História Imagines BTS - Capítulo 29


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Amor, Army, Bangtan, Bts, Fic, Hoseok, Imagines, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Min Yoongi, Rap Monster, Romance, Seokjin, Suga, Taehyung
Visualizações 275
Palavras 4.492
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Fantasia, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OIE! Mais um da maratona de príncipes e princesas pra vocês meus amores, espero que gostem e tenham paciencia por que ta bem grandinho. Não ficou tão bom, mas eu tentei! Juro! Boa leitura.

Capítulo 29 - Imagine Jung Hoseok - O segurança


Fanfic / Fanfiction Imagines BTS - Capítulo 29 - Imagine Jung Hoseok - O segurança

(CONTEM ERROS)

A carruagem balançava com certa força pela estrada de pedras, o espartilho do vestido parecia me apertar cada vez mais devido ao cansaço, minha postura já estava completamente desalinhada e eu podia jurar que a trança já soltava fios ao longo de sua extensão. Estava voltando para o palácio após visitar o reino vizinho para conhecer o herdeiro do trono e meu futuro marido, o lugar era consideravelmente longe e pelos meus cálculos levava pelo menos três horas a viagem, tempo o suficiente para fazer minha cabeça doer e meus olhos arderem.

            Quando enfim chegamos ao reino fomos recebidos com acenos e reverencias pelas ruas, algumas crianças tentavam correr atrás da carruagem e como resposta eram repreendidas pelos pais. O momento em que a carruagem parou na frente do meu amado castelo eu agradeci mentalmente e bati na porta mostrando que já estava pronta para descer, com a ajuda do cocheiro eu sai do cubo de madeira e bati a mão pelo vestido tentando diminuir o aspecto de amassado, me dirigi para dentro e fui abordada pelas empregadas:

- Seja bem vinda Vossa Alteza – elas se curvaram e me encararam – Deixamos seu banho preparado e arrumamos seus aposentos para que pudesse relaxar da viagem.

- Obrigada meus amores – sorri segurando em suas mãos e me curvei em agradecimento – Não sei o que seria de mim sem vocês.

- Nós que agradecemos, estaremos na cozinha caso precise de nós – Yang Mi, a mais velha, sorriu pra mim.

- Agora se me dão licença.

            Elas se curvaram uma última vez e saíram na direção de outro cômodo do castelo, subi as escadas enquanto tirava as luvas brancas e cumprimentei algumas pessoas que passavam por mim, olhei por baixo da porta do gabinete real e vi as luzes acesas o que significava que meu pai ainda estava ali trabalhando, fiz menção de entrar porém imaginei que receberia uma bronca se ele estivesse muito ocupado. Fui para o longo corredor onde ficava meu quarto e a medida que me aproximava de meus aposentos consegui notar a figura masculina parada ao lado da porta.

            Meu corpo inteiro travou assim que o vi, suspirei pesadamente sem desviar meu olhar do homem ali a minha frente. Jung Hoseok estava ali pela primeira vez em meses. Lá estava ele ao lado da porta de meu quarto pronto para velar minha noite impedindo que qualquer coisa pudesse me machucar.

Hoseok era um dos seguranças em primeira mão da família real, era responsável pela minha proteção em particular sendo assim meu segurança. Ele foi contratado quando fiz 17 anos e desde então vive a minha sombra. No inicio ele vigiava não só a mim mas à minha irmã mais nova também só que depois de alguns meses meus pais decidiram que o ideal seria que tivéssemos seguranças diferentes. Hoseok costumava seguir com dureza todas as normas e regras do trabalho, era extremamente chato e rabugento quando eu tentava algum contato, até que um dia o irritei o suficiente para que saísse da pose de malvado e puxasse minha orelha de leve como forma de ameaça, depois disso nosso mundo se tornou uma confusão. Com o passar dos anos eu e ele fomos nos apegando e construindo um relacionamento bom, começamos com poucas trocas de palavras e evoluímos rapidamente para diálogos informais e carregados de diversão nos tornando cada vez mais íntimos. A primeira vez que realmente agimos como amigos preocupados foi depois de um longo dia de discursão com meus pais sobre meus aprendizados, lembro de chegar ao quarto e encontra-lo parado ao lado da porta como sempre...

