História Imagine Jungkook - Capítulo 60


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Categorias A Seleção, Bangtan Boys (BTS)
Personagens America Singer, Celeste Newsome, Elise Whisks, Gavril Fadaye, Jeon Jungkook (Jungkook), Kriss Ambers, Marlee Tames, Maxon Calix Schreave, Park Jimin (Jimin), Rainha Amberly, Rei Clarkson
Tags Romance
Visualizações 74
Palavras 2.012
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura anjinhos ^-^

Capítulo 60 - Capítulo 59


Fanfic / Fanfiction Imagine Jungkook - Capítulo 60 - Capítulo 59

Jungkook e eu nos entreolhamos, e depois voltamos a atenção para os rebeldes.

— Você ouviu bem. Sou um Illéa, e legítimo. E minha companheira aqui também será, mais cedo ou mais tarde, quando

nos casarmos — disse August, apontando para a moça.

— Georgia Whitaker — ela se apresentou. — E, claro, sabemos tudo sobre você, S/n.

Ela abriu outro sorriso para mim, que retribuí. Eu não sabia bem se confiava nela, mas com certeza não a odiava.

— Então meu pai tinha razão — Jungkook suspirou. Arregalei os olhos, confusa. Ele sabia que havia descendentes diretos de

Gregory Illéa por aí? — Ele me avisou que vocês viriam atrás da coroa algum dia — completou.

— Não quero sua coroa — August garantiu.

— Que bom, porque pretendo governar este país — Jungkook disse. — Fui criado para isso. Se você acha que pode chegar

aqui alegando que é tataraneto de Gregory…

— Não quero sua coroa, Jungkook! Destruir a monarquia faz mais o estilo dos rebeldes do sul. Nós temos outras metas.

August sentou-se à mesa e reclinou a cadeira. Em seguida, como se estivéssemos em sua casa, indicou as cadeiras do lado

oposto, nos convidando a sentar.

Jungkook e eu nos entreolhamos mais uma vez, mas sentamos; Georgia logo fez o mesmo. August nos encarou por um

instante, como se estivesse nos avaliando ou decidindo por onde começar.

Jungkook, talvez para lembrar a todos quem mandava ali, quebrou o silêncio.

— Vocês querem chá ou café?

Georgia ficou radiante:

— Café?

Jungkook não conteve o sorriso diante do entusiasmo dela e se virou para chamar um dos guardas.

— Você poderia pedir a uma das criadas para trazer café? E bem forte, por favor — ele disse, e depois voltou a se

concentrar em August. — Não consigo imaginar o que deseja de mim. Você fez questão de vir enquanto o palácio dormia.

Suponho que queira manter a visita o mais discreta possível. Diga o que quer. Não posso prometer atendê-lo, mas escutarei.

August assentiu e se aproximou mais da mesa.

— Há décadas temos procurado os diários de Gregory. Faz tempo que sabemos de sua existência e recentemente

conseguimos uma confirmação de uma fonte que não posso revelar.

Depois, olhando para mim, prosseguiu:

— Não foi através da sua apresentação no Jornal Oficial que ficamos sabendo.

Respirei aliviada. Assim que ele mencionou os diários comecei a me xingar mentalmente e me preparar para quando

Jungkook acrescentaria esse fato à lista de coisas estúpidas que eu já tinha feito.

— Nunca quisemos derrubar a monarquia — August disse a Jungkook. — Apesar de ela ter surgido de maneira corrupta, não

vemos problema em ter um líder soberano, principalmente se esse líder for você.

Jungkook permaneceu imóvel, mas pude sentir seu orgulho.

— Obrigado.

— Gostaríamos, sim, de outras coisas. De algumas liberdades específicas. Queremos poder assumir cargos públicos e o fim

das castas.

August disse tudo aquilo como se fosse fácil. Se tivesse visto o caos que aconteceu quando minha apresentação foi cortada

no Jornal Oficial, saberia que era bem mais complicado.

— Você fala como se eu já fosse o rei — Jungkook respondeu, visivelmente frustrado. — Mesmo que fosse possível,

simplesmente não tenho como atender sua reivindicação.

— Mas você está aberto à ideia?

Jungkook levou as mãos à cabeça e depois as deixou cair sobre a mesa.

— É irrelevante se estou ou não aberto à ideia — afirmou, inclinando-se para a frente. — Eu não sou o rei.

