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História Imagine Lee Taeyong - Refugees - (NCT) - Capítulo 39


Escrita por: SrtaHwang

Notas do Autor


Espero que gostem e boa leitura 😘💕❤️💞💓💗

Capítulo 39 - Capítulo XXXIX - Um perdão.



— S/n ? — Minha mãe perguntou com os olhos arregalados e abrindo a porta — Ravi ? O que...

Em instantes, Ravi abraçou nossa mãe e eu me juntei naquele abraço ouvindo o choro de emoção e alegria dos dois. Sorri feliz e me senti imensamente bem. Eu estava de volta ao meu lar e lugar. E aproveitei aquele abraço aconchegante, pensando em como eu pude ser privada disso e desse sentimento por tantos anos...

— O quê aconteceu com vocês ? — minha mãe disse, se afastando um pouco do abraço e encarando nós dois. — Vocês estão desaparecidos.... Há dez anos.

— É uma longa história, mãe.— falei — mas vamos contar tudo. Podemos entrar ?

— Claro. O pai de vocês vai ficar muito feliz.

Nossa mãe deu passagem e entramos. A primeira coisa que reparei dentro de casa foi que, a decoração continuava a mesma e nada havia mudado. E vi meu pai na cozinha — que era repartida com a sala —, bebendo uma xícara de café. Quando ele subiu o olhou e notou nós dois presentes, simplesmente ele deixou a xícara cair no chão se quebrando. Acabei rindo com sua reação de surpresa e choque.

— O-o que.... ? — Meu pai gaguejou nitidamente chocado e olhou para minha mãe.

— Sim. Nossos filhos estão de volta.

— Mas o que houve com vocês, nesses últimos anos ? E onde estavam ? — Ele indagou confuso.

— Que tal sentarmos no sofá e eu e S/n explicarmos ? — Ravi sugeriu.

Nossos pais concordaram e sentamos no sofá. E antes de começarmos a explicar, retirei minha mochila — que era minha única coisa de bagagem — das costas e a deixei no meu colo. Então comecei a falar.

— Vocês já ouviram ou se lembram do caso "refugiados" ? 

— Sim, esse caso foi horripilante. — Minha mãe concordou — Como eles tiveram de fazer aquilo, com os pobres jovens ?

— Então... Nós fomos vítimas daquele caso.— Ravi revelou.

— Vocês... Eram esses jovens refugiados ? — Meu pai perguntou espantado.

— Sim — respondi — nós não havíamos noção de quanto o tempo passou.

— E vocês estão bem ? — Minha mãe disse preocupada.

— O FBI cuidou e ajudou nós nesses últimos seis meses. E se não fosse por S/n, nós teríamos continuado lá. Ela desconfiava do lugar, então o investigou, descobriu a verdade e liderou a fuga de todos os jovens daquele lugar.

— Uau, que incrível e inteligente da sua parte S/n. — Meu pai elogiou e sorri com o elogio, mesmo que eu não tenha feito tudo aquilo sozinha e Ravi exagerou em suas palavras.

— Incrível mesmo. — Minha mãe também elogiou.

— E como vocês estiveram e passaram esses dez anos ? — Resolvi perguntar e apenas de ouvir o suspiro longo da minha mãe, eu já sabia a resposta. Não foram bons anos.

— Nós.... Não estivemos bem, sem vocês. E no começo ficamos muito desesperados. Não tínhamos ideia aonde vocês estavam e mesmo procurando a polícia, nem eles conseguiram encontrar vocês. Tentamos distrair cartazes na rua com a foto de vocês, mas nada. Chegou um ponto que não havíamos mais esperanças. Só que Graças a Deus, vocês voltaram. — Minha mãe novamente começou a chorar, mas ela rapidamente secou as lágrimas e colocou um sorriso. Admirei a força e a resistência dos meus pais, conseguiram aguentar dez anos sem nenhuma notícia nossa. — Vou limpar a bagunça que seu pai fez e fazer um bolo para comemorar a volta de vocês. E se quiserem, podem se banhar e descansar.

