História IMAGINE Rm - REGRAS QUEBRADAS (TERCEIRA TEMPORADA) - Capítulo 58


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Got7, Monsta X
Personagens Kim Namjoon (RM), Personagens Originais
Visualizações 53
Palavras 1.547
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Harem, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 58 - Este é o fim



Ele não está aqui.
Viúva estreia para um auditório lotado e se encerra com a plateia nos aplaudindo de pé. As lágrimas em meus olhos quando Marcela e eu nos curvamos para cumprimentar o público não têm nada a ver com a ovação esmagadora.
Os holofotes tornam difícil identificar os rostos para além das três primeiras filas, mas a segunda fila é tudo que preciso ver, porque é onde meus amigos estão sentados. Bem, onde estão de pé, porque é como estão nos aplaudindo, assim como os outros no auditório.
Cicy. YoonGi. Megan. Stella. Jimin. Gaby. Hoseok.
Uma risada histérica ameaça escapar de meus lábios à medida que repasso os rostos familiares e vivo um momento O mágico de Oz. E você estava lá, e você estava lá, e você estava lá — e sabe quem não estava lá? O homem que amo. O homem que prometeu estar aqui.
Nos bastidores, recebo, obediente, os abraços e os elogios de todos envolvidos na produção. Joshua. Os alunos produtores. Nosso orientador acadêmico. Os alunos de arte que fizeram o figurino. A equipe de iluminação. O aluno de último ano que faz o papel do meu marido morto me levanta do chão e me gira no ar. Marcela me abraça forte o suficiente para me tirar o fôlego, depois passa cinco minutos se desculpando por ter estado tão aérea no início do projeto.
Mal ouço uma palavra do que diz. As lágrimas marcam meu rosto, mas acho que todo mundo imagina que sejam lágrimas de felicidade.
Estão todos errados.
Essa noite, Joshua vai dar uma festa para o elenco, a equipe e alguns amigos no seu apartamento fora do campus, e digo ao meu diretor que estarei lá. Mas não vou. Pelo menos não imediatamente. Tenho que passar em outro lugar primeiro, e, quando Cicy me manda uma mensagem para saber se vamos nos encontrar fora do auditório ou no estacionamento, já estou ao volante da BMW de Namjoon, o pé trêmulo pisando no acelerador.
Quando me aproximo da frente da casa, fico assustada com a quantidade de carros parados na rua. E quatro carros estranhos bloqueiam a entrada da garagem, então sou obrigada a estacionar na calçada.
Ouço a música antes mesmo de chegar à porta da frente, que está aberta. A raiva inunda meu estômago, borbulhando e chiando e fervendo quando entro na sala de estar.
O lugar está lotado de monstros — homens imensos, com algumas mulheres pequenas aqui e ali. Só pelo tamanho, imagino que os caras recostados no sofá e nas poltronas e escorando-se contra a parede sejam jogadores de futebol americano. As meninas, vai saber. Mas fico satisfeita de vê-las se jogando sobre os caras do futebol, e não sobre o meu namorado. Namjoon está sozinho, esparramado numa poltrona, os olhos fechados.
Como se sentisse minha presença, suas pálpebras se abrem, e seu rosto se ilumina ao me ver de pé na porta. Mas sua felicidade dura pouco. Ainda estou usando o vestido simples com avental da minha personagem. Ainda estou com a maquiagem de palco. Meu cabelo ainda está puxado para trás num coque bagunçado e apressado.
Não sou Ryeong agora. Sou Jeannette. E os olhos de Namjoon se arregalam em pânico quando percebe o que isso significa.
“Ryeong.” Sua voz é abafada pela música.
Dou uma última olhada na festa acontecendo na sala de estar. Em seguida, viro de lado e me apresso em direção à escada.
As lágrimas ressurgem, e minha garganta está tão apertada que mal consigo respirar. Foi por isto que ele não pôde se dar ao trabalho de aparecer na estreia?
Porque estava numa festa com um bando de jogadores de futebol?
Irrompo em seu quarto e corro para a cômoda, abrindo a gaveta de cima, onde tenho guardado as roupas que trouxe do alojamento. Roubei também metade do armário de Namjoon, e é isto que faço a seguir — arrancar roupas dos cabides e jogá-las na minha mala.
“Ah, gata, não faz isso.” Namjoon aparece na porta.
Ignoro-o e continuo enchendo a mala.
“Ryeong, por favor.” Ele vem por trás de mim, e engulo um soluço quando seus braços fortes me envolvem. Por um breve momento, permito-me desabar contra ele.
Escorar em seu peito quente e forte enquanto ele esfrega o rosto no meu. “Desculpa, gata. Fiz merda. Esqueci completamente que a peça era hoje.”
Eu avisei dez vezes!, quero gritar.
“Prometo que amanhã eu vou.” Suas mãos deslizam para cima e para baixo em minha cintura, acariciam minha barriga, roçam minha bunda. “Você disse que vão ser três apresentações, né?”
