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História Imagine Kimetsu no Yaiba Oneshots - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Uma Oneshot em meio a quarentena :p
Imagine é um tipo de "interativa" onde você se sente dentro da história por meio da escrita, é comum o uso do termo S/N (seu nome), mas nessa história é trocado por "você" para ser bem mais crível ;) espero que gostem! Tem hot (+18) quem não apreciar pode pular a vontade.

Capítulo 1 - Oneshot Giyuu




 

O moinho d'água fazia seu trabalho com calma, a água deitava por suas aberturas e com ele seguia, para em seguida partir, sem dizer adeus, nunca igual a antes.

 

Giyuu observava calmamente a fonte de água feita de bambu se encher e em seguida cair para o outro lado, numa espécie de gangorra unilateral.

Quando você o enxergou tão absorto, sentado com sua face séria sobre a enorme pedra que descansava às margens do rio, não pôde deixar de pensar:

"Ah, que homem solitário"

 

Já fazia semanas que viajavam juntos, a mando do chefe, investigavam locais por onde Muzan Kibutsuji podia ter passado, derrotando Onis no caminho.

Você estava mais como apoio, claro, afinal não era uma pilar… ainda.

Mas sendo treinada como sucessora de Giyuu Tomioka - ou Tsugoku, como chamavam - tal posto não parecia tão distante assim, por mais que ainda pesado.

– Tomioka. -Você o chama, sem honoríficos, ele não parecia gostar muito deles.

 

Giyu lentamente inclina a cabeça em sua direção, seu uniforme já estava posto, mas seus cabelos ainda caiam molhados, pingando sobre eles. Tomioka vira o rosto, indiferente, e se levanta.

–… Vamos. -Fala o pilar.

Você se retira da margem a qual se lavava minutos antes e segue para a árvore em que havia deixado seu haori, preso a um galho, e o veste, seguindo seu tutor.

 

Horas de caminhada depois, nenhuma pista ou demônio a vista, já havia anoitecido e decidem descansar numa estalagem ali próxima. Giyuu paga em moedas na entrada e pede que você não o espere.

Sentindo-se um pouco contrariada, você segue para outro cômodo próximo à recepção, onde várias mesas e hóspedes se encontravam.

 

Enche sua bandeja com sua comida predileta, tendo a disposição bolinhos de arroz e ensopados diversos, além de vegetais e carnes variadas, mas sua atenção se concentrou na bandeja fumegante a esquerda, onde havia uma tigela de caldo de salmão cozido com nabo, o prato predileto de seu mestre.

 

Por curiosidade, pegou para experimentar, não se surpreendendo muito com a combinação:

– Tem o mesmo gosto que achei que ia ter, de nabo… e salmão. -Fala para si mesma, levemente decepcionada com o próprio paladar.

 

A noite passa e nada de seu treinador voltar, incomodada, você não consegue cair no sono, olha para o lado, onde um futon - muito distante - descansava vazio em meio a lençóis recém lavados.

Você se aproxima, se sentando no futon e se inclinando na janela ao lado, observando a lua nova que anunciava um novo mês nipônico. Ela iluminava menos que uma lua cheia, mas era bela em sua própria forma.

Envolvida em pensamentos, você acaba caindo no sono.



 

Acordando com uma batida na sua porta, não teve tempo de se levantar ou espantar seu sono direito, Giyuu entrou no quarto, parecia cansado, já amanhecia lá fora, para não ter de se explicar - por que estava na cama dele quando claramente havia bagunçado outro futon? - você finge estar dormindo.

 

O que não impede que sinta o olhar do pilar da água a encará-la; Um pouco desconfortável com a situação, tenta ao máximo não demonstrar estar fingindo, não queria se deparar com olhares de julga; Para outros já era claro:

Você sentia algo por Giyu. 

 

A própria Kanroji já havia rido disso, dizendo estar emocionada com seus sentimentos, mas ela não podia ajudar, certo? Era a pilar do amor, afinal!

O problema era mais alguém descobrir… As fofocas entre os exterminadores deviam ser algo recorrente, certo? Você é nova neste ramo, então não saberia… 

 

Ouviu uma porta de madeira ser aberta e em seguida fechada.

O armário, pensou.

Em seguida, sons de tecido… Tomioka se trocava na sua frente?!

