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História Imagines Hazbin Hotel - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Chapter II: Meet Me In The Dark (pt3)


Fanfic / Fanfiction Imagines Hazbin Hotel - Capítulo 8 - Chapter II: Meet Me In The Dark (pt3)

Meet you in the secret place

Scuffling in the dirt I wait

Whistle will blow, whistle will blow,

Share a joke the laugh's on me



Overlords/Overladies:




Lucifer Magne:


    Os ruidosos portões anunciaram a chegada alheia - que exalava prepotência e arrogância - com o chiado suave do batente retangular, cercado por pilares que sustentavam o imponente arabesco carmim, sendo arrastado contra uma das plataformas de mármore que compunha o pavimento reluzente. [Nome completo] escorou os digitos compridos sobre o corrimão de astes metálicas que acompanhava a escadaria de degraus prateados, luminescidos graças aos castiçais, esculpidos junto das estátuas suspensas sobre os suportes da escada enaltecendo formas femininas em poses ousadas. A quietude inesperada prevaleceu, quase como uma ordem, conforme Ninfa descia calidamente os degraus.


-Minha cara, está atrasada.- alertou o timbre suave, quase cantarolado, de Asmodeus.


    Os longuíneos digitos, retorcidos em enegrecidas garras salientes, foram estendidos tentadoramente para a jovem ex-guerreira de fios tingidos em azul-cobalto. [S/N] aceitou e o sorriso maníaco adornou os lábios finos de Asmodeus cujo terno - negro como a pelagem do alazão que montara furiosamente na batalha contra os serafins - ressaltava as curvas suaves que os cabelos escuros, escorrendo sobre as costas como uma cascata.


-Você pediu dedicação essa noite, então dedici executar o pedido.- provocou, soltando um riso suave que farfalhou a máscara de penduricalhos prateados que escorriam até o início das clavículas.


-E me permitirá apresentar-lhe alguns amigos, querida?


    A Ninfa acentiu - acompanhando o luxurioso transmorfo de aura assombrosa - enquanto caminhava, flutuando sob os saltos pretos que entrelaçavam os tornozelos.


    Stolas a reverenciou elegantemsnte e depositou o casto beijo no torço de sua mão, pomposo e gentil, repentindo o processo de apresentação com a esposa e sua entediada herdeira, Octavia.


    Vox somente acenou após fita-la, curioso, profissional e cauteloso, como sua magnitude anunciava.


    Alastor, acompanhante de Charlotte Magne, apresentou um grandioso sorriso e comprimiu suas garras alongadas contra as da Ninfa em um aperto brusco.


    Os alongados cílios da imperatriz, Lilith, vasculharam os traços delicados da desconhecida de vestido azul-cobalto e como Asmodeus - criador da luxúria - parecia encantado com os olhos violeta, beirando o magenta. Perambulando e cumprimentando os conhecidos no salão, em uma falha tentativa de esquecer a briga com Lucifer, Lilith farfalhou à saída e desapareceu.


-Vá beber alguma coisa, querido, posso caminhar por mim agora.- antecipou, sorrindo calidamente ao marido.


    O malicioso demônio acenou, desfazendo contato entre a macia epiderme de [S/N] - agora maculada por um forte contorno arroxeado - e as garras, proeminentes do esguio e corpulento demônio.


-Noite difícil?- interrogou a voz melodiosa que ocasionou um inesperado arrepio na nuca da ex-guerreira, descendo até o início dos quadris.


    O pomposo terno branco-marfim, bordado com detalhes ornamentais em vermelho-cornalina - circundando interior das golas e lapelas do blazer - concordavam com a suave presença da gravata-borboleta escura e sua característica bengala, cujo punho fora ornamentado no formato de uma maçã. Era ele: Lucifer. O governante de quem Asmodeus a fez prometer que ficaria longe, mas após apresentações - e algumas taças de vinho - [S/N] nem relembrava do vago juramento.


-Você ficaria surpreso.- concluiu, sorrindo.


