História Imagine Taekwoon: A máscara - Capítulo 7


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Categorias VIXX
Personagens Leo, Personagens Originais
Tags Drama, Imagine, Leo, Romance, Vixx
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Palavras 1.420
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ela estava quebrada
Quebrada como nenhum espelho poderia estar
Mas então ela se curou
Se curou e floresceu
Floresceu de um jeito que até mesmo
A flor selvagem se curvou
Diante de sua glória...
~Sambhavi (Adaptado)

Capítulo 7 - O jogo


"Ignorando todos os olhares maldosos, a menina sorriu e seguiu em frente. Mesmo com todo o desprezo de sua família, mesmo com toda falta de apoio diante de seus vizinhos, mesmo com todas as piadas feitas por seus colegas. Seu sorriso forçado não derrubava a maldade, mas impedia que vissem seu mundo desmoronar aos poucos. Mas mesmo até os solitários tem uma mão amiga."

O dia havia amanhecido nublado. Nuvens estavam carregadas de água e se preparavam para jorrar tudo de uma vez. As flores, mesmo bonitas, estavam com um ar melancólico, como se estivessem chorando, se pudessem. Claire amanheceu se sentindo desanimada, porém rapidamente lembrou-se do jogo.

"A última coisa que vou querer fazer, seria limpar essa casa." - Pensou.

Enquanto descia as escadas, Leo já estava sentado no sofá, como sempre, lendo um pequeno livro.

- Bom dia, - Ele disse - já está preparada para jogarmos?

- Ahn, não? Acabei de acordar e o dia não está dos mais felizes.

- Certo, então trate de começar logo, esta casa está bem suja. - Riu - Aliás, estou meio exausto, vai ter que preparar seu próprio café.

Claire revirou os olhos:

- Você que fez isso, não é? Você que tornou o tempo assim. Não é justo! Quem jogaria esse jogo em um dia desses?

- Na verdade eu não fiz nada, só olhei a previsão do tempo. - Deu de ombros - Por isso que cancelei a atividade planejada, e de qualquer forma, o jogo do contente é para ser jogado a qualquer hora e dia, não só quando o tempo está "alegre".

- Qual a razão deste jogo...? Ensinar a pessoa a ser sorridente e saltitar até mesmo em dias assim?

- A ideia do jogo do contente não é te ensinar a sempre ter um sorriso bobo no rosto, Claire. E sim a te estimular a ter pensamentos mais felizes, que de brinde, aumentam seu humor. Você fica mais otimista e não se abala tão fácil.

Claire revirou os olhos e assentiu. Depois, direcionou-se até a cozinha e acendeu o fogão para aquecer a água.

- O dia está feio hoje, não é? - Leo perguntou da sala.

- É... Q-Quero dizer... Pelo menos ontem estava mais bonito e aproveitamos, certo? - Sorriu forçado.

No livro, Claire lembra que toda vez que algo de ruim acontecia com Pollyanna, ela balançava a cabeça e arranjava algo bom para dizer. Geralmente iniciando com "Pelo menos..." . Ela achou que se seguisse a lógica da personagem, poderia conseguir alguma coisa.

Após um tempo perdida em seus pensamentos, percebeu que havia colocado o fogão em uma temperatura alta demais, fazendo com que a água começasse a evaporar.

- Essa não! - Exclamou - Que drog.. bem, pelo menos tem mais água para colocar para ferver.

Claire ouvia uma baixa risada vindo da sala. Leo deve estar se divertindo.

"Era só o que me faltava..."

Quando finalmente, após mais longos minutos esperando, a água terminou de ferver, ela pegou uma xícara da prateleira e virou a chaleira lentamente. Respingos quentes acabaram caindo em seus dedos, ela se contraiu pela dor, mas resistiu a reclamar. Poderia ter sido pior. Poderia ter derrubado tudo.

Leo entrou na cozinha e sentou-se em uma cadeira para fazer companhia. Estava com aquele mesmo ar risonho.

- O que planeja fazer hoje? - Perguntou.

"Deitar na cama e se sentir um lixo." -Pensou em dizer, mas resistiu a tentação e ao medo dele considerar isso como sinal que perdeu o jogo.

- Não sei. Talvez voltar para a biblioteca e procurar por outros livros... 

- Sabia que existe uma continuação da história de Pollyanna? Se chama "Pollyanna Moça".

- Nome criativo. - Debochou - Talvez eu possa procurar. Pode me ajudar?

Leo balançou a cabeça, discordando.

- Vamos lá Claire, hoje não estou me sentindo dos melhores, não sou seu escravo pessoal.

Claire quis bufar alto para mostrar sua frustração, mas novamente se segurou. Não é como se ele fosse realmente seu escravo pessoal. Estava ali para ajudar, mas não em tudo.

- Certo. Dou meu jeito. - Tentou sorrir.

                       {. . .}

Enquanto Leo disse que ia tirar um cochilo, Claire se viu pela primeira vez de alguma forma "sozinha".

