços esperando Hoseok entrar no carro. Ele dirigiu até metade do caminho, quando finalmente disse:


_Eu ainda estou com fome. _ eu não me conti e sorri, ele consegue dizer a coisa certa sempre, ou apenas o fato dele ser gentil faça com que tudo que ele diga traga alívio.


_Que tal hambúrguer?


_Você é um anjo!


_Eu sei... Sem salada e com batata frita.


_Isso! _ ouvimos o estômago dele roncar e começamos a rir.


Comemos no carro mesmo, parado no acostamento ao lado de um parque. Ficamos vendo um cara ser perseguido por dois cachorros.


_Devemos ajudar?


_Não. Ele dá conta. _ respondi.


_Me passa a batata.


_Nada disso, cara! Você comeu a sua toda e agora quer comer da minha?!


_Devemos compartilhar, é isso que casais fazem! _ ele ainda tentava pegar mas eu estava quase enfiando todas na minha boca.


_Eu te dou, mas só se eu escolher o que vamos ver hoje a noite na Netflix.


_Tá... Mas nada de terror por favor...


_Rupaul Drag Race!!


_Ah, não! A Rupaul me dá tanto medo... Já viu o jeito que ela olha? Parece que vai roubar a sua alma. Parece que ela está te julgando.


_Mas está. Esse é o preço das minhas batatas, caro Jung.


_Eu aceito, querida Luz.


Depois disso fomos pra casa, para o meu apertamento com a minúsculo, deitamos no sofá e bebemos refrigerante velho. Como se todo aquele drama do almoço não tivesse acontecido. E eu prefiro assim, fingir que aquilo não aconteceu. No fim, aquilo foi melhor do que eu esperava. E o dia me surpreendeu. Mentira, eu esperava barraco, eu queria barraco, eu tive o barraco. O Natal vai ser louco.


Notas Finais


Então... Né...
Oi
Vcs lembram de mim?
É
Eu sou a Arko
Já faz um né...

ME DESCULPA PFV N DESISTE DE MIM EU ESTOU FAZENDO O MEU MELHOR
A prova disso é esse bagulho de 6k 6K
Isso mesmo meninas, SEIS MIL

Menina eu me superei, eu nunca escrevi tanto
Agr eu percebo a minha evolução
Pq eu achava q 1k de palavra era um super cap bem feito e delícia de ler
Sla eu sinto q cresci
Apesar dor erros e da linguagem imprópria em muitas histórias kkkkk
Sla tudo isso é graças a Moonsoftinside, ela q me ensinou as coisas e tbm elevou meu nível de leitura U.u
Poderosa essa mulher, amo demais
Agr só falta ela me convencer a revisar os cap e corrigir eles antes de postar

Eu tenho planos tbm
E eu vou estar apagando os 30 imagines antigos, os primeiros pq são o meu passado obscuro e eu não quero q as pessoas novas leiam aquilo, sla se me der a louca eu apago até o 50

E tbm qr escrever histórias mais emocionantes, com mais dedo no cu e gritaria pq é disso q o povo gosta. A maioria dos cap q tem comentários e intenções são esses mais doidos, tipo Xeque-mate e I'm a Queen.
Eu prometo que ainda vai ter a continuação de I'm a Queen
Todos os dias antes de dormir eu lembro "tem q escrever I'm a Queen", mas aí eu viro pro lado e durmo com a consciência leve
Kkk
N desistam de mim

Mas enfim
Me amem
Bebam água e fiquem em casa 🐣💜


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