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História Imagine Naruto Clássico e Shippuden - Capítulo 86


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Capítulo 86 - Nagato


Fanfic / Fanfiction Imagine Naruto Clássico e Shippuden - Capítulo 86 - Nagato

S/n: ─ Tchau, pessoal, vou ir atrás daqueles três! ─ Gritei correndo e passando por eles.

─ Mas o Yahiko disse que não era necessário que mais pessoas fossem. ─ Parei de correr e olhei para trás quando um dos membros da organização disse isso. 

S/n: ─ Mesmo assim, eu não tenho um pressentimento muito bom quando a isso, e minha intuição nunca falha. E eu acho bom vocês ficarem em alerta, pois estão muito relaxados e isso pode ser perigoso.

─ Mas… 

S/n: ─ Eu já vou indo ─ O interrompi ─ Se cuidem!

Mesmo com a chuva que acabara de iniciar estando mais forte, saí daquele lugar e fui atrás do Yahiko. Tenho certeza que essa aliança vai ser uma furada. Vindo do Hanzō, qualquer coisa parece suspeita, e ainda é sem contar a angústia que estou sentindo, não quero nem pensar em passar por um sofrimento de novo, por isso, vou evitar que isso aconteça a qualquer custo. 

Nós nunca resolvemos as coisas na base da força, mas agora, sinto que vai ser diferente. 

Pelo que a Konan nos disse, o que estão prestes a fazer será um grande passo para a Era de paz. Hanzō deseja que nós fôssemos um eixo para que Konoha, Iwa (Pedra) e Suna (Areia) parassem de guerrear entre si, e só assim, Amegakure (Vila da Chuva) pararia de sofrer por causa dessas nações. 

Mas, mesmo assim, mesmo que todos concordem com isso, mesmo acreditando ser o melhor, eu sou a única que ainda mantém um pé atrás, ainda não dá para imaginar conseguir algo assim, ainda mais com as mãos de Hanzō no meio, ele não é e nunca foi confiável. 

Eu já disse o que penso sobre este suposto acordo para o líder e para os outros, tentei alertá-los, mas todos disseram que eu deveria ficar menos preocupada, que a Segunda Guerra tinha realmente me deixando muito receosa com tudo, e que eu não deveria me preocupar tanto porque eles logo cessariam com os conflitos. Porém, eles esquecem que não é tão fácil assim. 

Chegando já próximo do lugar, ocultei meu chakra para ninguém me notasse, o risco ainda era maior por causa dos vários Anbu de Konoha e dos subordinados de Hanzō que estavam lá. Um deslize, e a minha vida já era. 

Konan?! Era ela mesmo? Mesmo não querendo acreditar, era ela que estava com as mãos atadas por cordas e Hanzō a segurava, a impedindo de fugir. Eu sabia! Meu sangue ferveu de raiva, eu até poderia desabar a qualquer momento, mas tenho que me controlar para que tudo dê certo. 

Esses desgraçados vão pagar por causa dessa armadilha! Sei que o nosso grupo não apoia o uso da força, mas com Hanzō e este homem que veio de Konoha, vai ter uma exceção. 

Mesmo estando longe deles, o meu genjutsu tem dar certo. Eu não treinei bastante para o alcance dele não melhorar… é isso ou estaremos numa pior. A área de alcance tem que ser ainda maior, pois estou conseguindo sentir bem pouco do chakra de Nagato e de Yahiko, isso significa que eles estão bem mais afastados do que os outros, e também, eles têm que ficar no genjutsu para que meu plano funcione.

Mas há um risco... para colocar todo mundo no genjutsu, meu chakra ficará perceptível, e nesse momento, com certeza, me notarão. Como esse jutsu é o mais forte que tenho, meu chakra vai se esgotar e me tornarei uma inútil podendo ser morta a qualquer momento, por isso, falhar vai ser uma palavra que não existirá no meu vocabulário.


P.O.V ON: NAGATO

Hanzō: ─ Sua organização é ruim para nós. Yahiko, você é o líder, então deve morrer. Se você resistir, ela morre. ─ Disse ameaçado cortar o pescoço da Konan com uma kunai. 

Yahiko olhava para Hanzō com ódio e seu corpo tremia, já eu, estava muito nervoso e com medo do que viria a seguir. Hanzō desiste de ameaçar Konan e joga a kunai que segurava diante dos nossos pés. 

Hanzō: ─ Você de cabelo vermelho, use isso para matar Yahiko, então eu deixo você a menina viverem. 

Konan: ─ Não, Nagato! Esqueça de mim e fujam vocês dois! ─ Gritou com olhos cheios de lágrimas.

Yahiko: ─ Nagato ─ Mesmo sentido aquele terror, olho para ele assim que me chamou ─ Me mate ─ Fiquei ainda mais assustado com essa decisão que havia tomado. 

"Eu só quero protegê-los, não importa por qual tipo de dor eu tenho que passar". 

