História IMAGINE Rm - REGRAS QUEBRADAS (TERCEIRA TEMPORADA) - Capítulo 59


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Got7, Monsta X
Personagens Kim Namjoon (RM), Personagens Originais
Visualizações 56
Palavras 1.599
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Harem, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 59 - Tenho os melhores amigos do mundo, mas isso não vai salvar a



POV - RM
Sou acordado por um gemido alto, agonizante. Meu Deus, parece que tem alguém morrendo, e levo um minuto para entender que o ruído torturado vem de mim. Sou eu que estou gemendo, porque minha cabeça dói. Não, meu olho dói. Por que meu olho dói?
Sento e toco cuidadosamente o rosto. Meu olho esquerdo está inchado e fechado. E minha boca está mais seca que o Saara. Merda. Estou com tanta sede. E cansado — só o ato de levar a mão ao meu rosto me drena todas as energias.
O ecstasy, me dou conta. Da última vez que tomei, também me senti exausto e dolorido na manhã seguinte.
Escorrego para fora da cama e descubro que dormi de roupa. Cambaleando até o armário, abro a porta e fito o espelho dentro dele. Minha nossa. Meu olho está roxo, quase preto, e, enquanto estudo meu reflexo, todos os acontecimentos da noite passada me chegam ao mesmo tempo.
Eu faltando à peça de Ryeong.
Ryeong me largando.
YoonGi voltando para casa e gritando comigo. Sobre o que estava gritando… me esforço para lembrar. Claro, sobre ter faltado à peça de Ryeong. Ah, e porque convidei metade do time de futebol para a nossa casa, e eles… pois é, alguns dos linebackers estavam cheirando cocaína na cozinha. Merda. Foi aí que YoonGi me puxou de lado e começou a me dar um esporro. Devo ter dito alguma coisa que ele não gostou, porque… bem, olho roxo.
Dou as costas para o espelho e desabo na beirada da cama, fazendo uma lista dos meus problemas agora.
Estou com um olho roxo.
Tenho um colega de república com raiva de mim e que me deixou com o olho roxo.
Tenho uma ex-namorada.
E fiz uma menininha chorar.
"""Sentei com Lu enquanto ela chorava até cansar! Ela acha que você odeia ela porque se recusou a usar uma merda de um par de patins de menino!""
As palavras furiosas de Ryeong ressoam como um trompete na minha cabeça, fazendo minhas têmporas pulsarem e meu estômago revirar. Mal chego ao banheiro a tempo, engasgando na bile em minha garganta antes de alcançar a privada. Eu me curvo sobre ela e luto com a ânsia pelo que parecem horas. Não comi nada ontem à noite, então não há nada para vomitar, mas meu estômago continua se contorcendo e se comprimindo, e não consigo parar o enjoo.
Quando a náusea finalmente se acalma, escovo os dentes na pia e caio no chão de azulejos, onde fico sentado por um tempo, pensando no que fiz. No que perdi.
Ryeong.
Mark.
Que merda, Mark. Por que ele tinha que morrer?
O pensamento é tão absurdo que desencadeia uma onda de risos. Altos e incontroláveis, até meus olhos estarem lacrimejando e eu estar soluçando.
Ouço uma batida na porta. “Namjoon… você tá aí?”
Tremo ao ouvir o som da voz de YoonGi. Mas ele não parece chateado. Só cansado.
Quando abro a porta, encontro um par de olhos cinzentos sérios me olhando de volta. “Você tá bem?”, pergunta YoonGi, a voz áspera.
Rio de novo. “Nem um pouco.”
Seu rosto exibe um lampejo de culpa. “Desculpa pelo olho roxo.” Ele solta um palavrão. “Mas, porra, cara, você mereceu. Devia ver a bagunça que os caras deixaram. A casa tá um lixo.”
Deslizo a mão fraca pelo couro cabeludo. “Eu limpo. E não esquenta com o olho roxo. Mereci mesmo. Tô surpreso que Ryeong não tenha me acertado no outro olho.”
Só dizer o nome dela é brutal. Parece que alguém abriu meu peito com a lâmina de um patim e a cravou em meu coração, cortando-o em pedaços.
Não consigo imaginá-la me perdoando. Não fui à estreia. Merda, já não estava dando atenção a ela mesmo antes disso. Passei três semanas andando num nevoeiro, fazendo de tudo para tentar esquecer que Mark está morto. Sempre que ele cruzava os meus pensamentos, abria outra cerveja ou bolava outro baseado, porque era o jeito mais rápido e fácil de desligar meu cérebro.
O pai de Ryeong disse que não confiava em mim para cuidar dela. E estava certo.
Aparentemente, não posso cuidar nem de mim mesmo.
“Bravys tá chateada com você”, diz YoonGi.
“Eu tô chateado comigo.” Solto um gemido, ainda pensando na magnitude da merda em que me meti. “Eu…” Minha garganta dói. “Sinto falta de Mark.”
YoonGi murmura: “Eu sei”.
“Fico arrasado de pensar que nunca mais vou vê-lo de novo.”
“Eu sei.”
Há uma pausa de um segundo, e YoonGi me surpreende, me puxando para um abraço. Não é um abraço de macho, de lado ou ligeiro, mas um abraço de verdade, com os dois braços em volta de mim, me segurando apertado.
