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História Imagine Sana - Os Instrumentos Mortais (Shadowhunters) - Capítulo 7


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Notas do Autor


E vamos de mais interação da Sana e da S/n😎
Vai desculpando qualquer erro aí

Capítulo 7 - Ravener - pt. 2


Fanfic / Fanfiction Imagine Sana - Os Instrumentos Mortais (Shadowhunters) - Capítulo 7 - Ravener - pt. 2



De repente, a criatura começou a estremecer. Com espasmos incontroláveis, se afastou de Sana e rolou sobre as próprias costas, múltiplas pernas chutando o ar. Líquido preto vazou da boca do monstro. Quase sem fôlego, Sana rolou e começou a se afastar da coisa também.

Ela já havia praticamente alcançado a porta quando ouviu algo assobiar pelo ar próximo à sua cabeça. Tentou desviar, mas era tarde demais. Um objeto bateu forte na parte de trás da cabeça, e ela sucumbiu, entregue à escuridão. A luz agrediu as pálpebras de Sana, azul, branca e vermelha. Havia um barulho agudo e de lamentação, subindo de tom como o grito de uma criança aterrorizada.

Sana engasgou-se e abriu os olhos. Ela estava deitada sobre o gramado frio e úmido. O céu noturno ondulava-se acima, o brilho metálico das estrelas ofuscado pelas luzes da cidade. S/n estava ajoelhada a seu lado, as algemas prateadas nos pulsos dela emitiam faíscas de luz enquanto ela rasgava o pedaço de tecido que segurava.

— Não se mexa.

Os lamentos ameaçavam cortar as orelhas dela ao meio. Sana girou a cabeça para o lado, desobedientemente, e foi recompensada com uma pontada aguda de dor nas costas. Ela estava deitada sobre uma grama atrás da roseira cuidadosamente cultivada de Taeyeon. A vegetação escondia parcialmente a vista da rua, onde um carro de polícia, com a sirene azul e branca piscando, estava parado no meio-fio, com a sirene tocando.

Um pequeno grupo de vizinhos já havia se aglomerado, encarando enquanto a porta do carro se abria e dois policiais de uniforme azul emergiam. A polícia. Ela tentou sentar, e não conseguiu, os dedos tremiam na terra úmida.

— Eu disse para não se mexer — sibilou S/n. — Aquele demônio Ravener te acertou na nuca. Ele já estava semimorto, então não provocou um dano grave, mas temos que levá-la ao Instituto. Fique parada.

— Aquela coisa, o monstro, ele falava. — Sana se mexia incontrolavelmente.

— Você já ouviu um demônio falar antes. — As mãos de S/n eram delicadas enquanto ela colocava a tira de pano sob o pescoço de Sana e amarrava. Estava embebido com alguma coisa que parecia cera, como o material de jardinagem que Taeyeon utilizava para manter macias as mãos que abusavam de tinta e de aguarrás.

— O demônio no Pandemônio parecia uma pessoa.

— Era um demônio Espectro. Capaz de mudar a forma. Raveners são daquele jeito mesmo. Nada atraentes, mas são burros demais para se importar com isso.

— Ele dizia que ia me comer.

— Mas não comeu. Você o matou. — S/n concluiu o curativo e sentou-se. Para alívio de Sana, a dor na nuca havia passado. Ela conseguiu sentar.

— A polícia está aqui — A voz dela soou como o coaxar de um sapo. — Nós deveríamos...

— Não há nada que possam fazer. Alguém deve ter ouvido os seus gritos e os chamou. Aposto que não são policiais de verdade. Os demônios têm uma maneira de esconder os próprios rastros.

— Minha mãe — Sana disse, forçando as palavras através da garganta inchada.

— Há veneno de Ravener passando por suas veias neste exato instante. Você vai morrer dentro de uma hora se não vier comigo. — Ela se levantou e esticou a mão para a menor. A mesma aceitou e S/n a levantou com um puxão. — Vamos.

O mundo estremeceu. S/n pôs a mão nas costas dela, segurando-a firme. Ela cheirava a sujeira, sangue e metal.

— Você consegue andar?

— Acho que sim. — Ela olhou através dos arbustos densos. Conseguia ver a polícia se aproximando. Um dos oficiais, uma mulher loura e magra, trazia uma lanterna em uma das mãos. Ao levantá-la, Sana viu que a mão não tinha carne, era uma mão esquelética afiada nas pontas dos dedos.

— A mão dela...

— Eu disse que poderiam ser demônios — S/n olhou  para o fundo da casa. — Temos que sair daqui. Dá para ir pelo beco?

Sana balançou a cabeça.

— É sem saída. Não tem como... — As palavras dela se dissolveram numa tosse. Ela levantou a mão para cobrir a boca. Voltou vermelha. Ela gemeu.

S/n agarrou o pulso de Sana, girando-o para que a parte branca e vulnerável do antebraço ficasse nua sob a luz da lua. Traços de veias azuladas mapeavam o interior da pele da menina, trazendo sangue envenenado para seu coração e seu cérebro.

Sana sentiu os joelhos curvarem. Havia algo na mão de S/n, algo afiado e prateado. A menor tentou libertar a própria mão, mas o punho da outra era forte demais: ela sentiu uma picada forte na pele. Quando ela a soltou, Sana viu um símbolo preto tatuado, como aqueles que cobriam a pele dela, logo abaixo da dobra do próprio pulso. Parecia um aglomerado de círculos sobrepostos.

— O que exatamente isso faz?

— Vai esconder. — ela disse. — Temporariamente. — Ela colocou de volta no cinto a coisa que Sana pensara que era uma faca. Era um cilindro longo e luminoso, da grossura de um dedo indicador, e afunilado na ponta.  — Minha estela — Continuou.

Sana não perguntou o que era aquilo. Ela estava ocupada tentando não cair. O chão estava pesando seus joelhos.

— S/n — ela disse, e caiu sobre a morena. Ela a segurou, como se estivesse acostumada a segurar garotas desmaiando, como se fizesse isso todos os dias. E talvez fosse esse o caso.

Ela a tomou nos braços, dizendo alguma coisa em seu ouvido que soava como Pacto. Sana esticou a cabeça para trás para olhar para S/n, mas só viu as estrelas espalhadas no céu acima. Depois a base de tudo caiu, e mesmo os braços de S/n não bastavam para impedir que ela caísse.





Notas Finais


Obg por ler!! Até a próxima!


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