Lembrei dessas palavras que eu disse ao Jiraiya-sensei, quando eu era somente uma criança e tinha matado um ninja de Iwagakure (Vila da Pedra) para proteger Yahiko. O meu desejo sempre foi esse, e agora eu estou aqui, amedrontado e tendo que escolher entre a vida dos meus dois melhores amigos. 

Yahiko: ─ Nagato!

Konan: ─ Não!

Hanzō: ─ Rápido! Ou você quer que ela morra? ─ No momento em que dei alguns passos para pegar a kunai do chão, senti uma mão no meu ombro. Olhei para o lado e era a s/n.

Nagato: ─ S-s/n? O que faz aqui? ─ A presença dela tinha me acalmado um pouco.

S/n: ─ Vamos sair daqui, ok? 

Nagato: ─ Como?

S/n: ─ Olhe para frente ─ Olhei assim que ela falou.

Nagato: ─ Cadê a Konan?

S/n: ─ Está do seu lado. Depois eu explico, agora vamos sair daqui. 

Depois de libertar Konan e Yahiko do genjutsu, saímos de lá o mais rápido possível. Mas durante o trajeto para casa, onde vivíamos juntos com nossa organização, a s/n desmaiou no meio do caminho. 

Nagato: ─ S/n, acorda!

Konan: ─ Nagato, o que você… ─ Disse se virando para trás e me viu com ela nos braços ─ S/n!

Yahiko: ─ Vamos levá-la de pressa, ou vão vir atrás da gente. Nagato, quer ajuda?

Nagato: ─ Não precisa, eu consigo levá-la.

Konan: ─ Não temos tempo a perder, vamos logo! 



[...]




P.O.V ON: S/N

Acordo e olho para o teto, era um alívio saber que eu já estava em casa. No segundo em que virei para o lado, a compressa caiu da minha testa e foi parar na cama. Nagato estava sentado na minha frente, cochilando e quase caindo da cadeira. Ele estava tão engraçado daquele jeito, que soltei uma leve risada e ele acabou acordando. 

Nagato: ─ Você está melhor? ─ Disse voltando a colocar a compressa na minha testa. 

S/n: ─ Estou. Eu só me esforcei muito para que o jutsu funcionasse e... cadê os outros? ─ Na hora, eles entram no quarto.

Konan: ─ Ah, que bom que já acordou ─ Sorriu. 

Yahiko: ─ Você nos deixou preocupados.

S/n: ─ Vocês é que me deixaram preocupados… Yahiko, não tem nada para me dizer não?

Yahiko: ─ Obrigado, s/n, a gente deveria ter te escutado, só assim não teríamos levado esse susto. 

S/n: ─ De nada.

Nagato: ─ Mas que tipo de genjutsu foi esse? 

S/n: ─ No momento em que vi a Konan presa, misturei a realidade com a imaginação e a tirei de lá, mas Hanzō nunca ia saber disso, pois, na mente dele, ela ainda estava lá e todos a viam com ele. E tudo fluía normalmente para vocês, só que eu controlava algumas coisas, o que impedia de acontecer algo pior. Quando ele disse aquelas coisas horríveis, desci naquela "cratera" com Konan e "acordei" vocês para sairmos de lá. 

Yahiko: ─ Mas se você podia controlar tudo, por que deixou Hanzō dizer aquelas coisas?

S/n: ─ Era para vocês se tocarem sobre a natureza de Hanzō, que vissem com os próprios olhos quem ele é de verdade. Eu já alertei tanto sobre ele e vocês achavam que eu estava exagerando, por isso que fiz isso.

Yahiko: ─ Mas você quase deixou o Nagato traumatizado, e você sabe que ele é o mais sensível entre nós. 

S/n: ─ Desculpa ─ Passei o dedo secando a lágrima que tinha escorrido pelo rosto dele, e em seguida, me levantei e o envolvi em um abraço. 

Yahiko: ─ Vamos, Konan, vamos deixá-los a sós. 

S/n: ─ Ei! O que está insinuando, ferrugem? ─ Na minha tentativa de ofender Yahiko, Nagato soltou uma risada que eu não ouvia há um bom tempo. Olhei para ele toda boba, feliz por demonstrar que já estava bem. 

Nagato: ─ Você me ofende se chamá-lo assim ─ Disse num tom de brincadeira.

S/n: ─ O cabelo dele é laranja, ferrugem é mais para aquele tom, o seu já é um ruivo bem bonito, não se parece nem um pouco com a cor de ferrugem ─ Ri.

Nagato: ─ Se você diz. 

S/n: ─ Estou cansada de ficar nesta cama… me ajuda a treinar?

Nagato: ─ Tem certeza? Ainda não parou de chover.

S/n: ─ Sim, eu já estou bem, e aqui quase nunca para de chover, esqueceu? ─ Peguei na mão dele e o puxei para fora do quarto, e seguimos para as construções altas que impediam que a casa e que nós fôssemos vistos por inimigos. 

