História IMAGINE J-Hope - REGRAS QUEBRADAS (segunda temporada) - Capítulo 14


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Got7, Monsta X
Personagens J-hope, Personagens Originais, Suga
Tags Bangtan Boys, Exo, Got7, Imagine, Monsta X
Visualizações 169
Palavras 1.735
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - Desconfortável



POV - J-HOPE
Entro no meu quarto depois de uma chuveirada pela manhã e ouço o telefone tocando. Como todo mundo da minha idade só manda mensagem, sei exatamente quem é sem nem conferir a tela.
“Oi, mãe”, atendo, segurando a toalha enquanto caminho na direção do armário.
“Mãe? Minha nossa! Então é verdade?! Eu achava mesmo que tinha dado à luz um bebezinho lindo, vinte e um anos atrás, mas parece só uma memória distante. Se eu tivesse um filho, ele provavelmente me ligaria mais de uma vez por mês, não acha?”
Dou risada, apesar da pontada de culpa no peito. Ela tem razão. Tenho sido um péssimo filho, ocupado demais com a pós-temporada e os trabalhos de fim de semestre para ligar com a frequência com que deveria.
“Desculpa”, digo, com remorso genuíno. “A vida fica corrida nessa época.”
“Eu sei. Por isso não tenho incomodado você. Estudando muito?”
“Claro.” Ah, tá. Não abri um livro ainda.
Ela me saca direitinho. “Não minta para sua mãe, Jung.”
“Tá, ainda não comecei”, admito. “Mas você sabe que funciono melhor sob pressão. Pode esperar um segundo?”
“Claro.”
Baixo o celular, solto a toalha e visto uma calça de moletom. Meu cabelo ainda está molhado, pingando no meu peito, então esfrego a toalha na cabeça antes de pegar o telefone de novo.
“Voltei”, digo. “E aí, como vai o trabalho? E o David?”
“Bom e ótimo.”
Ela fala de trabalho pelos próximos dez minutos — minha mãe é gerente de um restaurante em Busan —, depois conta o que meu padrasto tem feito. David é contador, então é tão entediante que às vezes é duro ficar perto dele. Mas ele ama mesmo minha mãe e a trata como a rainha que é, por isso não posso odiar o cara.
Por fim, ela pergunta quais são meus planos para o verão, adotando aquele tom defensivo que sempre usa quando traz à tona meu pai.
“E aí, vai trabalhar com ele de novo?”
“Vou.” Faço um esforço para parecer relaxado. Há muito tempo meu irmão e eu concordamos em esconder a verdade dela.
Minha mãe não precisa saber que meu pai está bebendo de novo, e me recuso a desenterrar a merda toda. Ela foi embora e deve continuar livre disso. Merece ser feliz agora e, por mais chato que seja, David a faz feliz.
Jung Kyamin, por outro lado, só a fez infeliz. Não batia nela nem era agressivo, mas minha mãe sempre tinha que resolver as coisas por ele. Era ela quem lidava com os acessos de raiva e as internações constantes. Quem o levantava do chão quando ele chegava em casa chapado e desmaiava na entrada.
Merda, nunca vou esquecer o dia em que meu pai ligou para casa às duas da manhã, quando eu tinha uns oito ou nove anos. Ele enrolava as palavras ao contar que tinha enchido a cara em um bar, entrado no carro e não fazia ideia de onde estava. Era o auge do inverno, e minha mãe não quis deixar a mim e a meu irmão sozinhos em casa, então nos colocou no carro e nós três ficamos horas procurando por meu pai. Tínhamos só um nome de rua pela metade, porque a placa estava coberta de neve e ele estava bêbado demais para ir até ela.
Depois que o encontramos e o colocamos no carro, me lembro de sentir algo que nunca tinha experimentado antes — pena. Tive pena dele. Não posso negar que fiquei aliviado quando a minha mãe o mandou para a clínica de reabilitação no dia seguinte.
“Espero que ele esteja pagando direitinho”, ela comenta, parecendo chateada. “Vocês dão duro naquela oficina.”
“Claro que ele está pagando.” Mas direitinho? Longe disso. Recebo o suficiente para pagar meu aluguel e as despesas do ano letivo, mas não é o salário que deveria ter por um trabalho em tempo integral.
“Que bom.” Ela faz uma pausa. “Você ainda vai conseguir tirar uma semana de folga para vir nos visitar?”
“Está nos planos”, asseguro. Jiseok e eu já montamos um cronograma para que cada um de nós consiga dar um pulo em Busan e passar algum tempo com ela.
Falamos por mais alguns minutos e desligo, então desço as escadas para comer alguma coisa.
Preparo uma tigela de cereal, a gororoba integral que Jungkook nos obriga a comer, porque, por algum motivo, ele é contra açúcar. Assim que me acomodo junto à bancada, minha mente volta à noite passada.
Deixar o quarto de Gaby cinco segundos depois de ela ter me masturbado foi coisa de babaca. Sei disso. Mas eu tinha que sair de lá. No segundo em que me recuperei do orgasmo, meu primeiro pensamento foi: O que estou fazendo aqui? Sério. Tudo bem, Gaby era incrível, gostosa e engraçada, mas será que estou tão no fundo do poço que saio enfiando o dedo em meninas que nem conheço? E dessa vez não posso usar o álcool como desculpa, porque estava totalmente sóbrio.
E a pior parte foi que ela nem gozou.