August soltou um suspiro e olhou para Georgia. Eles pareciam se comunicar sem precisar de palavras; fiquei impressionada

com aquela intimidade tão natural. Ali estavam em uma situação muito tensa — em que haviam se metido sem saber se

sairiam —, e o sentimento que havia entre os dois era evidente.

— Por falar em reis — Jungkook acrescentou —, por que não explica a S/n quem você é? Tenho certeza de que o faria

muito melhor do que eu.

Eu sabia que Jungkook estava tentando ganhar tempo para pensar em como controlar a situação, mas nem me importei.

Estava morrendo de vontade de saber.

August abriu um sorriso insosso.

— Essa é uma história interessante — começou, seu tom de voz dando indícios de como seria empolgante. — Como você

sabe, Gregory teve três filhos: Katherine, Spencer e Damon. Katherine teve um casamento arranjado com um príncipe,

Spencer morreu e Damon herdou o trono. Depois, quando o filho de Damon, Justin, morreu, seu primo, Porter Schreave,

tornou-se príncipe e se casou com a viúva de Justin, que vencera a Seleção meros três anos antes. E desde então os Schreave

se tornaram a família real. Não deveriam existir descendentes de Illéa. Mas nós existimos.

— Nós? — indagou Jungkook, como se quisesse saber números.

August apenas concordou com a cabeça. Passos ressoaram no salão, anunciando a chegada da criada. Jungkook levou um dedo

aos lábios, pedindo a August que não dissesse nada na frente dela, como se ele já não fosse fazer isso. A criada pôs a bandeja

sobre a mesa e serviu café para todos. Georgia agarrou sua xícara imediatamente, ansiosa para que fosse cheia. Eu não ligava

muito para café — amargo demais para o meu gosto —, mas como sabia que me manteria acordada, resolvi tomar.

Antes que eu desse o primeiro gole, Jungkook me passou o açucareiro, como se soubesse que eu ia precisar.

— Você dizia? — retomou Jungkook, tomando o café puro.

— Spencer não morreu — August disse sem cerimônias. — Ele sabia o que o pai tinha feito para tomar o país. Sabia que

sua irmã havia sido praticamente vendida para se casar com uma pessoa que odiava e sabia que o mesmo aconteceria com ele.

Mas ele não poderia suportar. Então resolveu fugir.

— Para onde ele foi? — perguntei, na minha primeira intervenção na conversa.

— Escondeu-se com amigos e parentes. Acabou por criar um acampamento no norte, para pessoas que partilhavam das suas

ideias. A região é fria, úmida e bem mais difícil de navegar, então ninguém se arrisca a ir para lá. Vivemos em paz a maior

parte do tempo.

Georgia, um tanto chocada, lhe deu um cutucão.

August caiu em si.

— Parece que acabei de dar as coordenadas para que vocês nos ataquem. Quero apenas lembrá-lo de que nunca matamos

nenhum conselheiro ou funcionário real e evitamos feri-los a todo custo. Nosso objetivo sempre foi acabar com as castas. Para

isso, precisávamos de uma prova de que Gregory fora o homem que sempre nos contaram que tinha sido. Temos essa prova

agora, e S/n deu pistas suficientes para nos sentirmos seguros em usar isso a nosso favor. Mas não queremos. A não ser

que seja extremamente necessário.

Jungkook virou sua xícara de café e a pôs de lado.

— Honestamente, não sei o que fazer com essa informação. Você é um descendente direto de Gregory Illéa, mas não quer

a coroa. Veio em busca de coisas que apenas o rei poderia oferecer, mas pediu uma audiência comigo e com uma das garotas

da Elite. O rei nem sequer está no palácio.

— Nós sabemos — disse August. — Foi tudo planejado.

Jungkook bufou.

— Se vocês não querem a coroa e só pedem coisas que não estão ao meu alcance, por que estão aqui?

August e Georgia se entreolharam, talvez se preparando para revelar o objetivo principal daquela conversa.

— Viemos fazer esses pedidos a você porque sabemos que você é sensato. Nós o observamos durante sua vida inteira.

Podemos ver isso em seus olhos. Vejo isso agora.

Tentei ver discretamente qual era a reação de Jungkook a essas palavras. August prosseguiu:

— Você também não gosta das castas. Não gosta da forma como seu pai manda e desmanda no país. Não quer participar de

guerras que sabe que não passam de distrações. Mais do que isso, você deseja viver um período de paz.

