História Imagine D.O (EXO) - OneShot - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens D.O
Tags Amnésia, Exo, Passado, Romance
Visualizações 103
Palavras 2.200
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Faz tempo que estou devendo um one-shot com o D.O, então aproveitei que está tendo um festival do aniversário dele no Twitter com a fambase D.O Brasil, para trazer. Era para ter vindo antes, mas a criatividade só raiou hj, no ultimo dia do festival. Bom, eu espero que gostem! Fiz com muito amor, principalmente, muito amor ao D.O!❤

#WeGotThatPowerKyungsoo

Capítulo 1 - - Capítulo único -


Fanfic / Fanfiction Imagine D.O (EXO) - OneShot - Capítulo 1 - - Capítulo único -

Acordei sem saber onde estava. Minha cabeça latejava, e o pequeno fecho de luz que passava pela brecha da janela não ajudava em nada, pelo contrário, só me fazia ter dor nos olhos. Sem vontade, me sento no que eu acho ser uma cama, e fico olhando para o chão, buscando em minha mente esclarecimentos. Foi em vão. Eu não conseguia me lembrar de nada. A única coisa que eu sentia era um vazio no peito e um embrulho na barriga. Droga! Onde fica o banheiro nesse lugar?

Ouço um barulho rígido, como uma porta velha se abrindo vindo de fora do local onde estava, e sem pensar duas vezes, passo correndo de forma desajeitada pelo corredor, indo até o outro cômodo me debruçando e pondo para fora tudo o que não me fazia bem. Literalmente. Argh! Agora estou com um bafo horrível de... álcool? Eu bebi? Agora está explicado minha perda de memória. Devo ter bebido até apagar. Mas, aonde raios eu estava?

- Você acordou. Está melhor, ou precisa de um remédio para dor de cabeça? - uma voz feminina escoa atrás de mim. 

Me viro, e dou de cara uma garota encostada na porta. Levo um susto ao ver que ela estava de camisola, que não era tão longa assim, e com os cabelos presos em um coque bagunçado. Devo ter ficado colas bochechas vermelhas, mesmo que só um pouco, pois ela arregalou seus pequenos olhos e dar um sorriso fechado olhando para baixo. Quase me esqueci da minha curiosidade anterior. Quase.

- Aonde eu estou? E... quem é você? 

- Já esqueceu de tudo que aconteceu? - ela franze as sobrancelhas, enquanto se segura para não rir. - Não é de se admirar, afinal, você estava caindo de bêbedo ontem. Mas acho melhor só tocar nesse assunto depois do café. Você precisa acordar de verdade. Está com fome?

Na verdade, não estava com nem um pingo de fome, mas fiz que sim apenas para ela me contar de uma vez essa história. Eu devo ter aprontado uma... ah, e aceitei o remédio.

Me levantei no chão, e a segui até a mine cozinha, que era tão pequena quanto o restante do apartamento, que tinha apenas três cômodos, um quarto, a sala, e a cozinha. Sem contar o banheiro e a pequena área externa, onde eu imaginei ter uma máquina de lavar. A cozinha, continha uma mesa de dois lugares, uma geladeira pequena, um fogão com duas bocas e uma pia. 

- Que apartamento pequeno... - comentei em voz alta sem perceber. Jurava que tinha sido só um pensamento.

- Pode ser pequeno para quem está acostumado com a casa cheia, mas para quem vive sozinha é do tamanho ideal - ela responde sem parecer se importar com o fato que eu me intrometi sem ser chamado. - Você prefere café ou suco? 

Levo outro susto com a pergunta direta dela. Eu não sou muito comunicativo, e já notei que ela é bem ao contrário de mim. Se com um estranho ela já deu mais de três frases longas, quem dirá com as pessoas próximas. 

- Se não for muito mal educado da minha parte, eu quero só um copo d'água. Acho que é a única bebida que vai me descer agora - respondo ao perceber que ela continuava a me olhar, com uma mão na cintura e a outra segurando uma panela.

Ela dá um sorriso compreensivo, e abre a geladeira atrás de uma garrafa que não estivesse vazia. Ela encheu um copo, e me entregou, juntamente com o remédio, voltando rapidamente ao fogão e colocando a panela com água para ferver. Ela começou a fazer dois sanduíches, e eu permaneci em silêncio, apenas a observando.

Eu a conhecia. Eu sabia que sim. Mas não me lembrava de onde, e nem de seu nome. A olhava com mais uma tentativa em vão de me lembrar, mas nada. Eu apenas fiquei admirado do quanto ela é bonita. Estarura mediana, cabelos castanhos e ondulados, rosto com bochechas fofas mas tão pequeno quanto suas mãos, olhos sem pálpebras duplas, e levemente redondos, nariz arrebitado, e lábios bem definidos, e finos.

