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História Imagines - Aidan and Nicky Harper - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


↪ Seis e ônibus!
Pra falar a verdade, nunca havia passado em minha mente postar os imagines rápidos que nascem na minha cabeça. Mas, acontece, hm?
Quero agradecer a minha pitica, @excusemeily, por ter me incentivado – ou obrigado – a começar a postar esses imagines. O entusiasmo dela me entusiasmou e me deixa ainda mais animada para escrever os próximos. Te amo, Paloma!♡♡♡

Enfim, pode haver palavras de baixo calão, gatilhos e algumas cenas inapropriadas.
Imagine +18! Tive o cuidado para demarcar quando ele começa, pois quem não se sentir confortável poderá saber antes de começar a lê-lo.
Não esperem uma escrita belíssima, por favor. E, não sei escrever hot muito bem, é isto!
Em relação as postagens futuras, ainda não sei quando e em quanto tempo será possível produzi-las, mas me esforçarei para trazê-las.♡

No demais, boa leitura a todos que estiverem por aqui! Amo vocês♡

Capítulo 1 - Tem alguém assistindo a "Umbrella Academy"?


TEM ALGUÉM ASSISTINDO A “UMBRELLA ACADEMY”?
+18
2023, Los Angeles, Califórnia.

1 

É loucura pensar o quão longe eu cheguei – as situações, pessoas e atos que precisei bater de frente para conseguir estar aqui. Tudo ainda é como um sonho distante, uma fantasia perfeita demais que você idealiza antes de dormir. Há alguns meses atrás, para minha surpresa, consegui fazer com que uma editora conhecida em LA lesse o manuscrito traduzido do meu livro, Elo Carmesim. Claro, foi uma batalha dura e massiva, contudo obtive sucesso ao tentar fazê-los me notar na multidão de papéis que chegam até a mesa de seus avaliadores diariamente – isto é, não conta os que também chegam por e-mail. Pouco tempo depois, convencida por Maria Johnson e Liv Mitchell, minhas “colegas” de apartamento, tentei uma das vagas de estagiária júnior na Nickelodeon – a empresa procurava jovens e jovens adultos que tivessem um bom desenvolvimento com enredos para produzir roteiros iniciais para suas séries infantis e infantojuvenis.  

Tenho milhares de motivos para ser feliz e plena, porém estou longe de alcançar essa paz de espírito toda. Encontro-me cansada, exausta com as situações e atitudes de algumas pessoas que rodeiam o meu círculo de amizade. Meu peito aperta só em voltar a esse assunto, entretanto é preciso, preciso assim como todas as coisas deste mundo. Não é segredo para ninguém que Aidan e eu sustentávamos um relacionamento desde 2022. Todavia, coincidentemente com todas as coisas que me aconteceram, esse relacionamento decaiu com o tempo – não por culpa minha ou dele, mas pela super exposição que estávamos fadados a encarar.

No momento em que saí do Brasil, estava decidida a mudar a minha vida da maneira que sempre quis e idealizei, lutando, veemente, com minhas próprias mãos pelo que seria apenas meu. Aidan e eu, a contrapartida, estávamos dispostos a fazer tudo dar certo, nós dois; Mas, em decorrência a muito desgaste e a rumores sem sentido que algumas pessoas criavam acerca de ambos, nós rompemos alguns meses após a minha chegada. Romper não é a palavra correta – ‘um tempo’, essa é a palavra. Algumas semanas depois, pelos posts do Instagram, pude notar a felicidade dele em estar com outras pessoas, com seu próprio círculo de amizade. Foi nesse momento que notei que precisava prosseguir com ou sem ele.

Se o mesmo está bem e levando a vida, por que eu não posso também seguir?

Maria e Liv, assim como Aidan, foram as duas pessoas que sempre estiveram ao meu lado depois de minha mudança. As conheci, peculiarmente, após postarem um anúncio tentador no Instagram, anúncio esse que mostrava a possibilidade de dividir o aluguel de um apartamento com ambas – o que veio muito a calhar, pois eu ainda seguia com as economias dos direitos autorais de Elo Carmesim no Brasil. Minhas amigas foram um porto seguro para os frangalhos a qual eu me encontrava após o tempo que Aidan e eu resolvemos tomar.

2

Com a única finalidade de aproveitar a minha semana livre e as respectivas folgas de cada uma das meninas, elas e eu decidimos fazer algum programa divertido. No início, foi um grande desastre, pois cada uma queria ir a um lugar diferente – Liv queria ir a um SPA. Maria preferia fazer algumas compras desnecessárias no shopping. E eu, por minha vez, iria me satisfazer com algum bom filme que estivesse em cartaz no cinema. Nós idealizamos isso por semanas, e brigamos também pelo mesmo motivo, por não saber onde raios iriamos. Após algumas discussões infantis e farpas “amigáveis”, optamos por fazer uma votação – votação essa que nos trouxe até a praia de Malibu. Sim, praia não estava nos planos de nenhuma de nós, mas já que Maria e Liv entraram em um consenso por unanimidade, minha opinião de não vir foi em vão.       