“Imaginamos que, quando você for rei, as coisas podem mudar de verdade. E há muito tempo esperamos por isso. Estamos

preparados para esperar um pouco mais. Os nortistas estão dispostos a nunca mais atacar o palácio e a fazer o possível para

deter ou diminuir os ataques sulistas. Nós sabemos de muitas coisas que acontecem fora dos muros do palácio às quais você

não tem acesso. Vamos jurar fidelidade caso você se comprometa a trabalhar para que cada habitante de Illéa finalmente tenha

a chance de viver sua própria vida.”

Jungkook parecia não saber o que dizer, então decidi me intrometer:

— E o que os rebeldes do sul querem, afinal? Matar todos nós?

August balançou a cabeça, sem concordar nem negar.

— Em parte sim, mas só para que não haja ninguém para combatê-los. Uma parcela muito grande da população é

oprimida, e essa parcela, cada vez maior, chegou à conclusão de que poderia administrar o país com as próprias mãos.

S/n, você é Cinco; conhece gente que odeia a monarquia.

Jungkook virou discretamente para mim. Inclinei levemente a cabeça para confirmar.

— Claro que conhece. Porque a única opção de quem está por baixo é culpar quem está no topo. No caso deles, os

motivos para isso são mais que suficientes. Afinal, foi alguém da primeira casta que os condenou a uma vida sem esperança de

melhora. Os comandantes do sul convenceram seus seguidores de que o jeito de recuperar o que acreditam ser deles é tomar

tudo da monarquia. Mas há pessoas que desertaram do comando rebelde do sul e agora estão comigo. Para mim está claro

que, caso os sulistas assumam o poder, não teriam intenção nenhuma de distribuir a riqueza. Quando na história isso

aconteceu?

“O plano deles é destruir Illéa, tomar o poder, fazer um punhado de promessas e manter todos onde já estão agora. Para a

maioria das pessoas, a situação certamente iria piorar. Quem for Seis ou Sete não vai ascender, com exceção de alguns

rebeldes selecionados em nome do espetáculo. Os Dois e Três terão todos os bens confiscados. Muita gente vai se sentir

vingada, mas isso não vai solucionar tudo.

“Se não houver estrelas do pop vomitando aquelas canções imbecis, não haverá músicos trabalhando no estúdio durante as

gravações nem funcionários de um lado para o outro com as mídias nem comerciantes para vender os álbuns. Tirar uma

pessoa do topo destrói milhares que estão embaixo.”

August fez uma pausa. Parecia consumido por essas preocupações. Em seguida, prosseguiu:

— Será como ter Gregory de novo, mas pior. Os sulistas podem ser mais sanguinários do que vocês jamais seriam. As

chances de o país reagir são quase nulas. Será a velha opressão de sempre, apenas com um novo nome… e seu povo sofrerá

mais do que nunca.

Ele olhou fixamente para Jungkook. Eles pareciam se entender, talvez por ambos terem nascido para liderar.

— Tudo o que precisamos é de uma garantia, e faremos o máximo possível para ajudá-lo a mudar as coisas, com paz e

justiça. Seu povo merece uma chance.

Jungkook baixou o olhar. Eu não conseguia imaginar o que se passava na cabeça dele.

— Que tipo de garantia? — perguntou enfim, um pouco hesitante. — Dinheiro?

— Não — August respondeu, quase rindo. — Temos mais recursos do que você imagina.

— E como isso é possível?

— Doações — explicou o rebelde com simplicidade.

Jungkook assentiu, mas para mim aquilo era uma surpresa. As doações indicavam que havia pessoas — sabe-se lá quantas —

que apoiavam a causa dos rebeldes nortistas. Qual seria a força deles se esses doadores fossem considerados? Quantos cidadãos

de Illéa desejavam exatamente a mesma coisa que aqueles dois tinham ido ao palácio pedir?

— Se não é dinheiro — Jungkook disse afinal —, o que vocês querem?

August se virou para mim.

— Escolha ela.

Escondi o rosto entre as mãos. Sabia como Jungkook ia reagir àquilo.

Houve um longo silêncio antes de ele perder a paciência.

— Não vou mais tolerar ninguém dizendo com quem devo ou não me casar! É com a minha vida que vocês estão

brincando!


Notas Finais


ITAAA CARAMBA O JUNGKOOK REALMENTE FICOU BRAVO!!!...AUGUST ILLÉA É PARENTE PRÓXIMO DE GREGORY ILLÉA CARAMBA MANO KSKSKSKSK ALTAS TRESTAS BRINKS OU TALVEZ SIM SKKSKSKS ATÉ O PRÓXIMO BESUS...


Muchas gracias por leeren :3 me perdoem pelos erros ortográficos.


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