Minha voz sai seca. “É. Mas não precisa ir amanhã. Não quero você lá.”
Ele esfrega meu ombro com o queixo. “Não fala assim. Sei que você tá chateada, mas vou consertar isso. Amanhã eu vou.”
“Queria você lá hoje, Namjoon.” Ainda não consigo virar e encará-lo. E não sei por que o estou deixando se esfregar em mim assim. Mas pensando bem, por que ele está se esfregando em mim? Sinto sua ereção, mais dura que pedra, se apertando contra a minha bunda. Como ele pode estar excitado agora?
É a reação bizarra do seu corpo que me faz virar de frente para ele. Franzindo a testa, avalio seu rosto cuidadosamente, absorvendo cada detalhe. Não está bêbado, percebo. Suas faces estão coradas, mas seus olhos estão vivos demais. O que significa que também não fumou maconha, porque em geral eles ficam difusos. Neste momento, eles estão brilhando. Brilhando com um prazer e uma felicidade que ele absolutamente não deveria estar sentindo, não quando estou aos prantos.
Inspiro lentamente. “O que você usou?”
Ele parece confuso com a pergunta.
“O que você usou, Namjoon?” Insisto: “Hein?”.
Ele pisca, então responde: “Ah. Só umas balas”.
Puta merda.
Sem outra palavra, passo por ele e fecho minha mala.
“Para onde você tá indo?” Ele parece magoado.
“Para o alojamento”, disparo. “Não vou mais ficar aqui.”
“Por quê?”
“Por quê? Você faltou à minha noite de estreia para dar uma festa e se drogar! Você tá cheio de ecstasy na cara, esfregando o pau em mim enquanto eu tô chorando! E ainda me pergunta por que tô indo embora?”
Ele fecha a cara. “Não dei uma festa. Jackson e Sehun ligaram, perguntando se podiam aparecer aqui, falar um pouco sobre o Mark. Como eu ia recusar isso?”
Meu queixo cai. “Não se atreva a usar Mark como desculpa para se drogar!”
Ele recua, mas quando fala de novo seu tom é defensivo. “Grande coisa, gata. Tomei umas balas. Eu não faço isso o tempo todo. A última vez foi há mais de um ano.”
“Não é disso que tô falando!” Luto para conseguir respirar de novo. Não adianta discutir com Namjoon agora. Ele não me ouve, não quando está drogado. Expiro, e o ar me sai num sopro fraco. “Meu pai tinha razão. Não posso contar com você pra nada.”
“Tá de sacanagem com a minha cara? Eu te apoiei desde o início!”, rosna ele. “Meu melhor amigo morreu, Ryeong. Então, caramba, desculpa se estou um pouco distraído ultimamente. Estava com a cabeça cheia.”
Seu sarcasmo não é bem-vindo. “Distraído? Você não estava distraído. Você estava bêbado! E agora tá drogado!” O ressentimento queima um caminho até a minha garganta e arde em meus olhos. “Adivinha, Namjoon? As pessoas morrem! Tô arrasada com a morte de Mark. Arrasada. Mas você não pode simplesmente beber para curar a dor.”
Seu rosto fica vermelho.
“Eu sei como é, a Vida de Namjoon é só sol e maravilhas…”, é a minha vez de ser sarcástica,“… mas a vida real não é assim. Na vida real, coisas ruins acontecem, e você precisa lidar com elas.”
Pego a mala e saio pela porta. Paro de repente e me viro na direção dele de novo.
Estou com tanta raiva e tão chateada que não consigo pensar direito.
“A vida não é perfeita, Namjoon, e você precisa crescer e aceitar isso. Tentei ajudar, mas você não deixa. Passei quase um mês assistindo você se embebedar. Assistindo você afastar todo mundo, vendo você decepcionar todas as pessoas ao seu redor.”
Ele ainda não disse uma palavra, e isso me deixa mais irritada.
“Falei com o treinador Gdragon em seu nome!”, grito. “Eu o convenci a te dar outra chance quando você decidir voltar para treinar o time.” As lágrimas caem mais depressa, encharcando minhas bochechas. “Sentei com Lu enquanto ela chorava até cansar! Ela acha que você odeia ela porque se recusou a usar uma merda de um par de patins de menino!” Tomo fôlego. “Quer saber, parei de segurar a sua mão e de limpar a sua bagunça. Acabou, Namjoon.” 
Ele inspira. Enfim algo do que eu disse chama a sua atenção. “Não acabou.”
“Acabou sim.” Minha mão está tremendo tão violentamente que quase deixo a mala cair no meu pé. “Acha que você é o único que perdeu alguém? Vi a minha mãe morrer de câncer. Literalmente assisti ela definhar e morrer.”
“Ryeong…”
“Você precisa encontrar uma maneira de lidar com a sua dor. Mas não posso te ajudar mais. Não vou ficar parada aqui assistindo você enfiar a cabeça numa garrafa porque tá com medo demais para enfrentar a dor. Acabou.”
Saio do quarto pisando duro e o deixo para trás, me olhando em estado de choque.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...