História IMAGINE Rm - REGRAS QUEBRADAS (TERCEIRA TEMPORADA) - Capítulo 61


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Got7, Monsta X
Personagens Kim Namjoon (RM), Personagens Originais
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Palavras 1.835
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Harem, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 61 - Desculpa........



POV-RM
Achei que Ryeong fosse dizer uma coisa ou outra — Acabou de vez, Namjoon ou Te perdoo, Namjoon. Esperava um fim de namoro ou uma reconciliação chorosa, não esse estado angustiante de limbo.
Mas tudo bem. É só um pequeno contratempo, não? Se ela precisa ficar sozinha agora, então vou deixá-la em paz. Mas fico encorajado pelo fato de que ela me deixou beijá-la antes de seguirmos cada um o seu caminho. E, quando passei uma mecha do seu cabelo atrás da orelha, ela se inclinou para junto do meu toque e esfregou o rosto contra os meus dedos.
Ryeong ainda me ama. Guardo essa certeza reconfortante perto do coração pelos próximos dias. Preciso da convicção de que alguém ainda me ama, enquanto sigo num calvário de desculpas que me deixa exausto. Estou armado com uma lista Kill Bill de pessoas — quer dizer, pessoas a quem pedir desculpas, e não para assassinar com espadas de samurai. Cheguei até a escrever os nomes numa folha de papel, porque não ia ser capaz de decorar todos eles.
Os primeiros são fáceis de cortar.
Cicy ainda está furiosa comigo por ter machucado sua melhor amiga, mas ganho seu perdão após passar uma hora inteira recitando o que amo em Ryeong e tudo o que vou fazer se — não, quando —, quando ela estiver pronta para me ver de novo.
Cicy cede.

Em seguida, me desculpo com meus colegas de time por tê-los decepcionado.
Tecnicamente, não fui expulso, só suspenso até a próxima temporada. Mas como vou me formar na primavera, não tem próxima temporada para mim.
Os caras estão surpreendentemente tranquilos com a burrada que me tirou da comissão de hóquei. Para ser sincero, acho que desistiram da temporada. YoonGi me garante que ainda estão dando duro no gelo, mas acho que está todo mundo pronto para colocar este ano desastroso para trás e começar do zero. Principalmente Hiago.
É com ele que me desculpo mais intensamente, prometendo recompensá-lo por ter abandonado nossos treinos particulares.
TIME........ok
Mas eles não são meu único time, e meu coração está pesado enquanto dirijo até a arena de Icheon. Mais uma vez, sou tomado de surpresa, porque não preciso me esforçar muito para fazer as pazes com o treinador Gdragon. Antes que consiga começar o longo discurso que preparei, ele dá um tapa de leve em meu ombro e diz: “Guarda isso para os meninos. É bom ter você de volta”.
TREINADOR Gdragon.......ok
Os meninos? Também foi fácil reconquistá-los. Dessa vez, consigo chegar à metade do meu discurso, que inclui uma promessa de levá-los para comer uma pizza.
Quando tento seguir em frente, Robbie me interrompe, gritando: “Cara, você ganhou a gente quando disse pizza!”.
HURRICANES......ok
Fico e ajudo com o treino. Meu coração não está mais pesado. Está transbordando, porque Ryeong tinha razão, amo isso. Patinar com as crianças, dar dicas sobre como posicionar o corpo, quando fazer o lançamento. Depois do apito final, ajudo Gdragon a arrumar o equipamento e passamos dez minutos discutindo opções que jamais imaginei que estivessem disponíveis para mim.
Minha ansiedade ressurge quando subo as arquibancadas.
Lu está com o caderno cor-de-rosa no colo, o lápis equilibrado numa página em branco. Ela fica tensa quando me sento a seu lado. Não diz oi, e vejo a dor nítida em seus enormes olhos.
“Então, o que a malvada da senhora Klein passou de dever de casa hoje?”, pergunto com a voz rouca.
Ela me ignora.