Segundo elas, a praia me fará relaxar e esquecer um pouco o estresse de todos os dias. As mesmas nutrem uma plena convicção de que eu ainda estou triste e abatida pela minha ruptura com Aidan. Não é uma mentira por completo, contudo afirmar que encontro-me triste e abatida por isso após três meses é um terrível exagero. Não é fácil, confesso, todavia aprendi aos poucos que é melhor assim, é melhor estar da maneira atual. Para falar a verdade, ficar longe de tudo pode me fazer bem, se olhar por esse lado – um dia sem o Instagram, antologia do terror, roteiros ou trabalho;

O sol das nove na praia de Malibu está vibrante e talvez a temperatura esteja beirando os trinta e oito graus. Meu corpo curvado encontra-se repousado sobre uma toalha de banho amarela, na areia quente. O mar reflete seu estado azul puro, belíssimo. Meus fios dourados enrolam-se em minha clavícula enquanto os demais deslizam sobre as costas. 

Derrotada pelas minhas duas amigas, fui obrigada a vir com meu biquíni rosa cavadão. Maria fez uma careta anormal quando eu cheguei até a sala do apartamento usando um maiô vermelho fechado. Liv, por sua vez, me fez dar meia volta e revirou a minha gaveta de calcinhas à procura de algo ‘melhor’. Segundo ambas, eu desperdiço meu corpo com escolhas ridículas de vestimentas diárias. Teria ficado extremamente irritada se tal afirmação não fosse verdade. E, aqui estou eu com esse biquíni, recebendo olhares até do vendedor de cachorro-quente do outro lado da praia.

Deslizo minha mão sobre a bolsa volumosa e abro a bisnaga de protetor solar fator setenta, recomendação da minha mãe no Brasil. Subo meus dedos com o produto até os ombros rosados e os esfrego tentando manter a concentração. As gaivotas grasnam, as ondas quebram-se e as crianças gritam de euforia ao perceber que o castelinho de areia deu certo. Sorrio involuntariamente apreciando os mínimos detalhes do local e continuo a acariciar a minha pele. Abruptamente, sem esperar, recebo um leve toque de Liv em meu braço.

— Batsy, você não acha que a Maria está demorando muito com isso? — Questiona-me direcionando com a cabeça a visão da nossa amiga a poucos metros de nós. Johnson está com um biquíni florido, já desgastado. A cuja nos deixou com a desculpa de que compraria sorvete, mas pelo visto, também comprará o vendedor. É incrível a capacidade que a mesma tem de se apaixonar de cinco em cinco minutos

Um leve arzinho escapa de minhas narinas e um fitar sugestivo chega em direção aos olhos verdes de Liv — Ao menos uma de nós precisa ter cem por cento de aproveitamento, não acha? — Pergunto. 

Silêncio entre nós duas é feito. Continuo assiduamente o que estava a fazer anteriormente e apenas noto de relance o quão inquieta Mitchell encontra-se, como se procurasse por algo ou alguém. Ignoro, até porque, os assuntos amorosos dela não são da minha conta. Os cabelos negros de Liv esvoaçam com o vento fraco e a dita morde seu lábios quando algo minuscioso parece estalar em sua mente. Pessoalmente, tenho medo quando esse tipo de coisa acontece.

— Está saindo com o Jace, B? — A pergunta dela me proporciona um frio na espinha. Minhas mãos paralisam sobre a tatuagem de sol e lua que possuo em meu braço esquerdo e lentamente voltam a seu ritmo, tentando disfarçar. Por que eu dei tanta bandeira? Não estou saindo com Jace, não! Na verdade, sim. Porém, não no sentido romântico e afetivo, mas sim na amizade. Jace Norman trabalha comigo na Nickelodeon, todavia, diferente de mim, o rapaz é ator; Jace é engraçado, interativo e sempre que pode está comigo em trabalhos internos. Entretanto, não temos nada, absolutamente nada além de uma amizade. 

— O que? — Espanto-me ainda pensando na pergunta — Não. Não, Liv. 

— Você sabia que o Aidan está curtindo suas fotos no Instagram? — Bombardea-me mais uma vez com uma pergunta e afirmação. Céus, eu sei que ele está curtindo. Todavia, que mal tem? Não significa nada! Aidan e eu apenas rompemos nosso relacionamento afetivo. Logo, não se aplica a nossa amizade, que também não anda lá essas coisas. Pois, mal nos falamos — Fiquei sabendo que ele também estava a curtir algumas fotos suas com o Jace — Mitchell continua com um arquear maléfico de supercílio — Tipo... fotos que os fãs tiram para especular e marcam vocês dois, sabe?

Reviro os olhos com veemência e odeio-me por estar em determinada situação. Liv é estagiária assídua de uma revista de fofoca, a ‘The Golden Secret’ – por isso, a menina sempre está a par das fofocas e, tem métodos duvidosos também para descobri-las. Só em ter este simples e evasivo diálogo meu dia perdeu-se por completo.

Sim, eu sei que ele está curtindo as minhas fotos no Instagram... — Esbravejo de uma vez a esta e minha expressão muda repentinamente, até por que, falar de Aidan é um tabu pra mim, confesso. A ferida sempre dói menos se você não a tocar — e quer saber de uma coisa? Não importa muito; Ele pode curtir. Aidan está aproveitando a vida dele e eu estou extremamente feliz por isso. Porém, agora eu estou deste lado e ele do oposto. Cada um cuidando do seu nariz — Mitchell encolhe os ombros. A garota parece notar a minha irritação. Mantemos silêncio e a dita, com os lábios entreabertos, mostra-se arrependida em causar o tumulto. 