“Eu estava de cabeça baixa, não queria que ele me visse chorando, queria apenas entrar e tomar um banho:

- Hey princesa – a voz dele exalava certa alegria – Não notou nada de diferente?

- Desculpe Hobi oppa, eu não estou bem – tentei manter a voz firme e empurrei a porta do quarto.

- Ei, olhe pra mim – ele me puxou e segurou em meu rosto me fazendo olhar em seus olhos – Por que a senhorita esta chorando? – limpou meu rosto.

- Nada demais oppa, estou apenas cansada – sorri fraco e enfim notei que os fios castanhos de seu cabelo agora estavam pretos – Gostei do cabelo.

- Você esta mentindo, o que te fizeram?

- É só a pressão dos meus pais, vai tudo ficar bem, só estão preocupados comigo – levei a mão até sua cabeça e baguncei os cabelos sempre tão bem alinhados – Só falta mudar o penteado.

- Pare de mudar de assunto (S/n), por que estava chorando? Me diga ou puxarei sua orelha – ameaçou e eu dei risada.

- Querem que eu escolha um noivo, estou com 19 anos, daqui pouco tempo farei 20 e com 21 terei que me casar para assumir o trono – o olhei nos olhos – Falaram que eu sou inconsequente e que se não decidisse logo eles escolheriam o noivo. Hobi, eu não quero me casar assim...

- Entendo – suspirou e limpou minhas bochechas novamente – Mas princesa, seus pais querem o seu bem, eles querem apenas que você se siga seus passos.

- E eu quero apenas me casar por amor – suspirei e olhei pra baixo – Eu vou me retirar – sorri fraco e ele me puxou para um abraço me deixando assustada.

- Se você não amar o felizardo e ele não te amar eu mesmo sumo com ele, ok? – disse baixo e beijou minha testa me fazendo sorrir.

- Obrigada Hobi – me afastei e o olhei antes de entrar no quarto.”

            Desde aquele dia Hoseok e eu começamos a dividir segredos, contávamos as angustias que nos assombravam e juntos achávamos uma solução. Cada dia que se passava era uma nova forma de interagir, era um novo segredo, uma nova brincadeira e um novo código até que com o passar do tempo tudo se isso se tornou um novo e forte sentimento. Depois de alguns meses o que eu sentia por Jung Hoseok não era um sentimento de amigos, não era um carinho por alguém legal, era algo maior, mais bonito e avassalador. Eu comecei a ama-lo e nada era capaz de mudar aquilo.

Comecei então a tentar chamar sua atenção para isso, tentei jogar indiretas sobre como eu me sentia em relação a ele, porém nada foi notado e muito menos reconhecido já que para ele eu continuava sendo a princesa que ele tinha que manter protegida. Depois de tanto tentar mostra a ele que o amava eu acabei desistindo e comecei a me afastar, fui me tornando seca e eu podia notar que ele se magoava com minha atitude, fui diminuindo a frequência com que nos falávamos até que cheguei a um ponto de nem o cumprimentar e isso aparentemente foi a gota d’água pra ele...

“- Vai fingir que não me viu, alteza?  - ele estava sério e na mesma pose de antes.

- Boa noite Jung Hoseok – senti as palavras saírem secas de minha boca e uma risada irônica veio do mais velho.

- Você passou por essa porta mais de duas vezes hoje e não me dirigiu uma palavra, qual o seu problema?

- Nenhum, não sou obrigada a falar com você e eu estava ocupada resolvendo problemas sérios, você é apenas o segurança contratado pra me vigiar – seu olhar se prendeu ao meu e pude notar um brilho de raiva surgir.