O barulho de algo leve caindo era realmente de roupas sendo tiradas, se fosse um outro homem - alguém menos sóbrio das idéias ou não confiável - sentiria medo ou apreensão, mas sendo Giyu, apenas sente vontade de abrir as pestanas de seus olhos.

"Uma olhadinha não vai matar, não é?" Perigosamente você pensa. 

 

Com rapidez e cautela, abre um pouco seu olho esquerdo, o qual descansava metade sobre o travesseiro, conseguiu apenas ver Giyu amarrar seu robe do hotel, viu apenas uma cicatriz de batalha em seu busto antes que o mesmo estivesse completamente vestido.

 

Não tinha como evitar, os banheiros eram todos coletivos e nessa hora o banho devia estar fechado, era mais seguro se trocar no quarto, mas, mesmo assim, sente a distância dos dois diminuir por tal intimidade… 

 

– Está acordada? -A pergunta de Giyu te assusta, seus olhos abrem sem querer, espantados. O rosto do moreno continuava indiferente. – Pensei que sim, seu rosto estava vermelho.

Maldito sangue da vergonha!

– Sim… Acordei agora. -Mente, ainda sentindo as bochechas vermelhas.

–… -Ele não parecia ter engolido aquilo, mas não falaria sobre isso: – Partiremos após o café.

 

E com isso, ele se deita em seu futon, aquele que você se encontrava horas antes, onde certamente ainda estava seu cheiro, misturado com o do sabonete e xampu do hotel.

Apesar de difícil por conta da vergonha, você finalmente consegue dormir, mas não para de pensar nas pernas descobertas do pilar da água a roçar em seu antigo cobertor.

 

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O dia amanhece tão belo que parecia ter chovido na noite anterior, o céu mais limpo que seus pensamentos te dá conforto enquanto viajam pela estrada de grama por entre os arrozais.

Giyuu, sempre silencioso, parecia querer dizer algo a você, toda vez que o via olhando de lado e seus olhos se encontravam, sentia isso, mas podia ser sua imaginação; Quão fértil pode ser os pensamentos de alguém apaixonado… Você se pega pensando.

 

Aquela paz matutina, no entanto, foi interrompida pelos gritos de socorro não tão longes dali, ao seguirem, acham o castelo do lorde feudal que deviam encontrar, lá dentro, você sentia que havia um Oni a se esconder.

 

– Fique aqui fora. -O pedido que mais parecia uma ordem saiu da boca de seu amado, o qual adentrou sem nenhum temor a casa amaldiçoada.

 

Você saca sua nichirintou, o formato da sua lâmina do jeito que havia imaginado brilha ao encontrar com a luz solar, afinal, era feito de algo assim.

 

Aguardando do lado de fora, os minutos passam e sua ansiedade cresce, ao ouvir outro grito feminino, avança sem exitar a casa mal assombrada, pronta para salvar uma vida ou ceifar a sua.

O lugar estava tão escuro, nem parecia que havia notado o amanhecer, todas as janelas estavam fechadas e as portas também, você trata de mudar isso, as abrindo uma por uma para que não reste lugares onde o demônio possa se esconder.

 

Apesar de ser uma boa estratégia, o barulho chama atenção, e por poucos segundos, a adrenalina adentra seu corpo, se encontrava já no segundo andar, quando desviou de garras afiadas em sua direção, se jogando para trás em um impulso.

 

Era um demônio grande, homem, com garras e dentes que lembravam um lobo gigante.

Sem tempo para se espantar, você saca sua ninchirin e prepara seu fôlego para sua habilidade: Respiração do/da… Primeira Forma!

 

Por pouco o demônio desvia, agora alerta sobre a classe de inimigo com quem batalhava, você se ergue, preparando outro ataque. O demônio ri:

– Você é discípula daquele homem de olhos mortos? -Ele se referia a Giyuu.

– Olhos mortos?! Os olhos azuis de Tomioka são belos! -Você rebate, sem saber porquê, como se fosse um desafio ou uma petulância alguém criticar a aparência de seu amado.

 

– Kekekeke! -A risada do demônio condizia com sua aparência, ele não fica batendo papo e avança para cima de você.

Uma sequência de desvios, ele não dava espaço para você lançar um ataque forte, provavelmente havia lidado - e devorado - outros caçadores.

– Ele está ocupado agora, sabe? O homem da respiração molhada! -Ri o Oni, já insano em sua condição, provavelmente tinha mais anos de vida que qualquer um de seus avós.