E, por mais que eu queira não falar agora, eu preciso. Pois, não consigo ficar chateada com ela, com elas, na verdade. São as minhas melhores amigas em anos. Só prefiro que os meus assuntos sejam apenas ‘os meus’ assuntos. Despretensiosamente e tentando dispersar a tensão, Liv e eu fitamos uma a outra por meio segundo – os olhos verdes da garota estão expressivos e mesclam-se com as minhas orbes cor de café. 

— Me desculpa, está bem? — Sibila ela baixinho, quase inaudível. Obviamente, eu não deixarei que isso contamine o dia.

— Tudo bem, Liv — A acalmo, dando um soquinho de leve em seu ombro. Seus lábios abrem com cuidado e um sorriso me é direcionado. Relaxo as costas de uma vez desvencilhando-me de pensamentos e a vejo voltar a sua postura empinada de sempre, com um maiô aberto e azul

Um olhar sugestivo vem até mim e noto como sua língua rodea a boca — Amiga, só muda a senha do teu Instagram, ? — Profere com um certo desânimo. 

— Entrou no meu Instagram? — Grito quase cuspindo minha própria saliva.

Óbvio! — Confirma-me — Como acha que eu fiz essa suposição toda? 

— Liv… 

— ‘Eu amo gatinhos’ não é uma boa senha, Batsy — Odeio ter que admitir, mas está certa. 

3

Maria continua seu papo bem humorado com o vendedor de sorvete, que pelo andar da carruagem, já desistiu de seu trampo para dar mole à ruiva em sua frente. , como costumamos a chamar, também possui algumas sardas e um grande par de olhos negros – o que a torna ainda mais linda. Livie, imersa em devaneios após nossa conversa, resolve ler uma de suas próprias matérias na edição física da The Golden Secret. Seus olhos oscilam lentamente entre as páginas e algo imaginário a chama a atenção a cada dez segundos ao horizonte – ou, será a ânsia de ver alguém chegar? Um crush, por exemplo. É cômico pensar na Liv com um rapaz, pois diferente de mim ou de Maria, Mitchell é extremamente bruta

Todavia, foi apenas quando notei o grupinho de seis pessoas a cruzar o mesmo lado da praia que senti o dito sol de quase trinta e oito graus escurecer e esfriar por completo. De todas as praias da Califórnia, qual a minha possibilidade de trombar com Aidan e seus amigos? Poucas, eu diria. Mas, queridos, acho que o carma é mesmo um danadinho. Percebo o olhar de Liv sobre mim e seu rosto ser novamente sobreposto pela revista. Gallagher está na presença de Casey, seu amigo de longa data, Kevin, um rapaz que o ajuda na produção de suas músicas e mais três garotas que eu jamais vi em minha vida. 

Permaneço em silêncio, desvio meu olhar e finjo que tudo ao redor é mais interessante que tal chegada. Aidan aproxima-se suficientemente de onde estamos e apenas cumprimenta a nós com um balançar rápido de cabeça – porém, não acaba por aí. O sexteto, curiosamente, resolve se instalar ao nosso lado, a poucos metros. Juro que a minha vontade é de levantar-me e sair imediatamente desta praia. Voltar até o apartamento, tomar um banho, ver Bob Esponja e dormir. Mas, continuo aqui, com a face emburrada e um embrulho no estômago. 

Aidan senta-se em uma toalha azul e acomoda-se. Sinto seu olhar em mim e rapidamente luto contra a vontade assídua a qual meu corpo encontra-se – a vontade de retribuir o fitar. Respiro plenos pulmões e fecho meus olhos, deitando-me por completo sobre a minha toalha amarela. Entretanto, no momento em que decido por última hora o fitar de soslaio, consigo flagrar o braço magro da garota loira sobre a nuca do cujo. Este percebe instintivamente a ação e direciona atenção a mim, que mais uma vez desvio fingindo que nada vi; 

Meus nervos tornam-se a flor da pele ao vê-la tão perto, conversando e rindo tão próximo das covinhas, do sinal da bochecha esquerda odeio me sentir assim. Gallagher não é meu namorado, não mais. Então, por que brigar por isso? Minha fonte lateja e minha cabeça parece querer explodir. Porém, por um triz, antes que eu possa entra em colapso e surtar, escuto o celular vibrar na bolsa ao lado. Tateio com a ponta dos dedos o aparelho e o trago até mim em uma fração de segundos – ‘Jace’ é o nome que mostra-me a tela. Reluto para atender mas, de supetão, deslizo o touch até o canto para me conectar com o dito

Sua voz é envolta a um misto de alegria e euforia – por mais que eu não esteja tão alegre quando este, preciso fingir tanto para quem está presenciando a cena quanto para o próprio Jace. Norman encontra-se em êxtase, pois foi indicado para o ‘Kids Choice Awards’. Consigo notar o pescoço de Aidan esticar para olhar tamanha emoção que finjo – seus olhos fuzilam o aparelho e seu punho fecha-se sempre que repito o nome do rapaz que está ao outro lado da linha; Após uma conversa curta de dez minutos, me despeço de Jace recusando um convite amistoso para visitar um novo restaurante vegano que abriu no centro. Felizmente, após esse dia, quero um pouco de sanidade. 