Nagato: ─ Pegue leve comigo e não me coloque em um genjutsu, por favor. Eu não quero ficar todo quebrado ou enlouquecer de vez.

S/n: ─ É isso que dá quando você resolve não usar mais a força, você fica despreparado e vulnerável. ─ Falei enquanto treinava meu taijutsu com ele ─ Espera um minuto, como sabe que ficaria todo quebrado se caso lutasse comigo? ─ Falei com a perna suspensa no ar ─ Você nunca me viu lutar com alguém para valer, apesar de tudo, eu sempre segui as regras da organização de não usar a força, e o que mais uso é o genjutsu, então não teria como você saber... Você por acaso anda me espionando, Uzumaki Nagato? ─ Perguntei enquanto ele recuava e bloqueava os meus ataques. 

Nagato: ─ Er… não. 

S/n: ─ Peguei você ─ Falei enquanto ficava por cima dele na poça de água que ele havia caído ─ Quando você mente, seu corpo fraqueja e você acaba causando pequenos acidentes, essa sua queda é a prova disso ─ Falei olhando fixamente nos seus olhos. 

Nagato: ─ Então você percebeu? S/n, quem anda observando quem agora? ─ Seu olhar tímido e submisso mudou para um desafiador, agora eu é quem estava numa situação desfavorável. 

S/n: ─ E-eu? Te observar?... Não jogue minhas palavras contra mim! 

Nagato: ─ V-você está muito perto. 

S/n: ─ Que tal mais perto? ─ Falei provocativa. 

Nossos narizes já estavam quase se encostando, e mesmo que meus braços ameaçavam tremer, continuei em cima dele naquela poça. 

S/n: ─ Você ainda não me respondeu. Como sabe que ficaria todo quebrado se caso lutasse comigo? 

Nagato: ─ S/n, vamos para dentro? Está chovendo muito forte e os outros vão se dar conta de que até agora não voltamos, eles vão ficar preocupados.

S/n: ─ Você não vai sair daqui sem antes me dizer a verdade. 

Nagato: ─ Tá, eu me rendo. Eu te segui todas as vezes que você saía para treinar. Satisfeita?

S/n: ─ Muito. 

Nagato: ─ Agora chega um pouquinho para lá? Você continua muito perto. 

S/n: ─ E por quê? ─ Falei ignorando o pedido dele. 

Nagato: ─ Por que eu me apaixonei por você ─ Disse virando o rosto envergonhado. 

S/n: ─ Então estamos quites, porque eu também me apaixonei por você ─ Sorri, e ele voltou a me olhar.

Nagato: ─ É sério isso? 

Já que eu estava perto demais do rosto dele, não custaria nada descer mais um pouco. Selei nossos lábios, e no momento do beijo, ele comandava tudo até não conseguirmos mais continuar. 

S/n: ─ Parece que você não é tão inibido assim ─ Sorri. 

Nagato: ─ S/n, você aceita ser a minha namorada?

S/n: ─ É claro que eu aceito ─ Falei apertando as bochechas dele ─ Você é tão fofo envergonhado que nem sei diferenciar a cor do seu rosto e do seu cabelo. 

Nagato: ─ Ai, está doendo!

S/n: ─ Foi mal, me empolguei ─ Saí de cima dele e o ajudei a levantar. 

Nagato: ─ Estamos sujos e molhados, você é bem doida, s/n. 

S/n: ─ Pelo menos conseguimos algo melhor. 

Nagato: ─ Isso é verdade ─ E de novo, fiquei que nem uma idiota vendo ele sorrir. 




[...]




Konan: ─ Onde vocês estavam?  Eu fiquei preocupada. ─ Nos encontramos com Konan na entrada da casa. 

Nagato: ─ Er…

S/n: ─ Treinando, chamei o Nagato para me ajudar. 

Nagato: ─ S/n!

S/n: ─ Não se preocupe, ela pode saber, só o líder que não. 

Konan: ─ Que bom estão be… bem porquinhos. Vão tomar um banho antes que Yahiko desconfie de algo. 

Nagato: ─ Eu vou primeiro, s/n, depois você busca a minha toalha, tá? 

S/n: ─ Tá, depois eu levo. 

Konan: ─ Queeeê?! ─ Olhou assustada. 

S/n: ─ Então, Nagato e eu estamos juntos. 

Konan: ─ Ahhhhh! Ainda bem, estou super feliz por vocês!

S/n: ─ Agora só falta você, vou te conseguir o Yahiko, tá?

Konan: ─ Ah, s/n, você de novo com isso. 

S/n: ─ Sei que você quer, Konan, não adianta esconder. Só aguarde o meu sinal, ok? Agora vou lá pegar a toalha para a minha criança tímida, até mais! 

Konan: ─ Até!



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