 

– O que você fez? -Sua pergunta soa ingênua, mas seu plano era saber os poderes do inimigo ante mesmo dele ter de mostra-los.

– Uma pequena ilusão de espelhos! -Ele revela seu poder, se gabando dele ao mesmo tempo. – Sabe se lá quantos dias -Você desvia por pouco das garras dele, se abaixando, o quadro acima de sua cabeça se parte com a brutalidade. – ele irá sobreviver lá. O último demorou Cinco. 

 

Ele faz o número cinco com suas longas e vis mãos, é o suficiente de auto-distração para que você a dilacere com um ataque, o demônio grita.

– DESGRAÇADA! -Xinga ele, se afastando com dor.

Agora com espaço para lançar sua habilidade, você prepara outra forma, mais destrutiva, para acabar de vez com a batalha, mas o demônio tinha mais experiência, antes que conseguisse terminar a respiração, você é puxada para dentro de um quarto repleto de espelhos.

 

Sem baixar a guarda, tais espelhos começam a te confundir, o vulto do demônio passava por eles, mas você não sabia a direção, ele havia virado o jogo e agora a vantagem era dele, jogo perigoso.

 

Se concentrando em sua audição mais do que em sua visão, você sente a direção para onde o demônio segue, respira fundo, sabendo onde direcionar seu ataque, mas uma ilusão chama sua atenção, a chamando pelo nome, você abre os olhos.

Nos espelhos agora se encontrava Giyu, te olhando com aqueles grandes olhos azuis escuro e longos cabelos negros.

– Giyu? -Você se engana, pensando como pode uma ilusão ser tão crível assim.

 

– Você está apaixonada. -Fala a ilusão, a espada de Giyu descansava em sua mão, sua pose estóica e fria como um herói noturno. – E eu sei por quem.

Suas bochechas coram, no ápice de sua vergonha por ter sido descoberta por uma ilusão! Mas, se aquilo fosse de fato uma ilusão a qual precisava ler seus pensamentos e/ou sentimentos, aquele Giyu de fato sabia de tudo, uma curiosidade se apossou do seu corpo, mas você a chacoalhou para fora.

 

– Não fale distrações! Temos que derrotar esse demônio, Tomioka-san! -O uso do honorífico deixa óbvio seu nervosismo.

 

–… Você que é uma distração. -Diz os doze Giyu's que te circulavam, a voz ecoando no quarto e em sua mente.

– O que… quer dizer? -Aquela ilusão estava mexendo com sua cabeça.

– Você nos distrai, discípula, não temos tempo para seus sentimentos adolescentes ou habilidades medianas, somos pilares. -Dizem em uníssono, machucando seus ouvidos com a verdade, você os tampa:

– Eu sei disso…! Mas o Oyakata-sama…

– Colocar a culpa em outra pessoa não vai ajudar, afinal, você podia muito bem se colocar no seu lugar e declinar a proposta, mulher fútil e egoísta. -Giyu diria aquilo? Você pensava. Ele diria, certo? Para qualquer pessoa, inclusive, ele não tinha papas na língua! mas, por algum motivo, você sempre achou que era uma exceção… 

 

Afinal, algum tempo atrás jurou ter arrancado uma risada dele com uma palhaçada que havia feito, mas não deu para saber, pois o mesmo rapidamente havia se recuperado para sua face inexpressiva de sempre.

Também houve aquela vez em que ele deixou o melhor futon para você, ou aquela em que ele havia te socorrido enquanto caia de uma altura enorme enquanto lutava, ou até mesmo quando se conheceram… 

E aquela vez em que havia te carregado estilo princesa no meio de um ataque!

 

– Besteira de cabeças loucas. –Disseram os Giyuu's, como se lessem seus pensamentos - e talvez realmente conseguissem.

– Você… -Seus olhos ardem, segurando as lágrimas de rejeição, você levanta o rosto e sua lâmina, olhando com raiva seu inimigo: sua própria mente e insegurança. – Já caçoou demais de meus sentimentos, demônio!

 

Com apenas um movimento, você gira seu corpo em uma espiral enquanto lança seu melhor ataque, todos os espelhos se partem, você corre para fora, vendo uma luz no corredor a sua frente, uma cabeça voa pela janela e você salta do segundo andar, sem pensar duas vezes.

 

Pisa no teto do térreo e em seguida desce para onde o cheiro do demônio se desfazia.