Retorno até o lado de Livie, que papeia com Casey, e guardo o telefone na bolsa. Ambos finalizam o assunto e olham-me com sugestividade. 

— Você sabe que ele ainda ama você, não é? — Casey me confidencia e eu finjo surpresa. Talvez realmente ainda me ame, mas enquanto não fizer nada em relação a isso, será tudo a mesma coisa de sempre

— E por que Aidan tem que mandar o menino de recado dizer isso? — Sussurro amargurada, negando-me a acreditar. E, mesmo sem querer, em alguns momentos, acabo sendo hostil com quem não merece. 

Cas dá um riso nasal e torna-se imparcial com o que ouve. Com toda certeza, vejo os lábios dele citar ‘Você está namorando Jace Norman, ele não quer se meter’. E, é realmente o que acontece — Aidan acha que você está bem sem ele — Casey finaliza. 

— Ah, e pelo visto ele também está bem sem mim — Levanto-me abruptamente e recebo atenção de quem quero e também de quem não quero. Quando criança, eu dava vida e alma para fica no mar, tomando banho o dia todo, todavia, depois de adulta, isso se tornou um pouco raro pra mim. Nesse momento, acho que um bom banho salgado me ajudará a esvaziar a cabeça. A cabeça que veio até Malibu para justamente ficar vazia.

O mar está límpido, em um azul maravilhoso. Porém, também está revolto – como taróloga, sempre tive certeza da influência que a água e o mar tem sobre nós. São como nossas emoções, revoltas e límpidas ao mesmo tempo. E, é desta maneira que estou. As ondas encontram-se cálidas e ferozes, quebrando-se sempre que chegam à borda, produzindo espuma. Algumas crianças brincam no raso sob a supervisão dos pais enquanto alguns adolescente se aventuram mais a frente. Sempre mantendo o devido cuidado, assim como eu, é claro. 

Viro de costas para onde estão os olhares dos demais que me acompanham neste dia e apenas aprecio o horizonte, mantendo a minha mente longe e sentindo a água salgada sobre a minha pele, agora, levemente bronzeada. Todavia, a calmaria dura pouco para mim, pois o toque que sinto em meus ombros me faz vislumbrar a imagem de Aidan, que mostra-se imparcial e apreensivo – sei que o cujo quer conversar, mas não encontro-me em plena disponibilidade para isso. 

— Está me evitando, me evitando como se eu fosse a pior pessoa do mundo — Murmura baixo, eu paraliso. Tentar um diálogo com este ainda é algo difícil pra mim. Não estou com raiva, e sim um pouco machucada. Contudo, não vem ao caso — É o Jace, não é? Falar comigo não vai tirar pedaço. Não te fará amar menos o seu… seu… seu namorado — Reluta um pouco ao falar a última palavra, como se estivesse engasgado.   

Em meus lábios, rosados, um sorriso cínico surge de relance. Não sabia que o mesmo está tão sentido com as fofocas e boatos. Não me sinto feliz por isso, mas confesso que impressiona-me saber que Gallagher ainda nutre, verdadeiramente, algo por mim — Jace não é meu namorado, se é isso que você quer tanto saber, Aidan. Ambos trabalhamos na mesma empresa e, consequentemente, temos uma amizade fora dela — Digo — Estou respeitando o que conversamos há três meses. ‘um tempo’, uma ruptura. Pelo visto, você está aproveitando bem, não é? 

— Você está ótima também, se é isso que quer dizer — Debocha tirando-me ainda mais do sério — Mas, eu… eu só pareço estar bem — Arrasta sua voz e obriga-me a fita-lo — Eu tentei, está bem? É isso que você quer ouvir? Tentei dar ‘um tempo’ pra manter você longe de tanta pressão. Mas, isso só me fez mal… fingir que estava bem sem a sua presença foi ainda pior, Batsy. 

Por um segundo sinto como se uma pedra de gelo estivesse caindo lentamente em meu estômago. Oh, Deus sabe o quanto eu quero abraçá-lo e pedir desculpas por tudo – reatar as coisas aqui mesmo e ser a mulher mais plena da face da terra. Contudo, a vida real não é bem assim, essas são as consequências do caminho que optamos seguir. 

— Preciso ir — Sibilo seca e me corrou arduamente por dentro por estar agindo desta maneira — Minha DM está aberta, pode conversar comigo por lá quando quiser. Por hora, tenho que ir, preciso preparar e entregar uma papelada na Nickelodeon — Pelas expressões dele, inconformadas, o cujo encontra-se ainda mais confuso que antes. 

Movimento meu corpo ainda na água e sinto quando abruptamente a mão esguia do dito agarra o meu pulso, friccionando a pulseira rosa que há em mim. Meus olhos café encontram os seus cristalinos e, por um momento, uma colisão rápida entre uma onda e nossos corpos se sucede. Mergulhamos contra a nossa vontade e tal fato faz meu tronco encontrar o dele. Contudo, ao submergir, sinto o vento mais forte onde deveria situar-se a parte superior do meu biquíni. Isso não pode ser real, não pode estar acontecendo. Antes de explicar-me, com pavor, abraço Aidan, o fazendo esconder em seu tórax os meus seios agora à mostra. 