Eu o abraço de volta. “Sinto muito, cara. Pela casa. Pela bebida. Por tudo.”
“Eu sei”, diz ele, pela terceira vez.
A porta se abre. “Este momento homoerótico é privado? Ou qualquer um pode participar?”
Rio baixinho, enquanto Hoseok se arrasta na nossa direção. YoonGi me solta, e Hoseok toma seu lugar. Seu abraço é mais breve, mas não menos reconfortante.
Hoseok dá um tapa nas minhas costas e pergunta: “Vai conseguir treinar hoje?”. Seu olhar avalia cuidadosamente meu olho esquerdo.
“Não tenho muita escolha”, respondo, com um suspiro. “Só vou aparecer lá e deixar o treinador decidir se me quer no gelo. Com a cara desse jeito, ele provavelmente vai me expulsar para a sala de musculação.”
Mas queria não ter que ir. Tudo o que quero fazer esta manhã é dirigir até a Bristol House e ver Ryeong. Me jogar aos seus pés e implorar para ela me aceitar de volta.
“A gente diz que estava ensaiando uma cena de Clube da Luta”, brinca YoonGi, e sua expressão fica séria novamente. “Ele não precisa saber o que aconteceu de verdade. A festa… as drogas…”
Faço que sim, agradecido. “Obrigado.”
E, tirando meu olho, na verdade não há nenhum outro sinal de que tenha acontecido alguma coisa de desagradável na noite passada. A parte boa das minhas farras — não que alguma coisa na minha vida possa ser descrita como boa agora — é que tenho a capacidade assustadora de me recuperar como se nada tivesse acontecido.
Bebo como louco? Zero ressaca. Fumo maconha? Minha cabeça está mais clara que um céu azul no dia seguinte. Hoje estou um pouco mais lento, mas isso é por causa do peso esmagador apertando meu coração.
Ontem me afastei da pessoa mais importante da minha vida. Isso me assusta, o fato de que, em três meros meses, foi isso que Ryeong Hayes se tornou. Ela é tudo para mim.
Jungkook está com o café pronto nos esperando lá embaixo. Comemos e saímos para a arena, onde YoonGi passa a carteirinha na porta e lidera o caminho até o vestiário.
Assim que nós quatro entramos, paramos no mesmo lugar. O treinador Jiyoung e O’Shea estão no canto da sala, conversando com um homem magro, de óculos, paletó e carregando uma pasta. Alguns dos nossos colegas estão andando de um lado para o outro, mas ninguém diz uma palavra. JB acena para nós. Xiumin me fita uma segunda vez quando percebe o olho roxo.
“Bom dia, treinador”, cumprimenta YoonGi, cauteloso. “O que tá acontecendo?”
Sua resposta é lacônica: “Teste de drogas”.
Meu coração cai. Plof. Ele bate no chão. A náusea? Bem, ela se eleva. Sobe até a minha garganta e a fecha por completo.
Meu olhar se desloca para O’Shea. Ele me encara de volta, totalmente inexpressivo, mas tenho a plena sensação de que é responsável por isso. Testes aleatórios de drogas não são coisa rara — acontecem o tempo todo em esportes universitários. Mas a temporada está quase no fim. Que merda, a temporada desceu pelo ralo, não temos a menor chance de chegar às finais. Não tem razão nenhuma para fazerem um teste de drogas na gente.
Meu mal-estar aumenta mais e mais à medida que a sala vai se enchendo de jogadores. Posso sentir os olhos escuros de O’Shea cravados em mim, mas meu olhar permanece colado em minhas botas. Estou em pânico, vivendo minha própria versão do conto “O coração delator”, só que, em vez de ouvir as batidas do coração de um morto sob as tábuas do assoalho, estou terrivelmente ciente do sangue em minhas próprias veias. O fluxo constante e acelerado, contaminado pelas balas que tomei ontem à noite.
Com a pulsação latejando em meus ouvidos, inspiro, trêmulo, em seguida expiro devagar e caminho até o treinador Jiyoung.
“Treinador… posso falar com você a sós?”, murmuro, e, na mesma hora, seu rosto adquire aquele olhar. O olhar que me diz que ele sabe exatamente o que vou dizer, e que ele preferiria cortar os pulsos a ouvir o que tenho para confessar.
“Claro”, responde ele, depois de um longo e tenso momento.
Jiyoung me leva até a sua sala. Não sentamos. Não falo nada.
Ele espera, mas não consigo fazer minha confissão. Droga. Estou com nojo demais de mim mesmo agora. E uma vergonha filha da puta.
O treinador suspira. “Você vai me fazer perguntar, é isso? Tudo bem, vou perguntar.” Ele faz uma pausa. “O que vai acontecer quando você mijar naquele copinho, Namjoon?”
A vergonha aumenta dentro de mim até eu poder praticamente sentir seu gosto, quando engulo em seco.
“O que os resultados vão mostrar?”, insiste ele, a expressão insuportavelmente resignada. “Maconha? Cocaína?”
“Ecstasy”, murmuro.
Ele fecha os olhos por um momento. Em seguida, abre novamente. “Tudo certo. Obrigado por me avisar.”
Deixo sua sala me sentindo como um homem no corredor da morte.
Dois dias depois, sou expulso do time.



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