- Eu não sou só isso quando você precisa de um ombro pra chorar – ele curvou o corpo na direção do meu – Ou quando você tem suas crises de princesinha mimada.

- Bom, já que pra você sou uma princesinha mimada o que acha de me deixar em paz e apenas fazer o seu trabalho? – minha voz vacilou e eu acabei desviando o olhar.

- Ótimo! Farei isso, obrigado pelo toque – se afastou me olhando e parou com as mãos cruzadas em frente ao corpo novamente.

- Eu deveria saber que você é um enorme idiota – bufei e entrei no quarto fechando a porta com força, porém o barulho dela batendo foi substituído por um grito.

- EU SOU IDIOTA? VOCÊ QUE TEM AGIDO FEITO UMA PERFEITA IMBECIL! – me virei encontrando um Hoseok ofegante se aproximando.

- Você não grite comigo!  - afirmei sem alterar o tom de voz.

- Esse grito ta preso a bastante tempo na minha garganta – parou bem na minha frente.

- Tem muita coisa presa na minha garganta também.

- Então fala! Melhor me falar que ai eu entendo o motivo desse ódio repentino por quem não te fez nada! Tudo que eu faço a droga do dia inteiro é cuidar pra que você esteja bem, tudo que eu tento fazer é te deixar bem e não faço isso por ser pago pra isso, mas por que o idiota aqui se importa de verdade com seu bem estar! – ele parecia magoado e balançava as mãos nervoso – Tudo que eu faço 24 horas por dia é cuidar de você princesa, de todas as formas possíveis!

- Eu não te odeio Hobi – suspirei e me sentei na beirada da cama olhando pro chão – Eu tentei de todas as formas que na verdade eu amo você e pareceu que você simplesmente ignorou tudo, eu não queria te magoar ou tratar mal mas essa foi a forma de proteção que arrumei pra não me machucar com esse sentimento – senti algumas lágrimas escorrerem por minha bochecha – Me desculpe por ser infantil.

- Sua boba – ele ajoelhou a minha frente e puxou meu queixo com a ponta dos dedos – Era só ter me falado – sorriu fraco e desceu a mão pra minha nuca olhando em meus olhos – Eu ficaria feliz em dizer que sinto o mesmo – sussurrou com a voz rouca e puxou meu rosto para um beijo.

- Hobi – o parei quando já estávamos bem próximos – Eu nunca...

- Isso só te torna mais perfeita – ele colou nossos lábios e eu senti como se uma corrente de eletricidade corresse por meu corpo inteiro me causando arrepios.”

            Depois daquele dia nós dois passamos a viver um relacionamento escondido, como estávamos juntos o dia inteiro era muito mais fácil manter um contato mais intimo quando ninguém estivesse olhando, e no final do dia aproveitávamos o corredor sempre vazio para ficarmos verdadeiramente juntos. Mas como em toda trágica história de amor o que é bom dura pouco, meus pais começaram a desconfiar da minha proximidade com o Jung e chegaram a nos interrogar mais de uma vez e nossas respostas eram combinadas.

            Um dia após meu aniversário de 20 anos ele me fez uma surpresa, levou uma cesta com comidas e uma toalha para meu quarto e quando cheguei ao local no fim da noite ele abriu  a porta revelando o presente. Lembro de ter ficado imensamente emocionada, ele foi mais que perfeito, no final do jantar ele pendurou um colar em meu pescoço, era um colar simples e singelo, tinha um pequeno diamante pendurado no fio prateado um pouco mais longo. Foi naquela noite que tudo acabou...

“- Eu te amo – ele sussurrou em meu ouvido enquanto acariciava meus braços – Lembre-se sempre disso princesa.

- Eu também te amo – sorri fraco com a cabeça deitada em seu ombro já que estava sentada entre suas pernas.

