História Imagine me and you - Capítulo 9


Escrita por:

Postado
Categorias Good Omens
Personagens Anathema Device, Aziraphale, Crowley, Personagens Originais
Tags Anathema Device, Aziraphale, Beelzebub, Belas Maldições, Crowley, Gabriel, Good Omens, Ineffable Husbands
Visualizações 54
Palavras 1.960
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


galere esqueci de avisar no capítulo anterior então irei avisar nesse... o capítulo tem NSFW, se você nao gostar desse tipo de conteúdo não leia

Capítulo 9 - Rosas - segunda dois


— Você dorme demais sabia?

Crowley esfregou os olhos até obter nitidez do que estava vendo e do que estava acontecendo.

— Ahn, oi? Aziraphale?

— Bom dia, Crowley. — Aziraphale estava com uma toalha enrolada na cintura, sem camisa e arrumando os cabelos ainda molhados, querendo ou não, aquilo foi um convite para receber o olhar de Crowley que o fitava meio desnorteado na cama. O loiro percebeu a forma que ele o observava e corou agindo de forma totalmente envergonhada. — V-você precisa se levantar, vamos à uma livraria e a menos que você não queira ir comigo, pode ficar deitado aí, mas eu não estarei aqui pra você encarar.

— Ah... desculpe eu só tô meio... o que aconteceu aqui? — Crowley se lembrava, lembrava de tudo na verdade, não estava bêbado o suficiente para esquecer completamente do que os dois fizeram, mas perguntou porque precisava de uma resposta de Aziraphale e como ele parecia agir naturalmente com aquilo.

— Nós dormimos, provavelmente... você acredita que eu não lembro direito? acho que bebemos demais ontem... bom, não se preocupe, tenho certeza de que não incomodei você e o seu sono.

— Ok. — Crowley escondeu os sentimentos ao ouvir aquelas palavras, afinal sabia que o loiro não aceitaria nada com ele se estivesse sóbrio. O ruivo sentou na cama tentando levantar mas parou ao perceber que ainda estava sem roupa, olhou para o chão e percebeu que sua roupa intima estava ali, a pegou e vestiu.

-

— Levanta e sai da minha casa.

— Espera, você vai me tratar assim depois do que fizemos?

— A forma que eu deveria te tratar é bem pior, acredite. — Disse Beelzebub, irritada, chutando a camisa de Gabriel no chão.

— Qual é, você não fez isso quando nós estávamos...

— Recolhe suas roupas do meu chão.

— Eu realmente não entendo, quer dizer... o que eu preciso fazer? eu te chamei pra sair e você me ignorou, mas quando eu chego na sua casa você aceita transar comigo rapidinho?

— Gabriel você é NOIVO.

— Sabia disso das outras vezes e não acordou tão irritada.

— Você é noivo de alguém que eu conheço, amigo do meu irmão, isso é muito perigoso além de ser totalmente ERRADO.

— Ahhhh... você se sente culpada SÓ porque conheceu o Aziraphale, então... você é bem mais filha da puta que eu pensava.

— Gabriel, por favor vá embora.

— Tudo bem, eu vou, quando você quiser de novo é só chamar. — Gabriel parecia tranquilo naquela situação simplesmente pelo fato de se desfazer dos sentimentos de Beelzebub.

— Nunca mais volte aqui. Quer saber? toda essa atenção que você gasta aqui poderia ser dada ao Aziraphale não acha? ele é seu noivo. Se você realmente sente algo por mim ou por ele, deveria se afastar.

— Eu não sinto nada por você, Beelzebub.

— Nem pelo Aziraphale aparentemente.

— Isso não é da sua conta, se ele aceitou se casar comigo significa unicamente que ele me ama E eu aproveitarei isso afinal... ele... é respeitável, comportado e obediente, mais fácil de manter na linha do que você.

Beelzebub se moveu rapidamente e marcou com força as bochechas de Gabriel com os dedos soltando estalo alto.

— AI.

— Oh, que pena, agora tenho menos chances de entrar na sua linha não é?

-

Não demorou nada para que Crowley terminasse o banho e se arrumar; os dois tomaram café da manhã e logo saíram, pegaram um táxi até Taschen.

— Aonde vamos? — Crowley quebrou o silêncio que o incomodava.

Taschen.