Porra! — Escapa de meus lábios. Pelo visto, o nó que Maria deu em meu traje de banho não foi o suficiente, pois agora a peça encontra-se mar adentro. Gallagher me olha com preocupação e apenas morde seu lábio inferior, tentando buscar palavras para serem proferidas — Não ouse me soltar — Ordeno. 

— Não faria isso nem por brincadeira, não quero ninguém além de mim os apreciando — Refere-se aos meus peitos — Olha pelo lado positivo… poderia ter sido a parte debaixo — Tenta quebrar o meu clima de pânico, mas apenas piora. Meus peitos estão ao ar livre, como eu sairei daqui? Céus! Se Aidan não estivesse junto a mim, provavelmente, estaria em apuros.

— Palhaço, para de graça! — Eu rio e ele faz o mesmo. Não consigo conter a risada, talvez esteja nervosa — O assunto é sério, amor… digo, Aidan. 

— Me chamou de quê

Palhaço — Respondo. 

— Não, Batsy, depois disso. 

— Aidan — Reluto — Eu te chamei de Aidan. 

Gallagher sabe e ouviu do quê o chamei. E, pelo seu sorriso, está nas nuvens por isso ter sido proferido por mim. É tão bom senti-lo comigo novamente, seu corpo sobre o meu, sua pele lisa em contraste com a minha. Sinto seu coração sobre meu peito e apenas posso nitidamente me perder em tais batidas eufóricas. Por um momento, esqueço-me onde estou e como estou. O tocar de meus mamilos em sua pele os deixam rígidos, meu tronco começa a ficar com um certo frio. As mãos de Aidan deslizam sobre minhas costas nuas e apertam cada extremidade para ter certeza de que nada irá recair aos olhos dos outros.                     

— Quero sair daqui, por favor — Murmuro — O que vou fazer

— Eu não sei — Rebate o rapaz com receio. Os olhos do cujo, atentos, passam simploriamente sobre a água à procura da minha peça superior, mas sem sucesso. Aidy paralisa e apenas suspira. Conhecendo como conheço, sei que é um sinal positivo.

— Por que está me olhando assim? — Questiono quando noto seu fitar tornar-se sugestivo. 

Confia em mim? 

— Sim... eu confio

— OK! Então, você vai fazer o que eu te pedir — Acalma-me — Você vai emergir seu corpo até o pescoço, certo? Por via das dúvidas, coloque ambos os braços para cobrir meus amigos aí — O bateria se não estivesse tão centrada. E, como me pede, faço — Eu volto em um segundo, fique aí

O olho com uma expressão de tédio e forço um sorriso — Como se eu pudesse sair, bocó — Esbravejo. Estou com frio e o sol não parece mais tão cálido. Fecho meus olhos, tento relaxar e, com precisão, após esperar por dois minutos, pressinto pelas pálpebras determinada sombra em minha direção. Aidan está de volta. Como prometido, em suas mãos, está uma camiseta preta que o pertence, a mesma que o vi chegar. Gallagher entrega-me o pano e com cautela e sutileza a visto. Não sei ao certo se o agradeço ou se o bato por me colocar em uma situação como essa. Torno-me ereta e, como esperado, sorrio. 

— Nem um ‘você é o melhor’? — Aidy queixa-se. 

— O que você quer como recompensa? — Tento ser gentil o suficiente. Mas, isso não quer dizer que estamos bem depois deste contratempo.

— Que você aceite ver a nova temporada de Umbrella Academy comigo, na minha casa — Propõe — Por favor, Batsy, você não tem como recusar.  

Realmente, isso eu não tenho como recusar depois do que ele fez. 

— Sem gracinha, Aidan — Sibilo — Estarei lá às sete — Concluo como um ultimato. 

4

Não sei se aceitar tal convite foi boa ideia, mas para não parecer mal agradecida em relação ao milagre que o dito me fez em Malibu, convenci a mim mesma a executar esse esforço para agradá-lo. Até porque, Aidan não está me pedindo em casamento nem algo do tipo, é apenas um convite para se assistir a nova temporada de Umbrella Academy. Embora saiba perfeitamente onde esse ‘assistir’ sempre termina. Todavia, comigo essa regra não se aplica. Liv e Maria não tiveram outra reação quando as contei sobre o programa para a noite – ‘certifique-se de usar camisinha, pois não temos escolinhas por perto, amiga’. As socaria se isso não fosse real e sério

Como prometido, cheguei até a residência dele às sete. Para meu espanto e até mesmo desconfiança, Aidy me disse que seus pais não estavam em casa por essa noite, pois um imprevisto os fizeram viajar até a casa de sua tia materna. Sinto saudade dos pais dele, são pessoas especiais e, acima de tudo, nutrem um carinho enorme por mim. 