Minha mãe saiu da sala, indo a cozinha. E ao meu lado, ouvi Ravi bocejar. Ele certamente estava cansado.

— Vou tirar um cochilo.

— Pode ir, filho. A casa é sua. — Meu pai falou.

Ravi concordou, se levantando e subiu as escadas para o segundo andar que possuía os quartos. E permaneceu eu e meu pai na sala, que logo puxou assunto.

— Como era o lugar que vocês estavam ? É verdade que eles aplicavam drogas ? — Meu pai questionou. Ele era um questionador nato. E eu havia herdado isso dele.

— Sim, é verdade. Mas a droga ficava no ar de um shopping que havia. E também eles colocavam na comida que era servida. E o lugar era como se fosse uma escola, com salas e refeitório só que havia dormitórios e esse shopping. — Expliquei e ouvimos a campainha tocar — Quem será que é ? 

Me levantei indo abrir a porta e ver quem era, e quando abri me assustei com a pessoa que vi.

— Taeyong ? — Perguntei, notando que seu cabelo não estava mais vermelho e sim preto com mechas azuis.

— Oi. — ele respondeu.

— O quê você está fazendo aqui em Londres e na minha casa ? Não era para você estar de volta aos Estados Unidos ? — Questionei incrédula.

— Então... — Taeyong coçou a nuca, ligeiramente envergonhado — Eu vim atrás de você, S/n.

— Quem está na porta, S/n ? — Minha mãe gritou da cozinha.

— Ah mãe — peguei o pulso de Taeyong e o levei para dentro da casa — É um amigo meu do FBI. Ele veio conversar comigo. — dei uma desculpa esfarrapada. — Vou levá-lo para meu quarto.

— Okay ! — Minha mãe concordou e notei meu pai analisando Taeyong. Eu sabia que meu pai estava desconfiado dele e iria começar o questionar. Não que eu me importasse com isso, mas eu queria saber o porquê Taeyong estava alí.

Então levei Taeyong rapidamente para a escada e subimos. E em pouco tempo estávamos no meu quarto. Percebi que meu quarto continuava igual a como eu deixei e isso me fez sentir nostálgica e feliz. 

— Quarto legal. — Taeyong comentou, se referindo aos pôsters que havia na parede.

— Você não respondeu minha pergunta. — Digo, me sentando na minha cama e sentindo o cheiro de amaciante presente.

— Eu vim te pedir uma chance para eu me redimir com você. — Taeyong respondeu me encarando e também sentando na cama.

— Certo.

— O quê ? V-você está me dando uma chance ? Tão fácil assim ? — Taeyong questionou espantado.

— Quero ver que tipo de desculpa, você vai usar. Vai dizer que apenas estava cumprindo seu dever como agente do FBI ? — Falei debochada.

— Não. Eu estava cumprindo uma vingança e vou assumir que eu errei.

— Oi ? Que vingança ? — perguntei sem entender.

— Lembra daquela vez na sala do shopping, que havia os comandos para o pó azul ? 

— Sim.

— E eu disse que observava no passado, um certo traficante ?

— Sim. O que tem haver com sua vingança, Taeyong ? — Digo apressada. Eu queria saber logo a resposta.

— O traficante era JYP. E ele assassinou meus pais. Por isso eu desejava vingança.

— Mas por que ele assasinou seus pais ?

— Bem, meus pais também eram do FBI mesmo sendo coreanos e eu também ter nascido na Coreia e crescido no Estados Unidos. E antes do projeto existir meus pais já suspeitavam que JYP tramaria algo, pois eles observaram que ele visitava constantemente as casas dos presidentes. E eu sabia que meus pais se perguntavam, o que um traficante de drogas estaria fazendo na casa de políticos. — Os olhos de Taeyong marejaram. E eu sabia que aquilo não era atuação, nem fingimento.

— E o que aconteceu depois ?