Crowley arqueou as sobrancelhas meio debochado querendo uma explicação maior.

— E...

— É uma livraria, muitas edições limitadas, mas poucas opções para mim, então depois vamos até a Sheakespeare and Company.

— Não me diga que é uma livraria inglesa em Paris, não estou surpreso.

— Não exagere, Crowley.

Assim que chegaram, as expectativas de Crowley foram quebradas, esperava algo como a livraria de Aziraphale, livros velhos, bagunça, mofo e decoração antiga; na realidade, a livraria tinha muita cara de loja, até demais, até os destaques eram algo bem comercial, era arrumada e moderna, os livros em sua maioria eram de fotografia e lifestyle. Eles caminharam até os fundos da loja, Crowley seguindo Aziraphale, que estava focado e não parecia ligar muito para o resto da atmosfera ali.

— Vem cá por que os livros velhos sempre ficam nos fundos?

— Esses não são tão populares.

— Eu tô ligado que eles ficam bagunçados e empoeirados pelo chão e não em estantes protegidas com vidrinho.

— Isso é um estereótipo, Crowley.

— É.

Crowley e Aziraphale saíram da livraria mais rápido que o esperado, realmente não tinha muita coisa no local do interesse do loiro, esse que pagou apenas um livro. Quando chegaram à Sheakespeare and Company, Crowley deu uma risada escandalosa para Aziraphale, a loja era exatamente o que ele imaginava, inglesa, livros em estantes bagunçados, muita madeira em móveis antigos, uma escada enfeitada com livros, não tinha tanta poeira e o que mais chamou a atenção, corredores bastante apertados.

— Sem comentários, aqui é esplêndido.

— Eu disse que não era? mas é apertado.

— Ironicamente é uma loja enorme.

Aziraphale olhava tudo atentamente, parecia estar no paraíso, seus olhos brilhavam e ele passava por cada um dos corredores; Crowley não podia deixar de encara-lo, a expressão fez do loiro o fez sorrir completamente desatento. Aziraphale segurou a mão de Crowley e o puxou.

— Vamos, é lá em cima.

No segundo andar, haviam somente umas duas pessoas, comparado ao primeiro andar com uma quantidade significativa de pessoas e mais corredores apertados.

— Bem ali tem muitos livros que eu quero. — Disse Aziraphale apontando para com dos corredores do lado esquerdo. — E ali tem estão os livros para Beelzebub. — Disse apontando para o último corredor do lado direito.

Crowley seguiu Aziraphale até lá, entrando no lugar apertado e deserto. O loiro pegou um livro da estante com todo o cuidado que podia, evitou tocar para não estragar as folhas e também lera o aviso de "evite tocar nos livros" no fim da escada.

— Crowley, eu vou passar mal. — Disse mostrando um sorriso quase desesperado.

— Eu também.

Aziraphale o olhou confuso até seus olhares se encontrarem, o ruivo deu um passo mais perto do loiro e segurou o rosto dele pelas bochechas o encarando por mais algum tempo; Eles se moveram em direção ao outro formando um beijo forte e apertado, pareciam desesperados ao sentirem suas línguas se tocarem, Aziraphale explorava os lábios de Crowley movendo-se por eles com rapidez. Crowley segurava firme o rosto do loiro, mas parecia estar sendo conduzido por ele, até partirem o beijo.

Aziraphale ficou tão corado e ofegante que mais parecia ter segurado o ar por horas.

— Você tem asma?

— No meio de um ESTABELECIMENTO PÚBLICO, ANTHONY CROWLEY. — Aziraphale sussurrava um projeto de grito.

— O que? você acabou de... não tem ninguém aqui.

— Câmeras. — Aziraphale apontou para cima fazendo Crowley olhar.

— Ótimo, mais um motivo pra você sorrir.

— Cala boca, Crowley.

Depois de um bom tempo, Aziraphale estava sendo ajudado por um funcionário da loja, tudo para que os livros continuassem em perfeito estado enchendo duas caixas de papelão e forro. Crowley olhou pelo outro lado da rua pela vidraça da livraria, viu uma quantidade excessiva de flores na calçada e percebeu que se tratava de uma floricultura.

— Licença anjo vou sair.

— O que houve? aonde você vai?

— Ahn... m-muito chei... muito forte o cheiro aqui dentro te espero lá fora, tá?