-Lucifer Magne.- estendeu a mão, anunciando o grandioso e luminescente sorriso que encaixava com o olhar suave e tentador, quase travesso.


    A Ninfa sorriu, em resposta.



༻────────────༺



Vox: 


-Didn't I make you feel, like you were the only man...- soou a harmoniosa voz da demônio-mariposa, maneando - com graciosa suavidade - a cabeça enquanto tragava o cigarro e assoprava a fumaça acinzentada, sorrindo.-Yeah, didn't I give you nearly everything… That a woman possibly can?


   O sorriso pequeno emoldurando os lábios róseos, assim que tragou novamente. O timbre melodioso reverberando através do ambiente - excessivamente quente e abafado - ornamentado com edificações, estradas concretadas e os enferrujados e luminosos postes - onde sujeira e criaturas retorcidas descansavam. [S/N] remexeu as pernas longas cobertas por calças jeans rasgadas, dobradas até ambos os tornozelos.


-Ei! Ei! Ei!- saltitava a figura entusiasmada. A demônio dos emblemáticos cabelos [cor de cabelo] acenou, inclinando a cabeça para a estreita calçada, onde uma metamorfa de imponentes marias-chiquinhas acenava, aos saltinhos de animação.


    A desconhecida de pomposo vestido acompanhava um impaciente demônio-mariposa que trajava o óculos brega de lentes róseas em formato de coração e o sobretudo de tom avermelhado. Velvet e Valentino. [S/N] apagou o meio baseado no grandioso ícone retorcido em seis - composto do logo da 666 News - e saltou do topo, aterrizando com a suave graciosidade de uma pluma.


-Quem é a menina, Velvet?- indagou Valentino, observando a demônio-boneca com as finas sobrancelhas arqueadas.


-É a [nome completo]!- anunciou, animada. A pomposa de marias-chiquinhas apontou com os braços, singelamente listrados graças as mangas vermelhas e brancas.-Quando Stolas me levou ao mundo dos vivos, eu comprei algumas bonecas e um álbum! O álbum dela! Dark Side of the Sun.


-É, foi um ótimo álbum.- afagou a nuca, envergonhada.


-E como você morreu?


-Suicídio.- soltou, desinteressada.-Na madrugada que meu álbum foi lançado: Queen's Way Out.


-Porqueee?!- continuou, sua voz infantil ressonando como uma melodia.


-Uma saída.- balançou os ombros.-Eu fiz o bastante e vou comemorar com elegância.


-Vooox!- berrou, entusiasmada. Os braços esticados sobre a cabeça, acenando enquanto saltitava.-[S/N], Vox!- chiou, animada.-Vox, [S/N]


    A transmorfa de demônio-mariposa cumprimentou com a cabeça, acenando despliscentemete para o metamorfo de homem-televisão. 


-E aí, cabeça-de-tv?


    O poderoso homem-televisão arqueou a sobrancelha ao encarar a demônio-mariposa acompanhando Velvet e seu ex-namorado, Valentino. Os globos vermelhos-carmim não percorreram a desconhecida com agilidade, díspar do que Vox esperava, este fixou cada fibra de curiosidade sobre a dupla de pernas torneadas - e a dupla extra de braços que surgia através do tecido negro da blusa regata.


-[S/N]! Vem conosco 'pra Devil's Club.


    O desprazer circulou os olhos acarminados alheios e os lábios pequenos adornaram um sorriso, em resposta, com um tom travesso e irritante.


-Seria um prazer, sweet.



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Stolas: 


    O delicado tecido prateado farfalhava provocantemente sobre as plataformas quadradas de mármore, escorrendo desde os ombros - sutilmente cravejados - até o assoalho que repletia o suave crepitar do candelabro, ornamentado por ossos retorcidos e velas obscurecidas, luminescendo o amplo salão circundado por janelas em arco e as duplas escadarias que rodeavam um grandioso portão retangular de maçanetas onix.


-Arina.- saudou Belphegor, fingidamente tranquilo, abrindo um pequeno sorriso em direção à primogênita.-Onde está [S/N]?