— JYP descobriu. E num belo domingo de verão quando nós estávamos na nossa casa que era perto de uma floresta e afastada da cidade, de repente meus pais pediram para eu buscar sorvete na cidade. Mesmo eu estranhando a atitude deles, não me importei tanto pois nós havíamos tido momentos agradáveis e felizes naquele dia  e eu fui a cidade. Quando eu voltei, a casa estava destruída e eles estavam caídos no que restou do chão. Mortos. Foi o dia mais triste da minha vida e mais tarde eu soube que JYP colocou uma bomba na casa. Desde então, eu prometi a mim mesmo que eu iria vingar a morte dos meus pais. Eu os amava tanto... — Ouvi Taeyong fungar o nariz e notei lágrimas em sua bochecha. Involuntariamente, acabei passando o dedo para seca-las mas logo me afastei. — E eles sabiam que a explosão iria acontecer...

— Isso explica o fato do porque você nunca falou sobre sua vida. — Concluí e Taeyong assentiu — E quantos anos, você havia na época ?

— Quinze. Após então, o FBI me criou s me treinou para eu ser um agente. E tive sorte de conhecer os meninos, pois eles se tornaram meu apoio e força para eu continuar a viver e cumprir minha promessa. E sabe essa cicatriz perto do olho que tenho ? Que você disse uma vez que parecia uma rosa ?

— Sei.

— Uma vez o FBI conseguiu encontrar a localização de JYP e Jay Park que havia se tornado o parceiro dele. Estávamos num galpão afastado e eu o acabei vendo ele. Sem me controlar e por muito rancor, eu entrei numa luta corporal com ele e acabei ganhando essa cicatriz. No fim, os dois conseguiram fugir do galpão e naquele mesmo ano de 2018, eles criaram o projeto.

— Por isso, os dois te acharam familiar quando você entrou.... — Falei e notei o quanto aquilo se encaixava — E você não gostou de JYP na hora.

— É...

— E você se infiltrou devido a essa promessa de vingar de seus pais, correto ?

— Sim e quando eu entrei minha intenção era agir com os meninos e apenas interrogar alguns jovens em busca de informação. Mas eu notei que você era diferente. Era inteligente, desconfiada e buscava uma forma para encontrar as respostas para suas perguntas. Gostei disso em você. E eu pensei que se nós dois juntos investigasse o lugar, tanto eu e você teríamos as respostas que procurávamos. E eu nunca quis e iria te usar. Mas  admito que eu menti para você sobre minha vida vida e ser um infiltrado. Menti apenas para me proteger e você não saber. E sim, eu cometi erros que trouxeram dor tanto a você quanto a mim. Me desculpe por isso.  

Pensei bem antes de dar minha resposta, mas eu já havia me decidido.

— Compreendo que você entrou no lugar para se vingar e que não era sua intenção não me usar, apenas querendo trazer vantagem para ambos lados. Mesmo assim... Eu aceito suas desculpas. Portanto, que não vá cometer novamente os mesmos erros e mentir.

— Sério mesmo ? — Taeyong perguntou com os olhos brilhando.

— Sim. Só que... Eu tenho uma pergunta. Nosso caso te trouxe algum sentimento ? — Digo em dúvida.

— Óbvio. Acha que eu te beijava e te abraçava, só para saciar minha carência ? — Taeyong segurou minhas mãos e eu senti meu coração disparar — Eu te amo demais, S/n. Confesso que me senti receoso em iniciar algo com você, pois meus relacionamentos anteriores foram horríveis. Mas eu quero tentar e sinto que por você, valhe a pena. Quero te conhecer melhor e me relacionar com você.

— Eu também. Eu quero compartilhar minha vida com você. E eu também te amo muito, Taeyong.

Sem hesitar eu abracei e beijei Taeyong sentindo seus lábios, seu gosto, seu amor, sua saudade e seu fervor junto aos meus sentimentos. Nosso beijo não era apenas um toque. Era um compartilhamento de sentimentos. E eu sentia agora que não faltava mais nada.

E eu sabia que eu queria Taeyong na minha vida como meu amigo, meu companheiro e namorado.





















Continua...




Notas Finais


O que acharam ?
Finalmente nosso casal está de volta 🙌💞


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