Estava distraído, ainda reparando em como os seus cabelos tinham se soltado do coque, e caiam de forma delicada sobre suas costas, quando ouço ela falar:

- Você está tão enjoado que nem responder mais você responde?

Isso me fez despertar dos meus pensamentos. Dei uns tapinhas na testa enquanto tentava inventar qualquer desculpa para dar. Afinal, onde eu estava com a cabeça ao ficar encantado com uma garota que eu nem sequer lembrava o nome?

- Só estou tentando lembrar do que eu fiz ontem. Mas, ainda não consegui nada - soltei essa após me lembrar que não estava em casa.

Ela se virou de frente para mim,  me olhando com uma expressão de pena. A olhei de volta, e nossos olhares se encontraram, me provocando um frio na barriga, e o coração acelerado. Ficamos nessa, até ela se lembrar da água no fogo, que já estava borbulhando alto. Ela corre desperada para pôr o pó de café, antes que ferva demais. Se isso for possível. Eu dei uma risada sem som, pois mesmo se a intenção, ela me fez rir.

- Aigoo... - resmunga baixo. - Então, eu estava dizendo que acho melhor você comer, mesmo que só um pouco. Ficar com a barriga vazia não faz bem.

- Eu nunca disse que não ia comer - respondo rápido. 

Ela pareceu surpresa, concordando com cabeça, e pondo um prato com o sanduíche encima da mesa. Apenas um.

- Você não vai comer? - pergunto a olhando coar o café.

- Eu estou bem. Só um café basta.

- E aquela história que barriga vazia faz mal? - jogo sobre ela a mesma coisa que ela me disse. 

Ela para de mecher a xícara, que reparei ser do Star Wars, e se volta para mim com outro sorriso satisfeito.

- Você tem razão - diz indo até a geladeira, e pegando um pedaço de bolo que estava bem embrulhado. - Enfim, você quer mesmo saber o que aconteceu?

Olho para ela enquanto mastigo um pedaço do sanduíche de presunto e queijo com alface e rodelas de tomate, e faço que sim com a cabeça. Eu precisava saber.

- Resumindo, você bebeu até cai no chão, e depois ficou choramingando, me implorando para não te deixar sozinho. 

- Você está me zoando... Foi só isso? Você fez aquele suspense todo para isso? - digo alto, após me engasgar. Como assim foi só isso?

Ela começa a rir, deixando seus olhos em formarto de meia Lua, e me provocando um novo frio na barriga, e de bônus meus pelos corporais arrepiaram. Abaixei o rosto, sem entender o que estava sentindo, mas voltei a olhá-la assim que ela tornou a falar.

- Bem, isso sem contar que você ficou dançando como um louco no meio da pista, quase ficou pobre querendo pagar uma de rico pagando bebida para quem quer que fosse, e ainda pegou briga com um cara lá...

Bati a cabeça na mesa, morrendo de vergonha. Mas que droga eu fui fazer? Onde eu estava com a cabeça? Bom, pelo menos isso serviu para eu aprender a não beber mais desse jeito descontrolado. Agora, só bebo champanhe no ano novo! E sem álcool!

- Você... sabe do por que eu fiz isso? - perguntei aceitando a realidade, e dando outra mordida no sanduíche. Uma grande dessa vez.

- Não exatamente. Eu não estava lá quando você chegou, cheguei perto do fim, minha colega que me contou tudo. A única coisa que eu vi foi a tal briga, e você implorando para eu te ajudar - toma mais um gole de café. - Agora que você já está no seu estado ajuizado, pode me explicar do por que você fez aquilo?

Depois que ela falou, minhas lembranças foram voltando as poucos, me deixando com raiva além da vergonha. Mas ainda não me lembrava de tudo.

- Do que exatamente? - pergunto tentando lembrar.

- Eu realmente não queria que você perguntasse isso... - ela diz baixinho, mas ainda consegui ouvir. - Pelo jeito você não se lembra que um zé mané estava se ingerindo para as bandas de uma garota, que, na verdade, era eu.

Claro, foi isso que aconteceu. Pelo céus , como eu fui idiota. Me meter em uma briga com um cara que eu nunca nem vi, só para defender a...

- Soyeon?! - pergunto, olhando diretamente para seu rosto, quando finalmente me recordo do seu nome, e de onde a conhecia.

A Soyeon fez um cursinho pré-vestibular comigo, no ultimo ano do Colégio. Não éramos amigos, mas sempre conversávamos e trocávamos favores. Só depois do final é que começamos a nos aproximar, mas por causa de um mal entendido, nos afastamos, e nunca mais nos vimos. Eu nunca tinha reparado, mas desde aquele tempo, ela me provocava as mesmas reações de agora.