    A primogênita enxergou o semblante exasperado cercar os traços suaves do genitor - e comandante de vinte e seis tropas demoníacas - e suspirou, envolvendo os alongadas dedos no anti-braço do demônio, permitindo que a manga prateada do vestido arrastasse e revelasse a curva óssea do pulso, adornado por uma pulseira lilás.


-Ela chegará logo, eu imagino.- ressaltou Arina.-Deve estar com os amigos pé-rapados dela.


    Um frustrado suspiro irrompeu da garganta masculina e Arina afagou o anti-braço do homem que a criou.


-CHEGUEI!- gritou o timbre ofegante feminino, irrompendo através dos emblemáticos portões de maçanetas escuras que eram cativas das mãos femininas.


    Os característicos olhos [cor] luminesceram o ambiente como faróis na escuridão e [S/N] expirou repetidamente e o oxigênio, quente e áspero, tocou os cílios. A gêmea dos curvados chifres de cordeiro abriu um sorriso grandioso e o vestido magenta - estampado com o fundo estrelado de galáxia - alças finas entrelaçadas na nuca e uma brilhosa saia minimamente transparente. Os passos apressados a acompanharam escadaria abaixo enquanto os saltos dela ressonavam rente aos degraus de mármore, dedilhando o corrimão de astes em arabescos metálicos.


-Atrasei?- zombou a caçula.


-Onde estava?


-Angel Dust precisava de ajuda.


-E onde ele está agora, querida?


-Descandando.- concluiu, fitando o corpulento demônio de terno e gravata.-No meu quarto.


-Você não deveria abrigar um viciado, [S/N].


-E você não deveria pensar em Lucifer Magne quando toca sua boceta imunda, Ari.- sorriu, venenosa.


    A primogênita abriu a boca, gaguejando exasperada, em contato com a suave harmonia de violinos e trompetes. O sorriso metamorfoseou-se de ácido para doce e tranquilo quando avistou uma pomposa silhueta de penteados fios loiros-areia e riso animado, acompanhando a melancólica demônio-coruja de terno-feminino, touca e fones.


-Charlie, Oc...- saudou, sorrindo amplamente.-Vocês estão lindas, meninas.


-E você atrasada.- repreendeu Octavia, puxando o fone da orelha, encoberta por um pano barato que compunha sua touca.


-E belíssima.- completou a herdeira.


-Como vai o Happy Hotel?- questionou a metamorfa cujos fios trançados despontavam alguns fios encaracolados e sobrepunham a face ruborizada.


-Muito bem, agora temos um... Patrocinador.


-Alastor, demônio-do-rádio. Estranho, mas engraçado.


    A entusiasmada conversa vagueou desde os tortuosos caminhos empresariais do - atualmente autodenominado - emblemático Hazbin Hotel até a divergência entre gostos musicais de Charlotte e Octavia. [S/N] gargalhava e sorria para os convidados, roubando canapés e saltitando sobre os saltos ao redor do pentagrama que adornava o antigo mármore cinza.


-E como Angel Dust acabou no seu quarto?


-Cherri me ligou, disse que precisava de ajuda.- bebericou do canudo, um profundo gole do Cuba Libre.-E como uma boa samaritana, eu aju...-


-Querida.- convocou a voz tranquila de Belphegor, este que prontamente causou a quietude mórbia junto ao trio.-Está pronta para ser apresentada à sociedade, meu bolinho?


    Charlotte acenou conforme Octavia arrastava a herdeira de pomposa vestimenta, costurada em sutis bordados e a demônio-cordeiro acenou devolta, sorrindo desacreditada enquanto era escoltada por um demônio esguio, cuja mão estava apoiada na lombar da menina. 


    Belphegor e a primogênita curvaram-se pomposamente perante os Magne, Arina repuxava o tecido esbranquiçado do vestido entre os digitos alongadas e o soldado moreno bateu o punho contra o peito malhado, diferente da jovem de vestido estampado que apenas acenou e sorriu.