Minhas mãos, agora, deslizam sobre o quadro de fotos que Aidan possui em seu quarto. Aqui há todas as fotografias que ele julga de suma importância para si mesmo. Por ironia, ou não, o rapaz manteu todas as fotos junto a mim. E, as que estou sozinha também. Sorrio com cuidado e encosto o dedo a uma que eterniza o nosso passeio a um parque de diversões. Aidan, em silêncio, adentra seu quarto e encosta seu queixo ao meu ombro, também admirando a mesma foto. 

— Lembra desse dia? — A voz dele arrepia minha pele e suspiro resgatando na memória o momento. 

— E como eu poderia esquecer? — O encaro rapidamente e noto o seu olhar expressivo — Fiquei enjoada e quase vomitei em você — Semblantes sérios e explodimos juntos em uma gargalhada viciante. Minha barriga dói com o esforço da risada e um porquinho sai automaticamente. Isso sempre acontece comigo quando o riso é verdadeiro. Mas, ao mesmo instante, volto à realidade — Uma semana depois nós rompemos — Silêncio apenas se sucede depois de minha afirmação. 

O garoto me guia pelo braço e faz-me sentar junto a ele em sua cama, o nosso reflexo mostra-se vivido perante o espelho de guarda roupa que o cujo tem. O fito desconfiada e este hidrata os lábios com a língua antes de falar — Sobre isso, Batsy… — Antes que possa prosseguir, negativo com a cabeça de um lado a outro. 

— Não quero falar sobre isso, Aidan — O corto seca — Eu vim aqui para ver a série, então nós vamos ver a série — Contudo, em mais um castigo do destino, as luzes apagam-se e a casa torna-se um breu extremo. Meu coração acelera desenfreadamente e escuto um arfo doloroso de Gallagher na outra extremidade da cama — Não me diga que é uma queda de energia — Lamento com desgosto.

— Acho que sim — Ele diz — Vi no jornal que vem uma tempestade por aí. 

— Está brincando comigo, não é? — Vocifero já pronta para me levantar, mas sem sucesso. Não enxergo nada, ergo-me de supetão e deslizo sobre o lençol, o que me faz cair no macio do colchão. Se bem conheço o garoto, deve estar rindo de todo o meu pavor. É típico dele não se apavorar pelas mesmas coisas que eu; 

— Pode ficar calma, sim? — Pede-me — Enquanto as luzes não retornam, nós podemos jogar ‘duas verdades e uma mentira’ o que acha? — Propõe o garoto iluminando nós dois com a lanterna de seu celular. 

Dou-me por vencida. Já que preciso ficar com ele até a energia retornar, que seja distraindo a minha mente com algum entretenimento fútil. Relaxo meus ombros, suspiro e sento-me mais próxima do mesmo, cujo demonstra-me um sorriso sugestivo aos lábios rosados. 

— Tudo bem, seu espertinho. Você sabe que eu não sou boa nisso — Sussurro. 

— Comece. 

Mordo meu lábio a fim de puxar em minha mente algo que seja, de alguma maneira, uma meia verdade sobre mim, ou uma verdade que eu possa modificar para algo leve ou pior. Aidan sabe bem que eu não tenho boas habilidades para mentir. E, de certo modo, se aproveitará disso. 

— Quebrei meu nariz em um acidente de carro; O nome do meu primeiro gato foi Bucky; Eu sou completamente apaixonada por você

Não está apaixonada por mim — O rapaz sopra.  

— Quebrei meu nariz em uma brincadeira de criança, e não em um acidente de carro — Esclareço e o vejo erguer o olhar assíduo em minha direção, fitando minha expressão imparcial. 

— Você é completamente apaixonada por mim, Batsy? — Ouço o tom de sua voz mudar, contudo me faço, mais um vez, de desentendida. 

— É sua vez — O corto repentinamente, sem explicar-me.   

O cujo morde a parte interna de sua bochecha, solta ar fino pela narina e ergue o supercílio. Ele não admite, todavia sei que este ama os joguinhos que faço. Assim como em minha vez, um pequeno intervalo para escolher suas opções foi posto; O vejo entreabrir os lábios.

— Eu amo usar perfume; Cada violão meu tem um nome diferente; Eu quero muito beijar você agora; 

— Aidan, você odeia perfume, odeia usar perfumes — O desminto de uma vez. 

— Essa você já sabia, então não valeu — Reviro meus olhos, agarro um travesseiro e o atinjo em cheio, dispensando sua desculpa. 

Ora, é claro que valeu, seu trapaceiro — Protesto quase colada a ele — Então, quer dizer que você quer muito me beijar agora? — Faço um biquinho e o vejo encolher-se longe da luz de seu telefone. 

— Não só agora, mas sempre — Deixa-me claro.  

Não penso racionalmente e deixo apenas escapar um murmúrio de meus lábios.

— Então o que você está esperando pra fazer isso, boboca?

— O que é boboca?  

