História IMAGINE Rm - REGRAS QUEBRADAS (TERCEIRA TEMPORADA) - Capítulo 63


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Got7, Monsta X
Personagens Kim Namjoon (RM), Personagens Originais
Visualizações 57
Palavras 911
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Harem, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 63 - Cheiro único



POV-RM
Joe Hayes atende a porta com a cara mais feia e rabugenta que já vi num homem.
“Só pode ser brincadeira! Ela mandou você para ver como é que estou?”
Toco seu ombro com gentileza para afastá-lo do meu caminho. Aposto que ele não vai me convidar para entrar. “Mandou”, confirmo. Então entro e olho ao redor.
Por sorte, não parece haver nada de errado. Olho para as escadas — Ryeong me disse por telefone que Joe teve uma “queda”. Não vejo sangue na madeira, nem tábuas quebradas. Isso é bom. E ele não está ostentando hematomas nem lesões visíveis. Está de bengala, mas parece mais firme em seus pés do que na última vez em que o vi.
“Por favor, não me diga que você pegou um avião e veio até aqui só para ver como eu estava”, resmunga.
“Não. Já estava na cidade, visitando minha família.”
Hayes se instala no sofá e passa a me ignorar.
Tiro o casaco e coloco no encosto da poltrona. Então sento.
Ele hesita. “O que você tá fazendo?”
“Ficando à vontade.” Arqueio uma sobrancelha. “Não falei? Vou passar a noite.”
“De jeito nenhum!”
Sua indignação me faz rir. “Ora, senhor. Achei que já tínhamos concordado que discutir com a sua filha é inútil. Ela me pediu para passar a noite e ficar de olho emvocê, e é isso que tô fazendo.” Porque vou fazer qualquer coisa que essa mulher pedir.
Vendo a alma ao próprio diabo se Ryeong mandar.
“Não gosto disso”, resmunga o sr. Hayes.
“Não me importo”, respondo, animado.
E é assim que acabo assistindo futebol americano universitário com Joe Hayes pela próxima hora. São quase nove da noite agora, e meu estômago está roncando. Não jantei, e Hayes não se opõe quando sugiro uma pizza. “Calabresa com bacon parece bom?”, pergunto para ele, ao fazer o pedido.
Ele resmunga. Acho que significa que sim.
Mais uma hora se passa. Não conversamos. Devoramos a pizza, bebemos cerveja e passamos do futebol ao hóquei. O Bruins está jogando hoje. Toda vez que gritamos com a tela ou comemoramos um gol, olhamos um para o outro com cautela depois, como se estivéssemos nos lembrando da presença um do outro.
Entre o segundo e o terceiro período, baixo minha cerveja e digo: “Amo a sua filha,senhor”.
E ele responde: “Eu sei, playboy”.
Não sei se é uma aceitação ou um “É, você a ama, mas ainda odeio você”. 
Decido ficar com a primeira opção. Lá pelas onze, ajudo-o a subir as escadas e espero do lado de fora da porta do seu quarto, enquanto o escuto caminhar e trocar de roupa. Então bato à porta. “Tudo bem aí?”, grito.
“Estou bem, porra. Vai dormir.”
Rindo comigo mesmo, entro no quarto de infância de Ryeong, onde Joe falou que eu podia passar a noite. A primeira coisa que noto é o cheiro. Puta merda, é o cheiro. A fragrância misteriosa que está sempre ao redor de Ryeong e que nunca sou capaz de identificar.
Caminho até a penteadeira e pego um pequeno frasco de perfume. Ou pelo menos acho que é perfume. O rótulo azul-claro diz “Ryeong” numa letra cursiva bonita. Que merda é essa?
“Eva mandou fazer para ela.”
Dou um pulo de susto. Viro e vejo o sr. Hayes de pé na porta, vestindo nada mais que uma cueca samba-canção xadrez. Não posso deixar de notar o seu peito. O sujeito tem quase cinquenta anos, sofre de esclerose múltipla e está exibindo um tanquinho.
Estou impressionado. Acho que explica como pegou a mãe de Ryeong, uma modelo escultural. Merda, de repente me ocorre que, se o pai de Ryeong é assim hoje, ela deve ter expectativas altas. Acho que vou ter que malhar pelo resto da vida.
Diante do meu olhar vazio, ele aponta para o frasco em minha mão. “Minha mulher… a mãe de R.H… ela tinha um amigo na França, um estilista afrescalhado com quem trabalhou uma vez. Ele conhecia um perfumista — é assim que fala?
Perfumista?”
“Não tenho ideia, senhor.”
“De qualquer forma, o amigo de Eva uma vez deu um perfume para ela, um perfume feito especialmente para Eva. R.H. ficou morrendo de inveja, então, quando ela fez doze anos, Eva disse que ia ganhar um perfume especial também. Minha esposa já estava doente, doente de verdade, por isso estava fazendo tudo que podia para deixar R.H. feliz. Ela perguntou a R.H. que aromas ela queria, e R.H. disse…”, ele bufa, divertindo-se,“… morangos e rosas”.
Rio também, porque agora entendo o motivo de nunca ter descoberto que cheiro era aquele. Rosas e morangos. Duas fragrâncias completamente diferentes, mas que, de alguma forma, quando combinadas, funcionam. Elas são Ryeong.
“Ela mandou fazer seis frascos. Acho que R.H. já gastou três, não tenho certeza. É muito econômica com isso. Acho que não quer que acabe.”
“Então Ryeong tem um perfume francês criado especialmente para ela? Chique, hein.”
Ele dá de ombros. “Eva passou muito tempo na França. Falava francês com fluência também. Sempre quis que R.H. aprendesse, mas ela não estava interessada.”
Meu coração se comprime. “Tá interessada agora.”
Ele parece surpreso. “Está?”
Faço que sim. “Tá tentando aprender sozinha, assistindo a uma série francesa.”
Hayes sorri.
“Assisti a duas temporadas com ela.” Suspiro, com pesar. “Não é tão ruim.”
Ele me oferece uma gargalhada cheia. Uma gargalhada que vem do fundo da sua garganta e ilumina seus olhos. “Você não é de todo mal, playboy”, diz, e sai do quarto



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