-[S/N].- saudou o governante de sorriso grandioso.


-Tio Luci.- devolveu, sorrindo, carinhosa e travessa.-Tia Lili.


-Charlotte adoraria tê-la em casa novamente, espero que a honra de sua presença seja o bastante para aparecer.


-Será um prazer, senhor.


    O enfezado demônio-televisão acompanhava os saltitos de Velvet - uma espécie de demônio-boneca - que seguia o cafetão de sobretudo e óculos em formato de coração. Os três V's, uma assombrosa versão da Santíssima Trindade que Belphegor e Arina reverenciaram.


-Ei, [S/N]!- acenou Velvet, abruptamente circulando o braço esquerdo nos ombros da metamorfa e brandindo o celular luminoso enquanto cegava o demônio-cordeiro com flash.


-Velvet...- sorriu, abraçando a demônio-boneca enquanto a mesma saltitava entusiasmada.-Val, Vox.- saudou.


-E aí, [loira, morena, ruiva]?- indagou Vox, direcionando sua atenção para o brilhante iPad.-Você sumiu.


-Estive ocupada, cabeça-de-tv.


    O demônio-televisão ergueu o dedo-médio, entediado.


-É uma fedelha arrogante, hm.- reclamou Valentino, com o mesmo tom cantarolado malicioso.


-E você vai me dar umas palmadas?- devolveu a demônio com nítido divertimento.-Nos seus sonhos, mariposa...


    Alastor a cumprimentou - após uma altiva reverência da irmã mais-velha e o embasbacado genitor - e sorriu assim que Arina tentou flertar com o próprio, mas o cervo estava focado na mais-jovem e como esta parecia encantadora e simples. Ela acenou, infantil e sorridente, enquanto o forte capitão escoltava as gêmeas - uma adorada e outra quase completamente desconhecida. Finalmente, Stolas junto de Stella - sua esposa. Possivelmente os únicos que a garota de vestes estampadas desconhecia.


-Sr. Stolas, sra. Stella.- cortejou Belphegor, abrindo um riso pequeno enquanto pegava a mão de Stella e reverenciava animadamente a dupla.-Essas são minhas gêmeas: Arina e [S/N].


-[S/N]? Minha filha, Octavia, falou sobre você.- admitiu em falsa animação, empurrando a estola do manto de fundo avermelhado.-É um prazer conhece-la.


-Você é... Octavia é sua filha?- repetiu, surpresa.-Desculpe minha surpresa, mas eu e Oc não conversamos sobre as nossas... Famílias, então… Espero que compreenda.


-Claro, querida. Entendo totalmente.- admitiu, encarando o conjunto de figuras estacadas atrás da demônio-cordeiro.


    Stella e Belphegor envolveram-se em uma conversa sutil - acompanhada de Arina que sorria como um manequim e gargalhava nervosamente por, talvez, não compreender as dualidades de guerra e economía - enquanto [S/N] fitava o trio, um pouco afastada.


-[S/N], correto?- questionou o emblemático Stolas, fitando o atraente cordeiro de vestido estampado, sorriso fraco e adoráveis bochechas sardentas rosadas.


-Correto. Stolas Goesha, não?- devolveu.


-Correto, encantado.- estendeu a mão, dedos alongados e cobertos por uma penugem macia cercaram a mão alheia e balançaram.


-Igualmente, senhor.- sorriu, adoravelmente.



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Valentino:


    Os pesados cascos castanho-avermelhados galoparam rente ao concreto áspero conforme a transmorfa de corça tentava fugir das repetidas explosões e suas compridas e torneadas pernas a impediam, causando tropeços - quase - vergonhosos como as orelhas adoráveis que surgiam no topo do crânio, assim como os singelos chifres chocolate que retorciam em outras direções como galhadas de uma gazela. [S/N] escorregou quando o sétimo estrondo soou, consequentemente ocasionando um zumbido incômodo e uma dolorosa pontada na visão para então escorregar em direção ao piso, ralando as mãos, joelhos humanóides e o cotovelo direito.