— Você realmente quer… — Antes de finalizar a frase, sinto meus lábios serem pressionados aos dele. Estão molhados e deslizam facilmente sobre a minha boca. É exatamente como me lembro, o gosto. Doce, gentil, algo que consegue me entorpecer. Pode estar até melhor, mas eu prefiro não pensar nisso agora. Quero apenas aproveitar e pressentir novamente ele domando-me. E, aqui, já não sou mais dominante como sempre. Para falar a verdade, simplesmente amo quando Aidan toma o controle da situação;

Meu corpo repousa sobre a cama e em partes do edredom azul marinho. Gallagher encurrala-me com as duas mãos e continua o beijo permitindo-me respirar pelas beiradas. Deslizo minhas mãos pela sua nuca e subo deixando com que meus dedos mergulhem em seus cabelos levemente longos – eu os amo assim. Sua boca desprende-se vagarosamente da minha e segue em silêncio e maestria até meu pescoço, cujo que acaba por arrepiar cada membro do meu corpo. Quando solta-se de uma vez de minha clavícula, buscando fôlego, me fita sobre o breu. Mas, felizmente ou infelizmente, repentinamente, as luzes acendem-se e o click dos eletrônicos religando é ouvido por nós. 

5

+18

Estamos na metade do segundo episódio de TUA e palavra alguma sobre o que ocorreu antes da energia retornar é dita. Permaneço concentrada e meus olhos mostram-se atentos a cada cena em que o Five faz suas aparições. Pois, ele é, de longe, meu personagem favorito. Claro, não por que é interpretado pelo Aidan, mas porque o garoto parece comigo, em partes – debochado e direto. Se for escalar todos os personagens por signos do zodíaco, Five, com toda certeza, fica com o lugar de Áries em disparado. 

Um suspiro de tédio escapa entre os dentes de Gallagher e este obriga-me a fita-la. Nossos corpos estão debruçados sobre a cama e a televisão encontra-se na parede do quarto — Está entediado? — Questiono mantendo a cabeça apoiada na palma de minha mão, enquanto o cotovelo sustenta todo o conjunto. 

— Sabe, eu gravei isso — Confessa e não surpreende ninguém — Sei de tudo que acontece. 

— Oh… — Faço uma pausa dramática — Prefere ver outra coisa, então

Sim

— O que? 

— Prefiro ver uma coisa que nunca me cansa... — Seu tom é sério, sua face ainda mais — você pelada — Suas palavras são finalizadas e eu, simplesmente, paraliso. Sim, eu posso começar meus joguinhos sujos agora e o provocar para ver até onde ele vai. Contudo, sinceramente? Eu já estou no ápice da minha excitação. Não quero mais adiar esse momento e nem vê-lo se contorcer de vontade.  

Meus lábios soltam um riso despretensioso e em seguida entram em contato com meus dentes, pressionando-os com cuidado. As orbes de Gallagher, fixas, acompanham meu movimento impulsivo e único de me erguer. Endireito-me com vagarosidade e sento-me na altura de seu colo, mesmo o cujo ainda estando estirado no macio da cama. Minhas mãos deslizam em minha própria blusa e levantam o tecido fino até a metade de minha barriga. No meio do percurso, faço uma pausa e o fito com a sobrancelha arqueada – sua respiração está acelerada e sua protuberância, a qual sinto sobre metade de minha perna, fica cada vez maior e mais rígida.

— Ah, não sei se você merece — Sussurro ainda com a blusa a metade, torturando-o — Você merece

Eu amo você  — Diz ele entre arfos — Mas, se soubesse o quanto está duro, não brincava desse jeito.

Dou um pulinho na extremidade a qual o rapaz  julga já está sólida o suficiente e deslizo com um rebolado fraco, apenas friccionando-me ali

— Oh… E não é que está mesmo — Constato.

— Batsy, para de me desafiar

Aidan joga seu pescoço para trás e solta um gemido baixo entre os lábios – suas mãos deslizam até o meu quadril e rapidamente sinto uma pressão imposta levemente por um aperto na extremidade. Sorrio com o ato deste e com minhas mãos, suando avidamente, agarro os seus dedos e os direciono até meus seios, o fazendo apertá-los e acariciá-los ainda sobre a blusa. Dessa vez é minha vez de murmurar gemidos, arfinhos. Chego ao ponto de não querer brincar mais, estou lutando contra mim mesma; Levanto por completo o tecido e deixo com que os mesmos seios à mostra em Malibu sejam escancarados apenas para uma pessoa, apenas para ele.               

Os mamilos encontram-se rígidos, rosados e ansiando pela língua dele os contornar. O garoto gira seu corpo na cama e, por um instante, me deixa com as costas contra o macio do colchão – ficando, por assim dizer, na parte superior da brincadeira agora. Sinto quando o nariz dele enterra-se próximo a meu umbigo e sobe oscilante pelo caminho entre a cintura. Minha pele arrepia-se gradualmente e completamente. Ao chegar até onde tudo dividi-se, entre esquerdo e direito, Gallagher opta por acariciar com sua língua o seio esquerdo, apalpando, assim, o outro com a ponta dos dedos; Seus movimentos uniformes de sucção no lugar fazem meus ombros e meu pescoço irem jogando-se para trás contra a minha vontade, pressentindo de leve seus dentes roçarem na rigidez. 

Não demora muito para repetir a ação no direito

Ambos temos o ritual de tirar as roupas ao mesmo tempo. E, dessa vez, não é diferente. Tal ação não tira a vontade e nem corta o clima, pois sinto que um furacão está prestes a me atingir. Os lábios do homem atacam os meus e o cujo encaixa-se em minhas pernas. Minhas mãos oscilantes navegam no mar de seus cabelos negros e recaem sorrateiramente sobre suas costas nuas. 