“Se você tiver que escrever uma redação sobre o seu herói, tenho certeza de que não vou aparecer. Mas se for uma descrição da pessoa que você mais odeia? Aposto que pode escrever fácil dez páginas sobre mim.”
Ela dá uma risadinha, então cobre a boca, horrorizada, como se estivesse tentando guardar o barulhinho agudo lá dentro.
“Lu”, suspiro.
Ela enfim olha para mim. Com raiva. “Tô brava com você.”
“Eu sei, mocinha.” Engulo um caroço de vergonha. Sou um idiota. Abandonei nossas aulas de patinação, não apareci para explicar. Simplesmente sumi da sua vida.
Lu e Robbie estão sendo criados por uma mãe solteira. Lu fala muito dela e contou que, um dia, seu pai simplesmente saiu pela porta e nunca mais voltou. A ideia de que posso ter trazido à tona memórias tão dolorosas para ela faz meu estômago revirar.
“Meu amigo morreu…”, paro abruptamente, porque não consigo pensar em Mark sem experimentar uma dor dilacerante no coração. Droga, sinto tanta saudade daquele imenso idiota. Sinto falta de conversar com ele, de poder falar qualquer merda. Comquem mais posso discutir Crepúsculo e não me sentir julgado? “Não lidei com isso muito bem”, digo a Lu. “Nunca perdi ninguém antes. Bem, só o vovô, mas ele morreu quando eu tinha cinco anos. Talvez fosse mais forte quando era criança.”
Ela está me observando com cautela.
“Me desculpa, Lu. Sinto muito, muito mesmo por ter desaparecido sem dizer uma palavra. Se quiser, pode dar o soco mais forte que você conseguir na minha cara. Mas depressa, enquanto o treinador Gdragon não tá olhando.”
Ela ri de novo. Então, provando que crianças são mesmo mais fortes, estica a mão e dá um tapinha no meu braço. “Para de palhaçada, Namjoon. Gosto de você de novo.”
Engulo uma risada. “Gosta?”
“Aham.” Ela sopra uma bolha com o chiclete, em seguida, aponta para o caderno.“Tenho que escrever uma página sobre meu filme preferido e por que gosto dele.”
“Entendi. Qual o seu filme preferido?”
“O diário da princesa.”
Claro.
“Certo.” Estalo os dedos como se estivesse me preparando para uma luta. “Vamos resolver isso.”
Lu.....ok
Quando chego em casa, ligo para Grace e por sorte a pego no teatro, no intervalo do jantar. Peço desculpas por não ter ido ao velório. Ela me perdoa.
Conversamos sobre Mark por quase uma hora, até ela me dizer, relutante, que precisa voltar para os ensaios. Prometemos manter contato, e desligo com uma pontada de dor no coração. Porém, não vou quebrar essa promessa. Mark era importante para mim. Grace é sua irmã mais velha. Vou sempre manter contato.
Grace......ok
Tenho mais uma ligação para fazer, e não estou ansioso por ela. Alguns dias atrás, pedi a Xiumin para rastrear Hérica O’Shea para mim. Xiumin arruma video games piratas o tempo todo sem precisar comprar, então imagino que seja capaz de rastrear um número de telefone. E parece que imaginei certo. Não tenho ideia de como ele fez isso, e não planejo perguntar, porque prefiro não ir para a cadeia.
Digito o número e espero. Faz anos que não vejo nem falo com Hérica. Não sinto mais nada por ela, mas, ah, como temos questões não resolvidas entre nós. E tem uma coisa que nunca cheguei a lhe dizer. Espero mudar isso hoje.
Se ela atender a porcaria do telefone. Ele toca e toca, e, quando estou prestes a desligar, uma voz agitada surge do outro lado da linha.
“Alô?”
Respiro fundo. “Hérica?”
“Sou eu. Quem tá falando?”
“É… ah, o Namjoon.” Faço uma pausa. “Kim Namjoon.”
Um silêncio estupefato preenche a chamada.
“Sei que tô ligando completamente do nada…”
“Como você conseguiu o meu número?”, interrompe ela, mas sua voz é suave, e não irritada. “Meu pai?”
“Não. Um amigo meu arrumou para mim.”