"É estranho estar aqui... Sem Leo por perto. É como se eu fosse largada em uma cidade fantasma."

Lentamente foi se dirigindo até a passagem que leva para a biblioteca. Quando estava prestes a terminar de arredar a cômoda, acabou derrubando um retrato cujo o vidro de proteção acabou quebrando.

- Que dia, que dia! - Exclamou furiosa - Quer dizer... Que dia para passar a tarde lendo!

Como não ouviu nenhum sinal que Leo estava ouvindo, suspirou e entrou na passagem.

"Não é como se ele conseguisse escutar tudo que eu falo... Não é?"

O local parecia mais sombrio e empoeirado do que antes. Tudo naquela casa parecia mais sombrio. Como se o clima influenciasse diretamente na iluminação da casa.

"Nada de pensamentos negativos... Nada de pensamentos negativos..."

Rapidamente acendeu uma vela e começou a busca pelo livro indicado por Leo. Não que fosse uma leitura obrigatória, só que ela não tinha a mínima ideia do que ler no meio daquela vastidão de livros. A sugestão pelo menos poderia ser um começo.

A biblioteca, apesar das inúmeras velas, ainda era muito escura e o cheiro do mofo estava implantando por todo cômodo. Era difícil ler os títulos e as categorias e só era capaz de ler os títulos das prateleiras mais baixas. Tinha receio em usar umas escadas que pareciam ser tão velhas quanto o próprio lugar em si.

"Vai demorar talvez séculos para achar esse livro..." - Pensou aborrecida - "Não, eu vou conseguir achar esse livro. Ah, se eu vou. Pelo menos eu não tenho nada realmente importante para fazer para me preocupar com o tempo."

Não demorou realmente muito tempo para escolher. A capa do livro era levemente chamativa. Parecia se destacar no meio das capas velhas e desgastas.

Satisfeita, puxou o livro para pegá-lo, mas sentiu que estava emperrado no meio de outros. Tentou fazer força, mas acabou não só pegando o livro, como conseguiu derrubar outros.

- Por que hoje estou tão desastrada? - Perguntou sentindo seu rosto ferver - Não é como se o dia pudesse influenciar no meu humor!

Tentou refrescar sua mente afastando os pensamentos indignados e procurou uma poltrona para sentar. Sentiu sua mente aprofundar-se na leitura aos poucos. Aprofundando, aprofundando...

Aprofundando tanto que acabou adormecendo.

                        {. . .}

- Claire... Claire... Claire! - Leo sacudia a menina.

- Hum...? O que houve?

- Te chamei por um tempo, mas você não respondia. Até me assustei um pouco. Ah, quem diria que iria dormir lendo Pollyanna.

- Eu... Dormi? É? Puxa... Desculpa, esse dia me deixou bem sonolenta.

- Tudo bem. Venha, vamos passear um pouco.

Claire seguiu Leo para o jardim. Tinha parado de chover, mas o dia não deixou de estar nublado. Não tinha ideia de que horas eram.

- Vamos passear perto do rio? - Ele perguntou.

- Perto do rio? Certo... 

Claire sentiu certo receio em caminhar perto de lá. Sabia que de fato seca é que não sairia.

Os dois começaram a encarar o pequeno rio e a pegar as pedrinhas, agora sem o brilho, e a atira-las aleatoriamente para longe.

- Que jogada fraca. - Leo disse ao Claire atirar uma pedra que rapidamente afundou.

- Como é que é? Faz melhor então! - Ela riu. 

Leo pegou uma pedra e atirou com sutileza no rio. Ela deu umas puladas antes de afundar.

- Viu? Eu sou muito bom nisso. - Se gabou.

- Ah, que injusto! - Ela o empurra para longe - Nem para me ensinar!

- Já te ensino bastante coisa e agora quer que eu te ensine a atirar pedras?

- Fica quieto! - Começou a rir e tentou dar outra empurrada nele.

Mas ela errou a mira. E acabou tropeçando e caindo no rio.

- Arrrgh! - Exclamou.

- Parabéns. - Leo ria.

Claire sentia que estava irritada, mas toda sua raiva se dissipou quando olhou para sua situação. Juntou-se a risada de Leo.

- Seu idiota! É tudo culpa sua! - Riu e atirou água nele - Pelo menos eu tenho outras roupas!

Claire começou a atirar água para cima e a atirar em Leo. Consequentemente Leo se juntou e entrou na água. Ambos atiravam água no outro, se divertindo.

- Está bem, está bem. - Leo de repente disse - Você venceu. É capaz de jogar o jogo do contente no final das contas. O que você quer que eu cozinhe?

- Sério? Justo quando acho que peguei jeito! - Sorriu - Quero frango assado com bolinhos de batata para janta!

Leo balançou a cabeça.

- Pelo menos eu sei cozinhar isso. - Se gabou - Sou mesmo um cozinheiro profissional.

- Ah, que metido! - Riu.

Pelo menos você está aqui.

Comigo.



Notas Finais


Desculpe qualquer erro de digitação.


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