História Imagines Maze Runner - Capítulo 4


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Categorias The Maze Runner
Personagens Alby, Ben, Gally, Minho, Newt, Personagens Originais, Thomas
Visualizações 37
Palavras 1.036
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Thomas


Você estava andando pela praia e areia macia fazia cócegas em seus pés. Fazia uns dias que vocês tinham chegado ao Refúgio Seguro e tudo estava muito calmo. Aquilo era estranho.

Você estava procurando Thomas, ele estava um pouco distante e sumia constantemente. Talvez ele estivesse triste com tudo o que tinha acontecido até vocês chegarem ali. Não era fácil e você entendia.

Mas você o conhecia muito bem. E sabia que ele estaria na praia.

E estava certa.

Não demorou muito para que você avistasse ele sentado em um canto da praia, olhando o mar. Daria tudo para saber o que ele estaria pensando.

-Oi – você disse sentando ao seu lado e ele levou um susto.

-Oi Ana – ele disse forçando um sorriso feliz, não dando muito certo.

-Faz uns dias que você anda desse jeito, isolado...

Thomas voltou a encarar o mar na sua frente de forma profunda. Ele suspirou profundamente e voltou a encarar você.

-Só é difícil – ele disse da maneira mais sincera que podia. E você entendeu perfeitamente.

-Eu também sinto falta deles – você disse lembrando de Newt e Teresa.

Ambos tinham sido de extrema importância para você e para todos. E tinham partido.

Dessa vez quem encarou o mar e ficou pensando foi você e quando se deu conta disso, balançou a cabeça tentando tirar pensamentos depressivos da mente.

-Thomas, nós estamos vivos! E em um lugar seguro! Finalmente podemos relaxar.

-É mais fácil falar do que fazer – ele riu – Eu estou constantemente com aquele sentimento de partir para a luta.

-Mas você não precisa mais. Eu tenho certeza que Newt iria querer ver você feliz, aproveitando o que você lutou tanto para conseguir.

Thomas em um ato rápido segurou sua mão, entrelaçando seus dedos.

Não era a primeira vez que algo havia rolado entre vocês dois, mas você ainda não estava acostumada com aquela aproximação.

Ninguém imaginaria que o primeiro beijo entre vocês dois tinha sido se escondendo de um verdugo no meio do labirinto. Nem que ele havia dito que te amava no meio dos crancks. O perigo estava sempre com vocês e agora que tudo estava mais calmo, era como se finalmente você pudesse parar para pensar.

E era vergonhoso e ao mesmo tempo feliz demais.

Thomas te completava e você o completava. Seja no meio do perigo ou não.

-Você tem razão – ele finalmente disse – Ele iria querer que sejamos felizes.

Você olhou para as suas mãos entrelaçadas. Queria saber se a frase do menino na sua frente tinha segundas intenções. Ele estava querendo dizer que teriam que ser felizes juntos?

-Sim – você respondeu – Dê a você mesmo a chance de aproveitar, relaxar e ser feliz!

-Não sei bem como fazer isso – ele disse dando de ombros.

-Posso te ajudar – você disse abrindo um sorriso um tanto malicioso e se inclinando para o menino na sua frente.

Thomas achou engraçada a sua reação. Nunca haviam conversado sobre o que havia entre vocês, apenas havia rolado. E no meio de toda aquela bagunça isso era uma coisa muito boa, mas agora que tinham tempo e podiam pensar melhor, Thomas queria dar nome aquela relação e dar o que você merecia.

Thomas segurou em sua cintura e você continuou a se inclinar para cima dele, só que dessa vez ele a puxou junto, deitando na areia macia aos poucos. Em nenhum momento o contato visual entre vocês havia sido quebrado.

Quando você já estava praticamente em cima dele, com uma distância mínima de sua boca, sorriu mais uma vez e se afastou bruscamente dele.

-Vem! –você gritou se levantando e correndo em direção a água do mar que brilhava e era quase verde. Fazia um tempo que você queria fazer aquilo.

-Isso é muito errado – conseguiu ouvir ele resmungar.

Riu da expressão de Thomas, que estava nitidamente bravo por você ter se afastado bem naquele momento. Mas observou ele levantar e correr em sua direção.

A agua do mar estava morna e o sol da manhã batia já forte em seu rosto. Assim que Thomas se aproximou, provavelmente querendo continuar o que você tinha interrompido na areia, você jogou agua nele, o molhando todo.

-Você está provocando – ele disse tentado ficar bravo, mas não conseguiu esconder um pequeno sorriso.

Você riu mais uma vez.

-Não queria aproveitar? – você respondeu.

E em um movimento rápido Thomas retirou a camiseta dele molhada, jogando a mesma em algum lugar.

Você jurou sentir suas pernas fraquejarem ao observar o abdômen definido dele.

-O que foi? – ele disse sorrindo ao observar sua reação e seus olhos totalmente vidrados nele.

Você balançou a cabeça de um lado para o outro tentando tirar a expressão do rosto.

Ele estava querendo te provocar também e adorou o jogo.

Sentiu agua ser jogada em seu rosto, obrigando você a fechar os olhos por conta do impacto. Quando abriu, Thomas já estava bem na sua frente.

A distância pequena, o abdômen perfeito... Ele te controlava e você nem sabia daquilo.

E antes que pudesse fazer algo, Thomas te empurrou, fazendo você cair na agua com tudo.

-Vai ter troco! – você gritou levantando e correndo atrás dele, o que era bem mais difícil com a agua do mar.

Nisso começou-se uma mini guerra. Cada um jogava agua do outro, como se fossem crianças. Quando estavam perto, empurravam o outro e caiam na agua. As vezes os dois caiam juntos e você não lembrava da última vez que havia rido tanto.

Em um dado momento a luz do sol bateu na agua com maior intensidade, fazendo o brilho ser refletido em Thomas. E aquilo foi lindo.

O mesmo percebeu sua reação calma e se aproximou, dessa vez sem jogos ou provocações.

-Obrigado – ele disse segurando seu rosto com as duas mãos e se inclinando, selando os seus lábios.

O toque de seus lábios foi diferente em relação as outras vezes. Dessa vez não havia pressa, foi calmo. Thomas realmente tinha levado a sério sobre aproveitar mais o momento novo e se permitir ser feliz.

A agua salgada se misturava ao beijo deixando um gosto novo também.

Não havia mais perigo, nem muito sobre o que se preocupar. Eram só vocês dois agora e nada podia interromper ou acabar com aquilo. 



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