Há uma pausa constrangedora de ambos os lados.
“Não vou demorar muito”, começo. “Só tinha uma coisa pra dizer. Uma coisa que nunca disse naquela época, porque seu pai tirou você da escola.” Expiro, tenso. “Me desculpa.”
Ela expira também, bruscamente.
“Desculpa por tudo o que aconteceu entre nós”, continuo. “Pelo meu papel no seu…hmm…”
“Colapso?”, completa ela, com ironia. “Não foi culpa sua, Namjoon. Eu já estava lidando com a depressão muito antes de namorar você.”
“Eu sei. Mas… a gente fez sexo… e depois…” Meu Deus, como isso é desconfortável.
A conversa inteira parece… clínica. Como dois estranhos discutindo a vida sexual de outra pessoa, e não a própria.
“A gente fez sexo porque eu te seduzi quando você estava bêbado.” Ela soa profundamente envergonhada. “E depois eu tentei te forçar a ficar comigo, quando sabia que você não estava feliz. Você não tem ideia de como me senti culpada depois. Queria te ligar, mas estava morrendo de vergonha. E meu pai falou que ia me mandar para a Sibéria se eu falasse com você de novo. Então fiquei quieta. Achei que você ia acabar se esquecendo de mim.” Há uma pausa. “Obviamente não esqueceu.”
“Não, não esqueci.”
Outra pausa.
“Enfim.” Limpo a garganta. “Era isso que eu queria dizer. Me desculpa se fiz ou falei alguma coisa para contribuir com o que você estava passando, ou para agravar. Nunca quis machucar você.”
“Também nunca quis machucar você.”
Engulo em seco. “Então… você tá bem agora? Se formando na Duke, esta primavera, hein?”
“É!” A empolgação ecoa do outro lado da linha. “E vou para a faculdade de medicina!”
A notícia me assusta, porque ela sempre falou que queria ser assistente social, e não médica. Mas acho que as pessoas mudam. Eu mesmo mudei pra caramba. Passamos alguns minutos colocando o papo em dia, e fico aliviado quando a chamada termina.
Hérica foi um capítulo importante na minha vida, mas é bom fechá-lo.
Hérica.....ok
Nem me dei o trabalho de colocar o pai de Hérica na lista. Pedido nenhum de perdão vai fazer aquele filho da mãe gostar de mim, e, verdade seja dita, não devo a ele mais desculpa nenhuma. O único crime de que sou culpado foi terminar com a filha dele. Não merecia o soco na cara nem ser tratado feito lixo por isso.
Frank pode resolver seus problemas sozinho.
Estou resolvendo os meus.
Mais uma semana se passa. Ryeong continua vivendo a sua vida. Eu continuo na minha. Já trocamos algumas mensagens, só uns “E aí? tudo bem?”, e não mais que isso. Estou morrendo de vontade de vê-la. Abraçá-la. Beijá-la. Fazer amor com ela. Mas prometi ser paciente, então mantenho distância.
No entanto, encho o saco de Cicy em busca de informações sempre que posso.
Sei que Ryeong mandou super bem na disciplina de roteiro. Sei que fez as unhas no salão da cidade. Esmalte verde-claro, me contou Bravys, e isso me fez sorrir.
Quando a importuno de novo por notícias, Cicy revela que Ryeong foi a Los Angeles. Meu coração vai parar no meu pé, porque acho que ela me largou de vez, mas Cicy não demora em me tranquilizar. Acontece que o pessoal da Fox quis que ela fosse até lá e fizesse um teste pessoalmente. Adoraram o vídeo, mas queriam experimentar a química com as duas outras atrizes com quem deve trabalhar.
Meu coração quase explode de orgulho quando ouço isso, e mando uma mensagem de parabéns. Sua resposta só chega várias horas depois. Ela me diz que está prestes a embarcar no voo de volta para casa e que vamos conversar em breve.
No sábado de manhã, embarco em meu próprio voo no aeroporto de Busan. Vou fazer uma viagem rápida ao Japão, porque tenho um item final que preciso riscar da lista.
 



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