-Ei, menina-nova, cuidado aí.- anticipou a desconhecida de maria-chiquinhas proeminentes, vestido ostentoso e uma vitamina rosada entre os dedos afeminados. A mão vazia apontou para uma lixeira flamejante sobrevoando a rosto da menina, enquanto ela girava, ofegante, sobre a estrada quente.-Uau!


-Velvet, fique quieta.- ressaltou Vox, desinteressadamente.


    O demônio-corsa hasteou o contorno esguio, revelando as coxas torneadas que desabavam em joelhos magrelos e metamorfosearam em felpudos tornozelos animalescos que concluíam os cascos ásperos com manchas brancas.


-Vocês sabem o que... O que 'tá acontecendo?


-Outra luta de rotina.- respondeu o demônio-televisão com o olhar focado no aparelho-celular luminoso que anunciou dados, tabelas e gráficos no visor.


-Ela é nova, Voxxy.- repreendeu, quase de maneira infantil, enquanto saltitava sobre o contato do estreito banquinho de madeira e chumbo retorcido em arabesco.-Então, você morreu? Como? 


    A ex-bailarina dedilhou o pescoço, engolindo a espessa saliva dolorosamente, enquanto os compridos dedos com unhas aparadas arrastaram-se com graciosidade desde a laringe até o início das clavículas.


-Eu fui… Enforcada.


-Sério? Eu fui queimada!- gargalhou, sorridente.


-Enforcada...- repetiu, atordoada.-Pela esposa do meu...


    O demônio-televisão levantou os luminescentes globos vermelhos-cornalina e arqueou a sobrancelha, analisando a jovem-mulher escorada contra os resquícios do edifício de cinco andares - que tornaram-se escombros torcidos e empilhados - observando os céus avermelhados brilhando graças ao minguante luar prateado.


-E quem são as pessoas lutando?


-Pessoas...- riu Velvet, abobalhada.-São demônios, somos todos.


-Valentino...- apontou, desinteressado.-E Stolas.- balançou a mão, com silencioso desdém.


-E o amigo de vocês é esse... Valentino?


-Sim, sim... Ele é um demônio-mariposa!- anunciou Velvet apontando para o transmorfo de sobretudo avermelhado e óculos de lentes róseas e formatos de coração.-Muuuito forte!- salientou, animada.


    O emblemático metamorfo surgiu, aos tropecos, com as lentes quebradiças compondo o óculos de lentes rosadas e o sobretudo estraçalhado ressaltando os hematomas e rasgos ensanguentados na epiderme de tom roxo-palácio.


-Eu... Venci... Aquele filho da puta...- concluiu a grandiosa criatura arroxeada, cuja cartola avermelhada permaneceu cativa dos dedos alongados e retorcidos em garras.


    A ex-bailarina florentina observou, cada corte e rasgo na vestimenta pomposa do exótico transmorfo e o poderoso chapéu, rodeado por uma grossa faixa listrada com o leve rasgo transverso, Valetino deixou que a cartola tombasse contra o meio-fio da estreita calçada e os joelhos magros oscilaram e antes que Velvet reagisse, [S/N] circundou os braços ao redor dos ombros masculinos e o corpo esguio foi comprimido contra o piso.


-Alguém ajuda aqui?!


-Voxxy!- repreendeu a boneca que saltou, prontamente, do banquinho de madeira para auxiliar a de maria-chiquinhas em uma falha tentativa de erguer o alongado transmorfo pelo braço.


-Que inferno.- praguejou o demônio-televisão. 


-Inferno é o que eu 'tô passando, porra!- xingou [S/N].



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Lilith Magne:


-Lucifer! Lucifer, seu maldito bastardo idiota!- berrou [S/N] enfezada, esmurrando os portões grandiosos de mármore cintilante e suaves detalhes dourados adornando o amplo batente.