Giyuu se encontrava com sua lâmina no pescoço do demônio, um pé para trás e o corpo inclinado, você se pergunta qual respiração ele deva ter usado, mas percebe algo mais importante: Ele parecia… irritado.

 

Seus olhos tremiam de ódio, provavelmente estava em uma ilusão dolorosa como a sua minutos antes.

– Giyuu… -Você o chama, enquanto o mesmo limpa sua lâmina com um aceno e a guarda na bainha. O demônio cai de joelhos e se desfaz, o sol da tarde já dava adeus, ele teria fugido se não fosse por Tomioka.

 

– Você está bem? -Você pergunta, escutando atrás de si mulheres correrem chorando e agarrarem o Tomioka, o agradecendo. 

Giyu não consegue responder devido sua nova legião de fãs, as garotas mantidas pelo demônio para servirem de refeição, sem conseguir encarar aquilo depois do que havia passado, você se distancia.

 

Se encontra novamente as margens de um lago com o mesmo moinho que havia visto antes, se senta e lava seu rosto, limpando os traços de lágrimas e se livrando de qualquer sentimento que enchia seu coração, mas antes de sua pequena cerimônia acabar, escuta seu nome ser chamada, atrás de si.

Ao se virar, Giyu te olhava preocupado, os olhos semicerrados tentando avaliar se podia ou não se aproximar, ele o faz, com cautela.

– Você se encontra bem? -Pergunta ele, novamente.

Você sacode a cabeça, em seguida sorrindo, assentindo que sim.

– Melhor agora. -Você deixa escapar, em seguida agarrando suas bochechas e olhando para o chão, em choque consigo mesma.

 

Giyu se aproxima e se abaixa a sua frente, seus olhos estavam bem abertos, mas dessa vez, não pareciam distantes, se não fossem tão gelados, você podia jurar que pegavam fogo.

Ele coloca sua mão em concha em seu queixo e o levanta, seus olhos se arregalam, surpresa.

– Giyuu…?

– Você está tremendo. -Ele observa, te deixando ainda mais vermelha. – A ilusão foi assustadora assim?

Seu coração dispara, mesmo que ele fosse uma pessoa comum, perceberia de prontidão isso.

– Eu… -Você reúne coragem. – Vi você, na ilusão… 

–… -Giyuu te analisa com cautela, os pássaros viajantes que passam são o único som além do da água do rio se movendo. – Se me viu ser morto, não precisa se preocupar.

Você se sente levemente impura, pois sua ilusão era um pouco mais egoísta, sem ter onde mais fugir, você a conta:

– Te vi me rejeitar… E me chamar de mulher fútil… E outras coisas ruins. -Nem um brilho de surpresa aparece nos olhos de Giyu, mas as sobrancelhas do moreno se erguem levemente em surpresa por breves segundos.

 

Então ele sabia, você pensa, lembrando das palavras claras de Kanroji sobre o amor: "Tudo que não for um sim, é um não! Ser rejeitado não é vergonhoso, mas se humilhar está fora de questão!" Que garota legal… Se ao menos você tivesse seguido tal conselho antes… 

– Bem -As palavras de Giyuu, as quais pareciam ter demorado um século para se formar, te tiram de seus pensamentos. – eu estou aqui agora, e não sou uma ilusão, deseja ouvir o que realmente penso?

 

Oh, por Buda, não se atreva. Você pensa, mas seu corpo age mais rápido, assentindo.

Giyuu te encara novamente com aqueles olhos profundos, e antes que você possa pensar em qualquer coisa, seus lábios são pressionados com leveza, o cabelo de Giyuu encobre seu rosto, mesmo que não houvesse ninguém para vê-los ali.

Eram lábios macios como uma fruta de pêssego, tão delicados que não pareciam pertencer a um espadachim homem. Seu coração parece agora te abraçar junto aos braços fortes de Giyu, que te colocam em cima de suas pernas em poucos segundos, aprofundando o beijo.

 

Você abre olhos por breves segundos e vê metade da bochecha pálida de Giyu e seus olhos fechados, um semblante de paz e desejo podia ser visto mesmo de longe, e no entanto você estava tão perto… Com o rosto encostado no dele.

 

Sentiu algo te tocar, mas era apenas a mão gentil de Giyu segurando suas costas para que não caísse com o choque de ter seus sentimentos correspondidos.

Você sente todo seu corpo pegar fogo, como se estivesse se banhando em lava, seu coração está com batimentos normais, mas parece prestes a te engolir de felicidade e luxúria.