Cerro os dentes com a lembrança. Ouvi um monte de gemidos, isso é verdade, mas tenho noventa e nove por cento de certeza de que ela não gozou, apesar de ter dito que sim. Ou melhor, ter mentido que sim. Quando uma mulher solta um evasivo “Ah, sim” depois que você pergunta se ela teve um orgasmo, isso se chama mentir.
E aquele “Aham, claro” meia-boca que ela soltou quando eu disse que tinha sido divertido? Isso acaba com o ego de um cara. Ela não só não gozou, como nem gostou da minha companhia?
Não sei o que pensar. Quer dizer, não sou um idiota. Não vivo em uma bolha mágica em que orgasmos caem do céu na cama de uma mulher toda vez que ela faz sexo. Sei que elas às vezes fingem.
Mas estou bastante confiante de que falo pela maioria dos caras quando digo que gosto de pensar que elas não fingem comigo.
Droga. Deveria ter anotado o número dela. Por que não fiz isso?
Sei a resposta. No último mês, não tenho me importado o suficiente para trocar telefones depois de ficar com uma menina. Ou melhor, tenho ficado bêbado demais antes, durante e depois para me lembrar de pegar o telefone.
O barulho de passos no corredor me desperta dos meus pensamentos e ergo os olhos em tempo de ver YoonGi entrando na cozinha.
“Bom dia”, diz ele.
“Bom dia.” Enfio uma colherada de cereal na boca e faço o melhor para ignorar o desconforto imediato ao mesmo tempo que me detesto por me sentir assim.
Min YoonGi é meu melhor amigo. Eu não deveria me sentir desconfortável perto dele.
“E aí? Fez o que na noite passada?” Ele pega uma tigela do armário e uma colher da gaveta e se junta a mim na bancada.
Termino de mastigar antes de responder. “Fiquei com uma menina. A gente viu um filme.”
“Legal. Alguém que eu conheço?”
“Não, conheci ontem.” E provavelmente nunca mais vou ver, porque, ao que parece, sou egoísta na cama e uma péssima companhia.
YoonGi serve um pouco de cereal na tigela e estende a mão para o leite que deixei fora da geladeira. “Já ligou para aquele agente?”
“Não, ainda não.”
“Por que não?”
Porque não vai adiantar.
“Porque ainda não tive tempo.” Meu tom é mais duro do que eu pretendia, e os olhos cinzentos de YoonGi piscam, magoados.
“Não precisa falar assim. Foi só uma pergunta.”
“Desculpa. Eu… desculpa.” Parabéns, muito articulado. Abafando um suspiro, como outra colherada de cereal.
Um breve silêncio se instala entre nós até que YoonGi por fim limpa a garganta. “Cara, eu entendo, tá legal? Você não foi convocado, e isso é uma merda. Mas não é o fim do mundo. Você está livre agora, o que significa que pode assinar com qualquer um que quiser você. E sem dúvida vão querer.”
Ele tem razão. Sei que tem um monte de times que iam querer que eu jogasse para eles. E sei que teria sido escolhido na seleção para o profissional. Isso se eu tivesse me inscrito no draft…Mas YoonGi não sabe disso. Faz dois anos que ele acha que não fui draftado, e — já falei que sou um péssimo amigo? — eu o deixo pensar isso. Porque, por mais idiota que isso pareça, meu melhor amigo achar que não fui selecionado me incomoda muito menos do que admitir que nunca vou me tornar profissional.
YoonGi também escolheu não se inscrever no draft. Mas a questão é que ele queria garantir o diploma sem se preocupar com a tentação caso fosse convocado por um time antes disso. Um monte de jogadores universitários larga a faculdade no instante em que um time o contrata — é difícil continuar estudando com um time profissional no seu pé, fazendo de tudo para persuadir você do contrário. Mas YoonGi é um cara inteligente. Sabe que não pode fazer parte da Associação Atlética se não terminar o curso, e sabe que assinar um contrato com um time não garante sucesso instantâneo ou uma carreira promissora.
Nós vimos o que aconteceu com Lee Minhyuk, nosso colega de time no primeiro ano. O cara foi selecionado, virou profissional, jogou meia temporada. E aí? Sofreu uma lesão que acabou com a carreira dele. Lee não só nunca mais vai colocar o pé no gelo como gastou cada centavo que ganhou com as despesas médicas. A última notícia que tive foi de que entrou num curso técnico, de soldagem, ou alguma merda assim.
YoonGi está sendo inteligente. Já eu? Sabia desde o início que não conseguiria virar profissional.
“Quer dizer, Gretzky não foi draftado, e olha as coisas que ele fez. O cara é uma lenda. É o melhor jogador da história do hóquei.”
YoonGi continua falando, ainda tentando me “tranquilizar”. Estou dividido entre mandar o cara calar a boca e dar um abraço nele por ser um amigo tão incrível.
Não faço nem uma coisa nem outra, optando por jogar panos quentes. “Na segunda eu ligo”, minto.
Ele responde com um aceno satisfeito. “Ótimo.”
O silêncio recai entre nós. Colocamos as tigelas vazias na lava-louça.
“Ah, esta noite vamos ao Tiro's”, diz YoonGi. “Eu, Bravys, Jungkook e talvez Taemin. Tá a fim?”
“Não vai rolar. Tenho que começar a estudar para as provas.”
É triste, mas estou começando a perder a conta de quantas mentiras contei ao meu melhor amigo.



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