- Eu queria viver assim pra sempre, sentindo o cheiro de seu cabelo e o calor do seu corpo – pelo tom de voz eu sabia que ele sorria – Logo você terá 21 e eu não consigo esquecer o fato de você ter que se casar com um príncipe.

- Não me casarei com alguém que não seja você – sussurrei e ele riu fraco.

- Eu não sou capaz de te proporcionar uma vida digna, não tenho como te dar nem metade do que você tem princesa.

- Você trabalha e dá duro pelo que quer, isso te torna digno meu amor – ele me apertou no abraço – Eu tenho uma irmã que pode assumir o trono e assim será.

- Você faria isso? – perguntou e eu me sentei virando de frente pra ele tendo uma linda visão do homem escorado na parede.

- Eu renunciaria da minha vida por você – o olhei nos olhos e recebi um sorriso.

- Então fuja comigo... Não precisa renunciar nada, não precisa falar nada... Apenas fuja comigo – ele colocou as duas mãos em meu rosto fazendo um carinho gostoso.

- Sim – sussurrei e ele abriu um sorriso maior ainda aproximando nossos rostos antes da porta começar a ser esmurrada – Hobi!

- São seus pais – me olhou assustado – Prometa que vai concordar com tudo que eu falar! – pediu se levantando ao meu lado enquanto colocava o colar dentro de meu vestido – Prometa (S/n)!

- Eu prometo – meus olhos começavam a arder e os gritos do lado de fora aumentaram e o barulho de algo se chocando contra a porta – Prometa que vai ficar comigo, que não vai desistir de nós dois – pedi estendendo o dedo mindinho e ele me olhou cruzando o dedo no meu.

- Prometa que seu coração sempre será meu – vi uma lágrima escorrer por seu rosto e apertei mais nossos dedos assentindo antes da porta ser arrombada.

- QUE MERDA É ESSA? – o rei estava vermelho e se aproximou empurrando Hosoek para longe de mim.

- A culpa é minha majestade – ele disse abaixando a cabeça – Pensei que pudesse seduzir a princesa – o desespero começou a me consumir.

- O QUE TE DÁ DIREITO DE PENSAR EM UMA COISA DESSAS? QUER IR PRA FORCA? PRA GUILHOTINA? – meu pai foi se aproximando agressivamente de meu segurança enquanto minha mãe soluçava me abraçando.

- Perdoe meus pecados, vossa majestade – Hoseok se curvou.

- ORA SEU... – meu pai levantou a mão pronto para esbofeteá-lo.

- PAPAI! Não! – pedi e ele se virou pra mim – Não faça isso papai, ele não tentou nada demais. Apenas conversou comigo!

- (S/n), você deveria ter gritado por alguém! – minha mãe me repreendeu.

- Ele nem sequer me tocou – falei baixo e encolhi meu corpo sentindo o mesmo tremer – Ele não merece nenhum tipo de punição.

- Fique feliz por minha filha ter tão bom coração, seu bastardo – meu pai se aproximou de mim e outros seguranças entraram segurando Hoseok pelos braços – Suas ações terão consequências! Levem-no para meu gabinete.

            Olhei para meu segurança e recebi um último olhar e notei o mesmo sussurrar um Eu Te Amo antes de ser arrastado pra fora do quarto.”

            Agora lá estava eu andando em direção ao homem que tanto perturbou meu sono nas últimas noites. Lembro de ter questionado meu pai várias vezes sobre o que acontecera com ele e tudo que eu recebia como resposta era que em breve ele estaria de volta.

            Quando parei na frente do homem pude notar que seu rosto estava mais pálido, ele havia pintado o cabelo de vermelho escuro fazendo com que sua pele parecesse um pouco mais claro que o habitual. Suspirei e procurei por seu olhar sem ter resposta:

- Hobi oppa – sussurrei e ele se manteve sério sem me olhar,

- Vossa alteza – se curvou brevemente.

- Eu senti sua falta, não sabia o que havia acontecido com você, eu pedi tanto pra poder ver você novamente – me aproximei e ele levantou a mão se afastando um pouco.