 

O beijo se aprofunda, com um pouco de audácia você sugere uma língua, ele abre os olhos, levemente incomodado com sua pressa, mas a corresponde prontamente, seu gosto era bom, uma mistura de chá e um gosto salgado, como o próprio oceano, era instigante. Suas línguas se confundem de início, tímidas, mas logo se encontram em ritmo, sabendo muito bem por onde se mover e se banhando em saliva e prazer.

Você sente o corpo de Giyuu esquentar assim como o seu, logo aquilo se tornaria perigoso, sendo o mais responsável dali, Giyu prontamente quebra o beijo, sua bochecha esquerda levemente corada, ele a olha com desejo, mas tenta esconder.

– O que foi? -Você faz um bico, fingindo não saber, incomodada.

Giyu vira o rosto, ainda com os braços envolvidos em seu corpo.

– Nada… Apenas… Pensei em que momento devíamos voltar para o hotel. -Disse ele.

 

Suas bochechas ficaram tom escarlate, percebendo o que ele queria dizer com aquilo! Sem conseguir segurar sua felicidade, você ri.

– Se você me levar nos braços, pouco tempo, não é? Senhor Pilar. -Você fala brincando, mas Giyu aceita o desafio e te ergue em seus braços, estilo princesa. – Era… uma piada… 

 

Mas ele já corria com você nos braços, um sorriso leve como o ardor daquele sol poente se forma no rosto de Tomioka, tal pequeno detalhe ilumina seu rosto e em seguida o seu, que o olha admirado.

 

Já havia anoitecido quando vocês dois adentraram o saguão do hotel com pressa, nem mesmo um boa noite para o recepcionista tiveram tempo de dar, o jantar já estava sendo servido - o cheiro de ensopado de salmão com nabo adentrava suas narinas - mas nem isso tinha importância agora.

Ao chegarem no quarto escuro, toda pressa havia se dissipado, Giyuu fechou a porta de correr com calma e você se viu no meio do cômodo vazio, com apenas dois futons grandes lado a lado.

 

A coragem parecia ter fugido de seu corpo agora que tudo aquilo parecia real.

– Devo acender a luz? -Pergunta Tomioka. 

Mas aí, você se sentiria mais envergonhada ainda! Você nega com a cabeça e continua parada no meio do quarto, ansiosa, iluminada apenas pela luz que provinha da lua.

 

Os passos quase inaudíveis de Giyu se tornam cada vez mais próximos, ao sentir sua respiração quente em seu pescoço, você treme, em seguida sendo envolvida pelos braços do moreno, gentis, agarrados em seus ombros sem colocar peso.

– Não há necessidade de nervosismo. -Acalma ele. – Mas, no fim… Eu também estou do mesmo jeito.

Você se surpreende, sentindo o batimento acelerado encostado em suas costas.

 

Alguns minutos se passam, apenas naquele abraço, mas os batimentos continuam os mesmos, Tomioka não era conhecido por sua paciência, então logo a virou e encarou seus olhos, uma mão distraída entrelaçando-se em seus cabelos. 

Vocês sentem a respiração ofegante um do outro cada vez mais perto, e quando menos esperam, iniciam um beijo quente, para aquecer aquela noite fria japonesa… 

 

Giyuu se aproxima mais de seu corpo, você sente suas coxas roçarem levemente uma na outra, curiosas; O abraço estava cada vez mais apertado e as línguas impacientes tentavam mapear a boca de cada um, descobrindo novas sensações juntas.

 

O prazer começa a deixar ambos os corpos anestesiados de forma eletrizante, com paciência, Giyuu dá leves passos pelo quarto, por fim pisando no futon. Vocês se separam e se olham mais uma vez, antes de voltar a se beijarem novamente, se abaixando com lentidão para sentarem no meio dos dois futons.

 

Ao passo que a noite avança, os movimentos e a seriedade daquilo também o faziam, a mão de Giyuu traça seu uniforme, por baixo dos botões, você sente seus dedos quentes mapeando suas costelas e, impaciente, você agarra a mão dele e a conduz mais para cima, sabendo que ele demoraria para ter a audácia de o fazer, ele apalpa o volume em seu tórax, com leves e delicados movimentos, cautelosos, porém curiosos.

 

Sem querer atrapalha-lo, você apenas continua a explorar seus lábios, alternando entre selinhos barulhentos e línguas silenciosas.