— Certo? tudo bem, só vou pegar os livros para sua irmã.

— Irmã? AH, sim, irmã, vai lá manda a ver.

Aziraphale franziu o cenho vendo o ruivo descer as escadas daquela forma, de certa forma já estava se acostumando com esse tipo de coisa vindo de Crowley.

O loiro saíra da loja com duas sacolas enormes com quatro caixas parcialmente cheias de livros protegidos, gastara uma quantia alta neles então precisavam ser protegidos à todo custo. Crowley esperava na porta e ofereceu ajuda para carregar uma das sacolas.

— Obrigada. — O loiro sorriu entregando uma das compras pra ele. — O que você tem aí? Por que saiu tão depressa?

Crowley escondia nas costas um pequeno buquê cheio de rosas brancas e as revelou para Aziraphale.

— Pra você.

O loiro arregalou os olhos assustado, essa era a última coisa que esperava do ruivo, principalmente naquele momento, suas mãos tremeram e ficou em dúvida se deveria aceitar ou não.

— C-crowley v-você... o que é isso? c-como você conseguiu?

— Comprei do outro lado da rua pra você.

— E-eu não sei o que dizer... são belíssimas, muito obrigado.

Aziraphale cheirou as flores fechando os olhos, Crowley queria beija-lo, chegou até a por a mão no ombro dele, mas decidiu não fazer nada.

— Aonde vamos agora?

— Que tal comemos? Hmm... Crepes. Depois podemos ir até a Torre Eiffel e fazer um piquenique.

— Não prefere deixar seus livros no hotel primeiro?

— Melhor não.

-

Retornaram ao hotel pouco antes de escurecer e foram direto para o quarto guardar os livros comprados.

— Não estou com fome. Você está?

— Não.

— O que quer fazer?

— Encher a lata... vou me entupir de litros e litros de álcool. — Disse Crowley pegando duas taças e entregando uma ao loiro.

-

Aziraphale ficou bêbado muito rápido, suas frases não faziam mais sentido nenhum; Tagarelava sem parar até que, sem perceber, começou à falar sobre Gabriel. Os planos de Crowley de se embebedar não funcionaram, queria ouvir Aziraphale falar e se lembrar disso, mas naquele momento sentiu o desânimo pesar sobre seu corpo como se toneladas de tristeza tivessem despencado em si, lembrou da noite passada, lembrou de tudo que ele e o loiro fizeram, lembrou que o próprio não lembrava e lembrou que talvez tivessem ido longe demais e que a relação deles jamais passaria de apenas uma noite de sexo.

— Se não se importa... eu vou um tomar banho.

Crowley ficou um bom tempo dentro da cortina do banheiro individual, nu e com a cabeça encostada na parede apenas sentindo a água cair em seu corpo, queria chorar, mas soube se controlar, seu humor tinha mudado de forma brusca comparado a forma livre de como se sentiu pela manhã e tarde. Seu pensamentos foram embora quando ouviu a porta do box se abrir.

— Aziraphale? — O ruivo chamou afastando levemente a cortina pondo a cabeça para fora e dando de cara com olhos azuis. — Aziraphale o que você...

O loiro o beijou levando-o contra a parede do banheiro e desligando o chuveiro; Crowley sentia o gosto forte de álcool na boca do outro, porém isso não o impediu de sentir a doçura e a maciez daqueles lábios, hesitou e pensou em parar, mas perdeu o controle quando sua pele se arrepiou pelos toques e beijos de Aziraphale. O toque intenso dos dois durou alguns momentos até Crowley gemer surpreso quando a mão do loiro seguraram seu membro ereto, Aziraphale começou imediatamente os movimentos de ida e volta com a mão fitando o ruivo fechar os olhos e levar cabeça para trás; ele ia aumentando a velocidade dos movimentos à medida que Crowley demonstrava sentir mais prazer pelos suspiros e gemidos. O ruivo durou até encarar o olhar azul sentindo seu corpo tremer, então gozou sujando toda a mão do loiro. Estava muito ofegante, perdeu o sentido e a nação do que acontecera após o orgasmo.

— Vou dormir. — Foi a única coisa que Aziraphale disse antes de sair do box deixando Crowley sozinho.


Notas Finais


:*


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...