- Fique onde está, não pretendo manter contatos físicos – sua voz estava seca.

- Mas... E tudo que passamos...

- Eu estava equivocado e acabei sendo influenciado pelo nervosismo de ser seu segurança, esqueça tudo que aconteceu no passado e por favor me deixe trabalhar – ele cruzou as mãos em frente ao corpo.

- Se passaram 9 meses desde que você desapareceu e você volta assim? Não sentiu minha falta? – sussurrei olhando pra baixo.

- Pra ser sincero não. O que aconteceu entre nós foi um erro e eu não deveria ter levado adiante, espero que não entenda como um problema.

- E seus sentimentos? – perguntei sem controlar o choro e a dor no peito.

- Creio que foram apenas fruto da minha imaginação e garanto que eles não existem mais – solucei baixo e me afastei um pouco.

- Você prometeu – abracei meu corpo e senti enfim o olhar dele sobre mim – Você me pediu pra fugir com você – o olhei e seus olhos não possuíam nenhum tipo de brilho mais.

- Eu estava em um momento de equivoco.

- E-eu... Eu vou me casar – soltei a informação de uma vez sem saber o que fazer.

- Desejo felicidades e garanto que será uma ótima rainha.

- Hoseok...

- Alteza...

            Entrei no quarto batendo a porta e grunhi alto sentindo a dor no peito me consumir aos poucos, meu corpo caiu fraco no chão e o colar que ele havia me dado saiu de dentro do vestido, me deitei soluçando e segurando o colar com certa força sem conseguir me controlar. Fiquei ali deitada até o cansaço me consumir por inteira me fazendo adormecer.

**

            E lá estava eu em frente ao espelho do quarto, pronta para meu casamento. O vestido branco longo era simples e delicado, inteiramente bordado e com mangas transparentes e simples, o véu seguia o padrão das mangas e estava preso em várias pequenas flores de cristal que enfeitavam a trança. Pendurado em meu pescoço estava aquele colar especial, o mesmo que eu ganhara ao completar 20 anos, ele estava ali no meu aniversário de 21.

            Depois do dia em que Jung Hoseok afirmou não sentir mais nada por mim não nos falamos mais, ele estava sempre ali, porém não era o mesmo. Ele esteve em todas as viagens feitas para resolver coisas sobre o casamento, estava presente na cerimônia em que o noivado foi anunciado e em que o anel de brilhantes foi posto em meu dedo. Perguntei mais de uma vez a minha mãe o que haviam feito com ele e tudo que obtive como resposta fora que ele foi ensinado a trabalhar direito. O homem nunca mais havia sorrido, ele não me olhava e mantinha sempre pelo menos um metro de distância. O homem que eu amei havia simplesmente desaparecido com as promessas feitas e com meu coração e eu jurei ser sempre dele.

            A batida na porta fez com que eu voltasse ao presente momento e pedisse a quem fosse para entrar:

- Licença alteza, mas a carruagem já a espera e me pediram que lhe acompanhasse – me virei rápido ao ouvir sua voz e pela primeira vez vi o homem a minha frente olhar para mim com certo brilho nos olhos.

- Obrigada – respondi brevemente.

- Você está linda – sua voz falhou e meu coração acelerou ao vê-lo sorrir brevemente.

- O-obrigada Hobi – sussurrei e ele fechou os olhos por um tempo respirando fundo.

- Precisamos ir – ele empurrou a porta para que eu saísse.

- Claro – olhei pra cima impedindo que qualquer lágrima escorresse e segurei o vestido saindo do quarto.

            Descemos em silêncio e quando chegamos a carruagem ele abriu a porta pra mim sem me dirigir o olhar, entrei na carruagem e minha mãe já estava lá dentro com minha irmã. Agradeci ao segurança e quando me virei puxando vestido vi um papel dobrado ser colocado sobre meu colo, levantei o rosto e encontrei seus olhos já transbordando, segurei na pequena janela em sinal de desespero e observei ele levar uma mão até os lábios e em seguida segurar minha mão simbolizando um beijo.