Ele sente o clima esquentar mais e te puxa para mais próximo, fazendo com que você sente novamente em suas pernas, mas dessa vez, mais próximo do seu peito e de seu membro inferior.

Sentindo o prazer de ter seu seio manuseado, você mal pode esperar pelo que vêm em seguida, se apressando também e retirando o cinto de seu companheiro enquanto quebra o beijo para conseguir tira-lo com rapidez.

 

Giyuu não se deixa ser o único a ser despido ali e rapidamente tira seu haori por cima dos ombros e começa a desabotoar sua camisa do esquadrão de exterminadores, mostrando seus seios, iluminados pela luz da lua.

Ele os admira por um segundo, enquanto você termina de jogar o Haori metade vinho dele por trás de suas costas, em poucos minutos vocês se encontram apenas de calça, sem sandálias ou meias, Giyuu deitado sobre seu corpo, a observando lacivamente.

 

Ele se inclina e encosta seus narizes, em seguida descendo para seu pescoço e respirando próximo a ele, aumentando a ansiedade, por fim depositando beijos quentes por sua extensão e leves sucções. Sua mão manuseia um dos seios enquanto a outra desabotoa a própria calça.

Impaciente, você também faz o mesmo com a sua e a retira junto a roupa íntima, se encontrando completamente nua antes dele.

Giyuu sobe o beijo e o deposita abaixo de sua orelha, que sente cócegas, em seguida seus dedos traçam sua forma corporal, chegando até a cintura como se a desenhasse e adentrando uma das coxas, sua mão a aperta com cautela, fazendo sua intimidade sentir algo como um choque, talvez mais ansiosa que você. 

 

Ele manuseia com cautela toda a largura de sua coxa até chegar ao lado interno, próximo a intimidade pulsante que agora era a sua, sem mais tempo para aquela pequena "tortura", Giyuu encosta seus dedos em sua intimidade e com leves toques a pressiona, sentindo o calor e a umidade crescer em tal órgão. Seus dedos lentamente adentram a cavidade e tentam a explorar com cautela, aguardando que se acostumem com a sensação de ser penetrada.

–… -Giyuu te olha nos olhos, numa pergunta silenciosa, ele também estava se sentindo impaciente, afinal. Você sorri:

– Quer dizer algo? -O provoca, Giyuu vira os olhos para outra direção, sentindo a provocação, mas em seguida volta, encostando suas festas.

–… Posso? -Pergunta ele, pedindo permissão, mesmo sendo seu "superior".

Você assente, levemente corada, ele se ergue um pouco, em seguida tirando as calças e as atirando para um canto do quarto, você consegue ver ele retirando sua roupa íntima e não consegue desviar o olhar, tamanho seu interesse naquele membro que a pouco estava te cutucando como se quisesse avidamente participar logo daquilo.

 

O tamanho era médio, ou o que você tinha noção de ser médio devido sua falta de experiência, a verdade é que era mais acima da média do que imaginava.

Com um olhar incerto, Giyuu se deita novamente sobre seu corpo, você sente sua intimidade ser cutucada, misturando sua umidade com a de outra pessoa, igualmente excitada, nem mesmo houve tempo para ansiedade, Giyuu colocou seu membro em sua entrada e com um pequeno esforço a adentrou, você não sentiu dor alguma devido o prazer e as preliminares, mas ainda estava no começo do membro.

 

Com um olhar tímido, Giyuu te olha buscando alguma reclamação ou resposta, você sorri, sentindo seu corpo arder mais ainda junto ao de outra pessoa, lembrando uma febre, mas que ao invés de te deixar fraca, te deixava estimulada.

 

Ele se aproxima de sua orelha esquerda e sussurra:

– Vou me mover. -Depositando um beijo acima dela, arfando com o calor.

Ele adentra mais a cavidade molhada e em pouco tempo começa a se mover ritmado, ainda estava um pouco apertado, por isso os movimentos eram lentos, o que não impedia que você os sentisse com avidez, gemendo de prazer sem perceber.

Em alguns minutos, Giyuu já havia colocado tudo dentro e se movia com rapidez, alternando um pouco os movimentos, vocês se beijavam a todo momento, arfando como se corressem, suas pernas se entrelaçavam nas dele, aquela posição fazia com que não apenas seu ponto G fosse tocado, mas que o monte de Giyuu se chocasse contra seu clitóris, o órgão feito solamente para o prazer das relações.