— Quero te dar uma coisa — Digo entre pausas, Aidan ri — Mas, não é só o que você está pensando — O sorriso se desfaz e dá lugar a uma expressão questionativa. Permito que as costas deste repousem despojada e escorrego para o lugar em que o seu membro ereto e rígido está. Não é sempre que me atrevo a fazer isso, porém estou com saudade dele, do corpo dele. E, o cujo adora quando me arrisco;

Sua boca entreabre e quase posso vê-lo questionar-me, porém o silencio imediatamente com a minha ação atrevida. Os meus lábios deslizam sobre seu pênis e agora é a minha vez de fazer movimentos delicados e bem feitos de sucção. Um gemido minimamente alto escapa entre as frestas de seus dentes e o pescoço encosta-se ao travesseiro. Junto a mim, em caricia, minhas mãos vêm e vão ao tronco do membro, delicadas. Os meus dentes, mordiscando o topo, fazem a respiração do dito acelerar, seu peito desce e sobe como consequência.

Sutilmente e rendendo-se, a mão esquerda do rapaz retira com a ponta dos dedos os fios loiros que caem sobre os meus ombros e rosto. Em seguida, delicadamente, o cujo movimenta minha cabeça com a intensidade que mais o agrada, guiando-me. Posso não ser boa o suficiente nesse quesito, mas me arrisco por ele, sim

— Se você continuar com ele na boca, não vai sobrar nada — Aidy diz tentando respirar, ansiando por fôlego. 

— Não aguento mais — Sibilo — Quero você aqui e agora — Não preciso falar duas vezes, pois ele vem até mim, pronto para encaixar-se como um quebra-cabeça

Sinto quando Aidan penetra-me deliciosamente olhando-me nos olhos, sem muita força; O garoto reproduz movimentos lentos e tenta, de prontidão, acostumar-se com o lugar apertado, lugar esse que este conhece bem, mas que estava sem ir a algum tempo. Entorpeço-me assim que o pressinto iniciar suas mínimas estocadas com um vai e vem mediano que logo, sem aviso prévio, avança para bombardeadas prazerosas. Minha vagina, contraindo-se de prazer, reage positivamente aos estímulos que o mesmo faz em seus movimentos certeiros e regulares. Tateio minhas mãos sobre suas costas alvas e dedilho com cautela as laterais, mantendo cuidado para não machucá-lo ou marcá-lo. 

Os meus dentes, sem controle, comprimem com força os meus lábios, machucando-me. Ouvi-lo gemer assim como eu é melodia para meus ouvidos. Em um entreabrir de boca, sorrateiro, murmuro quase em uma lamúria.

Ai, Aidan — É quase uma manha, uma birra.  

Gallagher esboça um sorriso meio a suas expressões concentradas e nada profere, pois já estamos em um ritmo mediano a essa altura do campeonato. Meus fios colam-se contra a clavícula e os seios entram em harmonia com o chacoalhar restante do corpo. Estou tão molhada quanto a própria água, com um frio extenso no estômago, a sentir todos os meus músculos se contrairem involuntariamente. Despretensiosamente, beijos rápidos e o encostar de nossa pele é algo que sela nossas juras. 

Sem esperar ou me avisar, o homem agarra-me firme pelo quadril e eleva-me, fazendo-me ficar sentada sobre si — Rebola pra mim, Batsy — Pede e, sem remediar, obedeço, rebolando de maneira que iguala-se a seus movimentos anteriores, um rebolar atrevido que me faz dar leves pulinhos. Com a mão esquerda, o rapaz enrola uma mecha de meu cabelo e a pressiona, pressiona tomando cuidado para não ser hostil demais. Gosto de olhar para ele em momentos como esse, apreciar a sua respiração e ver nós dois nos tornando um só. 

Minha pupila está dilatada e minha respiração áspera – eu deslizo, ele desliza. Vai e volta com facilidade. Encontro-me no auge da minha excitação, perdida nos meus orgasmos. Tão entorpecida que não me dou conta de quando Aidan assume novamente o controle, penetrando e estocando com uma rapidez bem maior que antes, me fazendo murmurar e choramingar ruídos que são inimagináveis – que não conseguiria reproduzir em sã consciência.

— Estou quasequase lá — Ouço, de relance, o cujo proferir. Continuo a senti-lo e o ajudo a chegar até seu ponto alto o mais rápido possível. Por mim, posso continuar o tempo necessário, o necessário para o satisfazer por completo. 

Não demora

Aqui está ele, dando suas últimas estocadas vagarosas antes de paralisar de uma só vez, sentindo tudo explodir em um misto; O abraço com ímpeto e solto-me apenas quando seu corpo desfalece de uma vez sem força alguma para se manter. Minha coluna colide abruptamente contra o colchão e um gemido fraco pelo estalar dos ossos é solto, Aidan está ao meu lado. 

Gallagher sorri espontaneamente satisfeito e, inocentemente, retribuo, este beija meu ombro. Encaramos um ao outro sob silêncio e, em seguida, lemos em uníssono a mensagem que aparece na televisão de seu quarto — ‘Tem alguém assistindo a ‘’Umbrella Academy’’?’.



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