    Um enferrujado ruído soou e a imagem de um pomposo homem de epiderme empalidecida como um cadáver e os mesmos olhos, mortíferos e maliciosos, com pupílas finas direcionadas à irmã mais-nova. O governante enroupava o roupão felpudo branco-marfim, estampado com maçãs.


-[S/N]!- saudou, ostentoso e ácido, mantendo a maçaneta cativa dos compridos digitos enegrecidos, torcidos como garras proeminentes.-Minha irmãzinha favorita, demorou para ser expulsa.


-Exilada, maldito.- corrigiu, impaciente.-E sacrificada.


-Eu soube, quase não acreditei, mas você sempre foi uma serafim caótica.- debochou, risonho, assumindo o mesmo tom zombeteiro que a serafim lembrava.-Então, gostando do ambiente?


-Sem meus irmãos mais-velhos, não parece tão tenebroso quanto os arcanjos narram.- desdenhou, balançando seus ombros cansados.-Já conheci alguns demônios.


-E admite que meus súditos não são falsos como nossos irmãos?


-Demônios mentem para contar a verdade enquanto anjos mentem para esconde-la, então tire conclusões.- concluiu [S/N] com um pequeno sorriso, reconfortante.


    O imperador de despenteados cabelos loiros-areia fitou algo através dos ombros e abriu o característico riso com dentes salientes anunciados. O Magne empurrou a porta e o limiar não conteve o agudo rangido.


-Entre, quero que conheça duas pessoas especiais.


    A ex-serafim irrompeu no interior congelante da mansão que apresentou um emblemático salão, suspenso graças aos ornamentados pilares de mármore que ressaltavam a presença do luxuoso candelabro - exagerado - cujas velas púrpuras crepitavam sobre a tapeçaria cornalina, esta que desaparecia em duas eacadarias que encaixavam sobre o único palanque e anunciavam um emoldurado quadro em tinta-óleo.


-Escravizou quantos 'pra construir esse lugar?


-Muito mais do que você poderia contar.- debochou, rindo.


    Os passos tranquilos envolveram a quietude do salão e os curiosos olhos [cor] afeminados examinaram cada um dos estreitos degraus da elegante escada que apresentou a altiva presença de cabelos alourados, este tão brilhosos e bem-penteados, que escorriam trançados sob o ombro e desapareciam em contato com a camisola rosé de finas e delicadas alças que combinavam com a suave renda que preenchia o busto e finalmente, um leve robe avermelhado de textura semi-transparente.


    Era a imperatriz da escuridão, rainha do submundo e um pecado vivo personificado no formato de uma mulher cujo cabelo dourado refletia as desagraças dos homens: Lilith Magne e, em seus braços, uma criatura pequenina com os mesmos contornos negros ao redor dos olhos e o cabelo alourado combinando com o cobertor estampado com as mesmas estrelas e arco-íris de sua touca com pompom.


-Essa é Lilith e minha filha, Charlotte.


-E-E-Eu... Como você… Vocês dois...- [S/N] suspirou, quase sem fôlego.-É uma menina encantadora, Luci.


-Minha filha, né?- debochou, irônico.


-É uma honra finalmente conhece-la, sra. Lilith.


-A honra é completamente minha, [S/N].- saudou a mulher de fios dourados.-Lucifer falou muito sobre você.


-E-Eu não diria muuito, mas... É, bem... Eu falei um pouco.


    Os passos tranquilos de [S/N] encaminharam a serafim para o encontro da presença esmagadora de Lilith, alguns centímetros mais alta que a própria, então a com cabelos [cor do cabelo] estendeu o indicador e tocou a face pálida do recém-nascido, embrulhado no cobertor, Charlotte não tardou para agarrar o digito e morder levemente. A menor sorriu e observou a imperatriz fazer o mesmo, afagando o crânio da pequena.


-É realmente linda, minha senhora.




Notas Finais


🌌001. Sinto muito os atrasos, mas meus estudos, meu trabalho e meu curso estão tomando todo meu tempo.

🌌002. Aproveitem, meus bolinhos


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