 

Já perto de um ápice, o Tomioka muda a posição, bem mais confiante em suas ações e levemente controlador, te deixando de bruços, dessa forma, começa a adentrar com mais rapidez, enquanto abraça seu corpo e segura seu próprio peso com a outra mão.

Perto de um orgasmo, ele a vira novamente e a coloca sentada em cima de si, aprofundando um beijo enquanto traça as mãos por suas costas. 

Você cavalga em cima dele, sem saber muito bem, indo por instinto, Giyuu segura sua cintura e em movimentos que lembravam ondas cola e descola seus corpos para frente e para trás enquanto você também sobe e desce alternadamente, cada vez mais rápido, a ansiedade explodindo junto ao suor em ambos os corpos.

 

Vocês chegam juntos ao ápice do prazer, seus lábios se abrem e seus olhos giram, diminuindo aos poucos os movimentos de "cavalgada".

 

Giyuu suspira uma última vez, cansado, em seguida se deita com cuidado, te deixando por cima de seu peito, enquanto ambos estabilizam a respiração.

–… Isso foi… -Você começa a falar, Giyuu encarava o teto, enquanto acariciava seus cabelos, esperando um "bom" vindo de seus lábios. – uma promoção, chefe?

Os olhos de Giyuu se arregalam, se encontrando com os seus a procura de uma explicação, te encontrado a rir de sua reação. Giyuu revira os olhos, beliscando sua bochecha.

– Talvez com mais alguns anos de treinamento você chegue lá. -Caçoa ele. Você continua na brincadeira:

– Tudo bem por mim se essas noites fizerem parte dele. -E pisca, estirando a língua, provocando-o.

 

Giyuu sorri levemente de novo, em seguida deposita um beijo em sua testa.

– Farão parte do prêmio…  -Em seguida ele sussurra seu nome, o que te faz sentir calafrios.

 

Você o abraça, sorridente, isso claramente significava um relacionamento duradouro, você se pergunta o que dirá da próxima vez que ver Kanroji, o pilar do amor, e tal encontro não demora muito a acontecer, na mansão do Oyakata-sama.

– Kanroji-san! -Você a chama.

– Ora? Ah! -A rosada lembra seu nome, sorridente. – Pode me chamar de Mitsuri, sabia?

Em seguida é você quem sorri, Giyuu se aproxima das duas, tentando ignorar a conversa selvagem do pilar do vento ao seu lado.

– Ué? Que sorriso é esse, Tomioka-san?! -Se surpreende Mitsuri, em choque quando Giyuu se aproxima para falar com você.

– É normal, não faça alarde. -Pede ele, a expressão tediosa, em seguida mudando para uma mais suave ao tocar seu ombro. – O Oyakata-sama aprovou sua promoção, agora você está mais próxima de um pilar do que nunca.

 

Tanto Kanroji quanto Shinazugawa se apresentam em completo choque ao ver vocês dois comemorando em seguida, se abraçando, você indo mais além e dando um selinho em agradecimento ao seu namorado.

– Esses dois….! -Mitsuri cobre a boca.

– Tch, que anti-profissional. -Reclama Sanemi, invejoso.

 

Mas vocês não se importam, naquela tarde igualmente quente, no jardim do Oyakata-sama, vocês anunciavam seu amor, para todos os exterminadores e curiosos.

Você já imagina a reação de Zenitsu ao ouvir as fofocas, claramente faria um dramalhão por ter perdido a aposta com o Inosuke, uma em que ele apostava que você casaria com ele enquanto a de Inosuke era de que você casaria com um javali da montanha… Ambos haviam perdido, como já era óbvio, mas a surpresa não deixou de atingi-los ao ouvir as novas por Tanjirou.

 

– GIYUU TOMIOKAAA! -Você ouviu a voz de Zenitsu gritar do outro lado da floresta.

Soltou uma risada, correndo em seguida para alcançar a mão de Giyuu, que a esperava com um sorriso de lado, prontos para mais uma excitante missão e uma noite promissora… De agora em diante, sempre juntos.



 


Notas Finais


Por mais que seja uma Oneshot, estou aberta a pedidos para continuar essa série "Imagine" :) não sei quando poderei postar novamente algo assim, mas se quiserem deixar pedidos, avisarei qnd for posta-los ou caso venha a escreve-los
Obrigada por ter lido! Deixe um comentário se desejar!


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