            A carruagem começou a se afastar e ele foi ficando cada vez menos visível, mordi o lábio com força tentando não chorar e abri o papel com certo desespero:

“Olá princesa, se estiver lendo isso creio que está a caminho de seu casamento. Pensei várias vezes em como deveria te falar tudo que estou prestes a falar, pensei em te trancar no quarto e falar tudo ou então em simplesmente não falar, mas eu não poderia te deixar ir embora sem lhe mostrar que meus sentimentos foram verdadeiros e sem dizer uma última vez que te amo. Depois daquele dia em que seus pais nos pegaram a minha vida mudou completamente, seu pai me ameaçou de diferentes formas e me perguntou mais de dez vezes  o que eu havia feito a você e quais as minhas verdadeiras intenções, minha punição não vem ao caso mas posso garantir que ele foi justo no que fez, os meses que passei fora foram para que eu fosse treinado novamente para ser seu segurança e pudesse reaver minha licença profissional. Quando me informaram de que seu pai queria que fosse novamente seu segurança eu entendi que aquela seria minha verdadeira punição e pode ter certeza que foi. A primeira vez em que te vi depois de tanto tempo longe foi uma verdadeira tortura, falar aquelas coisas pra você e ver o mal que estava lhe causando me fez definhar por dentro e o momento em que você me disse que se casaria foi o golpe final para que eu soubesse que as coisas haviam realmente acabado. Os últimos meses foram uma verdadeira tortura para mim, te ter tão perto e ao mesmo tempo tão longe era algo que me corroía por dentro, só não era pior por que pelo menos eu podia te ver. (S/n) em momento nenhum eu menti sobre meus sentimentos, em momento nenhum eu quis magoa-la e em momento nenhum eu quis te causar mal. Eu te amo, eu te amo tanto que chega a ser sufocante. Eu amo seu sorriso, sua voz, seu cheiro... Eu amo você por inteira e exatamente por isso eu não poderia interferir na sua vida. Você merece bem mais que um simples segurança, você merece o mundo e muito mais e acredite quando eu digo que queria poder te dar tudo isso. Eu te amo (S/n), e eu sempre vou amar e por isso preciso deixa-la ir. Espero que aceite minhas palavras e meu eterno pedido de perdão por te fazer chorar. Seja feliz minha princesa e por favor nunca esqueça que eu amo você.

Com amor e carinho,

Jung Hoseok”

            Solucei pesadamente e apertei os olhos com força tentando não chorar, apertei a carta contra o peito e curvei meu corpo sentindo a dor forte no peito. O assento ao meu lado afundou e senti a mão passar por minhas costas, minha mãe estava ali tentando me confortar, ela puxou o papel com cuidado e começou a ler enquanto eu ofegava tentando manter o controle. Minha irmã segurou meu rosto e fixou o olhar no meu me ajudando a recuperar a calma:

- Cocheiro pare! – minha mãe falou alto e a carruagem desacelerou.

- Mamãe – a olhei sem entender e ela pegou um lenço começando a limpar meu rosto – Já devemos estar atrasadas.

- Minha filha... Você o ama? – perguntou baixo e eu me assustei.

- Cl-claro que...

- Sim – minha irmã confirmou me olhando.

- Vá atrás dele, corra atrás de quem você ama – minha mãe sorriu me fazendo arregalar os olhos.

- Mas o casamento...

- Minha filha eu prefiro morrer a ver minha filha infeliz por cause de um trono! – ela dobrou a carta e me deu – Vá atrás dele, vá e não olhe pra trás... Eu te amo e se isso vai te fazer feliz, apenas vá!

- Mas meu pai, ele vai te matar.

- Esqueça ele... Agora vá...