- Me responde. Por que você fez isso? - ela pergunta novamente, só que invés da voz brincalhona e normal, estava mais forte, e ao mesmo tempo falhosa. Ela estava lacrimejando. 

Por dentro eu entrei em desespero. Eu não sabia como agir com uma garota quase chorando. Por fora, eu continue sério, e enquanto meu cérebro rodava em busca de uma resposta. Até que eu achei uma. A verdadeira.

- Por que eu me arrependi. Me arrependi por ter me afastado por um motivo sem noção, e queria, dessa vez, te proteger de um sem vergonha qualquer que viesse te atormentar.

Ela ficou perplexa, sem falar nada, apenas me olhando com seus lindos olhos. Já não estavam mais lacrimejando, porém, também não estava sorrindo mais. Depois de um tempo em silêncio, ela responde:

- Por que você está fazendo isso agora? Por que você resolveu reaparecer depois de anos, e ainda pagar aquele mico todo? 

- Primeiro, eu não tinha como saber que você estaria lá, e que isso iria acontecer. E segundo, o único e real motivo para eu ter me metido e arranjado aquela briga tola, foi por que eu sinto algo por você.

Acabei me declarando por impulso. Eu normalmente penso antes de falar, mas naquele momento isso não era uma opção. Para piorar, eu não sabia se o que fiz foi algo bom ou ruim. Sua expressão era inlegível, e seus olhos voltaram a lacrimejar. Senti vontade de lhe dar um abraço, como nunca sei antes. Eu só queria protegê-la.

- Para de me iludir - ela diz de repente, me assustando. - Para!

- Eu estou sendo sincero. Por que eu iludiria você?

- Porque você já fez isso. Lá no curso, você era meu amigo. Eu achei que podia contar com você, mesmo com pouco tempo de amizade eu já confiava em você. Pior, eu me apaixonei por você. Mas foi eu me dar conta disso que você some. E por que? Só porque os seus "amiguinhos" começaram a zoar você, porque você falava com a menina estranha, que usava óculos e usava aparelho móvel! Pois quer saber, vá iludir outra ...

Novamente tomado pelo impulso, a interrompi com um beijo. Ela não reagiu de imediato, ficou se contorcendo, tentando se sair, mas a prendi com um abraço. Aos poucos ela foi se acalmando, até que deixou que o nosso simples selinho, se intensificasse. Enquanto nos beijávamos, eu a segurava com carinho com uma mão, e com a outra segurava seu rosto. E ela, passou os dois braços em torno do meu pescoço, e acariciava meus cabelos com a mão. A posição não uma das melhores, mas isso não diminuiu o que eu senti com o beijo. Meu coração continuava acelerado, mas não incomodava. E vez ou outra, eu abria um sorriso no meio do beijo. 

Comecei a sentir falta do ar, e ela também. Nos separamos, ela disse baixo, ainda com os olhos fechados:

- Você é um idiota... 

- E você é muito desconfiada. Precisei te beijar para você entender o que eu sinto.

Ela abriu os olhos, e olhou para mim, eles ainda estavam meio molhados. Dei um sorriso, para que ela entendesse que estava tudo bem. Ela me abraça, encostando sua cabeça sobre meu peito. Resolvi perguntar uma coisa para quebrar o clima:

- Mas afinal, como foi que eu cheguei aqui? Você não disse que eu estava caindo bêbedo?

Ouvi uma risadinha gostosa. Ela tirou a cabeça do meu peito, e olhando meus olhos ela respondeu:

- Você veio se apoiando em mim. Mas estava tão tonto, que caiu no sofá e ficou lá mesmo. So consegui tirar seus tênis, e o cobri com um cobertor. Na verdade, eu ia te fazer tomar um banho e chamar um táxi para você ir para casa, mas você capotou antes.

Rimos com esse desastre, e a beijei mais uma vez. Ao nos separarmos, eu concluo em voz alta:

- Sabe. Tudo isso foi muito pagação de mico, e uma coincidência. Mas, isso foi necessário para eu descobrir, que eu sou apaixonado por você.

Ela deu um sorriso, mostrando mais uma vez seus olhos em meias luas. Ela olhava para os meus olhos, quando ela completou:

- E... isso só me fez perceber, que o que eu sinto por você é muito mais que uma paixão platônica.

Dei um sorriso, mostrando os dentes e a abracei, muito apertado.

Realmente, precisei ficar bêbado sem motivo, para reencontrar a garota que roubou o meu coração. Da forma mais inesperada possível.



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