- Obrigada mamãe – falei baixo a abraçando com força antes de me virar para minha irmã – Você cuide de nossos pais, e seja uma boa rainha – sorri pra ela que me olhou com lágrimas nos olhos.

            Desci da carruagem e a mesma voltou a andar em direção a igreja. Suspirei pesadamente e tirei meus saltos começando a correr, graças a Deus não havíamos ido muito longe fazendo com que eu chegasse rápido ao castelo. Subi o caminho de pedras até a entrada e entrei no salão principal gritando pelo meu segurança sem obter resposta, chamei mais algumas vezes e fui abordada por uma das empregadas:

- Ele foi embora alteza, pegou as malas e foi embora assim que vocês saíram – Yang Mi me olhava curiosa – Aconteceu algo?

- Não – sorri brevemente e a abracei – Obrigada por tudo que já fez por mim! Espero te ver de novo algum dia – a olhei nos olhos e saí do castelo correndo.

            Segurei o vestido com as duas mãos e larguei os sapatos ao lado dos portões antes de voltar a correr. Meu coração batia acelerado não só pela corrida mas também por estar indo de encontro ao que eu realmente queria. A adrenalina correndo por minhas veias não me permitia sentir dor ou cansaço, tudo que eu conseguia pensar era no homem de cabelos vermelhos que eu tanto amava.

            Parei bruscamente ao ver ao longe a figura masculina com uma mala em cada mão, gritei seu nome voltando a correr e ele parou de andar ainda sem se virar, acelerei a corrida e o gritei novamente. Hoseok se virou rápido me olhando, pude ver ele largando as malas no chão antes de começar a andar em minha direção, o chamei novamente com as lágrimas já saindo de meus olhos e ele acelerou os passos estendendo os braços. Tudo que senti foi meu corpo se chocando com força contra o dele e seus braços rodearem minha cintura me apertando no abraço, solucei baixo sorrindo e enterrei meu rosto em seu pescoço enquanto ele se sentava no chão comigo em seu colo:

- Sua idiota! O que faz aqui? – perguntou chorando comigo e sorrindo enquanto passava as mãos por meu rosto.

- Eu te amo! Eu te amo muito e não vou me casar com ninguém sem ser você – solucei o olhando nos olhos.

- Seu casamento! Seus pais vão matar você (S/n)! Você tem noção do que fez? – ele me abraçou com força novamente.

- Minha mãe me mandou vir, ela viu a carta e me mandou vir! Por favor Hobi! Por favor não me mande embora novamente, por favor! – implorei sem o soltar – Eu te amo e preciso de você pra viver... Você me prometeu!

- Eu nunca mais vou te deixar sair de meus braços – disse baixo – Eu não vou mais te perder minha princesa! Vamos pra bem longe daqui viver juntos assim como eu te prometi – ele me olhou nos olhos e acariciou meu rosto – Eu te amo (S/n)

            Sorri o olhando e puxei seu rosto para um beijo. Assim que nossos lábios se tocaram um arrepio percorreu meu corpo me fazendo suspirar, a mão dele foi para minha nuca e sua língua pediu passagem aprofundando o beijo, apertei meu corpo ao dele agradecendo mentalmente por poder enfim matar a saudade daquela boca. Me entreguei de corpo e alma naquele beijo e ele fez o mesmo deixando seus sentimentos explícitos. Puxei seu cabelo de leve se senti o mesmo sorrir entre o beijo antes de morder meu lábio inferior separando nossos lábios.

- Vamos? – perguntou olhando em meus olhos.

- Vamos – sorri me levantei junto a ele.

            O olhei entrelaçando nossas mãos e comecei a andar ao seu lado em direção a minha real felicidade.


Notas Finais


Espero que tenham gostado e tido paciência pra ler. Se gostaram comentem e se é novo por aqui, favorita por favor! Prometo que o próximo sairá logo e prometo estar um pouco melhor. Beijosss e até o próximo,


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